12
Nov 11

Cavaco quer Banco de Portugal a ajudar a banca

Cavaco Silva diz que a solução da crise do euro está nos bancos centrais: no Banco de Portugal, que pode ajudar no problema da banca nacional e no BCE, que pode solucionar a questão das dívidas.

O Presidente da República lançou, esta sexta-feira, a partir de Washington, o repto ao governador do Banco de Portugal: «Eu recomendo que seja aplicado aquilo que decidiu o Conselho Europeu», isto é, «que a desalavancagem seja feita numa proporção adequada que não ponha em causa o financiamento da economia».

O Conselho Europeu recomendou que até Junho do próximo ano a banca se recapitalize de forma a alcançar um rácio de capital de nove por cento, mas a "troika" obriga a que a banca portuguesa o faça até ao final deste ano. Cavaco Silva acredita, no entanto, que «o bom senso vai imperar».

Já no plano europeu, o Presidente da República volta a sublinhar que «o Banco Central Europeu deve ter uma intervenção ilimitada no mercado secundário da dívida pública dos países com problemas de liquidez».

fonte:http://m.tsf.pt/

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12
Nov 11

Banqueiros admitem levar Estado a tribunal

Bancos privados admitem recorrer a tribunal contra o Estado para travar o diploma que prevê a recapitalização da banca e o reforço dos poderes de supervisão

Os bancos privados admitem recorrer a tribunal contra o Estado para travar o diploma que prevê a recapitalização da banca e o reforço dos poderes de supervisão. Na carta enviada a Bruxelas, os bancos dizem que o Governo está a violar direitos e liberdades constitucionais e a pôr em causa a iniciativa privada. 

É uma carta dura. Na missiva assinada pelo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, que o «Jornal de Negócios» divulgou, os banqueiros dizem que se as propostas do Governo avançarem «o sector bancário privado em Portugal poderá ficar prejudicado de forma definitiva». 

Em causa está a nacionalização parcial dos bancos, que os banqueiros consideram ser «uma ofensa séria aos princípios da propriedade privada e livre iniciativa» e que pode provocar a fuga dos investidores estrangeiros de Portugal.

Mas há mais. Em relação ao reforço dos poderes das autoridades de supervisão, os banqueiros falam de quebra de direitos e liberdades constitucionais» e admitem recorrer aos tribunais afirmando, preto no branco, que os tribunais portugueses vão provavelmente ter de tomar um julgamento final em devido tempo».

A carta foi enviada ao presidente da Comissão Europeia e ao comissário dos Assuntos Económicos, mas também ao Presidente da República, primeiro-ministro e governador do Banco de Portugal. O diploma que está a criar polémica já está no Parlamento para ser debatido e votado.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt

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11
Nov 11

Accionistas do BES aprovam aumento de capital

Os accionistas do BES aprovaram hoje em AG o aumento de capital do banco por novas entradas, até 787 milhões de euros.

O objectivo da operação é reforçar os rácios de capital do banco liderado por Ricardo Salgado. 

Em comunicado, o BES informa que foi aprovado o aumento de capital social do grupo em até 786,9 milhões de euros, através da troca de títulos de dívida que serão emitidos pelo BES Investimento e pelo BES Finance. 

O BES tem actualmente um rácio core tier 1 de 8,2%, mas se o aumento de capital por Oferta Pública de Troca (OPT) tiver sucesso, e o aumento de capital for todo subscrito, o rácio vai aumentar em 147 pontos base, chegando até aos 9,67%, informou o banco em meados de Outubro. Desta forma, o BES ficará com um rácio acima dos 9% exigidos pela troika para este ano, e já perto dos 10% exigidos para 2010.

A AG de hoje também aprovou a supressão do direito de preferência dos accionistas, caso o BES aumente o capital social através da incorporação de créditos do Estado "decorrentes do eventual accionamento da garantia relativa à emissão de obrigações não subordinadas" com aval estatal. Em meados de Outubro, o banco tinha já avançado que tencionava emitir dívida com garantia do Estado em até 3,5 mil milhões de euros. 

