24
Mar 12

Banca dá descontos até 30% para vender casas em carteira

Os bancos estão a apostar em campanhas agressivas para venderem os imóveis que têm em carteira, oferecendo condições únicas no financiamento e descontos no preço até aos 30 por cento.

Para captarem o interesse dos compradores, os bancos portugueses estão a financiar a compra destes imóveis queherdaram devido ao incumprimento dos contratos de crédito à habitação, a 100 por cento, algo que já há vários meses não se verifica nos contratos relativos a imóveis que não sejam da sua carteira própria.

Depois, oferecem spreads mais competitivos do que os praticados nos novos contratos de crédito à habitação, cuja média trepou de 2,69% em dezembro para os 3,15% em janeiro - a maior subida mensal desde que há registos (janeiro de 2003).

As instituições financeiras estão ainda a facilitar a compra, nalguns casos, através da isenção dos custos de avaliação e das despesas de dossier.

Em cima disto, há ainda um desconto no preço dos imóveis, que varia consoante as suas características, mas que pode atingir os 30%.

O Santander Totta, por exemplo, detém em média, 1.500 a 1.600 imóveis em carteira para venda, segundo números divulgados pelo banco à Lusa. Já o BBVA Portugal detém cerca de 700 imóveis à disposição com condições de financiamento mais vantajosas. Os outros bancos contactados pela Lusa (CGD, BCP, BES e Banco BPI) escusaram-se a revelar estes dados.

As ofertas de alguns bancos

«Temos neste momento um spread de 2 por cento nos financiamentos para imóveis destinados à habitação, sendo o financiamento a 100%. Os descontos nos preços face aos valores do mercado variam muito em função do tipo e antiguidade do imóvel, localização e outros aspetos. Mas podemos dizer que os preços praticados incorporam um desconto que ronda os 20% a 30%», disse à Lusa fonte oficial do Santander Totta.

Por seu turno, o Millennium BCP disse à Lusa que lançou recentemente o M Imóveis, «onde as sucursais alienam imóveis em carteira com excecionais condições de financiamento». 

Um serviço a juntar ao Mês das Oportunidades,durante o qual o banco promove, em diferentes regiões do país, a venda de vários imóveis em promoção. Quinzenalmente, são também realizadas vendas de dois imóveis com proposta em carta fechada, com uma base de licitação em que o vencedor será o que apresenta a melhor proposta. E promove ainda um leilão por mês, em cada região em que decorre o Mês das Oportunidades, além de outros leilões de âmbito nacional.

BES revelou que, no ano passado, 158 famílias renegociaram o crédito à habitação, e que o banco lançou um programa para a «deteção automática de clientes que revelem sinais de alerta quanto à dificuldade em cumprirem as suas obrigações». 

Na página da Internet do BES Imóveis em Campanha, em que se pode conhecer alguns dos comercializados pelo banco (entre apartamentos, lojas ou terrenos), este oferece um «spread geral desde 2,5 por cento», com um montante de financiamento máximo de 100% e ainda a isenção da comissão de estudo de processo e do estudo de comissão de avaliação.

Na CGD, através da Caixa Imobiliário, também são oferecidas condições especiais, com o financiamento de 100% do valor de avaliação, com a taxa de juro fixa nos 2,75% ao ano (nos primeiros três anos) e com uma bonificação de 1% no spreadbase no restante prazo do empréstimo.

Também há a dispensa de avaliação e de encargos inerentes, isenção da comissão de estudo, entre outras vantagens.

Quanto ao BPI, segundo a informação recolhida no seu site, nos 364 imóveis do banco que estão em venda é prometido um financiamento «com spread especial», a dispensa de avaliação do imóvel e a isenção das comissões iniciais.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 17:01 | comentar | favorito
24
Mar 12

Casas dos bancos vendidas em leilões

As leiloeiras tornaram-se um dos aliados dos bancos na venda de imóveis, reflexo das dificuldades da banca em escoar imóveis em carteira, numa altura em que o incumprimento de famílias e empresas bate recordes.

