12
Jun 11
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Jun 11

BES e BCP precisam de 2 mil a 2,8 mil milhões em capital para cumprir meta da troika

O Banco Espírito Santo (BES) e o Banco Comercial Português (BCP) precisam de reunir entre mil e 1,4 mil milhões de euros cada até ao final do próximo ano de modo a reforçarem o capital para o nível definido pela troika, estima a Independent Credit View (I-CV), uma empresa suíça de análise financeira e avaliação de rating. A I-CV, que analisou os dois maiores bancos privados portugueses no âmbito de um estudo sobre a solidez de 66 bancos europeus publicado esta semana, considera ainda que o BCP pode ter que utilizar o fundo de 12 mil milhões de euros disponibilizado pela troika para apoio à recapitalização. 

As previsões resultam dos testes de stress conduzidos pela I-CV, a agência que previu no ano passado que os bancos irlandeses precisariam de um segundo resgate financeiro. Nestes testes - que procuram medir a resistência dos bancos a choques adversos -, a agência assumiu que os bancos europeus têm de aumentar o seu rácio de capital [core tier 1] para 10%, o mesmo valor que a troika definiu como meta para a banca portuguesa até ao final do próximo ano. 

Para chegar a esse nível, "o BES tem necessidades de financiamento avaliadas em 30% da sua capitalização bolsista e o BCP 55%", explica ao i René Hermann, analista sénior de crédito na I-CV. "Isso significaria que para chegar aos níveis de capital que consideramos serem apropriados para suportar os desafios futuros, ambos os bancos [BES e BCP] precisam de aumentar capital entre 1,5 e 2 mil milhões de dólares [1,04 e 1,4 mil milhões de euros]", acrescenta. 

O reforço de capital é uma exigência dura de cumprir num contexto económico adverso e, por isso, parte do empréstimo a Portugal inclui 12 mil milhões de euros para apoio aos bancos que precisem. Para a I-CV, o BCP é um candidato. "Dos dois bancos [analisados], o BCP pode ter necessidade de usar o fundo se os ratings oficiais se deteriorarem mais (para território ''lixo''), o que tornaria extremamente difícil encontrar refinanciamento nos mercados de capitais", afirma Réne Hermann. 

Esta semana a agência de rating Moody''s pareceu confirmar estes receios ao colocar sob vigilância negativa - jargão que significa a antecâmara de uma descida - os ratings de sete bancos nacionais (BCP, BES, Caixa, BPI, Santander Portugal, Montepio Geral e Banif). Tal como a I-CV, a Moody''s realça que "os bancos podem precisar de utilizar a disponibilidade de 12 mil milhões de euros incluída no pacote externo", sem no entanto destacar casos específicos. Os bancos portugueses têm indicado que esse recurso não será necessário.

A banca portuguesa enfrenta a necessidade de aumentar capital e uma dieta na actividade bancária (diminuição da operação não financiada por recursos de clientes), tudo num contexto de recessão económica que piora a rendibilidade, salientam as agências. A exposição significativa à dívida pública portuguesa é outro risco, na medida em que agências como a Moody''s já avisaram para um novo corte no rating de Portugal. Para os clientes dos bancos, sobretudo os novos, o impacto é claro: os juros dos depósitos vão subir, mas o crédito será mais escasso e mais caro.

fonte:http://www.ionline.pt/

publicado por adm às 10:36 | comentar | favorito
07
Jun 11

Bancos sobem seguros e comissões porque...

Instituições aumentam comissões e seguros já que não podem mexer nos spreads dos contratos antigos

 

A taxa de juro que inclui todos os encargos com o crédito para a compra de casa (TAEG) subiu, em Abril, de 4,2% para 4,64%, em média. A subida, de 0,44 pontos percentuais, é a maior subida mensal de sempre. Mas apenas metade deste aumento se deve ao crescimento do spread e do indexante. A outra metade deve-se a aumentos de comissões e seguros por parte dos bancos.

As instituições financeiras estão a braços com um problema: não podem mexer nos spreads dos créditos antigos, que já não cobrem o aumento de custos actual. Por isso, tentam compensar essa «perda» aumentando as margens, explica o «Diário Económico».

