18
Jul 11
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Jul 11

Penhoras da banca salvam imobiliárias

A venda de penhoras da banca e a procura dos investidores pelos actuais preços baixos das casas estão a ser a ‘tábua de salvação’ das agências imobiliárias em Portugal em 2011, um ano que poderá ser o pior da última década, segundo a associação do sector.

A recessão económica está a tornar alguns potenciais clientes cada vez mais relutantes em comprar ou arrendar habitação, enquanto a forte restrição ao crédito e a subida dos spreads da habitação – que subiram 50% desde 2009, devido ao incremento dos juros do BCE – está a impossibilitar a aquisição de imóveis pelos restantes.

Segundo dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), no mês de Abril realizaram-se 14,7 mil transacções imobiliárias, uma queda de 19,7% face a Março e o valor mais baixo desde 1992. O número de transacções de imóveis residenciais em Portugal deverá cair 31% este ano face a 2010 e para metade das realizadas em 2007,avançou ao SOL, Joaquim Montezuma, director-geral da ImoEconometrics, empresa de resaech especializada no mercado imobiliário.

Luís Lima, presidente da associação, refere em declarações ao SOL que 2011 «poderá ser o pior ano do sector desde 2000», com o provável encerramento de centenas de imobiliárias. Em 2008, existiam mais de 6 mil mediadores imobiliários, hoje não passam de três mil.

Porém, os milhares de imóveis que a banca está a receber devido ao crescente incumprimento dos seus clientes estão a ser canalizados para as agências através de parcerias que permitem aos interessados obter vantagens, tais como o financiamento a 100% ou um spread até metade do valor cobrado numa transacção normal.

O interesse dos clientes nestes activos tem disparado e o negócio florescido. A Era Portugal, que tem em carteira cerca de 4 mil imóveis oriundos da banca, duplicou as vendas deste segmento este ano. Na Fita Métrica, o peso das transacções de penhoras representa hoje 20% das vendas totais contra 5% de há um ano, com as vendas a subirem 400%, diz Paulo Fernandes, director-geral, ao SOL. Já a RE/MAX só arrancou este ano com esta área da venda de imóveis em maior escala. A imobiliária diz ter em carteira cerca de 3,5 mil casas para venda oriundas do sector financeiro.

Mas além das penhoras da banca, a actividade das imobiliárias está a ser suportada também pelos investidores, sejam eles institucionais ou particulares com grande capacidade financeira, que estão a canalizar as suas poupanças do sector financeiro para o sector imobiliário a fim de aproveitarem os baixos preços das casas e rentabilizar os activos no futuro.

Entre 2007 e 2011, o preço da habitação desceu 7% em termos nominais, de acordo com a ImoEconometrics. Segundo Miguel Poisson, director-geral da Era Portugal, «o sector imobiliário está a oferecer hoje algumas das melhores oportunidades de negócio dos últimos anos». A compra de imóveis a pronto pagamento quadruplicou este ano na Era Portugal, enquanto na Fita Métrica o peso dos negócios com investidores tem hoje um peso de 20% na facturação contra 5% registado em 2010.

«Este é um excelente momento para comprar», adianta a presidente RE/MAX em Portugal, Belen Rodrigo.

Ainda assim, as imobiliárias admitem que o ano de 2011 vai ser difícil e que poderá representar uma queda nos ritmos de crescimento face aos anos anteriores.

Com uma descida nas vendas de 17,4% no primeiro semestre em relação ao período homólogo de 2010, a Fita Métrica estima que 2011 poderá ser o pior ano desde 2008. Porém, a empresa registou forte expansão nos últimos três anos com taxas de crescimento de 42% em 2008, 61% em 2009 e 10,2% em 2010. Já a Era Portugal espera manter ou crescer ligeiramente face à performance de 2010 (12 mil transacções e vendas de 1,6 milhões de euros). Nesse ano, a imobiliária aumentou a sua facturação em 24% face a 2009. A agência mantém ainda o objectivo de duplicar a quota de mercado até 20% em 2013 e abrir 22 lojas este ano.

