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Mar 16

Banco CTT abre portas ao público a 18 de Março

O Banco CTT vai abrir as portas ao público no próximo dia 18 de Março, informaram os CTT em comunicado.
Na fase de arranque, haverá "52 lojas espalhadas pelos 18 distritos de Portugal" com balcões do Banco CTT, que também terá "uma forte presença nos canais digitais, através da disponibilização da 'app' Banco CTT, disponível para IOS [Apple] e Android e do serviço de 'homebanking'", detalha a empresa liderada por Francisco Lacerda.
As operações do Banco CTT, liderado por Luís Pereira Coutinho, deram o pontapé de saída no dia 27 de Novembro do ano passado, numa operação limitada aos funcionários dos Correios.
Agora, os CTT estimam "que o Banco quadruplique a sua rede ultrapassando as 200 agências este ano e, nos próximos três anos se afirme como uma das maiores redes bancárias do país".
"Nesse sentido, as Lojas CTT têm vindo a ser convertidas durante os últimos meses com novos equipamentos e sinalização. No mesmo período, foi efectuado um rigoroso e intenso processo de formação dos colaboradores das Lojas CTT, em articulação com o Instituto de Formação Bancária", relembra a empresa no mesmo documento.
De acordo com as estimativas apresentadas aos analistas, no âmbito do Markets Day 2015, até 2018, a instituição espera captar até 475 mil clientes no segmento de contas à ordem, um número que segundo as estimativas dos CTT aumentará 6% até 2020 para perto de 750 mil.
Nos depósitos, os CTT admitem não vir a ter uma quota de mercado tão elevada: até 4% em 2025. Até 2018 prevêem captar 1,5 mil milhões de euros em depósitos e daqui a cinco anos 3 mil milhões. No total, os CTT esperam alcançar receitas até 100 milhões de euros daqui a cinco anos e atingir o "break-even" em 2018, excluindo os custos partilhados com os CTT.
Para Francisco Lacerda, presidente e CEO dos CTT, a abertura dos balcões do Banco CTT ao público "marca o reforço de uma das mais fortes vocações dos CTT: o relacionamento muito próximo e de utilidade e conveniência que sempre teve com os portugueses. Os clientes do Banco CTT irão encontrar neste banco clareza, simplicidade e disponibilidade. É um banco para todos. Para mim, como para a equipa que lidero, este será o início de uma história que se quer diferenciadora e sólida", acrescentou.
O processo da criação do banco postal pelos CTT é antigo, tendo o primeiro projecto sido apresentado em 2001, e já contou com dois parceiros: a CGD e o Banif. Desta última vez, o grupo liderado por Francisco Lacerda optou por avançar sozinho.
Aos balcões do Banco CTT vai ser possível abrir contas, aceder a créditos ao consumo e à habitação e também a seguros de vida ou de saúde, por exemplo.
Mas há produtos financeiros que não vão transitar para o banco dos Correios, como os certificados de aforro, certificados do tesouro e vales postais, como detalhou recentemente Francisco Lacerda.
A lista completa dos produtos do Banco CTT será divulgada "m breve", segundo os CTT.

fonte:http://www.sabado.pt/u

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10
Out 15

CTT concluem autorizações regulatórias para arrancar com banco

Correios Banco CTT deve ser lançado já no próximo mês, deixando para trás interesse no ActivoBank do BCP.

Os CTT avançaram mais um passo para o lançamento do Banco CTT, que será liderado por Luís Pereira Coutinho. O Banco de Portugal concedeu o registo especial para actividade bancária, o que permitirá iniciar a actividade dentro do calendário previsto, ou seja, até ao final do ano.

"Este era o último passo do ponto de vista regulatório", explicou ao Diário Económico Francisco Lacerda, presidente dos CTT. "Estamos a finalizar o que é necessário e as questões regulatórias e informáticas que é preciso afinar", acrescentou, frisando que esta autorização do supervisor permite cumprir o calendário que foi oficialmente anunciado.

