27
Jan 15

Santander e Caixabank deverão ter papel principal na compra do Novo Banco

A casa de investimento Autonomous analisou os diferentes cenários para a venda do Novo Banco. Consideram que o BPI está numa situação mais fragilizada para ser bem-sucedido neste processo.

O BPI poderá ter ficado numa situação menos favorável para comprar o Novo Banco, segundo uma análise da casa de investimento Autonomous."A exclusão de Angola da lista dos países considerados equivalentes à União Europeia para questões regulatórias baixou a base de capital do BPI em 90 pontos base".

Além da descida da base de capital, a exposição a Angola começou a ser contabilizada com uma maior ponderação pelo risco o que fez com que fosse ultrapassado o limite às grandes exposições. Este factor pode, segundo o Autonomous, ser "um entrave à aquisição do Novo Banco, que é a melhor oportunidade para o BPIrestaurar a sua rentabilidade doméstica". Referem ainda que "o BCE pode não permitir este negócio já que o BPInão cumpre integralmente os requisitos regulatórios".

O cenário da compra do Novo Banco pelo BPI é assim, segundo o Autonomous, menos provável. E poderá levar a um maior destaque do Caixabank, accionista de referência do BPI, e do Santander no processo de venda do Novo Banco.

"Poderemos ver o CaixaBank e o Santander a desempenhar papéis principais" no processo de venda do Novo Banco. E adianta que a competição pela compra da entidade "poderá fazer aumentar o preço".

Segundo os analistas da entidade britânica, o Caixabank pode envolver-se de duas formas. Uma passaria por um aumento de capital do BPI totalmente subscrito pelo banco catalão para que a entidade liderada por Fernando Ulrich pudesse competir com o Santander na compra do Novo Banco.

O outro cenário a envolver o Caixabank seria de ser esta entidade a tentar comprar o Novo Banco para, após os problemas de capital do BPI serem resolvidos, promover uma fusão entre o banco liderado por Fernando Ulrich e o Novo Banco.

Um dos outros cenários considerados como mais plausíveis passa pelo Santander. "O Santander continua a ser um forte concorrente com uma grande capacidade para pagar e pode superar facilmente o BPI", defendem. Acrescentam que o banco espanhol seria capaz ade extrair algumas sinergias do negócio.

Já em relação a alguns dos outros concorrentes, a Autonomous refere que a compra do Novo Banco não faz grande sentido em termos estratégicos.

Em relação ao Banco Popular, "é improvável que tenha músculo financeiro suficiente e dificilmente conseguirá ter sinergias". Já para o Sabadell, apesar de ter posição de capital para concorrer com o Novo Banco, a compra pode não fazer sentido estratégico devido à posição de 5% no BCP.

Também uma eventual compra por parte do BBVA aparenta ser improvável já que, segundo o Autonomous, "o interesse estratégico no mercado é relativamente baixo".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Jan 15

Santander Totta baixa "spread" da casa para clientes "premium"

O banco passou a diferenciar as margens exigidas nos empréstimos destinados à compra de casa, cobrando um "spread" mínimo de 2,3% no caso dos clientes "premium". Os restantes mantêm uma taxa de 2,49%, uma das mais baixas do sector.

O Santander Totta reviu em baixa o "spread" mínimo aplicado nas operações de financiamento para a compra de habitação, mas não para todos os clientes. Passou a beneficiar os clientes "premium", que no banco são identificados como "Select", que podem ter acesso a um "spread" de 2,3%.

 

"O ‘spread’ é válido para todos os clientes Select, durante todo o prazo do empréstimo, premiando o seu maior relacionamento com o banco. Estes clientes beneficiam ainda de montantes de financiamento alargados, até 80% do valor de avaliação da nova casa", refere a instituição em comunicado.

 

Questionada sobre o que é necessário para ser um cliente "Select", a instituição revelou que as condições de acesso a esse estatuto são: "ordenado mensal domiciliado no banco igual ou superior a 2.500 euros, ou clientes com idade igual ou inferior a 45 anos e património superior a 50.000 euros e todos os clientes com mais de 75.000 euros".

