10
Out 15

O adeus da banca a África

Os bancos portugueses estão a dizer adeus a África, mais concretamente a Angola.

O primeiro a fazê-lo foi o BPI, ao anunciar a intenção de avançar com uma proposta de separação dos ativos africanos da atividade doméstica. A cisão resolve o problema causado pelas exigências do BCE, que pretende que o banco reduza a elevada exposição ao risco, mas deixa o banco mais vulnerável a uma possível OPA.

Esta semana foi a vez do BCP. O banco liderado por Nuno Amado vai deixar de ter uma operação própria em Angola, com a fusão entre o Banco Millennium Angola e Banco Privado Atlântico.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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15
Fev 14

Banca agrava cobrança de comissões bancárias. Quem tem menos, continua a pagar mais

CGD e Santander procederam a uma revisão que implica o pagamento de comissões por parte de quem estava isento até à data. Quem tem menos dinheiro no banco paga comissões mais altas. As contas com valores inferiores custam, em média, aos seus titulares, 67 euros por ano.

 

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Santander alteraram recentemente os patamares de valor em conta que são considerados para efeitos da cobrança de comissões bancárias, segundo noticia o Jornal de Negócios.

Até meados de 2013, os titulares de conta com um saldo médio acima de 3000 euros durante o trimestre estavam isentos do pagamento de comissões. Atualmente, já pagam um encargo de 5 euros por trimestre, ao qual acresce o imposto de selo de 4%, o que equivale a um total de mais de 20 euros por ano.

Atualmente, a isenção pressupõe, para titulares que não tenham o vencimento domiciliado na instituição, um saldo médio superior a 3500 euros.

Já o Santander passou apenas a isentar aqueles que tenham um saldo médio de 5000 euros, ou que o total dos recursos – como por exemplo um depósito a prazo, supere esse patamar. Os titulares de contas com valores que oscilem entre os 3000 euros e os 5000 euros pagam 12,5 euros por trimestre, acrescido de imposto de selo, o que perfaz mais de 50 euros por ano.

Das 13 instituições bancárias analisadas pelo Jornal de Negócios, sete cobram comissões a contas com 3000.

Quem tem menos, continua a pagar mais

Os cidadãos com menores recursos são os mais flagelados pelas comissões bancárias.

Se aos titulares de contas com 3000 euros são cobrados, em média, 3,67 euros mensais, já aos titulares de contas com 1500 euros esse valor ascende a 4,53 euros, o equivalente a um acréscimo de 23%. No final de 12 meses a diferença atinge os 10 euros.

A uma conta com um valor médio de 850 euros já corresponde, por sua vez, uma comissão média de 5,63 euros mensais. No final de um ano, as contas de valores inferiores implicam uma despesa média de 67 euros.

Das 13 instituições bancárias analisadas pelo Jornal de Negócios, e quando está em causa um saldo médio de 850,01 euros, o Barclays (6,93 euros), o Deusche Bank (6,24 euros) e o BCP (6,24 euros) são aqueles que aplicam comissões bancárias mais elevadas. O BIC não cobra comissões a saldos superiores a 500 euros. Banif (5,20 euros), Montepio (5,20 euros) e Caixa Agrícola (4,85 euros) são os que apresentam comissões mais baixas.

Tendo em conta um saldo médio de 1500,01 euros, o Barclays (6,93 euros), o Deusche Bank (6,24 euros) e o BCP (5,51 euros) ocupam os primeiros lugares do pódio. BBVA, Banco Popular e BIC não aplicam comissões nestes casos e BPI (3,46 euros), BCP (3,12 euros) e Banif (3,12 euros) aplicam as comissões mais baixas.

Para os titulares de contas com um saldo médio de 3000,01 euros, o Barclays (6,93 euros), o Deusche Bank (6,24 euros) e o Santander (4,17 euros) são os que apresentam custos mais elevados. BPI, Banif, Montepio, BBVA, Banco Popular e BIC assumem que estas contas estão isentas do pagamento de comissões. BES (1,73 euros), CGD (1,73 euros) e Caixa Agrícola (1,73 euros) apresentam os valores mais baixos.

