08
Ago 15

Cinco maiores bancos lucram seis vezes mais até junho

Cinco dos maiores bancos que operam no mercado português apresentaram lucros globais de 483,6 milhões de euros na primeira metade de 2015, ficou a saber-se com a revelação dos números do Banif na sexta-feira. Trata-se de uma aumento notável dos lucros na ordem dos 534%, isto é, seis vezes mais do que no primeiro semestre de 2014.

Entre janeiro e junho deste ano, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Banco BPI, o Santander Totta e o Banif registaram, em termos acumulados, resultados líquidos de 483,6 milhões de euros, um desempenho que contrasta com o verificado no mesmo período do ano passado em que estes bancos apresentaram prejuízos de 76,3 milhões de euros.

O Novo Banco ainda não apresentou os resultados relativos ao primeiro semestre deste ano.

No que refere aos trabalhadores, todas as cinco entidades reduziram o seu quadro de efetivos, com BCP e Banif a serem os mais ativos nesta matéria, com menos 752 e 713 funcionários, respetivamente.

No total, os cinco bancos em análise perderam 2.028 trabalhadores.

O Banif anunciou hoje que obteve um resultado líquido de 16,1 milhões de euros entre janeiro e junho, um valor que compara com o prejuízo de 97,97 milhões de euros no período homólogo de 2014.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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Banif obtém primeiro lucro semestral desde 2011

O banco liderado por Jorge Tomé registou lucros de 16,1 milhões, sustentados pela melhoria da margem financeira e das comissões líquidas, bem como pela redução de custos e das provisões e imparidades.

O Banco Internacional do Funchal sublinha, em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o resultado líquido consolidado nos primeiros seis meses de 2015 se situou em 16,1 milhões de euros, contra um prejuízo de 97,7 milhões de euros no período homólogo de 2014.

Desde 2011 que o Banif não reportava lucros no primeiro semestre. A 11 de Maio, quando apresentou as contas do primeiro trimestre, apontou um resultado líquido positivo de 6,5 milhões de euros, contra um prejuízo de 39,7 milhões de euros entre Janeiro e Março de 2014 - desde 2010 que não tinha números verdes neste período.

Os lucros deste primeiro semestre reflectem, segundo o banco, "a melhoria da margem financeira e das comissões líquidas, a redução significativa dos custos de estrutura e das provisões e imparidades e a evolução favorável das unidades operacionais descontinuadas (que incorpora a mais-valia relacionada com a venda da participação na Banif Mais SGPS, S.A. no montante de 49,1 milhões de euros)".

 

Relativamente à margem financeira, registou uma subida de 25,1% em termos homólogos, para 55,9 milhões de euros, beneficiando essencialmente do menor custo de "funding", sobretudo ao nível dos depósitos, refere o comunicado.

 

Já no que diz respeito ao nível de comissões líquidas, este registou uma subida de 22,0% em termos homólogos, para 34,9 milhões de euros. "Esta evolução reflecte o enfoque comercial nos segmentos ‘core’, a manutenção da prossecução de uma política de maior assertividade comercial e a amortização das obrigações garantidas pelo Estado", acrescenta o documento.

 

Por seu lado, os custos operacionais diminuíram 24,5% face ao primeiro semestre de 2014. "De salientar que esta poupança foi obtida de forma transversal ao nível dos custos de estrutura, tendo os custos com pessoal diminuído 22,3%, os gastos gerais e administrativos descido 27,3% e as amortizações do exercício diminuído 29,0%".

 

O banco liderado por Jorge Tomé salienta igualmente o facto de ter reduzido a imparidade em 62,6%, em termos homólogos, para 54 milhões de euros. "A imparidade foi, ainda assim, penalizada pelo reforço das dotações para activos imobiliários classificados como Activos não Correntes Detidos para Venda", ressalva.

O comunicado refere também que a 30 de Junho de 2015 o rácio de Common Equity Tier 1, calculado de acordo com as regras da CRD IV/CRR (regime transitório) situava-se em 8,4% e o rácio de solvabilidade total em 9,4%, acima dos limites regulamentares.

 

Ainda não há novidades sobre a venda da posição estatal no Banif, que tinha feito adiar a votação da nova equipa de administração do banco. Mesmo assim, já foi marcada a assembleia-geral que tem esse tema na agenda. Contudo, não há nomes propostos. A lei permite a divulgação de listas mais perto da reunião ou uma nova suspensão.

