02
Nov 14

Caixa, BPI e BCP captaram 4000 milhões em depósitos no 3.º trimestre

Em apenas três meses, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BPI e o BCP registaram um aumento de quase 4000 milhões de euros nas suas carteiras de depósitos, com especial destaque para o banco estatal que recebeu a fatia de leão (mais de metade do valor).

A captação anormal de depósitos (3893 milhões), entre 30 de Junho e 30 de Setembro, por parte da CGD, do BCP e do BPI, terá sido, em grande medida,o resultado da migração das poupanças dos clientes do BES/Novo Banco que terão procurado um refúgio nos três maiores bancos a operar em Portugal.

Já no Montepio Geral a tendência foi inversa à da CGD, BPI e BCP, ao registar uma descida nos seus depósitos. De acordo com os dados divulgados esta semana pela instituição financeira detida pela associação mutualista, em Setembro deste ano (final do terceiro trimestre), o total de depósitos era de 13.969 milhões de euros, caindo 345 milhões de euros face a Junho (-2,4%). No final do semestre, os depósitos chegavam aos 14.314 milhões, e o valor tinha vindo a subir.

A aceleração do crescimento dos depósitos na CGD, BPI e BCP deverá ter sido feita à custa dos clientes do BES/Novo Banco. O banco público voltou a destacar-se e, em apenas três meses, a sua carteira de depósitos na actividade doméstica aumentou 2395 milhões, passando de 52.741 milhões, para 55.136 milhões. No mesmo período, a do BPI subiu 888 milhões (para 19.288 milhões), valor que no BCP foi de 610 milhões (para 34.214 milhões). 

Desde Junho que se tinha instalado à volta daquele que chegou a ser o segundo maior banco privado português uma sensação de descrédito generalizada que culminou com a renúncia de Ricardo Salgado à liderança do BES, ao fim de 22 anos, por imposição do Banco de Portugal, e a sua detenção para ser interrogado pelo Ministério Público, a 28 de Julho. Para além destes episódios, o facto de o Novo Banco, criado a 3 de Agosto, ser por definição de transição, destinado a ser vendido, tende a gerar incerteza quanto ao seu futuro.

Depois de o BPI (prejuízo de 114 milhões), o BCP (prejuízo de 98,3 milhões) e o Montepio Geral (lucros de 22 milhões) terem apresentado contas, foi ontem a vez de a CGD revelar ter fechado o terceiro trimestre em terreno positivo com lucros de 55,5 milhões de euros, que contrasta com um prejuízo no mesmo período de 2013 de 283,5 milhões de euros.

É o terceiro trimestre consecutivo em que o banco apresenta lucro, ainda que, entre Janeiro e Junho, a CGD tenha apurado um lucro de 130 milhões de euros, que acabou por ser penalizado pelas imparidades de crédito registadas com empresas do Grupo Espírito Santo (GES). 

A CGD justifica o acréscimo de 20% nas imparidades do crédito, que totalizam agora 570 milhões, por "factores conjunturais de carácter não recorrente, parte dos quais com reflexo muito importante na actividade internacional.". Ainda assim, os custos com provisões e imparidades representaram uma redução homóloga de 13,1%, totalizando, no acumulado dos nove meses, 580,8 milhões de euros. A exposição da CGD ao grupo GES é de cerca de 300 milhões de euros, sendo que apenas 100 milhões têm garantias reais. Entre 150 a 170 milhões de euros são considerados de risco e foram provisionados.

Entre Janeiro e Setembro, o produto da actividade bancária subiu para 1370 milhões de euros, mais 10,4%, reflectindo o impacto positivo na CGD da crise no BES, com os depósitos a subirem 2540 milhões de euros para 69.726 milhões (mais 3,8%) face aos nove primeiros meses de 2013. Por seu turno, o crédito reduziu-se 4,9% para 71.900 milhões de euros. O financiamento à economia caiu 7% para 55.000 milhões, sendo que quer ao nível das empresas quer de particulares se verificou uma descida. A margem financeira alargada aumentou 26,2% para 779,9 milhões no período analisado.  

