08
Dez 11

Bancos nacionais precisam de 7 mil milhões

Os principais bancos portugueses necessitam de 6,95 mil milhões de euros para cumprir as necessidades de capital para 2011 e 2012, de acordo com a avaliação da Autoridade Bancária Europeia (EBA, sigla em inglês), divulgada pelo Banco de Portugal.

Este valor representa uma quebra de 854 mil milhões face ao montante apontado em Outubro, data da última análise.

Dos quase sete mil milhões que faltam nos capitais próprios dos bancos, 3,718 mil milhões de euros são resultantes da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana detidas em 30 de Setembro de 2011.

Somam-se 3,232 mil milhões de euros que representam o valor necessário para que a banca cumpra o objectivo fixado pela EBA de um rácio de core tier 1 de 9% até 30 de Junho de 2012. Este valor «corresponde ao montante que resulta das medidas de capitalização já previstas nos planos de financiamento e de capital para 2011 e 2012 apresentados ao Banco de Portugal [BdP], em conformidade com os compromissos assumidos no âmbito do Programa de Assistência Financeira».

Esta avaliação da Autoridade Bancária Europeia «visa criar umaalmofada temporária de capital e, por consequência, reforçar a solidez das instituições, na actual situação de incerteza associada à crise da dívida soberana», explica o BdP, em comunicado enviado às redacções.

As instituições financeiras têm, agora, até 20 de Janeiro de 2012 planos de capitalização, podendo recorrer da linha de recapitalização do Estado, no valor de 12 mil milhões de euros, conforme o acordado com a troika.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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BPI precisa de 1,4 mil milhões e admite recorrer ao Estado

O BPI necessita de reforçar os seus capitais em 1.389 milhões de euros, até 30 de Junho de 2012, para cumrprir as metas fixadas pela Autoridade Bancária Europeia (EBA).

Esta é a conclusão da avaliação realizada a 71 bancos europeus para dar resposta às preocupações dos mercados sobre os riscos soberanos, reflictindo a valorização aos
preços de mercado correntes das exposições a dívida soberana.

Esta avaliação da Autoridade Bancária Europeia «visa criar uma almofada temporária de capital e, por consequência, reforçar a solidez das instituições, na actual situação de incerteza associada à crise da dívida soberana», explica o Banco de Portugal, em comunicado enviado às redacções. 

Neste sentido, o reforço de capital do banco liderado por Fernando Ulrich, a realizar até 30 de Junho de 2012, ascende a 1.389 milhões de euros.

«Deste montante, 1.359 milhões de euros correspondem ao valor resultante das exposições a dívida soberana, dos quais 989 milhões de euros respeitam a dívida soberana portuguesa», esclarece o banco em comunicado enviado à CMVM.

Por isso, o BPI admite, no mesmo documento, que «vai analisar todas as opções de que dispõe para concretizar este reforço de capital, incluindo a utilização da linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros» acordada entre Portugal e a troika.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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CGD lidera necessidades de capital: mais 1,8 mil milhões

As necessidades de capital da Caixa Geral de Depósitos ascendem a 1,834 mil milhões de euros para cumprir o rácio de capital de 9% a partir de 30 de Junho do próximo ano, como exige a Autoridade Bancária Europeia (EBA, sigla em inglês).

Esta é a conclusão da avaliação realizada a 71 bancos europeus para dar resposta às preocupações dos mercados sobre os riscos soberanos, reflictindo a valorização aos
preços de mercado correntes das exposições a dívida soberana.

Esta avaliação da Autoridade Bancária Europeia «visa criar uma almofada temporária de capital e, por consequência, reforçar a solidez das instituições, na actual situação de incerteza associada à crise da dívida soberana», explica o Banco de Portugal, em comunicado enviado às redacções. 

A CGD apresenta as maiores necessidades de reforço de capitais entre os quatro maiores bancos nacionais: o BES precisa de 188 milhões de euros e o BPI 1,4 mil milhões.

Já o BCP precisa, pelas contas da EBA, de 2,13 mil milhões de euros - no entanto este valor baseia-se em dados de Setembro deste ano, mas foi compensado em parte com o reforço de fundos próprios decorrente de uma operação realizada a 13 de Outubro. As necessidades reais do banco são de 1,73 mil milhões de euros, revela o BCP.

Além disso, o caso da CGD é diferente dos restantes bancos nacionais, já que a Caixa está impedida, pelo memorando da troika, de recorrer à linha de capitalização, no valor de 12 mil milhões de euros. 