O Banco CTT vai avançar, em regime de ‘soft opening', até ao final do ano e a abertura comercial será no primeiro trimestre do próximo ano, explicou Francisco Lacerda, não avançando, contudo, em quantas lojas arrancará este projecto.
"A data de início de actividade ainda não foi definida, sendo oportunamente comunicada ao Banco de Portugal e ao mercado", segundo o comunicado divulgado na CMVM. Ao que apurou o Económico a abertura dos primeiros balcões ocorrerá já no próximo mês. Ainda há alguns passos necessários para concluir, explica Lacerda, nomeadamente ao nível do "sistema informático, que é fundamental. Já temos muita formação feita mas continuaremos a fazê-lo e, mais perto da data de abertura, arrancaremos com as obras".

"Temos trabalhado em muito boa colaboração com o Banco de Portugal", garantiu o presidente dos CTT. "Toda a documentação já foi analisada e foi feita uma verificação no local dos sistemas informáticos e das acções de formação", explicou.
Com as autorizações em ordem e o trabalho de preparação praticamente concluído os CTT abandonam o interesse no ActivoBank, banco digital do Millennium BCP e para onde os Correios estiveram a olhar. Contudo, o processo sofreu vários avanços e recuos e a demora do banco de Nuno Amado em decidir se vendia ou não o activo acabou por esfriar o interesse dos Correios, como noticiou o Económico. Os CTT acabaram por avançar sozinhos e não é certo que o BCP vá mesmo vender o ActivoBank.

Os CTT vão investir cerca de 100 milhões de euros no Banco CTT em cinco anos e este ano já gastaram cerca de 20 milhões de euros. Serão vendidos produtos bancários simples, reforçando a componente de serviços financeiros que o CTT já tem. Este segmento cresceu 18,2% no primeiro semestre relativamente ao primeiro semestre de 2014, para 41,9 milhões de euros, representando já 11% do total das receitas. A melhoria foi impulsionada sobretudo pela venda de certificados de aforro.

Além dos serviços financeiros os CTT esperam concluir uma parceria na área de seguros com uma grande seguradora até ao final do ano, como já noticiou o Económico.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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O adeus da banca a África

Os bancos portugueses estão a dizer adeus a África, mais concretamente a Angola.

O primeiro a fazê-lo foi o BPI, ao anunciar a intenção de avançar com uma proposta de separação dos ativos africanos da atividade doméstica. A cisão resolve o problema causado pelas exigências do BCE, que pretende que o banco reduza a elevada exposição ao risco, mas deixa o banco mais vulnerável a uma possível OPA.

Esta semana foi a vez do BCP. O banco liderado por Nuno Amado vai deixar de ter uma operação própria em Angola, com a fusão entre o Banco Millennium Angola e Banco Privado Atlântico.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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08
Ago 15

Cinco maiores bancos lucram seis vezes mais até junho

Cinco dos maiores bancos que operam no mercado português apresentaram lucros globais de 483,6 milhões de euros na primeira metade de 2015, ficou a saber-se com a revelação dos números do Banif na sexta-feira. Trata-se de uma aumento notável dos lucros na ordem dos 534%, isto é, seis vezes mais do que no primeiro semestre de 2014.

Entre janeiro e junho deste ano, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Banco BPI, o Santander Totta e o Banif registaram, em termos acumulados, resultados líquidos de 483,6 milhões de euros, um desempenho que contrasta com o verificado no mesmo período do ano passado em que estes bancos apresentaram prejuízos de 76,3 milhões de euros.

O Novo Banco ainda não apresentou os resultados relativos ao primeiro semestre deste ano.

No que refere aos trabalhadores, todas as cinco entidades reduziram o seu quadro de efetivos, com BCP e Banif a serem os mais ativos nesta matéria, com menos 752 e 713 funcionários, respetivamente.

No total, os cinco bancos em análise perderam 2.028 trabalhadores.

O Banif anunciou hoje que obteve um resultado líquido de 16,1 milhões de euros entre janeiro e junho, um valor que compara com o prejuízo de 97,97 milhões de euros no período homólogo de 2014.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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Banif obtém primeiro lucro semestral desde 2011

O banco liderado por Jorge Tomé registou lucros de 16,1 milhões, sustentados pela melhoria da margem financeira e das comissões líquidas, bem como pela redução de custos e das provisões e imparidades.

O Banco Internacional do Funchal sublinha, em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o resultado líquido consolidado nos primeiros seis meses de 2015 se situou em 16,1 milhões de euros, contra um prejuízo de 97,7 milhões de euros no período homólogo de 2014.

