30
Mai 13
30
Mai 13

Crédito malparado vai continuar a penalizar resultados dos bancos

Alerta é feito pelo governador do Banco de Portugal. Carlos Costa diz que o incumprimento vai prosseguir nas empresas de serviços.

O crédito malparado está na origem da queda dos lucros dos bancos portugueses, afirma o governador do Banco de Portugal. 

Carlos Costa não tem dúvida de que o problema do incumprimento vai prosseguir nas empresas de serviços.

“Vão apresentar perdas, em primeiro lugar, porque vão reflectir no seu balanço a degradação da situação económica. Isto no jargão técnico chama-se imparidades, isto é, crédito malparado”, disse o governador na conferência “Portugal pós-troika, desafios – Oportunidades e o papel da banca no financiamento da economia”.

Carlos Costa explica que “o incumprimento está a surgir de sectores que estão a sofrer o grande ajustamento estrutural da economia portuguesa, que são os sectores de bens não transaccionáveis para os quais está a haver uma quebra de procura”.

O governador do Banco de Portugal avisa que essa descida “vai ser duradoura, porque essa procura dependia muito do grau de endividamento que não poderá continuar a ser aquele que era no passado”.

fonte:http://rr.sapo.pt/i


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28
Mai 13
28
Mai 13

Banca vai continuar a perder dinheiro

As condições de exploração dos bancos portugueses agravaram-se ao longo de 2012.

Segundo o relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta terça-feira pelo Banco de Portugal, é essencial que as instituições financeiras nacionais preservem os seus níveis de capital, dadas as perspetivas adversas para o futuro próximo da economia portuguesa e o novo quadro regulamentar europeu.

O relatório requer que, apesar do ajustamento já observado nos bancos portugueses, o endividamento do setor privado mantém-se em níveis elevados.

O abrandamento dos depósitos de particulares em 2012 esteve em linha com o esperado. Mais recentemente assistiu-se a alguma substituição de depósitos por obrigação de empresas. Existiu ainda um forte aumento do incumprimento das empresas, “11, 5% do crédito concedido”, assumindo níveis particularmente elevados nos setores da construção, atividades imobiliárias e comércio.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt


publicado por adm às 22:09 | comentar | favorito
25
Mai 13
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Mai 13

Clientes da banca nacional voltam a ser encaminhados para os PPR

As entregas para PPR dispararam 57% no primeiro trimestre do ano, dada a menor necessidade dos bancos em captar depósitos.

A banca nacional está novamente a direccionar as aplicações dos seus clientes para Planos Poupança Reforma, resolvidas que estão as necessidades de liquidez e de alavancagem. De acordo com o presidente da associação do sector, esta é uma das principais razões que justificam um aumento de 56,8% nas entregas feitas pelos portugueses para estes produtos só nos primeiros três meses do ano. 

Na larga maioria dos casos, os bancos funcionam como pontos de venda de PPR, os quais são geridos pela seguradora do mesmo grupo. E se nos últimos dois anos se assistiu à tendência inversa - grande concorrência da banca via depósitos a prazo dada a necessidade de reduzir rácios de transformação e reforçar liquidez - o processo parece estar agora a inverter-se. No entanto, esta dinâmica estará a ser provocada principalmente por uma seguradora, a BES Vida, que fez uma forte aposta recentemente na captação de poupanças para PPR de investimento.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 14:29 | comentar | favorito
20
Mai 13
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Mai 13

Como reclamar do seu banco

Os portugueses reclamaram mais em 2012 face ao ano passado e o Barclays Bank e o BBVA foram as instituições financeiras de quem os portugueses mais se queixaram. Os números foram recentemente divulgados pelo Banco de Portugal no seu Relatório de Supervisão Comportamental relativo a 2012.

