Américo Amorim abandona administração do Banco Popular

A participação accionista de Amorim no banco espanhol já tinha vindo a cair nos últimos tempos. Deixou de existir. Os anúncios de investimentos noutras regiões repetiam-se. A demissão do conselho de administração do Banco Popular concretizou-se esta quarta-feira.

Américo Amorim deixou de ser administrador do Banco Popular. Depois das sucessivas reduções da participação no capital do banco, segue-se o fim da participação num "board" em que se encontrava desde 2003.

 

O conselho de administração da instituição financeira espanhola, com presença em Portugal, aceitou o pedido de demissão de Amorim do cargo de vogal, indica o comunicado emitido pelo Popular através do site do regulador do mercado espanhol.

 

A administração do banco espanhol agradeceu, no comunicado, o contributo de Amorim "ao longo dos anos em que desempenhou o cargo". Américo Amorim sai de um conselho de administração para o qual entrou em 2003, de acordo com informação disponibilizada no site do banco.

 

O pedido que o empresário português fez para abandonar a administração do Banco Popular aconteceu depois de o oitavo mais poderoso da economia nacional ter vendido “a totalidade da participação accionista que mantinha no capital social do banco”.

 

O milionário tinha vindo a reduzir a sua exposição ao banco nos últimos meses, numa opção intensificada no último mês. A 13 de Setembro, a posição desceu de 0,332% para 0,006%. Neste momento, já não tem nenhuma participação no capital social.

 

A demissão do presidente do Grupo Amorim foi aceite dias depois de uma entrevista ao jornal brasileiro “Valor Económico” em que o empresário admitiu que pretende investir 5 mil milhões de dólares nos próximos quatro anos noutras regiões do globo, com destaque para Brasil e também Angola e Moçambique.

 

No Brasil, um dos objectivo de Amorim é reforçar a posição no sector financeiro, onde já tem uma posição de 33% no Banco Luso-Brasileiro. Segundo disse à publicação brasileira, a área central passará pelo financiamento ao transporte urbano.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 22:43 | comentar | favorito