 

fonte:http://www.esquerda.net/a

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07
Jan 14

Banca reduz dependência do BCE para mínimos de Março

Os bancos portugueses voltaram a diminuir os seus empréstimos junto do Banco Central Europeu (BCE), em Dezembro.

No final do ano, os bancos portugueses tinham 47,8 mil milhões de euros em empréstimos junto do BCE, o que corresponde ao valor mais baixo desde Março de 2013, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 7 de Janeiro, pelo Banco de Portugal.

 

Este foi também o terceiro mês consecutivo de redução da dependência da banca nacional junto da autoridade monetária. Em termos mensais a queda foi de 2,14%, ou 1,05 mil milhões de euros. Já quando analisados os dados homólogos, verifica-se uma redução de 9,3%, ou 4,9 mil milhões de euros.

 

O ano 2013 foi marcado por oscilações no valor total dos empréstimos, tendo sido verificados aumentos entre Junho e Setembro. Desde então os bancos têm vindo a reduzir a sua dependência, afastando-se cada vez mais do máximo histórico de 60,5 mil milhões de euros observado em Junho de 2012.

 

Ainda assim, os valores estão longe dos níveis antes da crise do sistema financeiro. Em Janeiro de 2008 os bancos tinham 1,88 mil milhões de euros de empréstimos junto do BCE. No final desse ano, marcado pela falência do Lehman Brothers, o montante disparou para 10,2 mil milhões, tendo a tendência sido agravada no final de 2009.

 

Os bancos europeus recorreram com maior intensidade ao BCE depois da crise financeira de 2008, provocada pela crise do subprime e pela falência do Lehman Brothers. O sistema financeiro “fechou-se”, com os bancos receosos que ocorressem novas falências e acabaram por não emprestar dinheiro uns aos outros ou a exigir juros elevados.

 

Neste contexto, os bancos com liquidez colocaram-na “estacionada” no BCE e quem precisava de financiamento recorreu ao banco central. O que levou a que o sistema financeiro bloqueasse.

 

O BCE já implementou medidas para tentar dinamizar o sistema, entre elas está a redução da taxa de juro dos depósitos, que se encontra em 0%, e que poderá ser cortada para um valor negativo. O que significa que os bancos que depositarem dinheiro no BCE terão de pagar um juro à autoridade. Esta é uma das medidas que está a ser ponderada pelo banco central para aumentar a liquidez do sistema financeiro.

 fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/em

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23
Jul 13

Novas regras abrem porta à libertação de capital na banca nacional

A actualização das exigências de capital da Autoridade Bancária Europeia abre a porta à libertação de capital na CGD, BCP, ESFG e BPI. Bancos deixam de estar obrigados a ter uma almofada de capital para a dívida soberana. Mas este capital só será libertado com autorização das autoridades nacionais e internacionais.

A nova recomendação da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla original) sobre preservação de capital dos bancos europeus põe fim à obrigação de constituir um “buffer” de solidez para fazer face às perdas potenciais com dívida soberana, desde que as instituições em causa cumpram, na íntegra, os requisitos da directiva comunitária que entra em vigor em Janeiro. No entanto, o capital alocado a esta anterior obrigação só poderá ser libertado mediante autorização dos supervisores nacionais, após discussão com a EBA e o colégio de supervisores europeus.

 

No caso da realidade portuguesa, esta alteração das exigências europeias poderá beneficiar a CGD, o BCP e o BPI, cuja exposição à dívida soberana implicou a constituição de avultadas almofadas de capital, contribuindo para a necessidade de recurso ao apoio do Estado. Já o Espírito Santo Financial Group, cuja carteira de dívida pública era residual à data de entrada em vigor das regras da EBA, poderá sentir menos impacto com a actualização das regras europeias.

