09
Nov 11

Mais de metade dos portugueses tem apenas uma conta bancária

Mais de metade (66 por cento) dos portugueses só tem uma conta bancária, e os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros, os cartões de crédito e os depósitos a prazo.

Estes dados constam do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2010, cujos resultados definitivos foram hoje apresentados pelo Banco de Portugal (BdP) em Lisboa.

O número médio de contas bancárias por cada português é 1,4. No entanto, 66 por cento dos inquiridos no estudo só tem uma conta; 26 por cento têm duas contas; 6 por cento têm três contas e apenas 2 por cento têm quatro ou mais.

Estes valores são percentagens dos cidadãos que têm contas em algum banco. Para além deles, 11 por cento dos portugueses adultos não têm qualquer conta bancária.

Entre os inquiridos que usam regularmente serviços bancários, os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros (mencionados por 37 por cento dos entrevistados). Seguem-se os cartões de crédito (32 por cento), os depósitos a prazo (31 por cento) e o crédito à habitação.

Os planos de poupança só são subscritos por 16 por cento dos inquiridos. Só minorias abaixo dos 5 por cento adquirem produtos de investimento como certificados de aforro, ações, fundos ou obrigações.

Os primeiros resultados do inquérito à literacia financeira foram apresentados pelo BdP em outubro de 2010.

O inquérito foi feito com base em duas mil entrevistas porta-a-porta realizadas entre fevereiro e março de 2010 pela firma de estudos de opinião Eurosondagem. Os resultados têm uma margem de erro de 2,2 por cento para uma probabilidade de 95 por cento.

fonte:http://www.dn.pt/i

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02
Ago 11

Taxas altas na banca

Nos últimos 12 meses, os portugueses depositaram mais dez mil milhões de euros nos quatro maiores bancos privados em Portugal. O valor será ainda maior quando somarmos a Caixa, que ainda não revelou os dados do semestre.

 

Os portugueses estão a poupar mais. Isto acontece em parte porque os portugueses estão mais receosos quanto ao futuro. E portanto consomem menos, endividam-se menos e poupam mais. Isso é uma óptima notícia: Portugal tem uma taxa de poupança baixíssima e é por isso que temos uma dívida externa tão grande: o que devemos, devemos a estrangeiros.

Há outra razão para esta subida: o aumento das taxas de juro pagas nos depósitos.

A banca entrou em concorrência com o Estado e captou poupança que estava, por exemplo, nos Certificados de Aforro, que foram "destruídos" pelo Governo anterior. O Estado reagiu e criou os Certificados de Tesouro, que têm taxas mais altas.

A banca está preocupada com estas taxas de juro e sugere ao Estado que baixe o que paga pelos Certificados. Já os clientes pensam outra coisa: a concorrência é linda.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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12
Jul 11

Banca dobra juros nos depósitos

A banca duplicou os juros pagos pelos depósitos em termos homólogos, numa medida destinada a compensar o acesso mais difícil ao financiamento.

 

A economia está a receber menos dinheiro, com a banca a desalavancar junto do BCE ao mesmo tempo que a crise da dívida soberana ameaça a Itália, um colosso do G8. A completar este cenário, os números dramáticos da derrapagem orçamental na Grécia levaram as Bolsas de Valores da periferia a um "sell-off", com quedas para o nível de há 15 meses.
A fuga ao risco tem sido a estratégia adoptada por aforradores e investidores. Em Portugal, os depósitos a prazo estão a cativar os aforradores e os dados do BdP referentes a Maio, anteriores a toda esta turbulência indicavam remunerações médias de 3,54% nos depósitos, contra 1,26% há um ano. Em Junho, as ofertas pelo dinheiro subiram, mesmo depois de o BdP passar a exigir ser informado sempre que o juro vá 3% acima do nível do indexante. Espanha está a contrariar esta "guerra" pelos depósitos com a obrigação de maiores contribuições para o Fundo de Garantia dos Depósitos.


Na economia nacional, as notícias não são boas. Os bancos estão obrigados a desalavancar e, por isso, estão a recorrer menos ao BCE, o único organismo onde é possível ir buscar fundos (para além dos depósitos). O BdP revelou que a exposição ao BCE da banca portuguesa caiu, em Junho, para 43,88 mil milhões de euros, menos 7% do que em Maio. Isto significa menos liquidez na economia.


