BCP vendeu quase 2000 casas do crédito malparado num ano

A estratégia do BCP para escoar as casas que tem em carteira, provenientes do malparado e dações em pagamento, parece estar a dar resultado, a avaliar pelas vendas que quase duplicam. Até setembro deste ano, a instituição financeira liderada por Nuno Amado vendeu 1924 imóveis, o que corresponde a um aumento de 92% face a igual período do ano passado. Com estas vendas, o BCP conseguiu arrecadar 142 milhões de euros, ou seja, mais 71%.

Uma das particularidades é que, das vendas realizadas em 2012, "cerca de metade não recorreu a crédito do banco", ou seja, foram imóveis comprados a pronto pagamento, adiantou fonte do banco ao Dinheiro Vivo. Uma tendência que tanto imobiliárias como outras instituições financeiras adiantaram já estar a acontecer com frequência.

O BCP, à semelhança dos restantes bancos, está decidido em despachar os imóveis que tem em carteira, e que têm levado a um reforço de provisões e imparidades.

Cada banco tem vindo a definir uma estratégia e, recentemente, o BES revelou que a sua passava por vender os imóveis em mercados internacionais como a China, Rússia ou Brasil. O banco presidido por Ricardo Salgado adiantou ainda que até setembro vendeu 1269 imóveis, que permitiram um encaixe de 240 milhões de euros.

No caso do BCP, para acelerar a venda dos imóveis até final do ano, o banco lançou um nova campanha que conta com 790 imóveis, distribuídos por quatro zonas geográficas (norte, centro norte, sul e centro sul). Embora os imóveis sejam destinados maioritariamente a habitação, também há lojas, escritórios, garagens, armazéns e terrenos.

A campanha recorre não só a leilões como também a propostas de carta fechada. O banco vai ainda realizar quatro leilões regionais na próxima sexta-feira, que ocorrerão nas sucursais de Almada, Loures, Gaia e Braga. Já a nível nacional, nos dias 8 de dezembro no Porto e a 9 de dezembro em Lisboa.

Estes imóveis têm como fator de atratividade condições especiais de crédito à habitação, que contemplam a isenção da comissão de avaliação e de dossiê, um spread de 1% nos primeiros 36 meses e de 2% no restante prazo do financiamento. Em leasing imobiliário são praticados spreads a partir de 2%.

Além disso, os imóveis em campanha cuja escritura se realize até 31 de dezembro, têm ainda um desconto adicional de 2% a aplicar sobre o valor de venda a escriturar.

Despedimentos no BCP

O BCP espera rescindir o contrato de trabalho com 600 colaboradores até ao final do ano e as reuniões ainda decorrem. A medida faz parte de um plano de reestruturação e de redução de custos e que irá permitir poupar 30 milhões de euros.

O banco oferece 1,7 salários por cada ano de trabalho, manutenção de benefícios nas taxas de juro do crédito à habitação e para outros fins, a manutenção do seguro de saúde para o colaborador e agregado familiar e ainda crédito com condições especiais para quem queira criar negócios, além de apoio à realocação no mercado de trabalho.

Questionado, o BCP não quis revelar qual é, até ao momento, a adesão dos colaboradores às rescisões.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 15:50 | comentar | favorito
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