O que os bancos mudaram?

Os bancos, as mediadoras imobiliárias e os consumidores, face ao cenário de crise, tiveram de encontrar outras formas de contornar as dificuldades com que se deparam, muito devido à estagnação do mercado imobiliário. 

As instituições financeiras, por exemplo, estão muito mais restritivas na concessão de empréstimos, oferecem "spreads" mais elevados do que no passado e o peso do financiamento na garantia é menor do que antes da crise estalar. Ou seja, é mais difícil os bancos emprestarem dinheiro, cobram mais por esse dinheiro e a percentagem do empréstimo face ao preço da casa é hoje mais baixa. Veja o que os bancos mudaram: 

Terminaram com as facilidades de financiamento de créditos a 100% (e em alguns casos até mais. Este foi aliás o problema que deu origem à crise de crédito imobiliário de alto risco - ‘subprime’- nos EUA) do imóvel. Esta prática passou um pouco à história.

Passaram para uma estratégia mais agressiva de captação de depósitos dos clientes, nomeadamente através dos depósitos a prazo, na tentativa de compensar e financiarem-se a um custo mais baixo do que nos mercados internacionais

Taxas e "spreads" 0% deixaram de se ouvir falar, nem mesmo por uns meses, como chegou a ser prática e a bandeira de muitas instituições bancárias.

As avaliações das casa passaram a ser mais rigorosas, de forma a que, em caso de penhora, o valor da casa seja mesmo suficiente para cobrir a dívida em falta.

Passaram a praticar-se "spreads" mais elevados, tornando as prestações dos novos empréstimos mais caras. Os próprios bancos reconheceram, num inquérito do Banco de Portugal (BdP), que passaram a praticar "spreads" mais elevados, sobretudo nos empréstimos de maior risco. Actualmente, há bancos a cobrarem "spreads" máximos acima dos 4%.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 21:09 | favorito