As Bolsas de Valores da periferia, incluindo a portuguesa, sofreram um ontem "crash" violento. Em Lisboa, as perdas atingiram os 7%, sobretudo na banca, devido ao efeito Itália e Grécia.

fonte:http://www.oje.pt/

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08
Jul 11

CMVM aperta cerco a bancários

Um aforrador, com 72 anos, sem escolaridade e sem antecedentes de investimento em produtos financeiros de risco, pediu a contratação de um depósito a prazo, mas acabou por subscrever, por sugestão do funcionário da agência, um fundo especial de investimento. Estes fundos são produtos financeiros complexos e têm risco de perda de capital. 

Quando o cliente se apercebeu de que o valor era inferior ao capital investido pediu explicações ao banco. Foi-lhe dito que a perda era resultado da crise. A CMVM questionou o banco e, quando recebeu a documentação, deparou-se com impressão digital do cliente. A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários questiona: "Como poderia um analfabeto ter lido e percebido o prospecto?" 

Este é um dos vários exemplos enumerados por Carlos Tavares, presidente da CMVM, para dar conta das reclamações dos investidores, "surpreendidos pela reduzida remuneração dos produtos ou pela constatação de que os seus inves- timentos apresentam características que não esperavam". Em 2010 entraram 628 queixas.

"Temos observado uma tendência de aumento na oferta de produtos complexos e redução na oferta de produtos simples [depósitos a prazo]. Há mais aplicações opacas e menos produtos transparentes", acusa. O reforço da protecção dos investidores é uma das prioridades da CMVM para 2011 e 2012. O regulador quer reforçar as exigências quanto à formação e qualificações, restringindo as pessoas que podem vender produtos complexos e, eventualmente, e exigir o seu registo na CMVM. O regulador vai reforçar a supervisão dos documentos e prospectos, publicidade, estratégias e práticas de comercialização.

fonte:http://www.ionline.pt/c

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22
Jun 11

Crédito estagnado mas depósitos e malparado disparam

Bancos emprestam praticamente o mesmo dinheiro mas os calotes crescem a olhos vistos. Depósitos são uma «garantia» para o futuro

 

São novas tendências, ditadas pela crise. O crédito concedido pela banca anda praticamente estagnado, mas o malparado está a disparar e os depósitos também. Em tempo de incerteza, os portugueses apostam no futuro.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, o crédito concedido em Abril cresceu apenas 1%. Os empréstimos às empresas cresceram 1,3% e aos particulares só 0,8%, impulsionado apenas pela habitação, onde se registou um crescimento de 1,3%. O crédito ao consumo caiu 1,5% e o destinado a outros fins recuou 1,4%.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

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07
Jun 11

Banca não empresta a famílias para emprestar ao Estado

Ameaçaram mas não cumpriram. Os banqueiros portugueses disseram que iriam cortar o financiamento ao Estado, mas a verdade é que, depois disso, lhe emprestaram mais 9,8 mil milhões de euros em Abril. É dinheiro que deixam de emprestar às famílias.

«Para garantir o cumprimento das obrigações do Estado Português e evitar uma situação de bancarrota do Estado os bancos optaram por financiar, uma vez que já estava em curso o pedido de ajuda externa o que iria diminuir o risco com empréstimos de curto prazo», explicou Pedro Lino, CEO da DiF Broker, ao «Económico».

No mesmo mês, os empréstimos aos particulares ficaram-se pelos 1,051 mil milhões, o valor mensal mais baixo de sempre, e os novos empréstimos para a compra de casa atingiram igualmente mínimos históricos: 475 milhões de euros. O crédito às empresas somou 3,6 mil milhões de euros, um nível também historicamente baixo. 

Para Filipe Garcia, presidente da IMF, «os bancos adorariam estar a ganhar dinheiro financiando os particulares, numa altura em que os spreads estão bastante altos. Simplesmente não têm dinheiro disponível», disse ao «Económico».

Ou seja, o capital disponível que têm é o que resulta do financiamento junto do BCE (nove mil milhões de euros em Abril) e esse vai quase todo para o Estado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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02
Jun 11

Banca obtém liquidez com ‘fuga’ dos fundos para depósitos a prazo

Bancos beneficiam da transferência do capital investido em fundos para os depósitos a prazo. Processo permite obter liquidez e reduzir a alavancagem.