 

Estes clientes "premium" passam a beneficiar de um dos "spreads" mais baixos do mercado. Entre os grandes bancos, o Santander Totta apresenta o mais reduzido, mas o Banco Popular tem a margem mínima mais atractiva, de 2,25%, e para todos os clientes. No caso do Totta, os clientes que não são "Select" podem obter uma taxa de 2,49%.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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17
Jan 15

Bancos esperam que corte nos certificados "reponha concorrência normal pela poupança"

A APB considera que a descida dos juros oferecidos nos produtos do Estado era "esperada" e defende que com a redução das taxas dos certificados a concorrência pelas poupanças será normalizada.

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) vê com bons olhos a descida das taxas praticadas nos certificados, tanto nos de aforro como nos do Tesouro. Diz, em declaração ao Negócios, que acredita que com o corte, ainda que não seja conhecida a dimensão da descida dos juros, poderá ser reposta a normalidade na "concorrência pela poupança" das famílias portuguesas.

 

"Face à situação do mercado, a revisão [das taxas praticadas pelo Estado nos produtos de poupança] era, em termos de gestão, naturalmente esperada", diz a APB, associação que representa as instituições financeiras nacionais. Isabel Castelo Branco, secretária de Estado do Tesouro, revelou esta quarta-feira que as taxas vão descer nas subscrições realizadas em Fevereiro.

 

"Espera-se que a descida contribua também para repor condições de concorrência normais com outros produtos de poupança", acrescenta a associação liderada por Faria de Oliveira. Actualmente, o Estado paga uma taxa bruta média anual de 4,25% nos CTPM, sendo que nos certificados de aforro, o juro bruto está acima dos 3%.

 

Ambos os produtos do Estado remuneram bem mais do que os depósitos a prazo dos bancos cuja taxa média está em 1,34% (de acordo com os dados do Banco de Portugal relativos a Novembro). Esta diferença expressiva de taxas levou a que em 2014 o Estado tenha captado mais de 4.500 milhões de euros. O valor aplicado nos depósitos a prazo baixou em mais de mil milhões de euros.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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29
Dez 14

BPI em melhor posição para comprar o Novo Banco

O BPI é um dos candidatos favoritos à compra do Novo Banco. Depois de ter confirmado a sua intenção de interesse, na semana passada, a obrigatoriedade de redução da exposição a Angola está a ser vista como uma motivação adicional para a compra do Novo Banco.

Com as novas regras da Comissão Europeia, a partir de janeiro de 2015, os bancos com exposição a Angola terão uma redução dos seus rácios de capital. O BPI é um dos mais penalizados, sendo mesmo forçado a reajustar a sua exposição ao mercado através da sua subsidiária Banco de Fomento Angola.

Diminuir a participação no BFA dos atuais 50,1%, deixando de ter uma posição de controlo, vender a carteira de dívida pública angolana ou comprar o Novo Banco são as três principais opções que a instituição financeira liderada por Fernando Ulrich tem atualmente para responder às exigências do BCE. A redução da posição no BFA é a possibilidade que mais analistas acreditam poder verificar-se. Ainda assim, a compra do Novo Banco podia ajudar o BPI, já que permitia ganhar dimensão e aumentar os ativos em Portugal.

"Naturalmente a possibilidade de ter de reduzir a participação no BFA, coloca a uma motivação maior para o BPI comprar o Novo Banco", adiantou um analista, ao Dinheiro Vivo. Além disso, "as sinergias que um banco como o BPI possa conseguir são de tal forma que pode mesmo vir a compensar pagar um preço mais elevado do que o faria noutras circunstâncias", acrescentou outro analista que pediu anonimato.

Interesse até final do ano

O BPI não está sozinho na corrida ao Novo Banco. Esta semana também os chineses da Fosun (que compraram a Fidelidade) e o Santander (grupo espanhol que atua em Portugal através do Santander Totta) formalizaram o interesse na compra do banco que sobrou do colapso do BES.

A Fosun já era apontada como candidata à operação e chegou mesmo a avançar-se um valor para ao negócio. A TVI adiantou que a companhia chinesa estaria disponível para pagar até 3,5 mil milhões de euros. Um montante que o Dinheiro Vivo sabe que nunca foi apresentado. Ainda assim, no mercado, acredita-se que a revelação deste valor permitiu "balizar" a operação.