Desde 2011 que o Banif não reportava lucros no primeiro semestre. A 11 de Maio, quando apresentou as contas do primeiro trimestre, apontou um resultado líquido positivo de 6,5 milhões de euros, contra um prejuízo de 39,7 milhões de euros entre Janeiro e Março de 2014 - desde 2010 que não tinha números verdes neste período.

Os lucros deste primeiro semestre reflectem, segundo o banco, "a melhoria da margem financeira e das comissões líquidas, a redução significativa dos custos de estrutura e das provisões e imparidades e a evolução favorável das unidades operacionais descontinuadas (que incorpora a mais-valia relacionada com a venda da participação na Banif Mais SGPS, S.A. no montante de 49,1 milhões de euros)".

 

Relativamente à margem financeira, registou uma subida de 25,1% em termos homólogos, para 55,9 milhões de euros, beneficiando essencialmente do menor custo de "funding", sobretudo ao nível dos depósitos, refere o comunicado.

 

Já no que diz respeito ao nível de comissões líquidas, este registou uma subida de 22,0% em termos homólogos, para 34,9 milhões de euros. "Esta evolução reflecte o enfoque comercial nos segmentos ‘core’, a manutenção da prossecução de uma política de maior assertividade comercial e a amortização das obrigações garantidas pelo Estado", acrescenta o documento.

 

Por seu lado, os custos operacionais diminuíram 24,5% face ao primeiro semestre de 2014. "De salientar que esta poupança foi obtida de forma transversal ao nível dos custos de estrutura, tendo os custos com pessoal diminuído 22,3%, os gastos gerais e administrativos descido 27,3% e as amortizações do exercício diminuído 29,0%".

 

O banco liderado por Jorge Tomé salienta igualmente o facto de ter reduzido a imparidade em 62,6%, em termos homólogos, para 54 milhões de euros. "A imparidade foi, ainda assim, penalizada pelo reforço das dotações para activos imobiliários classificados como Activos não Correntes Detidos para Venda", ressalva.

O comunicado refere também que a 30 de Junho de 2015 o rácio de Common Equity Tier 1, calculado de acordo com as regras da CRD IV/CRR (regime transitório) situava-se em 8,4% e o rácio de solvabilidade total em 9,4%, acima dos limites regulamentares.

 

Ainda não há novidades sobre a venda da posição estatal no Banif, que tinha feito adiar a votação da nova equipa de administração do banco. Mesmo assim, já foi marcada a assembleia-geral que tem esse tema na agenda. Contudo, não há nomes propostos. A lei permite a divulgação de listas mais perto da reunião ou uma nova suspensão.

 

"Proceder à eleição dos membros do conselho de administração, incluindo a comissão de auditoria, para o triénio 2015-2017", é um dos pontos de votação para a assembleia-geral de accionistas do Banif marcada para 26 de Agosto, conforme indica um comunicado publicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A votação de nomes para a mesa da assembleia-geral, a escolha o revisor oficial de contas e a constituição de um conselho estratégico são outros pontos na agenda.

 

Até esta sexta-feira, 7 de Agosto, ainda não há novidades sobre as negociações para a venda da posição do Estado. Em Maio, o banco admitiu ter recebido manifestações de interesse, sendo que o Negócios noticiou quehavia investidores chineses na corrida.fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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01
Ago 15

Banco Postal poderá ser lançado em duas fases até ao início de 2016

Os CTT, que ontem divulgaram lucros de 39,2 milhões de euros, uma melhoria de 8,6% face ao primeiro semestre de 2014, admitem abrir o Banco Postal em duas fases, segundo a informação divulgada ao mercado. A abertura ao grande público acontecerá no início do próximo ano, embora se mantenha o calendário de lançar o banco no último trimestre deste ano.

Francisco Lacerda, presidente dos CTT, explica ao Diário Económico que "a preparação do Banco continua em bom ritmo, há uma motivação grande, temos atraído pessoas competentes para a equipa, a começar pela liderança". Em declarações por telefone, o gestor garante que "o projecto está a acontecer, em boa colaboração com o supervisor para vir a abrir até final do ano, podendo a expansão mais forte acontecer no início do próximo ano".