 

"Proceder à eleição dos membros do conselho de administração, incluindo a comissão de auditoria, para o triénio 2015-2017", é um dos pontos de votação para a assembleia-geral de accionistas do Banif marcada para 26 de Agosto, conforme indica um comunicado publicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A votação de nomes para a mesa da assembleia-geral, a escolha o revisor oficial de contas e a constituição de um conselho estratégico são outros pontos na agenda.

 

Até esta sexta-feira, 7 de Agosto, ainda não há novidades sobre as negociações para a venda da posição do Estado. Em Maio, o banco admitiu ter recebido manifestações de interesse, sendo que o Negócios noticiou quehavia investidores chineses na corrida.fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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01
Ago 15

Banco Postal poderá ser lançado em duas fases até ao início de 2016

Os CTT, que ontem divulgaram lucros de 39,2 milhões de euros, uma melhoria de 8,6% face ao primeiro semestre de 2014, admitem abrir o Banco Postal em duas fases, segundo a informação divulgada ao mercado. A abertura ao grande público acontecerá no início do próximo ano, embora se mantenha o calendário de lançar o banco no último trimestre deste ano.

Francisco Lacerda, presidente dos CTT, explica ao Diário Económico que "a preparação do Banco continua em bom ritmo, há uma motivação grande, temos atraído pessoas competentes para a equipa, a começar pela liderança". Em declarações por telefone, o gestor garante que "o projecto está a acontecer, em boa colaboração com o supervisor para vir a abrir até final do ano, podendo a expansão mais forte acontecer no início do próximo ano".

Os CTT têm revisto permanentemente o plano de negócios do Banco Postal, devido às evoluções do mercado, e deverão continuar a fazê-lo até à abertura da entidade. Por isso mesmo, no comunicado enviado ao regulador, é referido que pode ocorrer mais uma revisão tendo em conta o resultado de"um conjunto de diligências ainda em curso (designadamente quanto a sistemas, processos e estratégia de ‘roll out' e portefólio do Banco Postal)". Embora o ‘business plan' revisto preveja um ‘roll out' mais rápido os Correios admitem realizá-lo em duas fases: uma abertura faseada seguida de uma abertura ao grande público, para "assegurar o funcionamento eficaz de todos os processos e sistemas". 

OsCorreios já entregaram o pedido de registo especial junto do Banco de Portugal, no passado dia 6 de Julho, e toda a documentação requerida pelo regulador, estando dado mais um passo para a abertura da instituição, que será liderada por Luís Pereira Coutinho e reforçará a componente de serviços financeiros dos CTT.

Esta aérea voltou a impulsionar os resultados no semestre, com as receitas a alcançar os 367,1 milhões de euros, um crescimento de 3% - a contraciclo com o sector e tendo em conta que a actividade de correio tradicional caiu 2,4%. 

"É um trimestre de bons resultados", considerou Francisco Lacerda. "Os resultados do primeiro semestre crescem com significado e o EBITDA recorrente cresce 14% e continua a boa performance e temos conseguido ter nos CTT".

Os rendimentos na área de serviços financeiros atingiram os 41,9 milhões de euros, um crescimento de 18,2%, fruto da venda de Certificados de Aforro e Títulos do Tesouro, que disparou no primeiro trimestre e tem impacto nos valores do semestre. Os serviços financeiros representaram 11% do total dos rendimentos dos CTT - o correio ainda representa 72% das receitas e gerou rendimentos de 278,6 milhões de euros - e 32% do EBITDA (‘cash flow' operacional). OEBITDA dos CTT no semestre atingiu os 70,4 milhões de euros, uma melhoria de 2,4%. Já a área de Expresso e Encomendas registou rendimentos de 63,8 milhões de euros, uma subida de 1,8%, representando 17% das receitas totais dos Correios.

Os CTT também já encaixaram a primeira ‘tranche' de 15 milhões de euros da parceria assinada com a Altice, o novo dono da PTPortugal, para sinergias entre as duas empresas aproveitando a rede dos CTT. A segunda ‘tranche' de 15 milhões será paga na assinatura, estando previsto para o segundo semestre a definição das parcerias específicas.

