03
Nov 11

Banca paga 344 milhões ao Estado pela utilização de garantias para emitir dívida

Desde 2008 os bancos portugueses efectuaram 14 emissões de dívida, num total de 10 mil milhões de euros, com recurso a garantias estatais.

A utilização das garantias estatais por parte da banca portuguesa para emitir dívida vai render aos cofres do Estado um total de 344,4 milhões de euros até 2014, de acordo com os cálculos do Centro de Estudos Financeiros da Associação Portuguesa de Bancos.

De acordo com o relatório hoje divulgado, entre 2008 e Junho de 2011 os bancos portugueses efectuaram oito emissões de dívida utilizando as garantias do Estado. Estas emissões foram realizadas por seis bancos diferentes e permitiram às instituições financeiras levantar 4,875 mil milhões de euros do mercado. 

Após Julho de 2011 - já com o programa de garantias reforçado para 35 mil milhões de euros e Portugal com o pedido de ajuda externa – seis bancos portugueses fizeram mais seis novas emissões com recurso a garantias estatais, com um valor total de 5,08 mil milhões de euros.

A APB conclui assim que em Setembro de 2011 o montante das garantias em vigor totalizava 9,95 mil milhões de euros, sendo que o valor utilizado desde Julho de 2011 equivale a apenas 14,5% do orçamento, que totaliza 35 mil milhões de euros.

Assinala também que nenhum banco português acedeu à linha de recapitalização da banca portuguesa, que está agora cifrado em 12 mil milhões de euros.

O Centro de Estudos Financeiros da Associação Portuguesa de Bancos fez também as contas aos custos suportados pelos bancos com as comissões pela utilização das garantias, concluindo que estes ascendem a um valor total de 344,4 milhões de euros.

Em 2009 os bancos pagaram 11,2 milhões de euros, em 2010 mais 45,2 milhões de euros, sendo que no acumulado até este ano, os custos com as garantias totalizam já 119,1 milhões de euros. 

As estimativas da APB apontam para que as garantias custem á banca 103,8 milhões de euros no próximo ano, mais 69,4 milhões de euros em 2013 e mais 52,1 milhões de euros em 2014. 

“Para o crescimento do custo das comissões contribuiu não só o maior volume de garantias concedidas em 2011, como também o efeito preço proveniente do aumento da taxa média de comissão de garantia sobre as novas operações, em 43 pontos base aproximadamente”, salienta a APB.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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Governo limita intervenção do Estado na banca a cinco anos

O Governo acaba de aprovar uma proposta de lei definindo que a eventual entrada do Estado no capital dos bancos será temporária e não pode durar mais de cinco anos. O texto define as regras de utilização pela banca da linha de 12 mil milhões de euros disponibilizados no acordo com a troika. Assente ficou ainda que este será o último recurso dos bancos que não consigam em operações de mercado um eventual e necessário reforço de capital.

 

O Governo vê este reforço de capitais próprios da banca como "essencial para a estabilidade do sistema financeiro, bem como para a segurança dos depositantes e, ainda, para o bom funcionamento da economia".

Os receios dos bancos perante as consequências desta “nacionalização” tem refreado a procura do fundo acordado com a troika, mas a decisão saída da Cimeira Europeia da semana passada de perdoar 50 por cento da dívida grega ajudou a convencer os bancos portugueses, agora perante a necessidade de um aumento de capital. BCP e BPI foram os primeiros a dar um passo em frente.

A proposta foi aprovada esta quinta-feira pelo Conselho de Ministros e houve já alguns bancos a admitir a hipótese de vir a utilizar esta linha para cumprir as novas exigências da autoridade bancária europeia, como é o caso de BCP e BPI. Governo quer que esta seja uma possibilidade encarada pelos bancos como último recurso para a capitalização

Preocupado com a estabilidade do sistema bancário nacional, o Conselho de Ministros deu luz verde à "proposta de lei que estabelece medidas de reforço da solidez financeira das instituições de crédito no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez nos mercados financeiros", lê-se no comunicado final da reunião.

Um dos pontos assente foi a "natureza subsidiária e temporária, por um prazo máximo de cinco anos", da intervenção estatal nas operações de recapitalização dos bancos que recorram ao fundo de 12 mil milhões de euros.

fonte:http://ww1.rtp.pt/

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03
Nov 11

Governo anuncia hoje condições de recapitalização da banca

As alterações às regras do recurso da banca ao fundo de capitalização deverão ser discutidas hoje em Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou a 25 de Outubro que a reunião do Executivo desta semana deverá aprovar as novas regras para o recurso por parte da banca à linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros do programa assistência financeira.

As alterações deverão incluir mudanças na lei n.º 63-A/2008, promulgada em Novembro de 2008, que estabelece medidas de reforço da solidez financeira dos bancos, assim como na portaria 493-A/2009, assinada pelo então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que regulamenta aquela legislação.

Esta informação foi confirmada à Lusa pelo Ministério das Finanças.