O resultado bruto registou uma subida de 66,4%, totalizando 413,3 milhões de euros. Para os resultados positivos contribuiu também a venda de 80% das seguradoras Fidelidade, Multicare e Cares, ao grupo chinês Fosun, que originou uma mais-valia de 234,9 milhões de euros. O rácio de solvabilidade (CET1) passou de 10,7%, em Dezembro do ano passado, para 11,7% no terceiro trimestre do ano. Com Luís Villalobos

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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05
Out 14

Banco Popular e BIC querem comprar Novo Banco?

A aquisição do Novo Banco tem vários interessados. Mira Amaral, líder do Banco BIC em Portugal, e Rui Semedo, presidente do Banco Popular, falaram das intenções das suas instituições quanto a uma corrida ao banco, no Fórum Empresarial do Algarve.

"Posso dizer que pode ser uma oportunidade interessante para o comprador. Nenhum operador desdenharia ou iria desprezar a presença do Novo Banco em alguns segmentos de mercados." O presidente do Banco Popular disse, contudo, que esta é a sua apreciação pessoal. Quanto ao eventual interesse na compra do Novo Banco afirmou que "cabe ao acionista decidir".

 

Já Mira Amaral afirmou que o BIC não está na corrida e fez referência o jornal Expresso que na edição deste sábado publicou essa mesma notícia, citando as declarações do presidente do BIC e acionista, Fernando Teles.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/banco-popular-e-bic-querem-comprar-novo-banco=f892324#ixzz3FI0weotC

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22
Set 14

Barclays quer fechar 60 balcões em Portugal

O Barclays quer fechar mais cerca de 60 balcões em Portugal, país onde a presença deixou de ser estratégica, e reduzir entre 350 a 400 postos de trabalho. 

O novo plano - o terceiro em três anos - está já aprovado por Londres e vai ser lançado nas próximas semanas, segundo disseram fontes da instituição bancária à agência Lusa. O objectivo é, segundo as mesmas fontes, implementá-lo até ao final do ano. 

Outra fonte explicou à Lusa que, desde que foi conhecida a estratégia do grupo, "o negócio do banco [em Portugal] tem vindo a cair, com fuga de depósitos". 

Contactado pela Lusa, o Barclays Portugal enviou a seguinte posição oficial por escrito: "Em Maio, a operação de retalho do Barclays Portugal foi incluída pelo Grupo Barclays na unidade 'non-core' do mesmo. Continuamos a gerir activamente e a proteger o negócio em Portugal e a assegurar que prestamos um serviço de qualidade aos nossos clientes". 

"Se, a dado momento, isto significar uma reorganização da operação de retalho em Portugal, assim o faremos, tratando todos os envolvidos com respeito, gerindo o processo de forma responsável e informando os colaboradores, os clientes, os reguladores e a imprensa no momento oportuno", acrescentam. 

A comunicação dos planos do grupo aos sindicatos deve acontecer "muito em breve". 

A 8 de Maio, o presidente executivo do Barclays, Antony Jenkins, anunciou a revisão da estratégia do grupo, para se focar nas "áreas onde tem capacidade e vantagem competitiva", e que passava pela supressão de 14 mil empregos só este ano. 

O britânico Barclays já vem a reestruturar a operação em Portugal nos últimos anos, tendo saído mais de 400 trabalhadores entre 2012 e 2013, além do fecho de dezenas de balcões. Em Maio, segundo fonte oficial do banco, trabalhavam no grupo em Portugal 1.600 funcionários, continuando abertas 147 agências.

fonte:http://rr.sapo.pt/inf

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19
Ago 14

Novo Banco já está a preparar mudança da marca

O Novo Banco vai mudar de nome. Segundo o Dinheiro Vivo apurou o plano de reestruturação que a instituição financeira está a preparar prevê um rebranding que passa pela alteração do nome do banco. Assim, todas as agências, produtos e comunicação serão alterados de acordo com o que for escolhido.

O Dinheiro Vivo sabe que já há equipas a trabalhar na alteração da marca e está previsto que esta operação esteja concluída dentro de dois meses. Ou seja, até ao final de outubro, início de novembro deverá estar desenhado o rebranding do Novo Banco. Assim, já será possível desenvolver uma oferta de produtos debaixo da nova marca.