Belen Rodrigo diz que, ainda assim, o imobiliário profissional está em contra-ciclo porque a dificuldade de os proprietários venderem directamente está a levá-los a recorrer às agências profissionais como a RE/MAX. «Apesar das quebras no número total de vendas, as vendas realizadas por profissionais crescem porque estão a ganhar quota à venda directa», diz a responsável. A RE/MAX prevê que 2011 seja um ano «difícil» tal como já tinha sido 2010 quando o número de transacções subiu 20% face a 2009. A RE/MAX tem uma carteira de quase 60 mil imóveis, dos quais 11% são para arrendamento.

fonte:http://sol.sapo.pt/

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16
Jul 11
16
Jul 11

Moody''s ignora testes e corta rating de CGD, BCP e BES para lixo

Às 17 horas de ontem foi oficialmente anunciado que a banca portuguesa passou nos testes de stress. Três horas depois, a Moody''s cortava o rating de sete bancos portugueses, dos quais cinco - BCP, BES, CGD, Montepio e Espírito Santo Financial Group - desceram para a categoria lixo. O BPI e o Santander Totta também desceram, mas ficaram um nível acima do lixo. 

A agência americana, que já tinha colocado Portugal no "lixo", mantém os ratings em vigilância negativa, o que significa que as descidas poderão não ficar por aqui. "Esta decisão quanto aos bancos portugueses vem no seguimento do ''downgrade'' da do ''rating'' da República Portuguesa a 5 de Julho, o que implica uma menor capacidade do governo português em ajudar o seu sistema financeiro", lê-se no comunicado da Moody''s. Com o corte do rating nacional, a agência sofreu, na semana passada, críticas sem precedentes dos mais variados responsáveis nacionais e europeus. Ontem o site da agência, que já foi alvo de ataques cibernautas, voltou a bloquear.

A CGD, BES e BCP, instituições que passaram nos testes de stress, têm agora uma classificação de "Ba1", a primeira patamar da categoria "lixo". A Espírito Santo Financial Group (accionista do BES) e o Montepio, receberam nota de "Ba2". Por sua vez, o BPI, que também passou no exame europeu com distinção, tem rating de "Baa3", ou seja, está apenas a um patamar de também ser considerado investimento especulativo. O Santander Totta ficou com "Baa1", três degraus acima do "junk". 

A factura deste corte de rating será paga pelos clientes bancários, numa altura em que o acesso dos bancos aos mercados financeiros está congelado e que, perante as exigências dos reguladores, as instituições põe em prática estratégias de reestruturação da actividade para alcançarem os rácios exigidos. Na prática, o acesso ao financiamento das famílias e empresas portuguesas será ainda mais restrito e mais caro.

Moody''s centra atenções O banco público foi o único a reagir, até ao fecho da edição, discordando em "absoluto" da descida de "rating". Faria de Oliveira, presidente da CGD, diz que "embora expectável, devido ao corte da República, é incompreensível para a CGD" e avisa que haverá a "oportunidade de provar na prática a discordância". A banca nacional passa assim a estar catalogada como lixo no mesmo dia em que passa, "confortavelmente" nas palavras do governador Carlos Costa, nos testes de resistência. Esta prova simulou a capacidade das instituições de resistirem a choques severos na economia portuguesa como uma recessão de 5,5% do PIB em 2011 e 2012 e uma taxa de desemprego de 13%, que até é inferior à projecção do FMI para o país.

O BES, CGD, BPI, BCP e Espírito Santo Financial Group passaram nos testes, com desempenhos diferentes. No topo do ranking está o BES, enquanto o BCP obteve o pior desempenho. Ainda assim, no global, o governador do Banco de Portugal diz que os resultados "demonstram a resiliência do sector bancário, já que os bancos superaram o mínimo fixado no exercício (5% de core tier one)". O regulador nacional decidiu ser mais exigente e determinou que os "bancos deviam reforçar o capital de base para o mínimo de 6% para ficarem em condições de enfrentar com maior segurança cenários adversos". ESFG (holding do BES) e o BCP vão reforçar o capital.

O Ministério das Finanças sublinha que se os bancos se mostrarem incapazes de executar o plano de recapitalização nos prazos especificados de acordo com o Banco de Portugal, o Governo estará pronto a tomar as medidas necessárias para manter a estabilidade financeira".

fonte:http://www.ionline.pt/

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15
Jul 11
15
Jul 11

Banco Espírito Santo foi o melhor dos portugueses

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) anunciou hoje os resultados dos testes de stress feitos a 90 instituições financeiras, responsáveis por cerca de 60% do mercado da União Europeia.
No caso do BES, o banco terminaria com um rácio core tier I de 6,2% em 2012, isto sem qualquer efeito de medidas adicionais. Este valor compara com o rácio de capitais de 7,4% alcançado no final de 2010 e acima dos 5% exigidos pela Autoridade para passar nas provas.

O core tier 1 é o indicador utilizado na análise da solvabilidade das empresas do sector bancário. Corresponde aos fundos próprios de base, isto é, ao capital social e às reservas acumuladas (soma dos lucros não distribuídos).

