Montepio vai abrir mais 40 balcões em Angola

O Montepio já definiu a sua estratégia internacional, que passa pela aposta no continente africano: crescer no mercado angolano e tornar-se um "banco de retalho e de apoio ao tecido empresarial", através da marca Finibanco Angola, revelou o presidente do conselho de administração do Montepio, António Tomás Correia, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A instituição financeira quer quadruplicar o número de balcões que tem em Angola nos próximos dois anos. "Atualmente, o Finibanco Angola tem cerca de dez balcões. Mas temos como objetivo abrir entre 30 e 40 balcões, sendo previsto que essas aberturas ocorram em 2013 e 2014", adiantou Tomás Correia.

Após a aquisição do Finibanco, o Montepio passou a contar também com o Finibanco Angola no mercado africano, tendo já o presidente demonstrado interesse em aprofundar a relação com este continente.

Em África, o Montepio tem ainda uma presença em Cabo Verde e são acionistas de uma seguradora em Moçambique. "Entendemos que temos capacidade técnica, tecnológica e conhecimento naqueles mercados. Além disso, consideramos que chegou a altura certa para fazermos esta aposta de reforço no mercado africano", afirmou o presidente do Montepio.

Apesar de estar nos objetivos do banco crescer em Angola, o banco não pretende fazê-lo sozinho. O Montepio está à procura de novos acionistas para o Finibanco Angola, detido em 87% pelo Montepio. Mas para isso acontecer, prevê reduzir a sua participação na instituição financeira angolana, embora pretenda ficar sempre com a maioria do capital.

"O Montepio tem prevista a redução da participação no Finibanco Angola, caso se encontrem parceiros que estejam alinhados com os nossos objetivos", salientou o presidente do Montepio. "O objetivo seria o Montepio ficar com 51% do Finibanco Angola e os restantes 49% serem distribuídos por outros parceiros", acrescentou Tomás Correia ao Dinheiro Vivo.

Para já ainda não existe uma data definida para a entrada de novos acionistas, mas o responsável do Montepio afirmou que "pode ocorrer em qualquer altura, desde que se estabeleça um entendimento com os parceiros e se tracem objetivos comuns".

A concretização desta operação, ou seja, da entrada de novos acionistas deve ocorrer sem necessidade de aumento de capital, já que o "banco fez recentemente um reforço de capital e não tem necessidade, para já, de aumentar o mesmo".

O responsável do Montepio esclareceu ainda que a abertura de mais balcões no mercado angolano não está dependente da entrada de novos parceiros. "Faz parte do plano de negócios do banco em Angola, independentemente de haverem ou não novos parceiros", rematou.

Questionado se já houve manifestações de interesse, Tomás Correia disse apenas que, "até ao momento, existiram conversações, como sempre, mas concretização ainda nada".

Para o responsável do Montepio, "a entrada de parceiros permitirá ao banco partilhar o esforço de investimento e crescer no mercado de Angola e não só. Queremos construir um projeto de banco regional".

Confrontado sobre se a aposta em outros mercados de África passava por um reforço em Moçambique ou Cabo Verde, Tomás Correia não quis levantar o véu, referindo apenas: "Nesses já estamos", dando a entender que a aposta passará por outros países e para os quais os novos acionistas poderão ser determinantes nessa aposta.

"O continente africano tem um baixo índice de bancarização, que acreditamos venha a crescer na sequência da melhoria das condições de vida e investimento dos países. E esse potencial de bancarização é uma oportunidade", rematou.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 19:33 | favorito
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