Os bancos portugueses estão a obter liquidez através da transferência dos capitais investidos em fundos de tesouraria e de obrigações para os depósitos a prazo, avançaram ao Diário Económico fontes do sector. Este processo, que deverá continuar nos próximos meses, ajuda os bancos a reduzirem os seus rácios de crédito sobre depósitos, no âmbito dos compromissos assumidos no acordo entre Portugal e a ‘Troika'.

Os números do Banco de Portugal espelham esta tendência de aumento dos depósitos e de saída dos fundos de investimento, embora não cheguem para que se possa estabelecer uma relação directa entre ambos. Entre Abril de 2010 e Março deste ano, os depósitos no sistema bancário nacional aumentaram em 3.663 milhões de euros, ao passo que no mesmo período saíram da indústria de fundos 3.094 milhões de euros.

A tendência de investimento em depósitos a prazo - com menor risco e maior retorno que muitos fundos - acentuou-se no primeiro trimestre de 2011: entraram nos depósitos 1.369 milhões de euros e saíram dos fundos 468 milhões. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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02
Mai 11

João Salgueiro: Estado devia recomprar dívida soberana à banca

Para o economista, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos e da Associação Portuguesa de Bancos, se o Estado quer apoiar a actividade exportadora, isso só faz através dos bancos. Assim, devia haver uma política de recompra da divida pública “para libertar o potencial de concessão de crédito às actividades produtivas”.

 

Como avalia a estratégia seguida pelo Governo, nos últimos dois anos, no quadro do sistema financeiro?

É difícil falar do sistema financeiro sem falar da economia portuguesa. Os grandes problemas que os bancos defrontam têm que ver com a ausência de crescimento económico, e um mercado que nãos expande, cria dificuldades acrescidas para o crédito à actividade produtiva. Falta ainda poupança aos portugueses e sem um mercado de arrendamento estes endividam-se. É preciso relacionar o sobreendividamento com o aumento do desemprego, o que cria um verdadeiro problema aos bancos. Na Irlanda os problemas da dívida soberana foram provocados pelos bancos. Em Portugal é ao contrário, os problemas que a banca enfrenta tem que ver com a má qualidade da dívida pública. Há problemas gerados pela banca em vários países europeus. Os critérios gerais de Basileia I [contabilidade internacional] encorajaram o crédito ao sector público e o crédito à habitação e os bancos optaram por ir para esses sectores que permitiam maiores rentabilidades dos capitais. 

No início de Novembro de 2008 o Governo nacionalizou o BPN, para evitar a sua falência e contaminação ao resto do sector financeiro, mas prometeu que o colocaria de novo no mercado. O banco continua hoje nas mãos do Estado que já injectou, através da CGD, quase cinco mil milhões de euros, e houve perdas de mais de dois mil milhões de euros. Como avalia este caso? 

Na ocasião em que decorreu [Novembro de 2008] foi, provavelmente, melhor que tivesse acontecido a intervenção, pois surgiu pouco depois da falência do Lehman Brothers [Setembro de 2008], num quadro de grande insegurança. E o risco sistémico em Portugal era susceptível de acontecer. Mas foi pena não se ter encontrado uma solução num prazo mais curto. Provavelmente, teríamos registado prejuízos para o Estado, mas menores do que agora. Não era só uma questão de prejuízo, mas de contribuir para a melhor transparência do sistema. 

Orçamento do Estado para 2011 criou um novo imposto sobre o passivo dos bancos e a tributação das mais-valias, alegando que estes tinham que dar o seu contributo ao país. Concorda com a medida?

Não há nenhum regime especial quanto à tributação dos lucros na banca em relação a outros sectores. Uma coisa que se faz muito em Portugal é dizer que a banca tem um regime especial de tributação dos lucros. Em nenhum sector ou país a taxa legal corresponde à taxa efectiva. Uma vez que há práticas contabilísticas diferentes. É conhecido o caso de um banco português [o BCP] cotado em Lisboa e Nova Iorque que apresentava lucros em Lisboa e prejuízos em Nova Iorque. O imposto sobre a banca tem um objectivo político. É mais explicável hoje do que noutras épocas, pois há sacrifícios pedidos a todos os portugueses. Mas neste momento, o imposto não tem qualquer racionalidade, dado que em toda a Europa se tem procurado reforçar a recapitalização bancária. 