O Santander também formalizou esta semana o interesse na compra do Novo Banco e há dias o jornal espanhol Cinco Días colocou-o como um dos favoritos à operação. O jornal adianta ainda que também o La Caixa (que detém uma participação de 44% do BPI) e o Popular estarão interessados, ficando o Sabadell e o BBVA fora da corrida. Outro interessado é a Apollo Global Management, o fundo norte-americano que comprou a Tranquilidade. Há ainda a possibilidade de haver um fundo soberano do Médio Oriente e outro europeu, além do Cerberus Capital Management, Brookfield Asset Managemen, Apax, Bain, entre outros.

O Novo Banco está a ser vendido em bloco, excluindo o BESI. O banco de investimento liderado por José Maria Ricciardi ficou de fora depois de ter sido vendido à empresa chinesa de serviços financeiros Haitong por 379 milhões de euros.

Os interessados têm até às 17 horas de dia 31 de dezembro para indicarem o seu interesse e manterem-se na corrida. Em janeiro haverá troca de informação entre os interessados e o BNP Paribas, instituição que está a liderar o processo, e à qual se juntou a Perella Weinberg, boutique de investimento que apoia a operação também na alienação de ativos, nomeadamente a venda do BESI. As propostas não vinculativas serão apresentadas em fevereiro e a análise preliminar decorre de março a abril. As ofertas vinculativas serão apresentadas até junho e tudo aponta para que no mês de julho seja escolhido o vencedor.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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23
Dez 14

Novo Banco ganha folga de 550 milhões de euros

Banco de Portugal esclarece que responsabilidade contraída pelo BES junto da luxemburguesa Oak Finance não passou para o Novo Banco.

O Novo Banco não é responsável pela dívida contraída pelo Banco Espírito Santo perante a Oak Finance Luxembourg. A decisão foi tomada pelo conselho de administração do Banco de Portugal e terá um impacto positivo nas contas do banco de 548,3 milhões de euros, comunicou hoje à CMVM a instituição liderada por Stock da Cunha.

"O Novo Banco informa que foi notificado da deliberação do Conselho de Administração do Banco de Portugal, de 22 de Dezembro de 2014, que determina que, com efeitos a 3 de agosto de 2014, a responsabilidade contraída pelo Banco Espírito Santo perante a Oak Finance Luxembourg S.A., não foi transferida para o Novo Banco", lê-se no comunicado, que acrescenta que esta decisão tem "um impacto positivo em reservas no Novo Banco de 548,3 milhões de euros".

O Oak Finance Luxembourg foi um veículo financeiro montado pela Goldman Sachs, a pedido do Banco Espírito Santo, depois de ter sido afastado dos mercados devido ao agravamento da situação do Grupo Espírito Santo. 

Esta responsabilidade, ao não ficar no universo Novo Banco - liderado por Eduardo Stock da Cunha - significa que é menos um compromisso a ter de pagar, gerando essa folga em reservas.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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Santander também quer comprar Novo Banco

O banco espanhol Santander formalizou esta terça-feira a manifestação do seu interesse na aquisição do Novo Banco, revelou em comunicado o Banco Santander Totta, entidade liderada por António Vieira Monteiro.

"Tendo em conta os termos de referência relativos à alienação do Novo Banco, SA, o Santander deliberou apresentar-se à primeira fase do respectivo procedimento, o que corresponde à entrega da manifestação de interesse", anunciou Vieira Monteiro.

O Santander é a segunda entidade a dar este primeiro passo na corrida pela compra do Novo Banco, depois de o Banco BPI ter igualmente formalizado a sua manifestação de interesse no banco de transição que resultou da intervenção do Banco de Portugal no Banco Espírito Santo (BES) há uma semana.

O Fundo de Resolução, que detém 100% do Novo Banco, deu no dia 4 de Dezembro o tiro de partida para a venda do Novo Banco, a entidade de transição que resultou da intervenção pública no BES, mas o negócio vai decorrer ao longo de quatro fases: manifestações de interesse, propostas não-vinculativas, propostas vinculativas e decisão final, estando a primeira já calendarizada para ser fechada até às 17h00 do último dia deste ano.