Incorporando o efeito das medidas anunciadas, comprometidas e executadas até 30 de Abril de 2011, o rácio core tier I estimado para o BES passaria para 7,0% no cenário adverso em 2012.

Já considerando as medidas adicionais executadas entre 30 de Abril até esta data, o rácio core tier I do BES seria 7,2% no cenário adverso em 2012, o que compara com um benchmark mais conservador de 6%.

Por último, incluindo todas as medidas previstas até ao final de 2011, o mesmo rácio seria 7,5% no cenário adverso em 2012.

Em Portugal foram examinados o BPI, o BCP, a Caixa Geral de Depósitos e o Espírito Santo Financial Group (ESFG).

Num cenário adverso, o Core Tier 1 dos restantes bancos em 2012 seria: BPI, 6,9%; CGD, 6,2% e BCP, 5,4%.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

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12
Jul 11
12
Jul 11

Banca dobra juros nos depósitos

A banca duplicou os juros pagos pelos depósitos em termos homólogos, numa medida destinada a compensar o acesso mais difícil ao financiamento.

 

A economia está a receber menos dinheiro, com a banca a desalavancar junto do BCE ao mesmo tempo que a crise da dívida soberana ameaça a Itália, um colosso do G8. A completar este cenário, os números dramáticos da derrapagem orçamental na Grécia levaram as Bolsas de Valores da periferia a um "sell-off", com quedas para o nível de há 15 meses.
A fuga ao risco tem sido a estratégia adoptada por aforradores e investidores. Em Portugal, os depósitos a prazo estão a cativar os aforradores e os dados do BdP referentes a Maio, anteriores a toda esta turbulência indicavam remunerações médias de 3,54% nos depósitos, contra 1,26% há um ano. Em Junho, as ofertas pelo dinheiro subiram, mesmo depois de o BdP passar a exigir ser informado sempre que o juro vá 3% acima do nível do indexante. Espanha está a contrariar esta "guerra" pelos depósitos com a obrigação de maiores contribuições para o Fundo de Garantia dos Depósitos.


Na economia nacional, as notícias não são boas. Os bancos estão obrigados a desalavancar e, por isso, estão a recorrer menos ao BCE, o único organismo onde é possível ir buscar fundos (para além dos depósitos). O BdP revelou que a exposição ao BCE da banca portuguesa caiu, em Junho, para 43,88 mil milhões de euros, menos 7% do que em Maio. Isto significa menos liquidez na economia.


As Bolsas de Valores da periferia, incluindo a portuguesa, sofreram um ontem "crash" violento. Em Lisboa, as perdas atingiram os 7%, sobretudo na banca, devido ao efeito Itália e Grécia.

fonte:http://www.oje.pt/

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10
Jul 11
10
Jul 11

Banca sem crédito sobe comissões

Os bancos estão a subir as comissões que cobram aos seus clientes pelos mais comuns actos bancários, como pedir cheques, numa altura em que o financiamento da Banca está estrangulado.

Quem quiser por exemplo pedir uma carteira de dez cheques no Millennium BCP vai pagar 8,25 euros, mais dois euros do que até agora. Saber quanto deve, pedindo um extracto de conta de empréstimos em vigor na Caixa Geral de Depósitos, vai passar a ter um custo de 40,65 euros mais IVA. Quem precisar de uma segunda via da declaração de IRS vai pagar 31,41 euros no Santander Totta. Alterar a data de pagamento da renda custa 20,33 euros mais IVA no BES.

A maioria dos bancos justifica a actualização dos preçários com "as actuais condições do mercado". Portugal viu o rating da República cair para lixo e a revisão dos níveis dos bancos estará concluída nas próximas semanas pela agência de notação financeira Moody's, sendo pouco provável que consigam evitar um corte. Com o acesso ao financiamento a ser cada vez mais complicado, a Deco admite que pode haver uma subida das comissões "para equilibrar os resultados de outros produtos financeiros". Vinay Pranjivan, economista da Deco, recorda que os bancos são livres de estipular as comissões, sendo apenas exigido um pré-aviso de 30 dias. A única saída para o cliente é deixar o banco, mas, "dependendo do grau de envolvimento, como ter um crédito à habitação", é extremamente complicado, alerta o especialista. O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, alertou em Junho para o expectável aumento das comissões e do preço dos serviços prestados pelos bancos. Em 2010, os cinco maiores bancos em Portugal tiveram um crescimento das comissões cobradas aos clientes de 9,73% - mais 171,4 milhões, para 1,93 mil milhões de euros.