A assembleia-geral de hoje contou com a participação de 79,91% da totalidade do capital social. 

Na sessão de hoje, as acções do BES subiam 3,52% até aos 1,294 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Nov 11

Quase 9% do capital do BCP trocou de mãos em cinco dias

Mesmo com a subida de 3% de hoje, o BCP foi o banco europeu que mais desvalorizou na semana. Banco vale agora 742 milhões de euros.

Os títulos do BCP andaram numa verdadeira roda-viva esta semana. Ao final de cinco dias de negociações, mais de 632 milhões de acções do banco liderado por Carlos Santos Ferreira foram transaccionados. Ou seja, quase 9% do capital do banco trocou de mãos esta semana.

Na semana, o banco registou uma perda superior a 14% para se fixar esta sexta-feira nos 0,103 euros, dia em que alcançou a primeira sessão positiva em onze. Hoje, e apesar da subida no fecho, os títulos chegaram a negociar abaixo dos 10 cêntimos, um novo mínimo histórico intradiário. Na base da pressão está a possibilidade de o Estado português entrar no capital do banco se este optar por recorrer à linha pública de recapitalização, hipótese já admitida por Santos Ferreira.

O desempenho semanal do BCP foi mesmo o pior entre os pares europeus que têm lugar no índice Bloomberg Europe Banks, que reúne 46 cotadas do sector financeiro europeu.

Entre os maiores accionistas do BCP estão a Sonangol (com 11,57% do capital do banco), a Ocidental Seguros (9,60%), a construtora Teixeira Duarte (5,68%) e Joe Berardo (4,23%).

Mas a semana não foi negativa apenas para o BCP. Também o BPI tombou mais de 14% e o BES caiu 5,31% na semana, enquanto o Banif deslizou 3,25%. O principal índice português, o PSI 20, fechou a semana com um saldo negativo de 3,06%. A Sonae Industria também esteve em grande destaque ao desvalorizar 14,18%, tal como a Galp, que derrapou 11,37%.

Em terreno positivo fecharam apenas oito cotadas, destacando-se Altri (4%), EDP, Semapa e Portucel (ambas 3%).

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Nov 11

Maioria dos portugueses confia na banca para escolher produtos financeiros

Apesar da pressão que tem afectado nos últimos anos o sector financeiro português, a maioria dos consumidores continua a confiar nos conselhos dos funcionários dos bancos na altura de escolherem os produtos financeiros para aplicarem o seu dinheiro.

Esta é uma das conclusões do relatório sobre literacia financeira hoje apresentado em detalhe pelo Banco de Portugal. Os dados - que tiveram em conta um inquérito feito a 2.000 pessoas no início de 2010 - mostram que 54% dos inquiridos segue os conselhos obtidos aos balcões dos bancos para escolherem os produtos financeiros onde aplicam as suas poupanças.

Em segundo lugar aprecem os conselhos dados por familiares e amigos. E apenas 8% afirma escolher as aplicações financeiras depois de fazer uma análise comparativa dos vários produtos que existem no mercado. Quando questionados sobre o critério mais importante na escolha dos produtos de aplicação de poupanças que detêm, 27% dos inquiridos refere a rendibilidade, 26% o baixo nível de risco e 16% os benefícios fiscais.

Entre os produtos financeiros mais populares nas carteiras dos portugueses inquiridos neste estudo estão os seguros (com 37% dos inquiridos a afirmar ter pelo menos um seguro); os cartões de crédito (32%), os depósitos a prazo (31%) e o crédito à habitação (26%). Já as obrigações e os fundos de investimento são aplicações menos comuns nas carteiras dos inquiridos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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Mais de metade dos portugueses tem apenas uma conta bancária

Mais de metade (66 por cento) dos portugueses só tem uma conta bancária, e os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros, os cartões de crédito e os depósitos a prazo.

Estes dados constam do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2010, cujos resultados definitivos foram hoje apresentados pelo Banco de Portugal (BdP) em Lisboa.

O número médio de contas bancárias por cada português é 1,4. No entanto, 66 por cento dos inquiridos no estudo só tem uma conta; 26 por cento têm duas contas; 6 por cento têm três contas e apenas 2 por cento têm quatro ou mais.

