BES pode ser recapitalizado com ajuda do Estado

O Estado vai entrar na recapitalização do Banco Espírito Santo (BES) e a decisão vai ser anunciada até domingo à noite, avançam a SIC e a TVI

As negociações entre a nova administração do BES, liderada por Vítor Bento, e o Banco de Portugal, com o acompanhamento do Governo, estão a decorrer desde esta sexta-feira.

As autoridades adiantam que os depósitos estão completamente garantidos, sublinha a SIC.

A estação de Carnaxide e a TVI adantam que a entrada do Estado deve ser feita num modelo semelhante ao que foi usada no BANIF, por duas vias: uma entrada directa com a subscrição de acções e um empréstimo em regime de capital contingente, ou seja, se não forem pagas as obrigações no final do prazo previsto, são convertidas em acções.

Os pormenores da intervenção no BES devem ser conhecidos até ao final de domingo, antes da abertura dos mercados na segunda-feira de manhã.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira, no Algarve, que o Governo está “preparado” para actuar de forma a garantir a estabilidade financeira na sequência da crise no universo Espírito Santo.

O secretário-geral do PS rejeitou uma intervenção do Estado no BES, a exemplo do que sucedeu com o Banco Português de Negócios (BPN). António José Seguro considera que não devem ser os contribuintes a pagar pelos erros de privados.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu esta sexta-feira a negociação das acções do BES, até "à divulgação de informação relevante". Antes desta decisão do regulador os títulos do banco atingiram um novo mínimo histórico, de cerca de 10 cêntimos.

Também a terminar a semana, a Espírito Santo Financial Portugal admitiu esta sexta-feira a sua incapacidade para honrar compromissos e avançou com um pedido de insolvência que visa lançar um processo especial de revitalização, ao abrigo do Código de Insolvência e Recuperação de Empresas (CIRE).

Os desenvolvimentos no BES foram precipitados depois do anúncio, na quarta-feira, de prejuízos de 3.577 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o pior resultado alguma vez registado por um banco português. As perdas são superiores à almofada financeira que o banco possuiu, no valor de 2 mil milhões de euros.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

publicado por adm às 10:17 | comentar | favorito
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