A "atractividade da oferta financeira", leia-se, o melhor preço, é o principal critério de escolha entre as propostas que forem apresentadas para a compra da instituição agora liderada por Eduardo Stock da Cunha.

O segundo critério mais valorizado para a escolha do comprador será a sua disponibilidade para comprar a totalidade dos activos colocados à venda, seguindo-se-lhe os planos estratégicos e de desenvolvimento apresentados para o Novo Banco, e o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade do sector em Portugal.

Numa nota de análise divulgada recentemente, o banco alemão Deutsche Bank, salientou que o Novo Banco é um activo apetecível, tanto para bancos portugueses, como estrangeiros, pelo que espera "um grande interesse inicial" na instituição.

E apontou mesmo para a vizinha Espanha, admitindo eventuais propostas por parte do Banco Popular, BBVA e Sabadell.

Os chineses da Fosun (que compraram a seguradora Fidelidade à Caixa Geral de Depósitos no início do ano) também já entraram na corrida.

O activo consolidado do Grupo Novo Banco é de 72.465 milhões de euros, os capitais próprios de 5,6 mil milhões de euros e o rácio de solvabilidade de 9,2%, de acordo com o balanço de abertura divulgado no dia 3 de Dezembro.

Os depósitos de clientes totalizam 25,1 mil milhões de euros e a carteira total de crédito bruto a clientes 43,8 mil milhões de euros, dos quais 31,5 mil milhões de euros de crédito a empresas (72%) e 12,4 mil milhões de euros de crédito a particulares (28%).

A 3 de Agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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20
Dez 14

Bancos vão começar a disponibilizar conta low cost recomendada pelo BdP

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) anunciou esta quinta-feira que “um conjunto de bancos seus associados, que representam uma parte muito significativa do mercado bancário de retalho, decidiu proceder ao lançamento de uma conta bancária, com características idênticas no que respeita aos serviços incluídos, denominada Conta Base”.

O comunicado da APB, que não refere datas de arranque desse serviço, nem identifica os bancos aderentes, surge 10 meses depois de o supervisor ter recomendado, através de carta-circular, a criação de uma conta de depósito, que garantisse um conjunto alargado de serviços, a custos mais baixos. a que chamou de Conta Base.

A iniciativa do BdP surgiu na mesma altura em que, na Assembleia da República, o Partido Socialista, o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda avançaram com propostas de lei que pretendiam isentar as contas de depósito à ordem de custos de manutenção e alargar os serviços mínimos bancários.

Os projectos dos partidos da oposição acabaram por ser chumbados pela coligação PSD/CDS-PP. Apoiada na recomendação do BdP, a coligação parlamentar disse em Outubro que iria avançar com uma nova iniciativa legislativa que incorporasse a recomendação do BdP, dando-lhe carácter vinculativo, mas até agora ainda não concretizou essa promessa.

O comunicado da APB refere que a conta base “visa permitir que os consumidores de produtos bancários possam efectuar as suas escolhas em condições de total transparência e fácil comparação de custos, ao mesmo tempo que dá resposta às necessidades fundamentais dos consumidores em matéria de serviços de pagamento, respeitando integralmente, no entender da APB, os princípios contidos na Carta Circular nº 24/2014/DSC, de 10 de Março”.

Ainda de acordo com o comunicado, o custo de manutenção dessa conta “é fixada livremente por cada instituição, em regime de mercado”.

Sobre o custo, o supervisor reconhece a legitimidade de cobrança de um comissão única, a fixar as instituições, que não pode depender do saldo em conta.

Actualmente, as comissões aplicadas sobre as contas de depósito à ordem variam em função dos saldos, penalizando os saldos mais baixos, situação que levou a associação de defesa do consumidor Deco a avançar com uma petição contra a cobrança de comissões nestas contas, que desencadeou depois as iniciativas legislativas da oposição.

Na sua recomendação, o BdP refere que “as instituições de crédito devem comercializar uma conta de depósito à ordem padronizada, que inclua, grosso modo, os serviços mínimos bancários previstos”.