Os CTT têm revisto permanentemente o plano de negócios do Banco Postal, devido às evoluções do mercado, e deverão continuar a fazê-lo até à abertura da entidade. Por isso mesmo, no comunicado enviado ao regulador, é referido que pode ocorrer mais uma revisão tendo em conta o resultado de"um conjunto de diligências ainda em curso (designadamente quanto a sistemas, processos e estratégia de ‘roll out' e portefólio do Banco Postal)". Embora o ‘business plan' revisto preveja um ‘roll out' mais rápido os Correios admitem realizá-lo em duas fases: uma abertura faseada seguida de uma abertura ao grande público, para "assegurar o funcionamento eficaz de todos os processos e sistemas". 

OsCorreios já entregaram o pedido de registo especial junto do Banco de Portugal, no passado dia 6 de Julho, e toda a documentação requerida pelo regulador, estando dado mais um passo para a abertura da instituição, que será liderada por Luís Pereira Coutinho e reforçará a componente de serviços financeiros dos CTT.

Esta aérea voltou a impulsionar os resultados no semestre, com as receitas a alcançar os 367,1 milhões de euros, um crescimento de 3% - a contraciclo com o sector e tendo em conta que a actividade de correio tradicional caiu 2,4%. 

"É um trimestre de bons resultados", considerou Francisco Lacerda. "Os resultados do primeiro semestre crescem com significado e o EBITDA recorrente cresce 14% e continua a boa performance e temos conseguido ter nos CTT".

Os rendimentos na área de serviços financeiros atingiram os 41,9 milhões de euros, um crescimento de 18,2%, fruto da venda de Certificados de Aforro e Títulos do Tesouro, que disparou no primeiro trimestre e tem impacto nos valores do semestre. Os serviços financeiros representaram 11% do total dos rendimentos dos CTT - o correio ainda representa 72% das receitas e gerou rendimentos de 278,6 milhões de euros - e 32% do EBITDA (‘cash flow' operacional). OEBITDA dos CTT no semestre atingiu os 70,4 milhões de euros, uma melhoria de 2,4%. Já a área de Expresso e Encomendas registou rendimentos de 63,8 milhões de euros, uma subida de 1,8%, representando 17% das receitas totais dos Correios.

Os CTT também já encaixaram a primeira ‘tranche' de 15 milhões de euros da parceria assinada com a Altice, o novo dono da PTPortugal, para sinergias entre as duas empresas aproveitando a rede dos CTT. A segunda ‘tranche' de 15 milhões será paga na assinatura, estando previsto para o segundo semestre a definição das parcerias específicas.

Os Correios revelam ainda que distribuíram nove milhões de euros em dividendos aos trabalhadores e órgãos sociais com base no mérito. O pagamento foi feito em Maio e cumpre a intenção de Francisco Lacerda de reintroduzir nos Correios a remuneração variável, o que já não acontecia há seis anos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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19
Abr 15

Novo Banco:Proposta do BPI excluída

"Por solicitação da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), informa-se que o Banco de Portugal notificou o banco BPI-1.66% de que a sua proposta não foi seleccionada para a terceira fase do procedimento de alienação do Novo Banco", refere a entidade liderada por Fernando Ulrich em nota enviada à CMVM.

A segunda fase do processo de venda do Novo Banco terminou na sexta-feira, tendo sido seleccionadas cinco das sete entidades que estavam na corrida para apresentarem propostas vinculativas até ao final de junho, anunciou o BdP.

"O Banco de Portugal convidará as entidades seleccionadas a apresentarem, até ao final de Junho de 2015, propostas vinculativas para aquisição do Novo Banco", lê-se em comunicado do supervisor, que não identifica as instituições em causa.

O convite será acompanhado do caderno de encargos específico que estabelece o procedimento a seguir nesta terceira fase, no decurso da qual "os candidatos terão acesso a informação mais detalhada sobre o Novo Banco e terão a oportunidade de realizar uma 'due diligence'", realçou a entidade liderada por Carlos Costa.

E acrescentou: "A decisão do Banco de Portugal foi antecedida de um procedimento de audiência prévia, ao abrigo do qual as entidades não seleccionadas nos termos de decisão preliminar dispuseram de um período de dez dias úteis para se pronunciarem sobre o sentido dessa decisão".