A leiloeira Uon é uma das que trabalha com as instituições bancárias em Portugal. Em 2011, a Uon realizou mais de 30 leilões (quer presenciais, quer online), tendo levado à praça cerca de 2.700 imóveis, com um valor global de cerca de 108 milhões de euros.

«Foram vendidas aproximadamente 1.050 casas tendo o valor de vendas em leilão da Uon sido de cerca de 57 milhões de euros», disse à Lusa a diretora comercial, Ana Ferro.

Os imóveis da banca têm a vantagem, face aos restantes do mercado, de estarem bem localizados (Grande Lisboa, Grande Porto, Litoral e Algarve), a «relação preço qualidade» e, ainda, dispõem de melhores condições por parte das instituições de crédito, destaca Ana Ferro.

Quanto ao preço dos imóveis que vão a leilão, «a licitação mínima é calculada em função do valor do crédito concedido ou do valor da avaliação. Geralmente é escolhido o mais alto».

O reverso da medalha

Além das leiloeiras, há cada vez mais imobiliárias a vender as casas dos bancos. Uma realidade que prejudica os promotores imobiliários que «não conseguem competir» com as campanhas agressivas da banca, como acusa a associação do setor, APEMIP.

O facto de a «banca vender com condições com que os promotores não conseguem competir», com «desvalorizações forçadas dos imóveis, que podem atingir os 30%», cria uma «instabilidade nos preços», critica o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

«Não há motivos para esta desvalorização forçada», sustentou Luís Lima que, já no final de novembro tinha dito que a banca está a recorrer a mediadores mais do que nunca.

Luís Lima rejeitou, contudo, que os bancos estejam a desviar clientes das mediadoras, considerando que a relação entre as duas entidades é favorável aos mediadores.

«O que era bom, como questão de futuro, era nós vendermos os imóveis antes de estarem na posse dos bancos».

Mas afinal, como é que os bancos retomam os imóveis?

Através de duas vias: judicial ou extrajudicial. Neste último caso, o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação que o banco faça do imóvel nesta fase.

Por exemplo, se o banco avaliar em 70 mil euros e o empréstimo tiver sido de 100 mil, o proprietário fica devedor do restante.

Já na via judicial, existem três tipos de processos em que se dá a adjudicação dos imóveis pelos bancos: de execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel.

No primeiro caso, o banco reclama o seu crédito e, por ser credor privilegiado (tem a hipoteca do imóvel), pode pedir a adjudicação deste. 

No segundo cado, há penhora e é promovida a venda do imóvel. O banco faz então uma proposta para lhe ser adjudicado o bem, o que acontecer por ter a hipoteca.

Já se um credor ou o próprio proprietário pedir a insolvência, o banco faz a reclamação do seu crédito e também aqui pode haver liquidação dos bens do insolvente. Neste caso, o banco, se tiver interesse nisso, faz uma proposta de compra e é-lhe adjudicado o bem, mais uma vez tendo em conta a garantia dada pela hipoteca.

Só no ano passado, quase 7 mil imóveis foram devolvidos à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

publicado por adm às 17:00 | comentar | favorito
23
Mar 12
23
Mar 12

PME: BPI aumenta linha de crédito para 1,5 mil milhões

O Banco BPI anunciou esta sexta-feira que aumentou em 50 por cento o montante disponibilizado na linha de crédito destinada a pequenas e médias empresas (PME), para um total de 1,5 mil milhões de euros.

A instituição liderada por Fernando Ulrich justifica este aumento do crédito destinados às empresas, com o reforço do «compromisso público do banco com o financiamento à economia portuguesa».

O banco cria, assim, a «Linha BPI Negócios 2012», no valor de 500 milhões de euros, dando seguimento à «Linha BPI Empresas 2012», lançada em fevereiro, que tem um montante de mil milhões de euros.

«Este aumento de 50 por cento no crédito às empresas expressa uma maior capacidade de financiamento e uma clara recuperação do Banco BPI face a 2011», destaca a instituição financeira em comunicado enviado às redações.

O objetivo desta nova linha é financiar atividades de exploração e de investimento por parte das micro, pequenas e médias empresas, permitindo enquadrar operações com maturidades até cinco anos, com taxa de juro variável, que oscila entre um mínimo de Euribor mais 3,75 por cento e um máximo de Euribor acrescida de 6 por cento, consoante o 'rating' atribuído pelo BPI à empresa, a tipologia e maturidade da operação e o nível de produtos contratados.

