Comissões: bancos não podem cobrar mais que 4,85 euros

Instituições financeiras ficam também impedidas de condicionar abertura das contas à aquisição de produtos ou serviços adicionais

Os bancos não vão poder cobrar mais que 4,85 euros de comissões pelos serviços mínimos bancários, a partir de quinta-feira, destinados a consumidores desfavorecidos, segundo um diploma publicado esta quarta-feira.

O diploma (decreto-lei 225/2012), que entra em vigor na quinta-feira, reduz as despesas cobradas pelos bancos a estes consumidores e ainda estabelece a base dos protocolos de adesão ao sistema que vão ser celebrados com as instituições bancárias.

«Não podem ser cobradas, pelas instituições de crédito, comissões, despesas ou outros encargos que, anualmente, e no seu conjunto, representem valor superior ou equivalente a 1% da remuneração mínima garantida», que é atualmente de 485 euros, pode ler-se no documento.

Os bancos ficam também impedidos de condicionar a abertura destas contas à aquisição de produtos ou serviços adicionais, e também ficam impedidos de oferecer «explícita ou implicitamente» quaisquer facilidades de descoberto ou de permitir que se ultrapasse o limite de crédito, adianta a Lusa.

O Banco de Portugal é a entidade responsável pela avaliação da aplicação das novas regras, publicando os resultados dessa avaliação no seu relatório de supervisão comportamental.

Os bancos que não cumprirem as novas regras, nomeadamente por cobrarem comissões mais elevadas, vão ser punidos com contraordenações entre os cem e os 20 mil euros.

Há cerca de um mês, o secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, disse que existem apenas cerca de 1.200 pessoas que utilizam os serviços mínimos bancários, pretendendo o Governo multiplicar este número por 10 no espaço de dois anos.

Os serviços mínimos bancários são destinados a consumidores social e economicamente vulneráveis, entre os quais idosos, cidadãos de baixos rendimentos e infoexcluídos.

O Ministério da Economia vai agora promover junto dos bancos a celebração de protocolos de adesão ao sistema.

Note-se que as entidades financeiras têm até ao final de janeiro para apresentarem os seus planos de recuperação ao Banco de Portugal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:50 | favorito