Uma das preocupações da atual administração passa, entre outros fatores, por um maior enfoque no retalho. A equipa liderada por Vítor Bento quer recuperar os clientes que perdeu, na sequência da crise que envolveu o Grupo Espírito Santo (GES) e o BES.

O Novo Banco foi criado a 4 de agosto como o "banco bom" que veio substituir o centenário BES, com a assinatura "mais forte e mais seguro". Chegou a pensar-se que o Novo Banco iria manter-se com esta designação até à concretização da sua venda, que deverá ocorrer em 2015, tal como o Dinheiro Vivo noticiou. "O novo acionista poderá querer manter a sua própria marca, caso seja um banco, ou alterá-la. Talvez por isso fizesse mais sentido esperar pela concretização da venda", afirmou uma fonte do sector que pediu para não ser identificada.

No entanto, a administração liderada por Vítor Bento quer criar uma nova marca que não tenha qualquer referência ao antigo BES e optou por não esperar pela venda para o fazer.

Atualmente, ao aceder ao site do BES os clientes são reencaminhados para o endereço do Novo Banco (www.novobanco.pt). Nesse site é notório que alguns produtos já deixaram cair a marca BES, como é o caso do crédito à habitação ou do crédito individual.

No entanto, ainda existem ofertas que têm a marca do BES associada, o que pode gerar alguma confusão. Isto porque o nome BES ficou definido como o "banco-mau", ou seja, a instituição que agregada todos os ativos tóxicos que pertenciam ao antigo Banco Espírito Santo.

O Novo Banco foi capitalizado em 4,9 mil milhões de euros através do Fundo de Resolução. A instituição financeira tem dois anos para pagar o empréstimo, cuja taxa de juro é de 2,95%. Vítor Bento já deixou claro que pretende cumprir esse prazo.

fon te:http://www.dinheirovivo.pt/

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18
Ago 14

Presidente do Montepio tranquiliza clientes

O presidente do Montepio, António Tomás Correia, garantiu esta segunda-feira que os clientes e mutuários da instituição podem estar descansados, já que o grupo está "muito bem capitalizado", tem muita liquidez e está bem provisionado.

"Os clientes e os mutuários podem estar descansados. O Montepio é um grupo muito bem capitalizado, muito líquido e com um balanço e ativos muito bem provisionados", afirmou o gestor, numa entrevista à estação televisiva TVI.

Estas declarações surgem dias depois de ter sido noticiado que está em curso uma auditoria forense ao Montepio, a pedido do Banco de Portugal.

"Aquilo que está em causa é uma avaliação de procedimentos na carteira de crédito, sendo a maioria crédito à habitação e não crédito às empresas a que se referiu [do universo Grupo Espírito Santo]", sublinhou Tomás Correia.

Segundo o presidente do Montepio, a auditoria forense que está em curso no Montepio "é um procedimento de rotina, normal e desejável", tendo-lhe sido comunicada através de uma carta do Banco de Portugal datada de 30 de outubro de 2013.

"Há sempre diversas auditorias em curso desde que a 'troika' [União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] veio para Portugal", frisou, reforçando que esta inspeção do supervisor "insere-se num quadro de normalidade".

Tomás Correia revelou que o Monteio tem um rácio de cobertura para o crédito em incumprimento de 136% e afastou a ideia de que a entidade tenha um montante de crédito sem garantia exagerado.

"Desafio que olhem para o crédito sem garantia no Montepio e o que é prática corrente no sistema financeiro", disse, sublinhando que o mesmo tem por base financiamento a "grandes empresas", bem como as áreas do crédito ao consumo e dos cartões de crédito.

Numa altura em que decorre uma auditoria forense no Banco Espírito Santo (BES), além de mais duas noutras instituições que ainda não se sabe quais são, segundo revelou recentemente o governador do Banco de Portugal, o facto de ter sido noticiado que está a decorrer uma auditoria forense no Montepio poderá causar preocupações aos clientes e mutuários do banco mutualista, um cenário que Tomás Correia fez questão de afastar.

"Sendo isso potencialmente penalizador, tenho a dizer que ao longo do dia de hoje não houve qualquer anormalidade no acesso dos clientes do Montepio aos balcões, nem aos outros canais do banco", assegurou.