Das 17 instituições que participaram na primeira fase e das 15 que foram avalizadas pelo supervisor para passar à segunda fase, apenas sete formalizaram esse interesse, tendo agora o lote de potenciais compradores do Novo Banco baixado para cinco.

O BPI era uma das entidades que havia passado à segunda fase mas que foi agora afastado do leque de possíveis compradores do Novo Banco.

A 3 de Agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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28
Mar 15

Montepio com prejuízos superiores a 180 milhões de euros

É um resultado negativo mas, ainda assim, melhor que o do ano anterior quando registou prejuízos a rondar os 300 milhões de euros.

Uma das justificações do banco para este resultado negativo tem a ver com a exposição ao Grupo Espírito Santo.

Os depósitos de clientes cresceram 1,4%, atingindo um total de 14.242 milhões de euros, sendo que os recursos totais de clientes, incluindo recursos fora de balanço, cifraram-se em 17.373 milhões de euros, evidenciando um incremento homólogo de 0,3%.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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05
Fev 15

Corte de taxas dos Certificados de Aforro é benéfica para o sector bancário

A dimensão do corte de taxas dos Certificados de Aforro (CA) e Certificados de Poupança Mais (CTPM), que se aplica às subscrições feitas a partir desta segunda-feira, surpreendeu pela negativa a Deco Proteste, que considera que as novas condições “beneficiam o sector bancário”.

As novas taxas, anunciadas sexta-feira, reduzem a taxa de rentabilidade líquida dos CA de 2,2% para 0,8%. Nos CTPM, a taxa líquida de impostos cai de 3% para 1,6%. “Trata-se de um corte substancial, bastante maior do que aquele que estávamos à espera”, disse ao PÚBLICO António Ribeiro, especialista de poupança da Deco Proteste.

As remunerações agora anunciadas representam “um empobrecimento em relação à oferta de produtos com interesse para os aforradores particulares”, refere este economista, acrescentando se se reduz a concorrência entre produtos do Estado e da banca.

As novas condições de remuneração dos produtos do Estado “vêem beneficiar o sector bancário”, que deverá lançar produtos com rentabilidades semelhantes.

Ao contrário do que acontecia até às alterações agora introduzidas, em que a rentabilidade dos títulos da dívida pública não tinha paralelo face a outros produtos, António Ribeiro adianta que, neste momento, há produtos mais interessantes no mercado, embora com características diferentes.

O especialista de poupança refere, por exemplo, que a taxa de juro média de um depósito de 1000 euros a um ano é de 0,7%, muito próxima da nova taxa dos Certificados de Aforro. Refere ainda que para aplicações a médio e longo prazo, como são os certificados do tesouro, há seguros de capitalização, aos balcões dos CTT, e planos mutualistas, no Montepio, que oferecem taxas de rentabilidade superior.

Com as alterações introduzidas é suspensa a subscrição da série C, que mantém as condições contratadas, e é lançada a nova série D, que se inicia esta segunda-feira. A série D continua a incluir um prémio fixo, de 1% (anteriormente era de 2,75%), acrescido a Euribor a três meses. Para as subscrições de Fevereiro, a taxa bruta corresponde a 1,058% brutos e a 0,8 líquidos.

A nova série D recupera os prémios de permanência, de 0,5% a partir do 2º ao 5º ano e de 1%, do 6º ao 10º.

Já nos Certificados do Tesouro Poupança Mais, a taxa bruto, sem taxa liberatória, começa em 1,25%, no primeiro ano, e sobe até 3,25% no 5º, o que representa uma taxa média bruta de 2,25% e líquida de 1,6%.

Para estes títulos, a subscrição de um montante de mil euros renderá 16 euros por ano em juros face aos cerca de 30 euros que representavam antes da alteração das taxas.

Depois da oferta de taxas generosas, decididas numa altura em que a captação da poupança interna se assumiu como prioridade, dado o elevado nível de juros que era pedido pelos investidores externos, o Governo justiça o corte actual com a queda das taxas de juro da dívida pública.

As taxas de produtos do Estado para subscrição do estavam substancialmente mais altas que as recentes emissões de dívida, como prova a emissão, de 15 de Janeiro, de Obrigações do Tesouro a 10 anos com um juro de 2,875%, o valor mais baixo de sempre.