 

De acordo com o comunicado do Banco de Portugal sobre a nova recomendação da Autoridade Europeia, “as autoridades competentes estarão em condições de isentar as instituições de manter o montante nominal mínimo de core Tier 1 [“buffer” para a dívida pública] desde que cumpridos os requisitos mínimos” de solidez previstos nas regras introduzidas pela directiva comunitária.

 

Poderão também ser dispensados de manter aquela almofada os grupos “sujeitos a processos de reestruturação e a processos de desalavancagem gradual e ordenada”. Uma possibilidade que abrange os bancos portugueses que recorram ao apoio do Estado, ou seja, CGD, BCP e BPI – o Banif não está incluindo por não estar abrangido pelas exigências da EBA.

 

Os grupos nacionais visados pelas exigências da Autoridade Bancária Europeia têm de apresentar, até 29 de Novembro, ao Banco de Portugal (BdP) “planos de capitalização onde se encontre detalhada a forma de dar cumprimento à nova recomendação”, documentos que “serão discutidos com o BdP, a EBA e as autoridades relevantes nos colégios de supervisores.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

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15
Mar 13

As novas regras das comissões bancárias

Novas regras vão beneficiar desde já 750 mil famílias e empresas com créditos em atraso.

Os bancos passam a poder cobrar apenas uma comissão bancária por cada prestação em atraso, "em vez das actuais comissões sucessivas - que muito pesavam sobre os incumpridores, chegando a ultrapassar muitas vezes o valor da prestação mensal", explicou o Secretário de Estado Adjunto da Economia, António Almeida Henriques. O Governo aprovou em Conselho de Ministros o último pacote legislativo fundamental no que toca à protecção dos consumidores endividados. Entre as principais novidades estão o limite aos juros de mora e o fim das comissões bancárias abusivas por situações de incumprimento, medidas que irão beneficiar tanto famílias como empresas. Ou seja, a medida abarca desde já mais de 65 mil empresas e quase 680 mil famílias com créditos em atraso. Esta lei entra em vigor 120 dias após a sua publicação, o que deverá acontecer até ao final de Abril, tornando efectiva a sua aplicação entre Agosto e Setembro. Existem ainda novidades nas taxas máximas do crédito ao consumo, em vigor a partir de Julho.

Bancos só podem cobrar uma comissão por incumprimento
Ao contrário do que acontece hoje - em que os bancos multiplicam as comissões associadas ao incumprimento bancário - passa a ser permitida a cobrança de apenas uma comissão relativa à recuperação de valores em dívida, por cada prestação vencida e não paga. Ou seja, por cada prestação em que falhe o pagamento o banco cobrar-lhe-á uma comissão única. Uma realidade bem distinta da que existe actualmente, onde além da gestão da prestação em atraso, o banco pode chegar a cobrar várias dezenas de euros por cada aviso de incumprimento, de pré-contencioso e de contencioso. A comissão de saída de contencioso no mercado nacional pode chegar actualmente a 400 euros.

Comissão única fica indexada ao valor da prestação mensal
O valor desta comissão única passa a estar limitada a 4% do valor da prestação mensal, com o limite mínimo de 12 euros e um máximo de 150 euros. Ou seja, atendendo ao valor actual da prestação média mensal do crédito à habitação, por exemplo, o valor desta comissão seria de 10,5 euros (4% de 263 euros mensais), sendo assim ajustada para os 12 euros. Já uma família ou empresa cujo valor da prestação mensal do seu crédito seja de 500 euros, pagará uma comissão de 20 euros. O Governo indexa assim o preço da comissão ao valor da prestação mensal, eliminando desta forma práticas discricionárias. Até agora, um cliente com uma prestação de 250 euros e outro com uma mensalidade de 1.500 euros estariam sujeitos ao mesmo valor sancionatório.