Contas feitas, foram feitas 15.603 reclamações no ano passado, um crescimento de 6,2% face às 14.697 queixas feitas em 2011. Este aumento quebrou a tendência de queda do número de queixas que se tinha vindo a registar nos últimos anos, e deve-se não só "à situação económico-financeira das famílias portuguesas como à alteração do enquadramento regulatório e normativo", segundo explicou o governador do Banco de Portugal.

Qualquer cliente de uma instituição de crédito ou sociedade financeira pode exercer o seu direito de reclamar sempre que, na celebração de um contrato, no decurso do mesmo ou aquando da aquisição de um serviço bancário, entender que a instituição não agiu de forma adequada. O motivo da reclamação deverá estar diretamente relacionado com as atividades desenvolvidas pela respetiva instituição de crédito ou sociedade financeira.

A DECO PROTESTE tem, no seu site oficial, os passos que deve dar para reclamar, dependente do assunto em questão.

Crédito à habitação
Alguns associados da DECO queixam-se de o banco onde vão contratar o crédito à habitação ter alterado as condições negociadas. Na prática, depois de acordado o spread com o cliente, o banco comunica, entre o período de aprovação do empréstimo e a data da escritura, que o spread será agravado.

Com pouco tempo para reagir, dada a proximidade da escritura, o cliente vê-se obrigado a contratar um empréstimo mais caro do que o previsto ou a ver a sua palavra posta em causa perante o vendedor e a perder o imóvel. Além disso, nesse momento, já terá suportado vários encargos bancários, como despesas de processo e de avaliação, que rondam as centenas de euros.

Depois de aprovar o empréstimo, o banco é obrigado a entregar uma segunda ficha de informação normalizada (FIN), que o vincula às condições negociadas durante o período mencionado nesse mesmo documento. Dentro desse prazo, o banco nada pode alterar. Se o fizer, exija a manutenção das condições. Se o banco recusar, peça o reembolso de eventuais danos que daí resultem, por exemplo, a perda do sinal pago ao vendedor, e relate o sucedido ao Banco de Portugal. Em último caso, recorra ao tribunal.

Cartão de crédito
Existem seguros ou outros mecanismos de proteção que cobrem os gastos abusivos com o cartão de crédito, efetuados por terceiros, antes da comunicação do sucedido ao banco. A responsabilidade do titular do cartão só vai até ao limite do crédito disponível no momento em que ocorreu o desaparecimento do cartão.

Se ocorrerem movimentos após a notificação do desaparecimento do cartão, será o banco a ter de provar quando e como as operações foram realizadas, uma vez já tinha sido informado pelo cliente.

Não são raros os casos de falsificação do cartão de crédito, resultando várias compras em nome do titular. Regra geral, os bancos recusam responsabilidade sobre os danos causados, argumentando que o titular não seguiu as regras de segurança. Mas não é bem assim. Enquanto proprietário do cartão, o banco deve responder pelas situações abusivas por terceiros sempre que se prove que o titular não teve culpa. O cliente só deverá ser responsabilizado em caso de fraude, de não cumprir com os requisitos da guarda do cartão ou permitir a sua utilização por terceiros.

Serviços não solicitados
O banco não pode prestar serviços não solicitados e muito menos cobrá-los automaticamente, afixando apenas os seus custos ao balcão das dependências bancárias. Estas cobranças devem ser comunicadas previamente por escrito ao cliente, de forma personalizada, clara e completa. Caso contrário, o contrato pode ser cancelado.

Movimentos bancários
Não é permitido ao banco proceder a movimentação de dinheiro da conta do cliente para a conta de uma terceira pessoa, entidade ou estabelecimento sem conhecimento e autorização expressa do titular da conta. Esta proibição é válida independentemente das razões invocadas pelos interessados na cobrança do valor. Por exemplo, alguém que telefona de uma loja para a Unicre dizendo que, por lapso, só cobrou 10 euros ao cliente quando na realidade o preço era de 100 euros.

