Bancos baixam spreads para pequenas e médias empresas

O Governo vai reforçar a linha PME Crescimento. A partir de agora, este programa de apoio às empresas vai ter mais crédito disponível para as empresas exportadoras, spreads mais reduzidos e períodos de carência mais alargados. 
A alteração desta linha foi hoje anunciada em comunicado pelo Governo, depois de uma reunião entre Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar e Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB). 

O que muda? Os spreads serão reduzidos em 0,875 pontos percentuais para as empresas de menor risco e em 0,781 pontos para as pequenas e médias empresas. Mas os bancos são incentivados a aplicar taxas ainda mais pequenas se as empresas tiverem melhores perspetivas de negócio. 

Da mesma forma, ficou acordado um aumento dos máximos para os períodos de carência e prazos para os empréstimos. Estes últimos passam de 4 para 6 anos para as micro e pequenas empresas e de 6 para 9 anos nos restantes casos. Já os períodos de carência passam deixam de ser 6 meses para passar a 12 no caso das PME e, nos restantes casos de 12 para 24 meses. Estas reduções servem para as operações não contratadas, o que representa 1,4 mil milhões de euros. 

O governo estabeleceu ainda uma nova linha para as empresas exportadoras, a PME exportações, que terá como objetivo facilitar a tesouraria das empresas em momentos de restrição de crédito, mas ainda não estão definidos os spreads que serão aplicados. 

Além desta forma de financiamento, o governo sublinha que "existem perspetivas de outros desenvolvimentos favoráveis para o financiamento das empresas portuguesas". Esta ajuda passará pelo Banco Europeu de Investimento e pelo Banco de Fomento alemão, KFW. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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