OJjornal de Negócio avança na edição desta quinta-feira que a Caixa Geral de Depósitos vai lançar a Conta Base no final de Dezembro e a Caixa Agrícola no início de 2015.

fonte:http://www.publico.pt/e

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14
Dez 14

Cofidis compra Banif Mais por 400 milhões de euros

O Banif vai vender a sua unidade de crédito especializado à Cofidis por 410 milhões de euros. Os dois grupos financeiros anunciaram nesta sexta-feira a assinatura do contrato de compra e venda da totalidade das acções do Banif Mais, uma operação que o banco liderado por Jorge Tomé considera “um marco importante” na execução das medidas de reestruturação do grupo. O banco concluiu em Outubro o reembolso dos empréstimos com garantias do Estado, num total de 1.175 milhões de euros.

O Banif Mais nasceu em 2009, com a integração do Banco Mais (antiga Tecnicrédito) no grupo Banif. Segundo os dados do banco, em 2013 a instituição registou um resultado líquido consolidado de 18,3 milhões de euros, mais oito milhões face a 2012. Os principais contributos para o resultado vieram das operações em Portugal e na Hungria.

Agora, com a sua venda, o Banif dá “um importante passo no sentido do reforço dos rácios de capital do grupo”, mantendo, ao mesmo tempo, “a capacidade de oferecer aos seus clientes os serviços de excelência do Banif Mais para o futuro”, disse Jorge Tomé, em comunicado.

É que o banco pretende manter com o Banif Mais a parceria estratégica de distribuição e cross-selling na área do crédito especializado ao financiamento automóvel. O Banif Mais comercializa produtos de crédito pessoal e financiamento de máquinas agrícolas, entre outros.

Com a venda desta unidade de crédito especializado, o Banif antecipa “uma medida do seu plano de reestruturação, gerando um "impacto positivo no rácio de capital Common Equity Tier 1, de 100 pontos base (pb) nos critériosphase –in e de 131 pb em base fully implemented”, revelou o banco.

A operação, que ainda se encontra dependente das autorizações regulatórias, foi realizada num processo concorrencial “que gerou o interesse e a participação de várias entidades nacionais e internacionais”, assegurou o Banif. Segundo o grupo sedeado no Funchal, a venda à Cofidis “garantiu uma valorização do Banco Banif Mais em linha com a sua dimensão e actividade, tanto no mercado nacional, como nos mercados internacionais em que opera”.

A Cofidis, especialista na venda de produtos de crédito à distância (online e por telefone) tem operações em França, Bélgica, Espanha, Itália, Portugal, República Checa, Hungria e Eslováquia. Com a aquisição do Banif Mais, a empresa espera conseguir “novas competências e um know-how sólido no mercado do crédito automóvel”, sublinhou o director geral da Cofidis Portugal, Nicolas Wallaert, no comunicado.

fonte:http://www.publico.pt/e

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02
Nov 14

Caixa, BPI e BCP captaram 4000 milhões em depósitos no 3.º trimestre

Em apenas três meses, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o BPI e o BCP registaram um aumento de quase 4000 milhões de euros nas suas carteiras de depósitos, com especial destaque para o banco estatal que recebeu a fatia de leão (mais de metade do valor).

A captação anormal de depósitos (3893 milhões), entre 30 de Junho e 30 de Setembro, por parte da CGD, do BCP e do BPI, terá sido, em grande medida,o resultado da migração das poupanças dos clientes do BES/Novo Banco que terão procurado um refúgio nos três maiores bancos a operar em Portugal.

Já no Montepio Geral a tendência foi inversa à da CGD, BPI e BCP, ao registar uma descida nos seus depósitos. De acordo com os dados divulgados esta semana pela instituição financeira detida pela associação mutualista, em Setembro deste ano (final do terceiro trimestre), o total de depósitos era de 13.969 milhões de euros, caindo 345 milhões de euros face a Junho (-2,4%). No final do semestre, os depósitos chegavam aos 14.314 milhões, e o valor tinha vindo a subir.

A aceleração do crescimento dos depósitos na CGD, BPI e BCP deverá ter sido feita à custa dos clientes do BES/Novo Banco. O banco público voltou a destacar-se e, em apenas três meses, a sua carteira de depósitos na actividade doméstica aumentou 2395 milhões, passando de 52.741 milhões, para 55.136 milhões. No mesmo período, a do BPI subiu 888 milhões (para 19.288 milhões), valor que no BCP foi de 610 milhões (para 34.214 milhões). 