Os Correios revelam ainda que distribuíram nove milhões de euros em dividendos aos trabalhadores e órgãos sociais com base no mérito. O pagamento foi feito em Maio e cumpre a intenção de Francisco Lacerda de reintroduzir nos Correios a remuneração variável, o que já não acontecia há seis anos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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19
Abr 15

Novo Banco:Proposta do BPI excluída

"Por solicitação da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), informa-se que o Banco de Portugal notificou o banco BPI-1.66% de que a sua proposta não foi seleccionada para a terceira fase do procedimento de alienação do Novo Banco", refere a entidade liderada por Fernando Ulrich em nota enviada à CMVM.

A segunda fase do processo de venda do Novo Banco terminou na sexta-feira, tendo sido seleccionadas cinco das sete entidades que estavam na corrida para apresentarem propostas vinculativas até ao final de junho, anunciou o BdP.

"O Banco de Portugal convidará as entidades seleccionadas a apresentarem, até ao final de Junho de 2015, propostas vinculativas para aquisição do Novo Banco", lê-se em comunicado do supervisor, que não identifica as instituições em causa.

O convite será acompanhado do caderno de encargos específico que estabelece o procedimento a seguir nesta terceira fase, no decurso da qual "os candidatos terão acesso a informação mais detalhada sobre o Novo Banco e terão a oportunidade de realizar uma 'due diligence'", realçou a entidade liderada por Carlos Costa.

E acrescentou: "A decisão do Banco de Portugal foi antecedida de um procedimento de audiência prévia, ao abrigo do qual as entidades não seleccionadas nos termos de decisão preliminar dispuseram de um período de dez dias úteis para se pronunciarem sobre o sentido dessa decisão".

Das 17 instituições que participaram na primeira fase e das 15 que foram avalizadas pelo supervisor para passar à segunda fase, apenas sete formalizaram esse interesse, tendo agora o lote de potenciais compradores do Novo Banco baixado para cinco.

O BPI era uma das entidades que havia passado à segunda fase mas que foi agora afastado do leque de possíveis compradores do Novo Banco.

A 3 de Agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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28
Mar 15

Montepio com prejuízos superiores a 180 milhões de euros

É um resultado negativo mas, ainda assim, melhor que o do ano anterior quando registou prejuízos a rondar os 300 milhões de euros.

Uma das justificações do banco para este resultado negativo tem a ver com a exposição ao Grupo Espírito Santo.

Os depósitos de clientes cresceram 1,4%, atingindo um total de 14.242 milhões de euros, sendo que os recursos totais de clientes, incluindo recursos fora de balanço, cifraram-se em 17.373 milhões de euros, evidenciando um incremento homólogo de 0,3%.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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05
Fev 15

Corte de taxas dos Certificados de Aforro é benéfica para o sector bancário

A dimensão do corte de taxas dos Certificados de Aforro (CA) e Certificados de Poupança Mais (CTPM), que se aplica às subscrições feitas a partir desta segunda-feira, surpreendeu pela negativa a Deco Proteste, que considera que as novas condições “beneficiam o sector bancário”.

As novas taxas, anunciadas sexta-feira, reduzem a taxa de rentabilidade líquida dos CA de 2,2% para 0,8%. Nos CTPM, a taxa líquida de impostos cai de 3% para 1,6%. “Trata-se de um corte substancial, bastante maior do que aquele que estávamos à espera”, disse ao PÚBLICO António Ribeiro, especialista de poupança da Deco Proteste.

As remunerações agora anunciadas representam “um empobrecimento em relação à oferta de produtos com interesse para os aforradores particulares”, refere este economista, acrescentando se se reduz a concorrência entre produtos do Estado e da banca.

As novas condições de remuneração dos produtos do Estado “vêem beneficiar o sector bancário”, que deverá lançar produtos com rentabilidades semelhantes.

Ao contrário do que acontecia até às alterações agora introduzidas, em que a rentabilidade dos títulos da dívida pública não tinha paralelo face a outros produtos, António Ribeiro adianta que, neste momento, há produtos mais interessantes no mercado, embora com características diferentes.

O especialista de poupança refere, por exemplo, que a taxa de juro média de um depósito de 1000 euros a um ano é de 0,7%, muito próxima da nova taxa dos Certificados de Aforro. Refere ainda que para aplicações a médio e longo prazo, como são os certificados do tesouro, há seguros de capitalização, aos balcões dos CTT, e planos mutualistas, no Montepio, que oferecem taxas de rentabilidade superior.