Estes valores são percentagens dos cidadãos que têm contas em algum banco. Para além deles, 11 por cento dos portugueses adultos não têm qualquer conta bancária.

Entre os inquiridos que usam regularmente serviços bancários, os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros (mencionados por 37 por cento dos entrevistados). Seguem-se os cartões de crédito (32 por cento), os depósitos a prazo (31 por cento) e o crédito à habitação.

Os planos de poupança só são subscritos por 16 por cento dos inquiridos. Só minorias abaixo dos 5 por cento adquirem produtos de investimento como certificados de aforro, ações, fundos ou obrigações.

Os primeiros resultados do inquérito à literacia financeira foram apresentados pelo BdP em outubro de 2010.

O inquérito foi feito com base em duas mil entrevistas porta-a-porta realizadas entre fevereiro e março de 2010 pela firma de estudos de opinião Eurosondagem. Os resultados têm uma margem de erro de 2,2 por cento para uma probabilidade de 95 por cento.

fonte:http://www.dn.pt/i

publicado por adm às 23:07 | comentar | favorito

Fundo de oito mil milhões para compra de casas

O megafundo público serviria para comprar imóveis cujos donos não pagam à banca.

A criação de um megafundo imobiliário de oito mil milhões de euros, com dinheiro do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia (CE), é uma das propostas do economista Augusto Mateus para resolver parte dos problemas de liquidez do sistema financeiro português. À margem da apresentação, na Culturgest, em Lisboa, de um estudo sobre o mercado residencial português, o ex-ministro da Economia lançou a ideia deste fundo que seria composto por imóveis de proprietários que conhecem dificuldades para pagar os seus empréstimos à banca, mas também de todo o património do Estado, como instalações hospitalares e quartéis que deixaram ou irão deixar de ter essas funções.

"Dos 12 mil milhões de euros que estão na ‘troika' não vejo razão para que o BCE e a Comissão Europeia estejam contra. O Fundo Monetário Internacional pode-se opor à ideia, mas essa instituição é responsável por um terço daquele montante. Daí o valor de oito mil milhões", explicou o ex-ministro da Economia.

"Tudo isto existe em embrião. Agora seria importante criar massa crítica para a proposta funcionar e ter impacto", lembra Mateus. Pelas suas contas, seria possível captar 200 a 300 mil proprietários de imóveis, que transformariam as hipotecas na banca em arrendamento no dito fundo, e com benefícios para todas as partes.

Pelas contas de Augusto Mateus uma renda mensal no banco de 600 euros poderia cair para quase metade neste fundo (para um valor do imóvel de 100 mil euros). "Se for pagar uma renda mensal de 4,5% sobre 100 mil, dá 4.500 euros anuais. Isto representa um valor inferior a 400 euros mensais de renda no fundo". O fundo tem de ser inicialmente público, mas poderia integrar privados numa segunda fase. "Este fundo poderia captar poupanças do exterior, e gerir importantes operações de urbanismo", conclui o antigo governante.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Nov 11

Bancos não dizem quanto dinheiro do Estado vão precisar

Está longe de ser claro quem e em que proporção irá fazer-se valer da linha de recapitalização.

É ainda uma incógnita a proporção que terá o recurso dos bancos aos 12 mil milhões de ajuda para a recapitalização da ‘troika'. À primeira vista, há quase que um empate. Quatro dos oito bancos que têm exigências de capital para cumprir asseguram que não vão precisar deste auxílio e, dos restantes, dois não descartam tal hipótese e dos outros nada se sabe por agora. No entanto, a divulgação das condições em que o recurso à linha poderá ser feito, e que só a portaria do diploma irá definir, será decisiva. Por outro lado, a realidade tem vindo a mudar tão depressa que a situação de cada banco está longe de ser estática.