Para usufruírem desta Linha de Crédito, as PME têm de ser viáveis e obter uma notação de risco favorável, numa avaliação interna atribuída pelo BPI. O montante de cada operação tem um mínimo de 10 mil euros e um máximo de 500 mil euros.

O montante mínimo de cada operação é de 250 mil euros e o máximo de 50 milhões de euros, englobando diversas modalidades de crédito, desde conta-corrente, leasingimobiliário e mobiliário e factoring, entre outros. 

Nesta linha enquadram-se operações com prazos até cinco anos e a taxa de juro oscila entre um mínimo de Euribor mais 3,75 por cento e um máximo de Euribor acrescida de 5 por cento, consoante o rating atribuído pelo BPI à empresa, a tipologia e maturidade da operação e o nível de produtos contratados.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 22:28 | comentar | favorito
tags:
21
Mar 12
21
Mar 12

Banco de Portugal dá ‘luz verde’ à nova equipa do Banif

O Banco de Portugal já aprovou a lista dos nomes que irão compor a nova equipa de gestão do Banif, apurou o Económico.

Os accionistas do Banif reúnem-se amanhã, dia 22, na sede do grupo, no Funchal, para eleger os novos órgãos sociais do banco. Jorge Tomé irá liderar a nova equipa do Banif e do Banif Investimento.

A decisão tomada pelo Ministério Público de deduzir acusação por burla fiscal no caso Sumol+Compal, visando várias sociedades do grupo CGD, um conjunto de antigos responsáveis e o ex-administrador do banco estatal Jorge Tomé, terá provocado uma sucessão de questões remetidas ao Banco de Portugal, a propósito da capacidade deste último para assumir as funções de presidente do Banif.

Em declarações recentes ao Diário Económico, Jorge Tomé refutou todas as acusações contra os vários envolvidos no processo e, sobretudo, contra ele próprio. O ex-administrador da CGD - que será o próximo CEO do Banif - assegurou que "a lei foi cumprida religiosamente". "Tudo o que foi feito pelas sociedades da Caixa, de acordo com a assessoria fiscal prestada, não contém qualquer ilegalidade", disse ainda o gestor. Quanto à acusação de que é, ele próprio, alvo, Jorge Tomé garantiu não perceber a razão de ser de estar envolvido neste processo, uma vez que "não fazia parte dos órgãos sociais das sociedades [do grupo CGD]". O seu envolvimento nesta operação, lembrou o gestor, ocorreu na montagem do financiamento via Caixa BI da aquisição da Compal.

Jorge Tomé, que era até há pouco tempo administrador da Caixa, abandonou a instituição para assumir a liderança do Banif. Sempre que há lugar à eleição de elementos para cargos de administração ou fiscalização das instituições financeiras, o BdP tem de dar a sua aprovação prévia aos nomes. Essa aprovação chegou hoje.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:00 | comentar | favorito
tags:
18
Mar 12

BBVA lança um novo portal imobiliário

Juros baixos, casas com desconto e financiamento a 100% atraem clientes e ajudam bancos.

Desde há meses que os bancos têm colocado à disposição dos clientes os imóveis que têm em carteira, com condições especiais, como financiamento a 100% e taxas de juro mais atractivas. Uma forma de "facilitar a vida ao banco e aos clientes", explica Luís Castro e Almeida, Director de Desenvolvimento de Negócio do BBVA, em declarações ao Diário Económico, na semana em que o banco decidiu "ir mais longe" na venda dos imóveis em carteira, como nota este responsável.

O banco espanhol lançou um portal imobiliário onde os clientes podem pesquisar quais os imóveis disponíveis para compra, "com financiamento a 100% e ‘spreads' que andam entre 1% e 3%", explica Castro e Almeida. Além disto, os "clientes BBVA podem ter mais descontos em alguns dos imóveis". Desta forma, acredita, é possível "resolver dois problemas: o do banco e o dos clientes. Quem tiver possibilidades, tem uma óptima oportunidade para comprar casa", salienta.