Ainda assim, na decisão do Governo também deverá ter pesado alguma pressão do sector bancário, incapaz de competir com a rentabilidade dos produtos do estado.

Corrida aos certificados
O anúncio, a meio do mês de Janeiro, de alteração das taxas gerou uma corrida aos Certificados de Aforro e do Tesouro, através do levantamento de depósitos bancários.

Os números de subscrição ainda não são conhecidos e os CTT confirmam apenas uma afluência anormal, que obrigou a empresa a alargar o horário de funcionamento de alguns balcões. A percentagem de crescimento de subscritores chegou aos 200% nos últimos dias e a 300% na passada sexta-feira, último dia para garantir as taxas anteriores.

Só em 2014, os portugueses subscreveram 5000 milhões de euros de produtos financeiros do Estado, com os Certificados do Tesouro Poupança Mais a representarem cerca de 60% do total.

No final do ano passado, a poupança dos particulares acumulada nos cofres do Estado ascendia a 17.189 milhões de euros, um valor equiparável a Janeiro de 2009, antes dos principais impactos da crise financeira e da intervenção da troika de credores. O recorde foi registado em Janeiro de 2008, com 18.186 milhões de euros.

Para este ano, o Governo estima colocar 2500 milhões de euros em produtos de poupança, mas a forte corrida a este tipo de produtos, especialmente a partir do momento em que se soube que as taxas iam descer, pode fazer com que esse valor seja ultrapassado.

fonte:http://www.publico.pt/e

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27
Jan 15

Santander e Caixabank deverão ter papel principal na compra do Novo Banco

A casa de investimento Autonomous analisou os diferentes cenários para a venda do Novo Banco. Consideram que o BPI está numa situação mais fragilizada para ser bem-sucedido neste processo.

O BPI poderá ter ficado numa situação menos favorável para comprar o Novo Banco, segundo uma análise da casa de investimento Autonomous."A exclusão de Angola da lista dos países considerados equivalentes à União Europeia para questões regulatórias baixou a base de capital do BPI em 90 pontos base".

Além da descida da base de capital, a exposição a Angola começou a ser contabilizada com uma maior ponderação pelo risco o que fez com que fosse ultrapassado o limite às grandes exposições. Este factor pode, segundo o Autonomous, ser "um entrave à aquisição do Novo Banco, que é a melhor oportunidade para o BPIrestaurar a sua rentabilidade doméstica". Referem ainda que "o BCE pode não permitir este negócio já que o BPInão cumpre integralmente os requisitos regulatórios".

O cenário da compra do Novo Banco pelo BPI é assim, segundo o Autonomous, menos provável. E poderá levar a um maior destaque do Caixabank, accionista de referência do BPI, e do Santander no processo de venda do Novo Banco.

"Poderemos ver o CaixaBank e o Santander a desempenhar papéis principais" no processo de venda do Novo Banco. E adianta que a competição pela compra da entidade "poderá fazer aumentar o preço".

Segundo os analistas da entidade britânica, o Caixabank pode envolver-se de duas formas. Uma passaria por um aumento de capital do BPI totalmente subscrito pelo banco catalão para que a entidade liderada por Fernando Ulrich pudesse competir com o Santander na compra do Novo Banco.

O outro cenário a envolver o Caixabank seria de ser esta entidade a tentar comprar o Novo Banco para, após os problemas de capital do BPI serem resolvidos, promover uma fusão entre o banco liderado por Fernando Ulrich e o Novo Banco.

Um dos outros cenários considerados como mais plausíveis passa pelo Santander. "O Santander continua a ser um forte concorrente com uma grande capacidade para pagar e pode superar facilmente o BPI", defendem. Acrescentam que o banco espanhol seria capaz ade extrair algumas sinergias do negócio.

Já em relação a alguns dos outros concorrentes, a Autonomous refere que a compra do Novo Banco não faz grande sentido em termos estratégicos.

Em relação ao Banco Popular, "é improvável que tenha músculo financeiro suficiente e dificilmente conseguirá ter sinergias". Já para o Sabadell, apesar de ter posição de capital para concorrer com o Novo Banco, a compra pode não fazer sentido estratégico devido à posição de 5% no BCP.

Também uma eventual compra por parte do BBVA aparenta ser improvável já que, segundo o Autonomous, "o interesse estratégico no mercado é relativamente baixo".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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