Banqueiros confiantes na confiança dos depositantes

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos não quis comentar o resultado da conversa com a ministra das Finanças sobre o impacto da entrada no mercado dos certificados do Tesouro Poupança Mais, que só esta quinta-feira – o primeiro dia de comercialização – angariaram 30 milhões de euros das poupanças dos portugueses.

À saída de um encontro com Maria Luís Albuquerque, Faria de Oliveira desvalorizou a questão e mostrou-se confiante na fidelidade que os depositantes têm na banca nacional.

Faria de Oliveira garantiu ainda que todos no sector bancário trabalham para assegurar os depósitos dos seus clientes. Essa é a prioridade, sublinhou o presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Isto apesar dos prejuízos registados nos últimos anos que, segundo o banqueiro, resultam da recessão económica. Só o ano passado as perdas ultrapassaram os três mil milhões de euros. E segundo Faria de Oliveira, este ano a situação não deverá ser muito diferente, o que justifica a recapitalização dos bancos, mas garante que os depositantes podem ficar descansados.

A somar às perdas previstas, há em 2014 uma nova taxa para a Banca definida no Orçamento de Estado. Faria de Oliveira assume que não vai ser possível escapar. O sector não concorda com pagamento, mas aceita.

No encontro com os banqueiros da Caixa Geral de Depósitos, Milleninum, BES, BPI, Banif e Montepio estiveram, além de Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças, também o ministro da Economia, Pires de Lima. Uma das questões abordadas foi o apoio que banca pode dar às empresas na regularização das dívidas fiscais.

Na agenda esteve também a união bancária que está a ser preparada e que, na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Bancos, só traz vantagens.

Os testes de stress a que os quatro maiores bancos nacionais vão ser sujeitos também foram abordados no encontro até porque há alguns factores que podem ser discriminatórios. Ainda assim, Faria de Oliveira afirmou que o Banco Central Europeu ainda não definiu os critérios de avaliação que vão ser usados nos testes ao BES, BPI, BCP e Caixa a partir de Janeiro, mas reportados a este mês de Novembro.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 09:34 | comentar | favorito