Taxa de juros de mora passa a estar limitada
O Governo estabelece também um limite aos juros de mora cobrados pelos bancos. O limite máximo da taxa anual de juros moratórios foi fixada em 3%, "por oposição às actuais práticas arbitrárias que traduziam taxas muito variáveis", notava Almeida Henriques.

Novo limite às taxas máximas no crédito ao consumo 
A fórmula de cálculo das taxas máximas no crédito ao consumo foi revista. Embora a nova fórmula ainda não seja conhecida, o Secretário de Estado garantiu ontem que "este tecto é também um travão. Um travão a uma escalada de taxas de juro no mercado português para níveis excessivos e muitas vezes usurários". Até agora o limite resultava da média das taxas praticadas no trimestre anterior em cada um dos segmentos de crédito acrescida de um terço. Uma fórmula que deu azo a subidas constantes das taxas máximas desde a sua criação. Almeida Henriques afirmou que, de acordo com a nova fórmula, as taxas máximas dos cartões de crédito ficarão sujeitas a um limite de 27,5% e que todos os restantes segmentos de crédito ao consumo ficarão abaixo deste limite. Por exemplo, para os créditos pessoais sem finalidade específica o limite será de 19,5%.

Descobertos bancários também ficam sujeitos a limites
Actualmente os descobertos bancários (com obrigação de reembolso até um mês) - como por exemplo, os descobertos associados a contas ordenado - e as ultrapassagens de crédito (descobertos não autorizados) não estão sujeitos aos limites aplicados às taxas de juro no crédito ao consumo. O Governo decide agora aplicar as taxas máximas também a estes créditos, ficando sujeitos à taxa máxima dos cartões de crédito. 
bancos passam a enviar extracto periódico


Tal como já acontece no crédito à habitação, as instituições financeiras terão de passar a enviar um extracto periódico aos clientes com crédito ao consumo, de forma a contribuir para uma melhor gestão destes créditos.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Mar 13

Banca cobra por prestações

Os bancos cobram uma comissão mensal pelo pagamento da prestação do crédito à habitação.

O valor é atualizado anualmente e varia, no universo dos cinco principais bancos nacionais, entre um mínimo de 1,50 euros e 1,75 euros. "Os bancos cobram... por cobrar", sublinha ao CM Vinay Pranjivan, da Deco/Proteste. 

Trata-se de uma comissão que a Deco "não compreende" e para a qual já alertou o Banco de Portugal, garante o especialista da revista da associação do consumidor. Ao valor da comissão mensal de cada banco, acresce ainda o imposto de selo de 4%, ou seja, até o Estado continua - durante a vigência dos contratos - a beneficiar com os portugueses que contraíram empréstimos para a compra de habitação própria. 

O BCP cobra a-nualmente, nos contratos do crédito à habitação, 18 euros a título de "comissão de processamento de prestação", a Caixa Geral de Depósitos 19,80 euros, o Santander Totta 20,40 euros, e o BES 21 euros. O BPI é o único, dos cinco principais bancos, que não faz menção direta a esta comissão, mas dedica um valor de 1,25 euros por cada entrega de documenta- ção, a que acresce também o imposto de selo.

Esta diferença de terminologia das comissões - que ainda esta semana motivaram uma ação da Autoridade da Concorrência - é outra das críticas da Deco. 

A utilização de diferente terminologia para os mesmos atos, nomeadamente no crédito à habitação, impede a comparação entre bancos, alerta a Deco.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n

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08
Fev 13

Os lucros e os prejuízos da banca em 2012

Entre os cinco principais bancos com operação em Portugal, dois saíram dos prejuízos, dois continuam negativos e um repete uma situação de lucro. Santander Totta, BPI e BES, em conjunto, lucraram 595,4 milhões de euros. Já a Caixa Geral de Depósitos e o BCP perfazem um prejuízo total de 1,6 mil milhões de euros. 

O Banco Comercial Português foi no ano passado o campeão das perdas. O banco liderado por Nuno Amado bateu o recorde dos prejuízos: 1.219 milhões. Já em 2011, o BCP tinha perdido 847 milhões. Em dois anos, acumula perdas de mais de dois mil milhões. 