Onde reclamar
- Banco de Portugal: qualquer pessoa singular ou coletiva, cliente de uma instituição de crédito ou sociedade financeira registada no Banco de Portugal, pode reclamar de procedimentos que considere inadequados ou lesivos dos seus interesses.

- Pode deixar queixa no Livro de Reclamações, de presença obrigatória em todos os balcões dos bancos. Se preferir, pode apresentar a sua reclamação diretamente ao Banco de Portugal através de formulário online ou, em alternativa, imprimir o documento e enviá-lo por correio. Caso opte por esta solução, convém registar a carta e enviá-la com aviso de receção para ficar com uma prova da entrega da sua reclamação.

A intervenção do Banco de Portugal não envolve a resolução de questões estritamente contratuais entre as instituições de crédito e os clientes. Sempre que não seja possível chegar a acordo, a solução destes litígios exige o recurso a meios judicias ou arbitrais.
Site: http://clientebancario.bportugal.pt

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 20:44 | comentar | favorito
11
Mai 13
11
Mai 13

Santander Totta despede 90 funcionários e encerra 30 agências

O resultado líquido do Banco Santander Totta baixou 66,6%, em termos homólogos, para 10,2 milhões de euros, reflectindo “o difícil enquadramento económico e financeiro” em Portugal. O banco vai encerrar 30 agências e dispensar 90 funcionários.

“O lucro deste primeiro trimestre foi condicionado pela diminuição das receitas, que reflectem o enquadramento recessivo e o esforço de desalavancagem do sistema”, afirmou António Vieira Monteiro, presidente do banco, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados. “Continuamos a ganhar dinheiro, ao contrário de alguns dos nossos concorrentes”, sublinhou.

O banqueiro considerou, ainda, um “sinal positivo” que, em termos trimestrais, “pela primeira vez, desde há muito tempo, o crédito às empresas subiu”, ainda que “pouco”.

A carteira de crédito a empresas subiu 0,3%, face a Dezembro, interrompendo a tendência de queda que vinha apresentando há vários trimestres. Ainda assim, face a Março de 2012, houve um recuo de 5% neste item, para um total de 9,76 mil milhões de euros.

No crédito a particulares registou-se uma diminuição de 3,7% para 17,6 mil milhões de euros.

“Dizem que os bancos não fazem crédito, mas a concessão de crédito é fulcral para a nossa actividade”, assinalou Vieira Monteiro.

O rácio core tier 1 reforçou-se face ao final de Março de 2012, fixando-se nos 13,1%, valor que “demonstra a solidez do balanço e a capacidade de gerar internamente capital”, destacou o banco.

Entre os seis bancos que já apresentaram os resultados trimestrais, o acumulado revela um prejuízo de 309 milhões de euros. Banco BPI (40,5 milhões de euros) e Santander Totta são os dois únicos que revelaram lucros na actividade dos três primeiros meses do ano. As restantes instituições registaram prejuízos no período: CGD (36,4 milhões), BCP (152), Banif (69,2) e Banco Espírito Santo (62).

fonte:http://www.publico.pt/

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08
Mai 13
08
Mai 13

Bancos só podem cobrar comissão única

Taxa única de 4% por cada prestação. Novas regras entram em vigor em Setembro.

Os bancos e outras instituições de crédito só podem cobrar uma comissão única de 4% por cada prestação em atraso, num mínimo de 12 euros e máximo de 150 euros.

Segundo o decreto-lei publicado esta quarta-feira em Diário da República, as novas regras entram em vigor em Setembro.

A nova limitação na cobrança de comissões aplica-se a todos os contratos de crédito, firmados antes ou depois da entrada em vigor deste decreto-lei.

Actualmente, não há limite a esta cobrança podendo as instituições cobrar várias comissões pela mesma prestação em atraso.

fonte:http://rr.sapo.pt


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07
Mai 13

CGD com prejuízos de 36,4 milhões no primeiro trimestre

O Grupo estatal CGD registou um prejuízo de 36,4 milhões de euros nos primeiros três meses do ano.