E salientou: "Hoje foi um dia completamente normal".

A auditoria forense visa as contas do período entre 2009 e 2012, revelou Tomás Correia.

O responsável garantiu ainda que a Associação Mutualista - que é atualmente supervisionada pelo Ministério da Segurança Social, aplicando as regras prudenciais do código mutualista, e cuja casa-mãe (onde se encontra a área seguradora) vai passar a ser supervisionada pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) - "está preparada para cumprir as regras da atividade seguradora".

Já a Caixa Económica Montepio Geral, ou seja, a parte bancária do grupo, continuará sob a alçada do Banco de Portugal.

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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15
Ago 14

Novo Banco vai fazer propostas aos clientes de compra de papel comercial

O Novo Banco está determinado em comprar aos clientes o papel comercial da Espírito Santo International (ESI) e da Rioforte, subscrito aos balcões do Banco Espírito Santo (BES) até 14 de Fevereiro deste ano, tal como já fora anteriormente afirmado pelo BES.

Em comunicado, o Novo Banco admite que o processo sofreu algum atraso face ao desejado porque foi necessário acertar algumas questões técnicas com o Banco de Portugal, nomeadamente a salvaguarda de obrigações prudenciais e outras obrigações que resultaram do processo de resolução.

O comunicado refere ainda que o Novo Banco conta ter tudo resolvido com o Banco de Portugal nos primeiros dias da próxima semana e nessa altura apresentar aos clientes propostas comerciais de comprar desse papel comercial.

O BES, tal como era conhecido, acabou depois de o Banco de Portugal ter anunciado a sua separação num "banco bom" e num "banco mau". O Novo Banco ficou com os activos bons que pertenciam ao BES, como depósitos e créditos bons, e recebe uma capitalização de 4.900 milhões de euros, enquanto o mau ficou com os activos tóxicos.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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Novo Banco garante que funcionários mantêm todos os direitos

O presidente do Novo Banco, Vitor Bento, tranquiliza os trabalhadores da instituição bancária.

Os sindicatos receberam a garantia de que todos os trabalhadores passaram para o Novo Banco mantendo os seus direitos e deveres, incluindo o fundo de pensões com a manutenção do acordo colectivo.

Em entrevista à SIC, Bento adiantou inda que quaisquer consequências da reorganização do banco vão ser sempre avaliadas com os representantes dos trabalhadores. Vítor Bento admite reduzir o número de trabalhadores, mas não avança dados concretos.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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02
Ago 14

Lucros do Totta sobem com mais margem e menos provisões

O banco apresentou um resultado de 80,2 milhões de euros no primeiro semestre.

O Santander Totta registou, nos primeiros seis meses de 2014, um lucro de 80,2 milhões de euros, resultado que compara com os 30,9 milhões de igual período do ano passado. A justificar esta subida nos lucros esteve, nomeadamente, a subida de 6,5% da margem financeira e a redução das imparidades e provisões líquidas em 21,9%.

O banco liderado por António Vieira Monteiro registou ainda uma mais-valia de 65,7 milhões de euros com a venda de dívida pública. Este resultado extraordinário, contabilizado no primeiro trimestre, fez subir os resultados de operações financeiras dos 11,4 milhões de Junho de 2013 para os 79,3 milhões de Junho deste ano. No entanto, a equipa de gestão explicou ontem que estes ganhos "foram totalmente anulados pela constituições de provisões de natureza voluntária e por uma amortização extraordinária de ‘software'". Ainda nas receitas, e ao contrário do que aconteceu na margem financeira e resultados de ‘trading', o banco apresentou uma queda de 21,6% nas comissões.

Nos principais indicadores de balanço, o Totta contabiliza uma descida de 3,7% nos depósitos e, no crédito, uma queda de 3,4%. Dentro dos empréstimos, é no crédito à habitação que há um maior decréscimo de 3,4%.

Totta garante estar bem sozinho

António Vieira Monteiro sublinhou ontem o facto de o banco nunca ter apresentado prejuízos durante a crise e de ter sempre "uma situação rentável", ao mesmo tempo que garantiu que o grupo está satisfeito com a posição no mercado português.