Os novos preçários já entraram em vigor no BPI, Santander e no BES. A Caixa implementa os novos preços a 1 de Agosto e o BCP a 15 de Outubro.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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09
Jul 11
09
Jul 11

Juros altos nos depósitos pode "fragilizar" os bancos

O presidente da APB acredita que a prática de juros elevados nos depósitos pode "fragilizar" os bancos.

O presidente da Associação Portuguesa de Banco acredita que a prática de juros elevados nos depósitos pode "fragilizar" os bancos no futuro e considerou "vantajosa" a recomendação do regulador para evitar situações que ponham em causa a solidez das instituições.

"O grande problema da banca portuguesa é a liquidez, em primeiro lugar, e a seguir a rentabilidade. A falta de liquidez pode levar a uma situação de disputa pelos depósitos que faça crescer os juros de tal maneira que torna a situação dos bancos ainda mais frágil", disse à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), António de Sousa.

O responsável pela entidade que junta as principais instituições financeiras a actuar em Portugal considerou "vantajosa" a iniciativa do Banco de Portugal, conhecida em Junho, de obrigar os bancos a comunicarem depósitos a prazo que excedam em três pontos percentuais a taxa Euribor aplicável na operação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Jul 11

20 Mil clientes da banca vítimas de ataques informáticos este ano

Desde o início do ano a Polícia Judiciária já terá detectado 40 esquemas de fraude dirigidos aos clientes das várias instituições bancárias presentes em Portugal. 

De acordo com uma notícia publicada pelo Correio da Manhã, terão sido afectados pelas burlas identificadas pela polícia 20 mil clientes e destas acções resulta um desvio anual de cerca de 7,5 milhões de euros. 

 

Os métodos mais usados serão o envio de emails que escondem programas desenhados para recolher informação confidencial, bem como o recurso à criação de sites que supostamente estão a contratar serviços, nos quais a inscrição requer o fornecimento de alguns dados pessoais, nomeadamente o NIB. 

Em Outubro do ano passado, numa apresentação à imprensa, Rogério Bravo, inspector-chefe da Judiciária confirmava que o phishing, a pedofilia online e criminalidade informática pura (como o hacking) eram os três tipos de eventos que mais originam queixas à PJ, na área da criminalidade informática. 

Só na directoria de Lisboa e Vale do Tejo a PJ deu em 2009 resposta a 600 processos, na sua divisão dedicada à criminalidade informática. Em 2010, e até Outubro, a mesma directoria já tinha em mãos mais de mil processos. 

Dados do relatório de segurança da Symantec, relativo ao ano passado, indicam que em todo o mundo 65 por cento dos utilizadores de Internet já foram vítimas de cibercrime. Destas vítimas 51 por cento foram alvo de vírus ou outro malware, cerca de 10 por cento envolveram-se em esquemas online e menos de 10 por cento foram visados por phishing, fraude de cartão de crédito, entre outras ameaças.

fonte:http://tek.sapo.pt/

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08
Jul 11

CMVM aperta cerco a bancários

Um aforrador, com 72 anos, sem escolaridade e sem antecedentes de investimento em produtos financeiros de risco, pediu a contratação de um depósito a prazo, mas acabou por subscrever, por sugestão do funcionário da agência, um fundo especial de investimento. Estes fundos são produtos financeiros complexos e têm risco de perda de capital. 

Quando o cliente se apercebeu de que o valor era inferior ao capital investido pediu explicações ao banco. Foi-lhe dito que a perda era resultado da crise. A CMVM questionou o banco e, quando recebeu a documentação, deparou-se com impressão digital do cliente. A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários questiona: "Como poderia um analfabeto ter lido e percebido o prospecto?" 

Este é um dos vários exemplos enumerados por Carlos Tavares, presidente da CMVM, para dar conta das reclamações dos investidores, "surpreendidos pela reduzida remuneração dos produtos ou pela constatação de que os seus inves- timentos apresentam características que não esperavam". Em 2010 entraram 628 queixas.

"Temos observado uma tendência de aumento na oferta de produtos complexos e redução na oferta de produtos simples [depósitos a prazo]. Há mais aplicações opacas e menos produtos transparentes", acusa. O reforço da protecção dos investidores é uma das prioridades da CMVM para 2011 e 2012. O regulador quer reforçar as exigências quanto à formação e qualificações, restringindo as pessoas que podem vender produtos complexos e, eventualmente, e exigir o seu registo na CMVM. O regulador vai reforçar a supervisão dos documentos e prospectos, publicidade, estratégias e práticas de comercialização.

fonte:http://www.ionline.pt/c

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07
Jul 11

Associação de Bancos confiante que banca portuguesa passa nos testes de stress

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) mostrou-se, esta quinta-feira, confiante que os bancos portugueses vão conseguir superar os testes de stress que estão a ser realizados a 91 instituições financeiras europeias. 