Assim, para reduzir as suas necessidades de capital até meados de Junho de 2012, a CGD terá de recorrer a meios próprios, nomeadamente com a venda da Caixa Seguros e Saúde, já anunciada.

A meta para apresentar um plano ao Banco de Portugal para cumprir as metas de rácio de solvabilidade é até 20 de Janeiro de 2012.

O objectivo é «restaurar a confiança nos participantes do mercado e facilitar o acesso dos bancos aos mercados de financiamento, assim como capacitá-los a continuar
a prestar apoio financeiro à economia real», como esclarece a CGD em comunicado enviado ao regulador.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

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BCP precisa de 2,13 mil milhões até Junho de 2012

O BCP necessita de reforçar os seus capitais em 2,13 mil milhões de euros até 30 de Junho de 2012, para cumprir as metas exigidas pela Autoridade Europeia Bancária.

Para o fazer, o banco de Carlos Santos Ferreira admite recorrer à linha de recapitalização do Estado, no valor de 12 mil milhões de euros, acordada com a troika.

As necessidades do BCP são a conclusão da avaliação realizada a 71 bancos europeus para dar resposta às preocupações dos mercados sobre os riscos soberanos, reflictindo a valorização aos preços de mercado correntes das exposições a dívida soberana.

Esta avaliação da Autoridade Bancária Europeia «visa criar uma almofada temporária de capital e, por consequência, reforçar a solidez das instituições, na actual situação de incerteza associada à crise da dívida soberana», explica o Banco de Portugal, em comunicado enviado às redacções. 

No caso do BCP, as necessidades de capital são referentes à exposição de dívida soberana no final de Setembro para atingir o rácio de solvabilidade de 9% a partir de 30 de Junho de 2012, como exige o supervisor europeu.

No entanto, o maior banco privado português sublinha, em comunicado enviado à CMVM, que já reforçou fundos próprios, em 405 milhões de euros, a 13 de Outubro, pelo que as necessidades reais do banco são de 1,73 milhões de euros.

Deste valor, 1,17 mil milhões correspondem ao perdão de 50% da dívida grega e à contabilização da restante dívida europeia a preços de mercado.

O BCP tem até 20 de Janeiro de 2012 para apresentar um plano ao Banco de Portugal para atingir o rácio core tier 1 de 9%. O banco garante que vai «reduzir as necessidades de capital a zero em Junho de 2012».

Neste sentido, admite recorrer ao fundo de apoio estatal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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08
Dez 11

Standard & Poor's ameaça sete bancos portugueses com corte de "rating"

A agência de notação financeira Standard & Poor's anunciou, esta quarta-feira, ter colocado em revisão, com possibilidades de cortes no curto prazo, o 'rating' de sete bancos portugueses e da empresa estatal Parpública.

 

Dois dias depois de ter colocado em vigilância negativa (aquilo a que a agência chama 'CreditWatch' negativo) a avaliação de Portugal, bem como a de 14 outros países da zona euro, e 24 horas após ter efectuado o mesmo em relação ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), a Standard & Poor's anunciou contar resolver esta colocação quatro semanas após concluir a análise sobre Portugal.

Em comunicado, a agência de notação financeira disse ter colocado em 'CreditWatch' negativo (o que difere do 'outlook', ou perspectiva, por ter um prazo mais curto) as avaliações dos seguintes bancos: Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo (e a sua subsidiária de investimento), o Banco BPI e a subsidiária Banco Português de Investimento, tal como o Santander Totta.

"Acreditamos que um potencial corte de Portugal, quer seja em um ou dois níveis, ativaria, muito provavelmente, um corte correspondente dos 'ratings' das instituições financeiras que avaliamos, visto que estão ao mesmo nível do país", explicou a Standard & Poor's.

A lógica para o anúncio relativo à Parpública é a mesma, apesar de a agência acreditar que há uma grande probabilidade de apoio "extraordinário e atempado" por parte do Governo, caso necessário.

"Antecipamos que a Parpública virá a desempenhar um papel, completo ou limitado, enquanto gestora dos bens imobiliários do Estado, assim que os planos de privatização estiverem completos, algo que não deve acontecer antes de 2013", explicou a agência num comunicado separado.