Questionado sobre um eventual interesse em participar num eventual reforço de capital do BES, respondeu dizendo: "somos obrigados a olhar para todas as oportunidades que nos surgem mas estamos muito contentes com a operação em Portugal". O responsável assegurou ainda que "o banco não contactou o Banco de Portugal nem foi contactado" no sentido de avaliar uma eventual entrada no BES.

Sobre a eventual existência de exposição do Santander Totta ao Grupo Espírito Santo (GES), Vieira Monteiro garantiu não existir qualquer crédito concedido às empresas que pediram protecção contra credores - Rioforte, ESI e ESFG. Existe apenas, explicou, algum crédito "relativamente pequeno" a empresas operacionais do grupo.

Sobre o caso GES/BES, o CEO do Totta foi parco em comentários, referindo apenas que "surpreendidos estamos todos nós" e, a propósito dos prejuízos ontem apresentados pelo BES assumiu tratar-se de "algo de inédito".

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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BES pode ser recapitalizado com ajuda do Estado

O Estado vai entrar na recapitalização do Banco Espírito Santo (BES) e a decisão vai ser anunciada até domingo à noite, avançam a SIC e a TVI

As negociações entre a nova administração do BES, liderada por Vítor Bento, e o Banco de Portugal, com o acompanhamento do Governo, estão a decorrer desde esta sexta-feira.

As autoridades adiantam que os depósitos estão completamente garantidos, sublinha a SIC.

A estação de Carnaxide e a TVI adantam que a entrada do Estado deve ser feita num modelo semelhante ao que foi usada no BANIF, por duas vias: uma entrada directa com a subscrição de acções e um empréstimo em regime de capital contingente, ou seja, se não forem pagas as obrigações no final do prazo previsto, são convertidas em acções.

Os pormenores da intervenção no BES devem ser conhecidos até ao final de domingo, antes da abertura dos mercados na segunda-feira de manhã.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira, no Algarve, que o Governo está “preparado” para actuar de forma a garantir a estabilidade financeira na sequência da crise no universo Espírito Santo.

O secretário-geral do PS rejeitou uma intervenção do Estado no BES, a exemplo do que sucedeu com o Banco Português de Negócios (BPN). António José Seguro considera que não devem ser os contribuintes a pagar pelos erros de privados.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu esta sexta-feira a negociação das acções do BES, até "à divulgação de informação relevante". Antes desta decisão do regulador os títulos do banco atingiram um novo mínimo histórico, de cerca de 10 cêntimos.

Também a terminar a semana, a Espírito Santo Financial Portugal admitiu esta sexta-feira a sua incapacidade para honrar compromissos e avançou com um pedido de insolvência que visa lançar um processo especial de revitalização, ao abrigo do Código de Insolvência e Recuperação de Empresas (CIRE).

Os desenvolvimentos no BES foram precipitados depois do anúncio, na quarta-feira, de prejuízos de 3.577 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o pior resultado alguma vez registado por um banco português. As perdas são superiores à almofada financeira que o banco possuiu, no valor de 2 mil milhões de euros.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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19
Jul 14

BES assegura reembolso de aplicações na ESI e Rio Forte

O Banco Espírito Santo (BES) garante que “tem assegurado o reembolso” das aplicações de clientes particulares em papel comercial da Rioforte e da Espirito Santo Internacional (ESI), que pediu esta sexta-feira protecção contra credores.

Numa nota enviada à agência Lusa, o BES acrescenta que irá contactar os clientes abrangidos por estas emissões.

O reembolso está garantido “dentro dos prazos” contratados, acrescenta o banco. De fora deste mecanismo de reembolso estão os “clientes institucionais”.

A posição do BES foi divulgada depois de a ESI, a empresa de topo da família Espírito Santo, ter pedido protecção contra credores.

A “holding” admite, em comunicado, que não está em condições de pagar as suas dívidas e ao accionar este mecanismo impede a execução judicial dos seus bens, desde que as autoridades do Luxemburgo, onde está sediada, aceitem o pedido.

A Espirito Santo Internacional é detentora da Rio Forte e entre os seus credores estarão empresas como a Portugal Telecom e empresários como Américo Amorim. No caso da PT, recorde-se, existe um reembolso de quase 900 milhões que está em dívida por parte da Rio Forte.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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