Oito maiores bancos obrigados a fazer provisões de mil milhões

O Banco de Portugal reviu as imparidades e provisões de crédito que os oito maiores grupos bancários nacionais  tinham afetas a 12 grandes grupos empresariais, tendo concluído pela necessidade de um reforço de cerca de mil milhões de euros. 


A inspeção à situação financeira destes 12 grupos empresariais, que são, simultaneamente, clientes de vários bancos decorreu em Setembro do ano passado e os resultados foram divulgados ontem pelo supervisor bancário.  

A principal preocupação do Banco de Portugal foi perceber se o valor das empresas estaria adequado ao seu nível de crédito bancário, ou seja, se tinham capacidades para gerarem fluxos financeiros de modo a cumprir com o pagamento desses empréstimos. Além disso, foi também analisada se os ativos dados como garantia dos empréstimos estavam devidamente avaliados.

Esta foi a quarta inspeção especial realizada pela instituição liderada por Carlos Costa a partes das carteiras de crédito mais afetadas pela evolução da atividade económica. Um processo que pretende evitar más surpresas na passagem da supervisão bancária para o Banco Central Europeu, que irá ocorrer em Novembro deste ano.

O exercício abrangeu ativos da Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Espírito Santo Financial Group (a ‘holding’ que controla o BES), BPI, Santander Totta, Montepio, Banif e Crédito Agrícola, que representam mais de 80% do total do sistema bancário nacional.

Entre os 12 grupos empresariais cujas contas foram analisadas, segundo noticiou o Jornal de Negócios, empresas do sector de media (Prisa/Media Capital, Impresa, Controlinveste e Ongoing), da construção (Soares da Costa, Sacyr e Lena), promoção turística (Promovalor), indústria (Artland), engenharia (Efacec) e “holdings” com vários interesses (Grupo SGC e Espírito Santo International).

De um universo total de 9,4 mil milhões de euros afetos aos 12 grupos económicos foram alvo de uma análise individual 8,4 mil milhões de euros, ou seja, quase 90% do total desta carteira.

Esta inspeção do Banco de Portugal envolveu 18 colaboradores do Banco de Portugal e 37 colaboradores e auditores externos do supervisor.

Com este exercício de avaliação, o Banco de Portugal dá por encerrado o ciclo de inspeções especiais às carteiras de crédito dos bancos, que teve início em junho de 2011. 

No conjunto das quatro inspeções, os bancos tiveram de reforçar as imparidades e provisões para crédito em 3,8 mil milhões de euros.

ESFG reforça 700 milhões
Dos mil milhões de euros de provisões que os oito maiores grupos bancários tiveram constituir, o  Espírito Santo Financial Group (ESFG) foi aquele que teve de fazer o maior reforço.

A ‘holding’ que controla o Banco Espírito Santo (BES) anunciou esta semana que teve de constituir uma almofada financeira de 700 milhões de euros para cobrir o risco de não pagamento de papel comercial de empresas do grupo que tinha sido vendido pela rede de retalho.

Embora em montantes distintos, o Dinheiro Vivo sabe que os restantes sete grupos bancários tiveram todos de fazer provisões.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

publicado por adm às 20:29 | comentar | favorito
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