BES e BCP entre os três bancos que mais sobem na Europa

A banca dos países periféricos está a registar fortes ganhos neste arranque do ano, com vários bancos a atingirem máximos. No “top” três constam duas instituições financeiras portuguesas.

O índice europeu que agrega os maiores bancos, o Stoxx Banks, sobe mais de 0,5% esta quarta-feira para 201,51 pontos, atingindo um novo máximo de 2011. São várias as instituições financeiras neste índice que estão a negociar em níveis recorde. O BES brilha. 

 

A contribuir para este comportamento está a queda generalizada das taxas de juro implícitas nas obrigações europeias. Estes juros têm vindo a descer, mas acentuaram esta tendência depois da Irlanda ter regressado ao mercado de dívida após ter terminado o programa de resgate, a 15 de Dezembro.

 

O país emitiu 3,75 mil milhões de euros a 10 anos, tendo pago um juro inferior a 3,6%, e tendo registado uma procura por 14 mil milhões de euros. A taxa a 10 anos da Irlanda está hoje nos 3,519%, a de Espanha recua para os seis pontos para 3,74% e a de Portugal cai 1,1 pontos para um novo mínimo de Maio, nos 5,367%.

 

A banca está assim em alta na Europa desde o início do ano, com as acções portuguesas em destaque. O título que mais aprecia entre os principais bancos europeus é o do BES que, em 2014, já sobe quase 18%.

 

As acções do banco liderado por Ricardo Salgado atingiram mesmo esta quarta-feira um máximo de Setembro de 2011, depois de ter tocado nos 1,26 euros.

 

O segundo banco que mais sobe na Europa desde o início do ano é o Banco Popular, com uma subida igualmente próxima dos 18%. E em terceiro surge o BCP, com um ganho superior a 13%. As acções do banco liderado por Nuno Amado também já tocaram esta quarta-feira num recorde de Agosto de 2011, ao superarem os 19 cêntimos por acção.

 

Ainda entre os maiores bancos portugueses, o BPI soma 16,12%, contudo, não pertence ao índice Stoxx Banks.

 

No “top” 10 dos bancos europeus que mais sobem este ano não há nenhum que provenha de fora da periferia. As instituições financeiras continuam assim a recuperar parte das perdas provocadas, primeiro, pela crise financeira e, depois, pela crise de dívida que assolou a Europa.

 fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 20:25 | favorito
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