Os resultados negativos em 36,4 milhões de euros foram apresentados nesta terça-feira pela administração de José Matos. No primeiro trimestre de 2012, o resultado líquido consolidado da CGD tinha sido positivo em 8,8 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CGD  revela que os resultado líquidos foram negativamente influenciados pelas imparidades, no valor 147,3 milhões de euros, valor que ficou abaixo dos 240,2 milhões de euros registados em igual período do ano passado.

A margem financeira caiu 46,8%, o que se justifica, em parte, pela queda dos taxas Euribor e a  margem complementar cresceu 8,6%, para 270 milhões de euros, devido a resultados de operações financeiras e a um crescimento das comissões líquidas.

O crédito bruto concedido a clientes caiu 5,5%, face a Março de 2012, para 78.305 milhões de euros. O rácio de crédito vencido a mais de 90 dias foi de 5,6%, um agravamento face ao trimestre anterior.

Os depósitos fixaram-se em 65.329 milhões de euros, mais 0,5% do que em igual período de 2012.

Depois do BCP (152 milhões de euros) e do Banif (69,2 milhões de euros), a CGD é a terceira instituição financeira a apresentar prejuízos trimestrais. O BPI apresentou lucros de 40,5 milhões de euros e o BES apresentou nesta terça-feira prejuízos de 62 milhões.

fonte:http://www.publico.pt/e

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07
Mai 13

BES quer reduzir 200 trabalhadores após prejuízo de 62 milhões

O Banco Espírito Santo fechou o primeiro trimestre em terreno vermelho, com um prejuízo de 62 milhões de euros, valor que no período homólogo do ano passado foi positivo, de 11,6 milhões de euros.

Em face dos resultados, o BES  vai avançar com um plano de redução de custos até cem milhões de euros, a realizar até 2016, que inclui redução de 200 trabalhadores através da não renovação de contratos, reformas antecipadas e saídas negociadas.

No que se refere às contas divulgadas, o produto bancário diminuiu 14,2% e o reforço de provisões aumentou 25,9%.

“A recessão económica, traduzida em decréscimos do PIB em dez trimestres consecutivos, dificultou a geração de receitas pelo aumento das insolvências e do desemprego e agravou os custos com as imparidades, factores que determinaram o apuramento de um prejuízo no trimestre de 62 milhões de euros”, explica o banco liderado por Ricardo Salgado. O rácio Core Tier I situou-se no final dos primeiros três meses do ano em 10,5%, acima dos 10% fixados pelo Banco de Portugal. Segundo os critérios da EBA o rácio Core Tier I é de 9,9% (requisito mínimo: 9%).

Os resultados da actividade internacional foram também afectados “pela desaceleração das operações de exportação/importação que impactaram as operações de créditos documentários nas diferentes plataformas operacionais.” Neste contexto o banco assinala “os efeitos do programa de desalavancagem imposta ao BESA em Angola e a não maturação dos investimentos realizados em Moçambique, Venezuela e Luxemburgo”. 

No comunicado enviado ao mercado, o BES revela que a carteira de crédito, “interrompendo a trajectória de decréscimo que registava desde Junho de 2011, cresceu na base anual 0,6% (mais 283 milhões), suportada pelo crédito a empresas que aumentou no mesmo período 2,1% (mais 761 milhões), tendo aumentado nos primeiros três meses deste ano 868 milhões de euros”. No que respeita à evolução do crédito a particulares este reduziu-se em 3,4% “devido à contracção da procura e ao reembolso do crédito à habitação”.

Em termos de captação de recursos de clientes houve uma subida de 7% (mais 3,8 mil milhões), o que se reflectiu no rácio de transformação que atingiu 129% (valor que há um ano era de 135%). Já o financiamento líquido de aplicações junto do BCE, no final do primeiro trimestre, situava-se em 7,9 mil milhões de euros (12,1 mil milhões em Março de 2012).

fonte:http://www.publico.pt/e

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