Com as alterações introduzidas é suspensa a subscrição da série C, que mantém as condições contratadas, e é lançada a nova série D, que se inicia esta segunda-feira. A série D continua a incluir um prémio fixo, de 1% (anteriormente era de 2,75%), acrescido a Euribor a três meses. Para as subscrições de Fevereiro, a taxa bruta corresponde a 1,058% brutos e a 0,8 líquidos.

A nova série D recupera os prémios de permanência, de 0,5% a partir do 2º ao 5º ano e de 1%, do 6º ao 10º.

Já nos Certificados do Tesouro Poupança Mais, a taxa bruto, sem taxa liberatória, começa em 1,25%, no primeiro ano, e sobe até 3,25% no 5º, o que representa uma taxa média bruta de 2,25% e líquida de 1,6%.

Para estes títulos, a subscrição de um montante de mil euros renderá 16 euros por ano em juros face aos cerca de 30 euros que representavam antes da alteração das taxas.

Depois da oferta de taxas generosas, decididas numa altura em que a captação da poupança interna se assumiu como prioridade, dado o elevado nível de juros que era pedido pelos investidores externos, o Governo justiça o corte actual com a queda das taxas de juro da dívida pública.

As taxas de produtos do Estado para subscrição do estavam substancialmente mais altas que as recentes emissões de dívida, como prova a emissão, de 15 de Janeiro, de Obrigações do Tesouro a 10 anos com um juro de 2,875%, o valor mais baixo de sempre.

Ainda assim, na decisão do Governo também deverá ter pesado alguma pressão do sector bancário, incapaz de competir com a rentabilidade dos produtos do estado.

Corrida aos certificados
O anúncio, a meio do mês de Janeiro, de alteração das taxas gerou uma corrida aos Certificados de Aforro e do Tesouro, através do levantamento de depósitos bancários.

Os números de subscrição ainda não são conhecidos e os CTT confirmam apenas uma afluência anormal, que obrigou a empresa a alargar o horário de funcionamento de alguns balcões. A percentagem de crescimento de subscritores chegou aos 200% nos últimos dias e a 300% na passada sexta-feira, último dia para garantir as taxas anteriores.

Só em 2014, os portugueses subscreveram 5000 milhões de euros de produtos financeiros do Estado, com os Certificados do Tesouro Poupança Mais a representarem cerca de 60% do total.

No final do ano passado, a poupança dos particulares acumulada nos cofres do Estado ascendia a 17.189 milhões de euros, um valor equiparável a Janeiro de 2009, antes dos principais impactos da crise financeira e da intervenção da troika de credores. O recorde foi registado em Janeiro de 2008, com 18.186 milhões de euros.

Para este ano, o Governo estima colocar 2500 milhões de euros em produtos de poupança, mas a forte corrida a este tipo de produtos, especialmente a partir do momento em que se soube que as taxas iam descer, pode fazer com que esse valor seja ultrapassado.

fonte:http://www.publico.pt/e

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27
Jan 15

Santander e Caixabank deverão ter papel principal na compra do Novo Banco

A casa de investimento Autonomous analisou os diferentes cenários para a venda do Novo Banco. Consideram que o BPI está numa situação mais fragilizada para ser bem-sucedido neste processo.

O BPI poderá ter ficado numa situação menos favorável para comprar o Novo Banco, segundo uma análise da casa de investimento Autonomous."A exclusão de Angola da lista dos países considerados equivalentes à União Europeia para questões regulatórias baixou a base de capital do BPI em 90 pontos base".

Além da descida da base de capital, a exposição a Angola começou a ser contabilizada com uma maior ponderação pelo risco o que fez com que fosse ultrapassado o limite às grandes exposições. Este factor pode, segundo o Autonomous, ser "um entrave à aquisição do Novo Banco, que é a melhor oportunidade para o BPIrestaurar a sua rentabilidade doméstica". Referem ainda que "o BCE pode não permitir este negócio já que o BPInão cumpre integralmente os requisitos regulatórios".

O cenário da compra do Novo Banco pelo BPI é assim, segundo o Autonomous, menos provável. E poderá levar a um maior destaque do Caixabank, accionista de referência do BPI, e do Santander no processo de venda do Novo Banco.

