04
Jul 11

Banca precisa de arranjar só este ano 700 milhões de euros para financiar as PPP

A relação entre a banca e as empresas de construção e obras públicas está a alterar-se, muito por causa do encerramento dos mercados de liquidez internacional. O crédito mal parado das construtoras vai agravar-se, numa altura em que a dívida do sector já ascende aos 42 mil milhões.

 

Os bancos também podem estar a experimentar dificuldades em garantir os financiamentos a que se comprometeram nos contratos de PPP, e que só para este ano, necessitam de 700 milhões de euros.

Os responsáveis do sector financeiro ouvidos pelo PÚBLICO admitem que, enquanto os mercados interbancários estiverem fechados para a banca portuguesa, esta tenderá a deixar de privilegiar a actividade da construção e obras públicas que, por essa via (e pela falta de crescimento do produto), irá enfrentar dificuldades agravadas. Em termos de crédito mal parado, a construção lidera na lista dos incumpridores com um rácio de 7,4 por cento, acima da média registada no segmento empresarial, que é de 5,5 por cento (nas famílias, o rácio é superior a 3 por cento). 

fonte:http://economia.publico.pt

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04
Jul 11

CGD: «Bancos poderão ter de vender balcões»

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, perante a actual crise, com as «medidas possíveis para atingir os objectivos definidos» com a troika, «a banca poderá ter de vender alguns balcões».

Uma medida que «não está prevista para a CGD», mas que «não quer dizer que não possa acontecer». «Dependerá do cumprimento» dos respectivos balcões, explicou Faria de Oliveira aos jornalistas, à margem da conferência «E depois da troika?», que decorre em Lisboa.

Faria de Oliveira sublinhou, durante o seu discurso na conferência, os grandes desafios que as instituições financeiras vão ter pela frente, como a necessidade de aumentar os rácios de capital, o que obrigará «a um aumento de capital ou à venda de activos e de créditos, aliados à eventual utilização do fundo de capitalização», uma espécie de «almofada» para os bancos no valor total de 12 mil milhões de euros.

A transferência de produtos financeiros, a gestão «dolorosa» de activos e passivos, o reforço da gestão do risco, um aumento da atenção ao consumo de capital e, principalmente, a gestão de liquidez devem ser as preocupações centrais dos bancos, defendeu o banqueiro.

Um cenário que obriga, por consequência, à «redução de custos, como por exemplo o fecho de agências», exemplificou Faria de Oliveira.

Momentos difíceis para a banca, num «momento de quase emergência» que enfrenta o país. 

«Estamos a preparar» a privatização 

Mesmo assim, Faria de Oliveira acredita que o programa da troika «corresponde sem dúvida às exigências do país» e que, agora, o grande desafio é «cumprir com os objectivos» para descolarmos da crise grega e irlandesa.

Um desses objectivos é a privatização de uma parte da CGD, relativa às seguradoras e outros activos não-estratégicos, já anunciada pelo actual Governo e inserida no programa da equipa de Passos Coelho.

Um objectivo que é para cumprir: «Se há objectivos definidos, a Caixa tem de ser a primeira a dar o exemplo. Estamos a preparar a concretização desse objectivo do programa», garantiu Faria de Oliveira.

O presidente da CGD mostrou-se ainda confiante em relação à saúde da banca nacional: «Tenho confiança que vamos ultrapassar estes novos testes de stress».

E quanto à notícia que alguns bancos portugueses possam falhar? «Penso que essa informação já foi desmentida».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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03
Jul 11
03
Jul 11

Banca: reguladores querem garantir depósitos

Os reguladores mundiais vão examinar a eficácia das regras dos governos nacionais relativamente à protecção que é dada aos depósitos bancários caso essa entidade financeira entre em colapso, disse o Conselho de Estabilidade Financeira.

Num comunicado disponível no site do Financial Stability Board, afirma-se que os planos nacionais vão ser avaliados para encontrar «falhas potenciais» nos planos de garantia que os Estados puseram em marcha para proteger os depositantes, e acrescenta-se que estas falhas podem acontecer devido à possível insuficiência de fundos para reembolsar os depósitos, à falta de cooperação entre os Estados ou à falta de conhecimento por parte do público.

A chamada «vigilância dos pares vai examinar os sistemas de segurança para os depósitos e as alterações programadas», diz o Conselho, considerando que os reguladores devem «retirar ilações sobre a eficácia das reformas dos sistemas em resposta à crise».

Os Estados aumentaram os fundos de garantia aos depósitos como parte dos esforços para restaurar a confiança no sistema bancário depois da maior crise desde a Grande Depressão. A Irlanda, por exemplo, foi criticada pela chanceler alemã, Angela Merkel, por ter aumentado o valor destas garantias, levando os depositantes a fechar contas noutros países europeus e a transferi-las para aquele país.

Os governos nos 27 Estados membros da União Europeia e o Parlamento Europeu estão a estudar legislação que obrigaria os Estados a garantir depósitos num valor que pode chegar aos 100 mil euros e a reduzir os tempos de pagamento em caso de incumprimento da entidade bancária.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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