O crédito à habitação foi o mais pressionado com a subida dos juros em Abril, apesar de o malparado neste segmento permanecer estável desde Julho de 2009, em torno dos 1,72%. O malparado no total do crédito concedido aos particulares atingiu os 3%, o segundo valor mais elevado de sempre, enquanto nas empresas segue nos 4,78%. O nível de incumprimento no segmento de particulares está a ser pressionado principalmente pelo crédito ao consumo, onde o malparado atingiu os 8,61%, em máximos históricos. 

Em contrapartida os bancos continuam a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo, cuja taxa sobe há 12 meses consecutivos, e que atingiu em Abril os 3,33%, em média. A subida está a dar resultados: desde o início do ano, o montante de novos depósitos cresce consistentemente acima dos nove mil milhões de euros mensais, valores que não eram vistos desde Julho de 2009. No entanto o volume total da carteira de depósitos aumentou apenas 504 milhões de euros, o que indica uma elevada rotatividade.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:30 | comentar | favorito

Banca não empresta a famílias para emprestar ao Estado

Ameaçaram mas não cumpriram. Os banqueiros portugueses disseram que iriam cortar o financiamento ao Estado, mas a verdade é que, depois disso, lhe emprestaram mais 9,8 mil milhões de euros em Abril. É dinheiro que deixam de emprestar às famílias.

«Para garantir o cumprimento das obrigações do Estado Português e evitar uma situação de bancarrota do Estado os bancos optaram por financiar, uma vez que já estava em curso o pedido de ajuda externa o que iria diminuir o risco com empréstimos de curto prazo», explicou Pedro Lino, CEO da DiF Broker, ao «Económico».

No mesmo mês, os empréstimos aos particulares ficaram-se pelos 1,051 mil milhões, o valor mensal mais baixo de sempre, e os novos empréstimos para a compra de casa atingiram igualmente mínimos históricos: 475 milhões de euros. O crédito às empresas somou 3,6 mil milhões de euros, um nível também historicamente baixo. 

Para Filipe Garcia, presidente da IMF, «os bancos adorariam estar a ganhar dinheiro financiando os particulares, numa altura em que os spreads estão bastante altos. Simplesmente não têm dinheiro disponível», disse ao «Económico».

Ou seja, o capital disponível que têm é o que resulta do financiamento junto do BCE (nove mil milhões de euros em Abril) e esse vai quase todo para o Estado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 23:26 | comentar | favorito
07
Jun 11

Banca pediu menos dinheiro ao BCE em Maio

A banca portuguesa recorreu menos ao financiamento do Banco Central Europeu em Maio, que já não compra dívida pública há dez semanas. 

A cedência de liquidez baixou 1,7% para 47.204 milhões de euros, quando em Abril o BCE tinha emprestado 48.009 milhões de euros aos bancos nacionais, segundo os dados do Banco de Portugal.

De qualquer modo, estes valores são historicamente altos, uma vez que não estão muito longe do recorde alcançado em Julho e depois em Agosto de 2010 (48.834 milhões de euros e 49.124 milhões, respectivamente). 

Os constantes pedidos de empréstimos ao BCE reflectem as dificuldades que a banca tem tido em aceder ao mercado moentário interbancário. O mesmo tem acontecido com outros países periféricos europeus, com dívidas e défices públicos que preocupam os investidores. 

As agências de notação financeira não estão optimistas quanto à grande dependência dos bancos portugueses junto da instituição liderada por Jean-Claude Trichet. A Fitch não tem dúvidas de que ela vai continuar e a Moody`s já avisou que a banca vai ficar em apuros por mais ano e meio. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 23:25 | comentar | favorito
04
Jun 11
04
Jun 11

Banca 'empurra' clientes para contas ordenado

Quem tiver menos de 1500 euros, em média, no banco paga 60 euros por ano. Isenções são cada vez menos.

Quem não tem conta ordenado ou tiver um património financeiro mensal inferior a 1500 euros, arrisca-se a pagar 60 euros por ano de despesas de manutenção da conta à ordem.

Os bancos estão a limitar as isenções de encargos apenas aos clientes que acedam àquele tipo de conta, que oferece um descoberto bancário que se traduz, na prática, na duplicação do valor do vencimento, cuja utilização implica o pagamento de juros.

