CGD: «Bancos poderão ter de vender balcões»

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, perante a actual crise, com as «medidas possíveis para atingir os objectivos definidos» com a troika, «a banca poderá ter de vender alguns balcões».

Uma medida que «não está prevista para a CGD», mas que «não quer dizer que não possa acontecer». «Dependerá do cumprimento» dos respectivos balcões, explicou Faria de Oliveira aos jornalistas, à margem da conferência «E depois da troika?», que decorre em Lisboa.

Faria de Oliveira sublinhou, durante o seu discurso na conferência, os grandes desafios que as instituições financeiras vão ter pela frente, como a necessidade de aumentar os rácios de capital, o que obrigará «a um aumento de capital ou à venda de activos e de créditos, aliados à eventual utilização do fundo de capitalização», uma espécie de «almofada» para os bancos no valor total de 12 mil milhões de euros.

A transferência de produtos financeiros, a gestão «dolorosa» de activos e passivos, o reforço da gestão do risco, um aumento da atenção ao consumo de capital e, principalmente, a gestão de liquidez devem ser as preocupações centrais dos bancos, defendeu o banqueiro.

Um cenário que obriga, por consequência, à «redução de custos, como por exemplo o fecho de agências», exemplificou Faria de Oliveira.

Momentos difíceis para a banca, num «momento de quase emergência» que enfrenta o país. 

«Estamos a preparar» a privatização 

Mesmo assim, Faria de Oliveira acredita que o programa da troika «corresponde sem dúvida às exigências do país» e que, agora, o grande desafio é «cumprir com os objectivos» para descolarmos da crise grega e irlandesa.

Um desses objectivos é a privatização de uma parte da CGD, relativa às seguradoras e outros activos não-estratégicos, já anunciada pelo actual Governo e inserida no programa da equipa de Passos Coelho.

Um objectivo que é para cumprir: «Se há objectivos definidos, a Caixa tem de ser a primeira a dar o exemplo. Estamos a preparar a concretização desse objectivo do programa», garantiu Faria de Oliveira.

O presidente da CGD mostrou-se ainda confiante em relação à saúde da banca nacional: «Tenho confiança que vamos ultrapassar estes novos testes de stress».

E quanto à notícia que alguns bancos portugueses possam falhar? «Penso que essa informação já foi desmentida».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 22:52 | favorito