O segundo banco a registar resultados negativos é a Caixa Geral de Depósitos. Depois de em 2011 ter anunciado um dos maiores prejuízos da história, com perdas de 488 milhões, o banco liderado por José de Matos perde 395 milhões em 2012.

Pelo contrário, o banco Santander Totta continua a lucrar. Em 2011, foi o único a ter lucros. Em 2012 repete e quadruplica os ganhos: 250,2 milhões de euros, contra os 63,9 registados em 2011. 

O BPI consegue sair do vermelho e passa de 284,9 milhões de prejuízo em 2011 para lucros de 249,1 milhões em 2012. O BES registou lucros de 96,1 milhões de euros em 2012, o que compara com o prejuízo de 108,8 milhões de euros no ano anterior.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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06
Dez 12

Bancos obrigados a informar clientes sobre risco de incumprimento

Banco de Portugal quer que banca crie sistema que identifique «degradação financeira» dos clientes. Caso exista, têm 10 dias para passar informação


O Banco de Portugal pediu aos bancos para criarem mecanismos que permitam assegurar se os clientes estão ou não em risco de incumprimento. A ideia é acompanhar a partir do início de 2013 o cliente de forma mais próxima, com o intuito de reduzir o crédito malparado, que tem vindo a registar recordes atrás de recordes. Ainda assim, a Deco duvida que a aplicação seja feita já em janeiro.

As entidades financeiras serão obrigadas agora a criar estruturas próprias, bem como a formar os seus trabalhadores para o efeito, de acordo com as novas regras de regulamentação da aplicação do regime do incumprimento de contratos de crédito. Estas normas entram em vigor já em janeiro de 2013.

Os bancos terão, assim, 10 dias para entrar em contacto com os clientes caso percebam que há «indícios de degradação da capacidade financeira». Ou seja, ficam obrigados a fornecer aos clientes informação sobre o incumprimento de contratos de crédito e a rede extrajudicial de apoio.

A Lusa acrescenta que este enquadramento regulamentar, disponível no sítio do banco central na internet, vai permitir a aplicação do Decreto-Lei n.º 227/2012, de 25 de outubro, que estabelece os princípios e as regras a observar pelas instituições de crédito na prevenção e regularização daquelas situações.

Mais: a informação deve ser fornecida sempre que o cliente a solicite ou quando alertar a instituição para o risco de incumprimento ou lhe transmitir factos que indiciem a degradação da sua capacidade financeira.

Na informação a transmitir ao cliente especificam-se os riscos do endividamento excessivo e o de incumprimento, bem como as práticas aconselhadas.

Aí se informa também sobre o Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento, que visa promover a regularização de situações através de soluções negociadas entre o cliente bancário e a instituição de crédito.

Um quarto ponto respeita ao regime extraordinário de proteção de clientes com contratos de crédito à habitação em incumprimento.

É ainda divulgada a existência de uma rede de apoio ao cliente bancário, a título gratuito, constituída por entidades habilitadas e reconhecidas pela Direção-Geral do Consumidor.

Sobre os contactos com os clientes em risco de incumprimento ou em mora no cumprimento de obrigações decorrentes de contratos de crédito, determina-se que as instituições de crédito devem abster-se de efetuar «contactos desleais, excessivos ou desproporcionados».

Como exemplos destes contactos são mencionadas designadamente a transmissão de «informação errada, pouco rigorosa ou enganosa» ou a existência de «teor agressivo ou intimidatório».

Ao mesmo tempo, o Banco de Portugal entendeu rever a regulamentação relativa à prestação de informação no âmbito da negociação, celebração e vigência de contratos sujeitos ao regime do crédito à habitação.

Esta revisão traduziu-se na extensão das regras relativas ao crédito à habitação a todos os contratos de crédito celebrados com clientes bancários particulares que sejam garantidos por hipoteca ou por outro direito sobre imóvel.

