Bancários vão perder regalias

Os trabalhadores do sector bancário correm o risco de perder as verbas relativas a prémios de antiguidade, diuturnidades, promoções e progressões.

 

Segundo apurou o CM, o fim destas regalias consta de uma proposta feita pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), presidida por Faria de Oliveira. A medida é justificada com o facto de só assim ser possível travar a onda de rescisões que se avista no sector bancário, devido ao bloqueio da actividade económica no País.

A proposta da APB configura um processo global, que aponta para a eliminação dos denominados automatismos no próprio contrato colectivo de trabalho dos funcionários da Banca. O objectivo, sabe o CM, passa por aliviar o peso que estes custos fixos têm num sector que também não conseguiu escapar à crise.

O número de trabalhadores abrangidos por este corte deverá situar-se na ordem dos 59 mil, tendo em conta que, em finais de 2010, a população bancária representada pelas 36 instituições financeiras que integram a amostra de base do último Boletim Informativo do APB, publicado em Junho de 2011, era constituída por 58 871 colaboradores.

A proposta, sabe o CM, está agora nas mãos dos sindicatos do sector, que até ao final do mês têm de apresentar uma contraproposta à Associação Portuguesa de Bancos para se dar início ao processo negocial.

"O ACORDO TEM 40 ANOS"

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), Rui Riso, reconhece que o contrato colectivo de trabalho na Banca tem de ser revisto.

"O acordo tem 40 anos, foi negociado noutras circunstâncias e para uma geração diferente. As gerações de agora encaram o emprego de outro modo", afirmou ao CM, sem entrar em pormenor sobre as contrapropostas que este sindicato irá apresentar à APB. Sobre os despedimentos, Rui Riso diz que os bancos têm preferido a via das reformas e rescisões amigáveis, como é o caso do Banif, e que não tem havido contratações. "O que nos deve preocupar é porque é que os bancos precisam de menos pessoas – e isto deve-se à menor actividade económica em Portugal", sublinhou.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


publicado por adm às 10:59 | comentar | favorito