Desde Junho que se tinha instalado à volta daquele que chegou a ser o segundo maior banco privado português uma sensação de descrédito generalizada que culminou com a renúncia de Ricardo Salgado à liderança do BES, ao fim de 22 anos, por imposição do Banco de Portugal, e a sua detenção para ser interrogado pelo Ministério Público, a 28 de Julho. Para além destes episódios, o facto de o Novo Banco, criado a 3 de Agosto, ser por definição de transição, destinado a ser vendido, tende a gerar incerteza quanto ao seu futuro.

Depois de o BPI (prejuízo de 114 milhões), o BCP (prejuízo de 98,3 milhões) e o Montepio Geral (lucros de 22 milhões) terem apresentado contas, foi ontem a vez de a CGD revelar ter fechado o terceiro trimestre em terreno positivo com lucros de 55,5 milhões de euros, que contrasta com um prejuízo no mesmo período de 2013 de 283,5 milhões de euros.

É o terceiro trimestre consecutivo em que o banco apresenta lucro, ainda que, entre Janeiro e Junho, a CGD tenha apurado um lucro de 130 milhões de euros, que acabou por ser penalizado pelas imparidades de crédito registadas com empresas do Grupo Espírito Santo (GES). 

A CGD justifica o acréscimo de 20% nas imparidades do crédito, que totalizam agora 570 milhões, por "factores conjunturais de carácter não recorrente, parte dos quais com reflexo muito importante na actividade internacional.". Ainda assim, os custos com provisões e imparidades representaram uma redução homóloga de 13,1%, totalizando, no acumulado dos nove meses, 580,8 milhões de euros. A exposição da CGD ao grupo GES é de cerca de 300 milhões de euros, sendo que apenas 100 milhões têm garantias reais. Entre 150 a 170 milhões de euros são considerados de risco e foram provisionados.

Entre Janeiro e Setembro, o produto da actividade bancária subiu para 1370 milhões de euros, mais 10,4%, reflectindo o impacto positivo na CGD da crise no BES, com os depósitos a subirem 2540 milhões de euros para 69.726 milhões (mais 3,8%) face aos nove primeiros meses de 2013. Por seu turno, o crédito reduziu-se 4,9% para 71.900 milhões de euros. O financiamento à economia caiu 7% para 55.000 milhões, sendo que quer ao nível das empresas quer de particulares se verificou uma descida. A margem financeira alargada aumentou 26,2% para 779,9 milhões no período analisado.  

O resultado bruto registou uma subida de 66,4%, totalizando 413,3 milhões de euros. Para os resultados positivos contribuiu também a venda de 80% das seguradoras Fidelidade, Multicare e Cares, ao grupo chinês Fosun, que originou uma mais-valia de 234,9 milhões de euros. O rácio de solvabilidade (CET1) passou de 10,7%, em Dezembro do ano passado, para 11,7% no terceiro trimestre do ano. Com Luís Villalobos

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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05
Out 14

Banco Popular e BIC querem comprar Novo Banco?

A aquisição do Novo Banco tem vários interessados. Mira Amaral, líder do Banco BIC em Portugal, e Rui Semedo, presidente do Banco Popular, falaram das intenções das suas instituições quanto a uma corrida ao banco, no Fórum Empresarial do Algarve.

"Posso dizer que pode ser uma oportunidade interessante para o comprador. Nenhum operador desdenharia ou iria desprezar a presença do Novo Banco em alguns segmentos de mercados." O presidente do Banco Popular disse, contudo, que esta é a sua apreciação pessoal. Quanto ao eventual interesse na compra do Novo Banco afirmou que "cabe ao acionista decidir".

 

Já Mira Amaral afirmou que o BIC não está na corrida e fez referência o jornal Expresso que na edição deste sábado publicou essa mesma notícia, citando as declarações do presidente do BIC e acionista, Fernando Teles.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/banco-popular-e-bic-querem-comprar-novo-banco=f892324#ixzz3FI0weotC

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