A entrada dos bancos no capital das instituições através de acções preferenciais sem direitos de voto deverá estar entre as alterações efectuadas.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já garantiu que a entrada do Estado no capital dos bancos "não altera o controlo accionista". Na semana passada, quando anunciou a alteração das regras em Conselho de Ministros, também o primeiro-ministro reiterou que o Estado será um "accionista passivo".

No entanto, Passos Coelho também disse que haverá recomendações para que os bancos não distribuam dividendos em caso de recurso ao fundo. Além dos dividendos, também poderão ser colocadas limitações a prémios e bónus.

O artigo 14 da legislação de 2008 já contempla que "enquanto a instituição de crédito se encontrar abrangida pelo investimento público para reforço de fundos próprios" pode ficar sujeita "à política de distribuição de dividendos e de remuneração dos titulares de órgãos de administração e fiscalização, bem como à possibilidade de introdução de limitações a outras compensações de que beneficiem esses titulares".

As alterações deverão ainda passar por ficar inscrita a passagem do rácio 'core tier 1' (capital sobre activos ponderados de risco) para nove por cento este ano e 10 por cento em 2012. Actualmente, esta é uma recomendação do Banco de Portugal.

Com as alterações que serão efectuadas em Conselho de Ministros, os bancos poderão recorrer ao fundo de capitalização ao abrigo das novas regras.

Até agora, estes têm resistido em recorrer ao fundo assustados com a 'nacionalização' dos bancos, a somar à diluição das posições dos accionistas e eventual 'fuga de depósitos' devido ao impacto reputacional dessa decisão.

No entanto, o cerco aperta-se. A semana passada, com a decisão europeia de perdoar 50 por cento da dívida grega e avaliar a preços de mercado a exposição dos bancos às dívidas soberanas, os bancos portugueses viram aumentadas as suas necessidades de capital, o que levou o BCP e o BPI a admitirem o recurso à linha de capitalização.
O reforço do fundo de capitalização público foi acordado com a 'troika' para suprir eventuais necessidades de capital dos bancos.

Segundo o acordo, o mecanismo de apoio à solvabilidade bancária preserva "durante uma fase inicial o controlo da gestão dos bancos pelos seus accionistas privados" permitindo-lhes "a opção de recompra da participação do Estado".

No entanto, acrescenta que os que requererem a injecção de capital "serão sujeitos a regras e restrições específicas de gestão e a um processo de reestruturação, de acordo com os requisitos de concorrência e de auxílios de Estado da União Europeia, que incentivem soluções baseadas no mercado".

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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01
Nov 11
01
Nov 11

Banca eliminou perto de 90 mil de postos de trabalho na Europa este ano

Os bancos do Velho Continente estão a acelerar o corte de empregos devido à crise da dívida soberana na Zona Euro. E a tendência deve continuar.
A cris
e da dívida soberana e as novas exigências de capital estão a reduzir as receitas da banca europeia, que tem reagido através do corte de postos de trabalho. De acordo com os dados compilados pela Bloomberg Industries, os bancos da Europa Ocidental reduziram este ano o número de colaboradores em mais do dobro quando comparado com os congéneres dos EUA. 

Com efeito, as instituições bancárias da Europa Ocidental eliminaram 86.273 posições desde o início de 2011, contra 36.951 cortes nos bancos norte-americanos, sublinha a Bloomberg.

O Crédit Suisse, segundo maior banco da Suíça, anunciou hoje que vai cortar 1.500 empregos, que se somam aos 2.000 já anunciados em Julho.

Por seu lado, o Danske Bank, maior instituição do sector na Dinamarca, reduzirá 2.000 postos de trabalho, segundo os dados da Bloomberg.

O Barclays, por sua vez, anunciou ontem que já eliminou 3.500 cargos este ano e que a tendência de redução de empregos no banco se manterá.

O Nomura Holdings, que registou perdas acima do previsto no terceiro trimestre, anunciou hoje que vai acelerar o corte de custos, uma vez que os ganhos da actividade de ‘trading’ e de banca de investimento caíram.

O suíço UBS e o alemão Deutsche Bank referiram na semana passada que poderão estar em risco mais postos de trabalho. 

Recorde que o Deutsche Bank anunciou no início deste mês uma redução de 500 efectivos, ao passo que o UBS poderá acabar com mais 1.700 empregos.

O intensificar do corte de postos de trabalho na banca europeia ocorre numa altura em que os receios em torno da fiabilidade da dívida soberana na Zona Euro se têm agravado nos mercados, levando a uma pressão sobre quem detém dívida dos países em apuros e reduzindo os ganhos das instituições financeiras.

Os bancos estão também a reduzir custos pelo facto de os reguladores (Autoridade Bancária Europeia e Comité de Basileia) os obrigarem agora a deterem mais capital e de melhor qualidade para aguentarem futuros choques, o que os obriga a vender activos e a encolher os balanços, salienta a Bloomberg.

“É inevitável que haja mais perdas de empregos, numa altura em que os bancos continuam a tentar ser proactivos na forma como lidam com a deterioração do clima económico e com os receios de que o mal-estar dos mercados e das economias se mantenham durante um período alargado”, comentou à Bloomberg um analista do Mediobanca, Christopher Wheeler.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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