BES vai alargar horário de funcionamento dos balcões

O Banco Espírito Santo (BES) vai em breve alargar os horários de funcionamento de alguns balcões nos centros urbanos, para ir ao encontro das necessidades dos clientes, revelou o administrador Joaquim Goes, citado pela Lusa.

«A gestão integrada dos balcões nas zonas urbanas permite desfasamento de horários de abertura para assegurar maior conveniência no atendimento a cliente», disse o responsável num encontro com jornalistas portugueses, em Madrid.

Um dos horários em estudo é a abertura de alguns balcões entre as 15:00 e as 19:00, algo que pode acontecer «num futuro próximo», sublinhou.

Questionado sobre a possibilidade de abrir as agências durante o fim de semana, tal como já faz atualmente o rival BCP (aos sábados), Joaquim Goes avançou que, «neste momento, não se está a pensar nisso, mas não se exclui qualquer possibilidade».

Clientes vão usar mais Internet que balcões em 2015

Olhando para as tendências futuras da banca de retalho, o responsável antecipou que, «em 2015, o número de clientes que usarão regularmente a Internet já será superior ao dos que irão ao balcão».

O BES espera que, nessa data, 60% dos seus clientes usem o banco online. Hoje, são 41% (estando a média portuguesa fixada nos 30,7%).

Mas, conforme realçou Joaquim Goes, hoje, «95% das vendas ainda são feitas nos balcões».

Logo, apesar de existir uma redução do número de visitas ao balcão, as agências vão continuar a ser o centro do negócio bancário, devendo apostar na prestação de serviços de valor acrescentado, através do reforço da formação dos seus funcionários.

Menos balcões, menos funcionários

«Se os clientes vão menos vezes ao balcão, têm que ser cada vez melhor atendidos», frisou o administrador.

«Em termos globais, acho que pode haver necessidade menor número de balcões do que existe hoje no mercado português. Mas não uma grande redução», disse Joaquim Goes, ressalvando que «mais relevante que a quantidade de balcões, é o número de pessoas que lá trabalham».

Na sua opinião, o BES tem «uma dimensão relativamente adaptada», pelo que exclui um plano de corte significativo de agências.

Os números mostram que, desde 2009, o BES fechou 103 balcões, tendo aberto 26, isto é, tem atualmente menos 77 agências no mercado português.

Refira-se que, mesmo sem estar ainda fechado, 2012 foi o ano em que se fecharam mais balcões (31), seguido pelas 28 agências encerradas em 2011.

Neste momento, a rede doméstica do BES é composta por 670 balcões.

Afastando a necessidade de o BES lançar um programa de despedimentos para se ajustar ao difícil contexto económico em Portugal, o banqueiro disse que só na rede de retalho a instituição liderada por Ricardo Salgado emprega cerca de 3.300 pessoas.

Ainda assim, Joaquim Goes admitiu que, desde janeiro, «pode ter havido uma redução de 70 a 80 pessoas», principalmente, entre os colaboradores que foram para a reforma e os funcionários cujos contratos a prazo terminaram.

E concluiu: «Não estou a dizer que nos próximos anos não possam ser feitos alguns reajustamentos, mas não haverá um número significativo de saídas».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

publicado por adm às 22:13 | comentar | favorito