Bancos esperam que corte nos certificados "reponha concorrência normal pela poupança"

A APB considera que a descida dos juros oferecidos nos produtos do Estado era "esperada" e defende que com a redução das taxas dos certificados a concorrência pelas poupanças será normalizada.

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) vê com bons olhos a descida das taxas praticadas nos certificados, tanto nos de aforro como nos do Tesouro. Diz, em declaração ao Negócios, que acredita que com o corte, ainda que não seja conhecida a dimensão da descida dos juros, poderá ser reposta a normalidade na "concorrência pela poupança" das famílias portuguesas.

 

"Face à situação do mercado, a revisão [das taxas praticadas pelo Estado nos produtos de poupança] era, em termos de gestão, naturalmente esperada", diz a APB, associação que representa as instituições financeiras nacionais. Isabel Castelo Branco, secretária de Estado do Tesouro, revelou esta quarta-feira que as taxas vão descer nas subscrições realizadas em Fevereiro.

 

"Espera-se que a descida contribua também para repor condições de concorrência normais com outros produtos de poupança", acrescenta a associação liderada por Faria de Oliveira. Actualmente, o Estado paga uma taxa bruta média anual de 4,25% nos CTPM, sendo que nos certificados de aforro, o juro bruto está acima dos 3%.

 

Ambos os produtos do Estado remuneram bem mais do que os depósitos a prazo dos bancos cuja taxa média está em 1,34% (de acordo com os dados do Banco de Portugal relativos a Novembro). Esta diferença expressiva de taxas levou a que em 2014 o Estado tenha captado mais de 4.500 milhões de euros. O valor aplicado nos depósitos a prazo baixou em mais de mil milhões de euros.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 16:47 | comentar | favorito