A Standard & Poor's salientou que espera dar por terminado o processo de revisão do 'rating' em 'CreditWatch' assim que possível, depois da cimeira europeia de sexta-feira, o mesmo acontecendo para o nível soberano, quer seja para activar um corte quer seja para o manter no actual.

fonte:http://www.jn.pt/P

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06
Dez 11
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Dez 11

BCP paga spread de 12% para emitir dívida

O BCP voltou a emitir, na segunda-feira, 1,35 mil milhões de euros em títulos com garantia do Estado com um prazo de três anos e taxa variável, pagando um spread de 12%.

Em comunicado enviado esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco divulgou a operação efectuada no começo da semana, com um valor nominal de 100.000 euros, num total de 1,35 mil milhões.

A taxa variável acompanha a Euribor a três meses (prazo para os pagamentos de juros) à qual acrescem 12% ao ano.

Segundo o documento enviado à CMVM, há uma opção de reembolso antecipado a 5 de Dezembro do próximo ano ou em qualquer data de pagamento de juros a partir dessa data (Março, Junho, Setembro ou Dezembro).

Recorde-se que o BCP tinha anunciado em Maio que ia avançar com uma operação de financiamento de 1,75 mil milhões de euros, com um prazo até três anos, feito com recurso à garantia do Estado.

A instituição apresentou «ao Banco de Portugal o pedido de aprovação respectiva, para garantia do Estado a um financiamento através da emissão de valores mobiliários de dívida não subordinada, no montante de Euro 1.750 milhões de euros, com um spread a determinar com referência às condições de mercado, e um prazo até três anos», lia-se no comunicado enviado na altura ao regulador de mercado.

Um mês depois, a 27 de Junho, a assembleia-geral do BCP aprovava por 99,9% a alteração dos estatutos que lhe iam permitir aceder às garantias do Estado para a operação de financiamento de 1,75 mil milhões de euros.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Dez 11
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Dez 11

Banca: reformados continuam a receber 14 prestações

Os reformados bancários integrados na Segurança Social vão continuar a receber 14 pensões anuais, garantiu o Governo aos sindicatos na reunião tripartida desta quarta-feira à tarde que contou ainda com a presença das instituições bancárias.

«Os sindicatos tiveram esta posição desde o início e tivemos acolhimento quer por parte do Governo como por parte da banca. Mas não foi fácil», afirmou à Lusa Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e lhas (SBSI), quando questionado sobre se o Executivo assegurou a manutenção dos direitos acordados em contratação coletiva, nomeadamente o pagamento das 14 pensões anuais ou o montante correspondente, independentemente de a proposta do Orçamento do Estado para 2012 suspender o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e pensionistas com vencimentos acima de 600 euros.

«Os fundos de pensões estão provisionados [pelos bancos para pagarem 14 prestações anuais]. Se o Estado não quiser pagar, que passe dos fundos para o Estado o equivalente a 12 meses e fica o equivalente a dois meses nos bancos para estes pagarem o restante», acrescentou o responsável do sindicato mais representativo dos bancários, colocando ainda a hipótese de o Governo recuar na garantia dada.

Alem das 14 prestações anuais, a garantia dos direitos acordados deverá passar também por ficar assegurado que o valor da pensão continuará a ser calculado em função do último vencimento, de acordo com a tabela negociada em sede de contratação coletiva, acrescida das diuturnidades.

O SBSI quer ainda que fique assegurado que os contribuintes do regime geral não serão «prejudicado» caso seja necessário provisionar os fundos pela desvalorização dos activos.

Os termos deste acordo deverão ficar inscritos num documento que o sindicato aguarda agora que seja enviado pelo Governo e que terá de ser levado à votação em plenário pelos bancários sindicalizados pelo que, disse Rui Riso, o acordo tripartido com Governo e bancos não deverá ser conseguido antes de meados de Dezembro.

O ministro das Finanças anunciou quarta-feira no Parlamento que terminaram com sucesso as negociações da transferência dos fundos de pensões da banca para a Segurança Social, que permitirá atingir a meta do défice deste ano (5,9 por cento do Produto Interno Público), mas também pagar dívidas das Administrações Públicas aos bancos.

O governante disse que o encaixe vai permitir «o pagamento de dívidas das Administrações Públicas contribuindo assim para o processo de diminuição do rácio de transformação dos bancos portugueses e para o financiamento da economia», disse Vítor Gaspar.

A transferência dos fundos de pensões vai valer aos cofres do Estado seis mil milhões de euros no imediato.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 

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