A situação dos vários bancos está longe de ser igual, já que quase todo o sector (as oito maiores instituições) terão de cumprir as metas da ‘troika', nem todos terão de fazer face às novas exigências da autoridade bancário europeia (EBA). Apenas as instituições que em Portugal que foram sujeitas aos testes de stress - CGD, BCP, ESFG e BPI - terão de enfrentar as recentes novas metas europeias.

Em causa está a necessidade de contabilizar a preços de mercado toda a dívida soberana detidas nas carteiras dos bancos e, uma vez reflectido esse efeito, atingir, até 30 de Junho de 2012, um ‘core tier I' de 9%. Um "fardo" a que se junta a necessidade de cumprir os números da ‘troika', definidos para os oito maiores grupos bancários nacionais: CGD, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Crédito Agrícola e Montepio Geral. Estes têm de, até final do ano, ter um rácio ‘core tier I' de 9% e, até ao final de 2012, um rácio de 10%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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08
Nov 11

Portugueses escolhem o banco dos amigos ou o mais perto de casa

Os portugueses escolhem o banco onde têm a sua principal conta à ordem sobretudo através da recomendação de amigos ou familiares ou escolhendo aquele que tenha uma sucursal mais perto de casa ou do local de trabalho.

Estes dados constam do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2010, cujos resultados definitivos foram hoje apresentados pelo Banco de Portugal (BdP) em Lisboa.

No inquérito, 35 por cento dos inquiridos disseram ter escolhido o seu banco por conselho de um familiar ou de um amigo; 23 por cento optaram por um banco com um balcão próximo de casa ou do local de trabalho; 14 por cento foram obrigados a escolher o banco por exigência do empregador; e 12 por cento optaram pelo banco onde têm crédito à habitação ou outros empréstimos.

Menos de dez por cento dos inquiridos disseram escolher o banco que oferecia custos mais baixos ou remunerações mais elevadas.

Da mesma forma, familiares e amigos são uma das principais fontes de conselhos sobre que produtos bancários escolher (esta opção foi referida por 25 por cento dos inquiridos); no entanto, a principal fonte de informação na aquisição de produtos financeiros são os conselhos recebidos nos balcões dos próprios bancos (resposta eleita por 54 por cento).

Os números do BdP indicam ainda que 74 por cento dos inquiridos não sabe ou só sabe «de forma aproximada» o valor das comissões de manutenção de conta cobradas pelo seu banco.

Os primeiros resultados do inquérito à literacia financeira foram apresentados pelo BdP em Outubro de 2010.

O inquérito foi feito com base em duas mil entrevistas porta-a-porta realizadas entre Fevereiro e Março de 2010 pela firma de estudos de opinião Eurosondagem. Os resultados têm uma margem de erro de 2,2 por cento para uma probabilidade de 95 por cento.

fonte:Lusa/SOL

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08
Nov 11

Bancos ajudados pelo Estado têm três anos para evitar nacionalização

Lei prevê que, após tres anos, o Estado abandone atitude passiva e assuma plenos poderes.

O Governo prometeu que os bancos que recorram à linha de capitalização pública de 12 mil milhões de euros não serão nacionalizados. Mas a proposta de lei aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros contém um aviso claro aos bancos e aos seus accionistas: se não recuperar o montante injectado no prazo de três anos, o Estado poderá "exercer a totalidade dos direitos de voto correspondentes à participação social que detenha na instituição".

A proposta de lei, a que o Diário Económico teve acesso, entrou ontem à noite no Parlamento e o Governo vai pedir a sua votação com carácter de urgência.

Segundo o diploma, caso o desinvestimento público não tenha lugar no prazo de três anos, o Estado poderá ainda nomear novos elementos para os órgãos de administração e fiscalização dos bancos intervencionados, "de forma a assegurar representatividade nos órgãos sociais da instituição na proporção correspondente à percentagem dos direitos de voto detidos na instituição". O Estado terá ainda direito a receber os montantes que seriam distribuíveis, a título de dividendos, aos accionistas privados.

Nestas circunstâncias limite, o accionista público poderá ainda "alienar livremente, no todo ou em parte, a sua participação social na instituição, independentemente dos direitos legais de preferência". Ou seja, o Estado poderá vender a participação a investidores à sua escolha.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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