Em entrevista à Reuters, quando questionado sobre se pensava que algum banco português iria falhar nos testes, António de Sousa respondeu: «Sinceramente penso que não». «Ficaria muito surpreendido se algum banco falhasse os testes», acrescentou.

O responsável comentou ainda a decisão do presidente do Banco Central Europeu, de aceitar as obrigações portuguesas como colateral, independentemente dos ´ratings´ impostos pelas agências financeira, classificando-a de «muito importante».

António de Sousa adiantou que não espera «qualquer impacto negativo no financiamento da banca junto do BCE devido à Moody´s ter cortado o ´rating´ de Portugal».

O presidente da APB considerou que a decisão da Moody´s de cortar a avaliação da dívida portuguesa para lixo é «incompreensível» e lembrou que «há dois anos a União Europeia está, sem ter resultados, a querer alterar a regulação europeia e a querer criar condições para o aparecimento de uma agência de notação financeira europeia».

fonte:http://www.abola.pt

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07
Jul 11

Banca vai cortar nos empréstimos ao futebol

Fernando Gomes, presidente da Liga de Clubes, alertou, hoje, que "já houve recomendações aos bancos para não continuarem a emprestar dinheiro" aos clubes de futebol.

O alerta do líder da Liga foi lançado no final da apresentação do documento "Competição fora das 4 linhas" , reflexão estratégica sobre a sustentabilidade do futebol profissional em Portugal, realizada pelo Centro de Estudos em Gestão e Economia da Universidade Católica, do Porto.

No trabalho coordenado pelos docentes Alberto Castro e Álvaro Nascimento há boas e más notícias. Entre os pontos positivos, destaca-se a duplicação de ativos (de 418 para 880 milhões de euros) dos clubes de futebol profissional, que desde a época 2006/07 estabilizou o seu volume de negócios acima dos 300 milhões -  317 milhões em 2009/10.

Passivo atinge 880 milhões de euros

 

Apesar do crescimento médio de 35% no período pós-Euro-2004 e da crescente visibilidade do futebol português a nível internacional, o passivo dos clubes profissionais aumentou para os 880 milhões de euros, tendo os clubes da I Liga inflacionado em cerca 500 milhões a dependência ao crédito bancário.

"Os clubes agiram à semelhança do país, vivendo de crédito fácil e, tal como a maioria dos portugueses, vão ter de poupar e procurar fontes de receitas de alternativas", referiu Alberto Castro.

De acordo com o estudo, nos últimos dez anos o endividamento dos clubes passou dos 17% para os 54%, com prejuízos acrescidos de 55 ilhões em 2009/10.

Clubes nas mãos da banca 

 

"Quem paga a banda, escolhe a música", diz Alberto Castro, numa alusão ao facto de ser banca o verdadeiro 'patrão' dos clubes portugueses, que para manterem a competitividade em campo e sustentabilidade financeira "fora das 4 linhas" terão de reforçar a exportação de talentos e atrair fundos de investimento externos.

13 meses depois de tomar posse como presidente da Liga, Fernando Gomes cumpriu hoje a promessa de apresentar, sem números escondidos, um diagnóstico do futebol português, conclusões que serão debatidas num congresso nacional a realizar até ao final do ano.

"Tal como o país, o futebol profissional precisa acordar para a realidade e questionar se este é o caminho que nos garante competitividade e sustentatibilidade. E por muito dura que seja a resposta, ela é clara:não", rematou Fernando Gomes.

Reformas na próxima época

 

Depois de serem encontradas as melhores soluções para combater a crise, Fernando Gomes promete tomar medidas e antecipar reformas antes do início da próxima época.

A equipa responsável pelo estudo afirma que há 11 questões em jogo para o futebol português chegar ao equilíbrio estratégico, ações que poderão ser realizadas clube a clube ou coletivamente.

A manutenção da II Liga como competição profissional, a possibilidade da gestão conjunta das receitas televisivas como meio de aumentar os proveitos, a criação de mecanismos de partilha de custos, a alteração dos quadros competitivos ou a valorização do futebolista português através de maiores investimentos na formação são alguns dos pontos da 'seleção Católica' à espera de resposta. 

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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