No entanto, a DECO duvida que as novas regras possam de facto entrar em vigor em janeiro.

fonte::http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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25
Out 12

Bancos proibidos de cobrar comissões na renegociação

Os bancos vão ficar proibidos de cobrar comissões pela renegociação dos contratos. 

A análise e formalização dos mesmos não poderá ser taxada. Só mesmo despesas devidamente justificadas, como pagamentos a conservatórias, cartórios notariais ou encargos fiscais é que poderão ser cobradas.

É o que prevê um decreto-lei que fixa novas regras para prevenir situações de incumprimento. O diploma foi publicado esta quinta-feira em Diário da República e define novas obrigações para os bancos.

As entidades financeiras terão, ainda, de desenvolver de um Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI) e o recurso ao Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento, relativamente a clientes que se atrasem mais de 30 dias nos pagamentos.

Mas as novas regras não se ficam por aqui: será obrigatório implementar sistemas informáticos que permitam identificar «factos que indiciem a degradação da capacidade financeira do cliente bancário», nomeadamente incumprimentos registados na Central de Responsabilidade de Crédito do Banco de Portugal, devolução e inibição do uso de cheques, existência de dívidas fiscais e à segurança social, insolvências, existência de processos judiciais e situações litigiosas e penhora de contas bancárias.

Sempre que detete estes indícios ou que o cliente lhe transmita factos que indiciem risco de incumprimento, o banco deve avaliar a capacidade financeira do cliente e apresentar-lhe as propostas que mais se adequem à sua situação.

Devem também informar os clientes em incumprimento sobre as entidades incluídas na rede extrajudicial de apoio, à qual os consumidores poderão recorrer gratuitamente para renegociar os contratos com as instituições bancárias.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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17
Out 12

Comissões: bancos não podem cobrar mais que 4,85 euros

Instituições financeiras ficam também impedidas de condicionar abertura das contas à aquisição de produtos ou serviços adicionais

Os bancos não vão poder cobrar mais que 4,85 euros de comissões pelos serviços mínimos bancários, a partir de quinta-feira, destinados a consumidores desfavorecidos, segundo um diploma publicado esta quarta-feira.

O diploma (decreto-lei 225/2012), que entra em vigor na quinta-feira, reduz as despesas cobradas pelos bancos a estes consumidores e ainda estabelece a base dos protocolos de adesão ao sistema que vão ser celebrados com as instituições bancárias.

«Não podem ser cobradas, pelas instituições de crédito, comissões, despesas ou outros encargos que, anualmente, e no seu conjunto, representem valor superior ou equivalente a 1% da remuneração mínima garantida», que é atualmente de 485 euros, pode ler-se no documento.

Os bancos ficam também impedidos de condicionar a abertura destas contas à aquisição de produtos ou serviços adicionais, e também ficam impedidos de oferecer «explícita ou implicitamente» quaisquer facilidades de descoberto ou de permitir que se ultrapasse o limite de crédito, adianta a Lusa.

O Banco de Portugal é a entidade responsável pela avaliação da aplicação das novas regras, publicando os resultados dessa avaliação no seu relatório de supervisão comportamental.

Os bancos que não cumprirem as novas regras, nomeadamente por cobrarem comissões mais elevadas, vão ser punidos com contraordenações entre os cem e os 20 mil euros.

Há cerca de um mês, o secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, disse que existem apenas cerca de 1.200 pessoas que utilizam os serviços mínimos bancários, pretendendo o Governo multiplicar este número por 10 no espaço de dois anos.

Os serviços mínimos bancários são destinados a consumidores social e economicamente vulneráveis, entre os quais idosos, cidadãos de baixos rendimentos e infoexcluídos.

O Ministério da Economia vai agora promover junto dos bancos a celebração de protocolos de adesão ao sistema.

Note-se que as entidades financeiras têm até ao final de janeiro para apresentarem os seus planos de recuperação ao Banco de Portugal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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