"Poderemos ver o CaixaBank e o Santander a desempenhar papéis principais" no processo de venda do Novo Banco. E adianta que a competição pela compra da entidade "poderá fazer aumentar o preço".

Segundo os analistas da entidade britânica, o Caixabank pode envolver-se de duas formas. Uma passaria por um aumento de capital do BPI totalmente subscrito pelo banco catalão para que a entidade liderada por Fernando Ulrich pudesse competir com o Santander na compra do Novo Banco.

O outro cenário a envolver o Caixabank seria de ser esta entidade a tentar comprar o Novo Banco para, após os problemas de capital do BPI serem resolvidos, promover uma fusão entre o banco liderado por Fernando Ulrich e o Novo Banco.

Um dos outros cenários considerados como mais plausíveis passa pelo Santander. "O Santander continua a ser um forte concorrente com uma grande capacidade para pagar e pode superar facilmente o BPI", defendem. Acrescentam que o banco espanhol seria capaz ade extrair algumas sinergias do negócio.

Já em relação a alguns dos outros concorrentes, a Autonomous refere que a compra do Novo Banco não faz grande sentido em termos estratégicos.

Em relação ao Banco Popular, "é improvável que tenha músculo financeiro suficiente e dificilmente conseguirá ter sinergias". Já para o Sabadell, apesar de ter posição de capital para concorrer com o Novo Banco, a compra pode não fazer sentido estratégico devido à posição de 5% no BCP.

Também uma eventual compra por parte do BBVA aparenta ser improvável já que, segundo o Autonomous, "o interesse estratégico no mercado é relativamente baixo".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Jan 15

Santander Totta baixa "spread" da casa para clientes "premium"

O banco passou a diferenciar as margens exigidas nos empréstimos destinados à compra de casa, cobrando um "spread" mínimo de 2,3% no caso dos clientes "premium". Os restantes mantêm uma taxa de 2,49%, uma das mais baixas do sector.

O Santander Totta reviu em baixa o "spread" mínimo aplicado nas operações de financiamento para a compra de habitação, mas não para todos os clientes. Passou a beneficiar os clientes "premium", que no banco são identificados como "Select", que podem ter acesso a um "spread" de 2,3%.

 

"O ‘spread’ é válido para todos os clientes Select, durante todo o prazo do empréstimo, premiando o seu maior relacionamento com o banco. Estes clientes beneficiam ainda de montantes de financiamento alargados, até 80% do valor de avaliação da nova casa", refere a instituição em comunicado.

 

Questionada sobre o que é necessário para ser um cliente "Select", a instituição revelou que as condições de acesso a esse estatuto são: "ordenado mensal domiciliado no banco igual ou superior a 2.500 euros, ou clientes com idade igual ou inferior a 45 anos e património superior a 50.000 euros e todos os clientes com mais de 75.000 euros".

 

Estes clientes "premium" passam a beneficiar de um dos "spreads" mais baixos do mercado. Entre os grandes bancos, o Santander Totta apresenta o mais reduzido, mas o Banco Popular tem a margem mínima mais atractiva, de 2,25%, e para todos os clientes. No caso do Totta, os clientes que não são "Select" podem obter uma taxa de 2,49%.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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17
Jan 15

Bancos esperam que corte nos certificados "reponha concorrência normal pela poupança"

A APB considera que a descida dos juros oferecidos nos produtos do Estado era "esperada" e defende que com a redução das taxas dos certificados a concorrência pelas poupanças será normalizada.

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) vê com bons olhos a descida das taxas praticadas nos certificados, tanto nos de aforro como nos do Tesouro. Diz, em declaração ao Negócios, que acredita que com o corte, ainda que não seja conhecida a dimensão da descida dos juros, poderá ser reposta a normalidade na "concorrência pela poupança" das famílias portuguesas.

 

"Face à situação do mercado, a revisão [das taxas praticadas pelo Estado nos produtos de poupança] era, em termos de gestão, naturalmente esperada", diz a APB, associação que representa as instituições financeiras nacionais. Isabel Castelo Branco, secretária de Estado do Tesouro, revelou esta quarta-feira que as taxas vão descer nas subscrições realizadas em Fevereiro.