Desde meados do ano passado, os bancos começaram a promover estas contas como as únicas a isentar de despesas de manutenção. Agora foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) impor no seu preçário que a isenção destes encargos, para quem não tiver conta ordenado, só se aplica a quem tiver um saldo médio trimestral superior a 2500 euros. O banco público reviu o seu preçário no dia 1 de Junho, sendo esta um das suas principais alterações. Também o Millennium bcp alterou o seu preçário nesta data, apesar de manter os critérios em relação às contas ordenado.

Este tipo de conta à ordem apresenta como principal vantagem a possibilidade de o seu utilizador recorrer a um crédito imediato, normalmente correspondente ao valor do seu salário. Estes créditos apresentam taxas de juro normalmente elevadas, acima dos 25% anuais, uma vez que são equiparados aos créditos pessoais.

No caso da Caixa todas as contas à ordem passam a apresentar despesas de manutenção se não forem contas ordenado ou se o cliente não tiver património financeiro ou saldo médio trimestral superior a 2500 euros. Se o saldo for inferior a mil euros, o cliente pagará 14,50 euros trimestralmente.

À semelhança do que acontece com a maior parte dos bancos, o Millennium bcp apresenta um leque de contas bancárias específicas que isentam de despesas de manutenção. Caso o cliente não preencha nenhuma daquelas condições, só tem isenção se tiver conta ordenado, menos de 23 anos, património superior a 7500 euros ou saldo médio não inferior a três mil euros. Caso contrário, pode chegar a pagar 15 euros por trimestre.

No Banco BPI, a situação é praticamente idêntica. Só com conta ordenado ou saldo médio de mil euros, crédito à habitação no BPI, PPR ou idade inferior a 26 anos não se paga despesas de manutenção. Se não, paga 15 euros por trimestre.

No caso do BES, as contas BES 100% isentam de despesas, mas implicam um grande envolvimento comercial com o banco. Se esta relação comercial for inferior a 1500 euros (total de recursos e aplicações), o cliente paga 15 euros por trimestre.

Também o Santander Totta cobra 15,70 euros a quem tiver um saldo médio trimestral inferior a 1500 euros, apesar de este banco disponibilizar igualmente um vasto conjunto de contas à ordem específicas com isenções de despesas.

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 20:54 | comentar | favorito
02
Jun 11
02
Jun 11

Banca obtém liquidez com ‘fuga’ dos fundos para depósitos a prazo

Bancos beneficiam da transferência do capital investido em fundos para os depósitos a prazo. Processo permite obter liquidez e reduzir a alavancagem.

Os bancos portugueses estão a obter liquidez através da transferência dos capitais investidos em fundos de tesouraria e de obrigações para os depósitos a prazo, avançaram ao Diário Económico fontes do sector. Este processo, que deverá continuar nos próximos meses, ajuda os bancos a reduzirem os seus rácios de crédito sobre depósitos, no âmbito dos compromissos assumidos no acordo entre Portugal e a ‘Troika'.

Os números do Banco de Portugal espelham esta tendência de aumento dos depósitos e de saída dos fundos de investimento, embora não cheguem para que se possa estabelecer uma relação directa entre ambos. Entre Abril de 2010 e Março deste ano, os depósitos no sistema bancário nacional aumentaram em 3.663 milhões de euros, ao passo que no mesmo período saíram da indústria de fundos 3.094 milhões de euros.

A tendência de investimento em depósitos a prazo - com menor risco e maior retorno que muitos fundos - acentuou-se no primeiro trimestre de 2011: entraram nos depósitos 1.369 milhões de euros e saíram dos fundos 468 milhões. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito
01
Jun 11
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Jun 11

Adiada divulgação dos testes de stress à banca

O Wall Street Journal noticiou que os resultados dos testes já não serão conhecidos em Junho.

A divulgação dos testes de resistência aos bancos da zona euro será adiada, segundo o Wall Street Journal, que cita fontes ligadas ao processo. Segundo o jornal, o atraso deve-se à discussão entre os reguladores europeus e os supervisores bancários de cada país sobre se a informação prestada pelos bancos contém dados demasiado optimistas.

Os resultados dos testes a 91 entidades financeiras europeias, onde estão incluídos a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o BES e o BPI, estavam agendados para final de Junho. Segundo o WSJ, a informação só será conhecida em Julho.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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