Parte dos bancos portugueses estiveram, nos últimos meses, a sustentar artificialmente os leilões de divida pública nacional, dando suporte ao governo no adiamento do pedido de ajuda externa. Esta situação fragilizou o sector?

A demora em encontrar uma solução eficaz para os problemas do país agravou a situação de todos os sectores da economia e também da banca. Não só a banca, mas também outras empresas viram os seus activos passar a valer menos e quando celebram contratos no exterior a sua imagem é prejudicada pela situação do País. 

Acha que o Estado deveria recomprar aos bancos a dívida pública que estes adquiriram em larga escala?

A prioridade maior, se querem pôr o país a exportar mais, é apoiarem a actividade exportadora, o que só se faz através dos bancos. E nesse sentido é preferível recomprarem a divida pública para libertar o potencial de concessão de crédito às actividades produtivas. 

Os bancos nacionais vão necessitar de ser recapitalizados, no quadro do resgate financeiro, como alguns têm defendido? 

A política de recapitalização dos bancos passa antes de mais pelos próprios accionistas e cada um terá a sua estratégia, como é natural, e tem sido evidenciado pelo desenvolvimento dos últimos meses. A ajuda externa surge face ao fecho dos mercados internacionais. Todas as entidades que recorreram aos mercados internacionais têm agora a possibilidade de recorrer a esta linha de crédito. Antes de mais o Estado. Também o conjunto da economia, em face da escassa poupança nacional, tem que recorrer ao apoio internacional. E é natural que esse apoio para o conjunto da economia passe pelos bancos. 

Que conselhos daria ao próximo Governo para garantir um sistema financeiro seguro? 

Não estou a ver que haja necessidade de uma estratégia específica para o sector financeiro. Para além daquelas que têm que ver com a melhoria das condições oferecidas à economia portuguesa, os bancos devem continuar a fazer o que têm feito: políticas de crédito rigorosas, inovação tecnológica, recursos humanos de primeira linha, bons activos, e internacionalização para que parte da sua exploração possa ser obtida fora do mercado doméstico.

fonte:http://economia.publico.pt/

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30
Abr 11

Banca: BPI prevê crescimento fraco do negócio doméstico nos próximos dois anos

O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, disse hoje que antecipa dois anos difíceis para a atividade bancária em Portugal, com um crescimento fraco, explicando que o banco vai racionalizar os seus recursos no país durante este período.

"O negócio bancário (em Portugal) não vai crescer muito nos próximos tempos. Antecipamos que os próximos dois anos sejam de consolidação da operação do BPI no mercado doméstico. Vamos estar focados na racionalização e otimização de recursos, para estarmos preparados para tirar partido do momento em que houver uma recuperação da economia portuguesa", afirmou o banqueiro.

Quanto ao objetivo de desalavancagem que já vem sendo indicado por Ulrich há cerca de um ano, face à situação económica do país e do setor bancário, o presidente do BPI disse que o banco não necessita de cortar o crédito às empresas, mas admitiu limitar o crédito à habitação das famílias portuguesas.

fonte:http://www.dn.pt

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21
Abr 11

Banca paga mais pelas poupanças das famílias

Os juros dos depósitos das famílias voltaram a aumentar, ao contrário do que aconteceu com as aplicações das empresas. A taxa média subiu, em Fevereiro, para o nível mais elevado desde Janeiro de 2009. O juro médio pago pela banca pelos depósitos dos particulares, até um ano, aumentou pelo nono mês consecutivo, fixando-se em 2,82%, segundo o Banco de Portugal. 

Este comportamento tem levado ao aumento dos depósitos pelas famílias, que em Fevereiro colocaram nos bancos 9,1 mil milhões de euros. É um aumento de 52% face ao mesmo mês do ano passado. 

Já quando comparado com Janeiro, a evolução é negativa, tendo havido uma queda de 4,67%, ou seja, menos 447 milhões de euros. Uma evolução justificada, em parte, pelo aumento dos impostos e pela quebra de rendimentos, nomeadamente dos funcionários públicos. 

Ao contrário do que aconteceu com as poupanças das famílias, a rendibilidade das aplicações feitas pelas empresas voltou a cair, pelo segundo mês consecutivo. Fixou-se, em Fevereiro, em 3,02%. 

No total, as empresas e famílias colocaram nos bancos cerca de 18 mil milhões de euros em depósitos, no mês de Fevereiro, mais 40,5% do que no ano anterior.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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