 

"Espera-se que a descida contribua também para repor condições de concorrência normais com outros produtos de poupança", acrescenta a associação liderada por Faria de Oliveira. Actualmente, o Estado paga uma taxa bruta média anual de 4,25% nos CTPM, sendo que nos certificados de aforro, o juro bruto está acima dos 3%.

 

Ambos os produtos do Estado remuneram bem mais do que os depósitos a prazo dos bancos cuja taxa média está em 1,34% (de acordo com os dados do Banco de Portugal relativos a Novembro). Esta diferença expressiva de taxas levou a que em 2014 o Estado tenha captado mais de 4.500 milhões de euros. O valor aplicado nos depósitos a prazo baixou em mais de mil milhões de euros.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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29
Dez 14

BPI em melhor posição para comprar o Novo Banco

O BPI é um dos candidatos favoritos à compra do Novo Banco. Depois de ter confirmado a sua intenção de interesse, na semana passada, a obrigatoriedade de redução da exposição a Angola está a ser vista como uma motivação adicional para a compra do Novo Banco.

Com as novas regras da Comissão Europeia, a partir de janeiro de 2015, os bancos com exposição a Angola terão uma redução dos seus rácios de capital. O BPI é um dos mais penalizados, sendo mesmo forçado a reajustar a sua exposição ao mercado através da sua subsidiária Banco de Fomento Angola.

Diminuir a participação no BFA dos atuais 50,1%, deixando de ter uma posição de controlo, vender a carteira de dívida pública angolana ou comprar o Novo Banco são as três principais opções que a instituição financeira liderada por Fernando Ulrich tem atualmente para responder às exigências do BCE. A redução da posição no BFA é a possibilidade que mais analistas acreditam poder verificar-se. Ainda assim, a compra do Novo Banco podia ajudar o BPI, já que permitia ganhar dimensão e aumentar os ativos em Portugal.

"Naturalmente a possibilidade de ter de reduzir a participação no BFA, coloca a uma motivação maior para o BPI comprar o Novo Banco", adiantou um analista, ao Dinheiro Vivo. Além disso, "as sinergias que um banco como o BPI possa conseguir são de tal forma que pode mesmo vir a compensar pagar um preço mais elevado do que o faria noutras circunstâncias", acrescentou outro analista que pediu anonimato.

Interesse até final do ano

O BPI não está sozinho na corrida ao Novo Banco. Esta semana também os chineses da Fosun (que compraram a Fidelidade) e o Santander (grupo espanhol que atua em Portugal através do Santander Totta) formalizaram o interesse na compra do banco que sobrou do colapso do BES.

A Fosun já era apontada como candidata à operação e chegou mesmo a avançar-se um valor para ao negócio. A TVI adiantou que a companhia chinesa estaria disponível para pagar até 3,5 mil milhões de euros. Um montante que o Dinheiro Vivo sabe que nunca foi apresentado. Ainda assim, no mercado, acredita-se que a revelação deste valor permitiu "balizar" a operação.

O Santander também formalizou esta semana o interesse na compra do Novo Banco e há dias o jornal espanhol Cinco Días colocou-o como um dos favoritos à operação. O jornal adianta ainda que também o La Caixa (que detém uma participação de 44% do BPI) e o Popular estarão interessados, ficando o Sabadell e o BBVA fora da corrida. Outro interessado é a Apollo Global Management, o fundo norte-americano que comprou a Tranquilidade. Há ainda a possibilidade de haver um fundo soberano do Médio Oriente e outro europeu, além do Cerberus Capital Management, Brookfield Asset Managemen, Apax, Bain, entre outros.

O Novo Banco está a ser vendido em bloco, excluindo o BESI. O banco de investimento liderado por José Maria Ricciardi ficou de fora depois de ter sido vendido à empresa chinesa de serviços financeiros Haitong por 379 milhões de euros.

Os interessados têm até às 17 horas de dia 31 de dezembro para indicarem o seu interesse e manterem-se na corrida. Em janeiro haverá troca de informação entre os interessados e o BNP Paribas, instituição que está a liderar o processo, e à qual se juntou a Perella Weinberg, boutique de investimento que apoia a operação também na alienação de ativos, nomeadamente a venda do BESI. As propostas não vinculativas serão apresentadas em fevereiro e a análise preliminar decorre de março a abril. As ofertas vinculativas serão apresentadas até junho e tudo aponta para que no mês de julho seja escolhido o vencedor.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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