Além de estarem disponíveis os imóveis que o banco tem em carteira, o BBVA dá ainda aos seus clientes de crédito à habitação a opção de colocar o seu imóvel à venda no portal. "Os clientes que pretendam vender a sua casa, porque já não têm capacidade para pagar o crédito, ou por outra razão, podem colocá-la no site. Têm é que a colocar com desconto, mas as condições de financiamento são as mesmas", garantiu.

O portal, apresentado esta semana, tem disponíveis 700 imóveis, na sua maioria pertencentes a clientes. Luís Castro e Almeida afirma estar "com expectativas bastante elevadas" em relação ao sucesso do portal, salientando que a iniciativa tem tido um resultado bastante positivo em Espanha, onde o mercado atravessa problemas idênticos aos de Portugal.

Comprar casa é um hábito inculcado na cultura portuguesa. As famílias preferem ter casa própria, algo que deixar para os filhos, mas o paradigma tem mudado ao longo dos anos. Se antes era comum "trabalhar-se praticamente a vida inteira" e comprar casa aos 40 ou 50 anos - com a família estabilizada e pagando, à partida, a maior parte do valor do imóvel - a facilitação do crédito alterou as regras, realça Castro e Almeida. São cada vez mais os jovens que se endividam para fazer um crédito à habitação e viver numa casa que podem chamar de sua. No entanto a crise veio ‘trocar-lhes as voltas' e muitas casas acabam nos balanços dos bancos por incumprimento dos pagamentos, o que tem levado as instituições a serem cada vez mais criativas na oferta destes produtos.

Crise pode ser oportunidade para comprar imóveis com desconto

Além dos imóveis que os bancos têm em carteira e que vendem com desconto e condições especiais de financiamento, vale a pena estar atento aos leilões de imóveis. Estes eventos poderão ser uma boa alternativa para adquirir um imóvel mais em conta ou mesmo realizar um bom investimento. Isto porque nesses eventos grande parte da oferta disponível corresponde a casas penhoradas pelos bancos e em que os preços-base de licitação são consideravelmente inferiores aos de mercado. Entre o leque de imóveis que habitualmente são sujeitos ao bater do martelo surgem oportunidades de negócio com descontos que podem chegar a 45% face ao seu preço comercial. No entanto, existem alguns cuidados que não devem ser ignorados em todo esse processo. Ainda antes de ir a um leilão, defina em que tipo de imóveis está interessado. Nomeadamente a tipologia, o ano de construção, a zona geográfica e, claro, a base de licitação e o preço que está disposto a pagar. Deve também procurar saber os preços dos imóveis que estão em venda na zona. Se tiver de recorrer ao crédito para a compra do imóvel deve também contactar os bancos, antes do leilão, para saber se reúne condições para o financiamento. Isto porque, caso arremate a casa e depois desista da compra, irá perder o valor da caução bem como do sinal. Um valor que é considerável.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 22:03 | comentar | favorito
tags:
18
Mar 12

BCP lança campanha para atrair investidores às acções nacionais

Pela primeira vez em muito tempo, os bancos tradicionais voltam a fazer campanhas para estimular o investimento em acções.

Nos últimos dois anos quem visitou os sites das principais instituições financeiras portuguesas deparou-se com duas grandes tendências. Primeiro: a maioria das campanhas publicitárias levadas a cabo pelas instituições cingiram-se a depósitos. Segundo: as promoções e anúncios relacionados com a concessão de crédito e o investimento em acções desapareceram do mapa. Mas esta tendência pode ter os dias contados.

O BCP acaba de dar o "pontapé-de-saída", entre os bancos tradicionais, no lançamento de campanhas promocionais com o objectivo de atrair os seus clientes de volta às acções. A campanha em questão foi lançada no dia 6 de Março e promete dar um desconto de 50% nas comissões de transacção de títulos no mercado Euronext Lisbon nas operações que sejam feitas até ao dia 4 de Maio. Na prática significa que quem, por exemplo, der uma ordem de compra de títulos da bolsa portuguesa no valor de 15.000 euros irá pagar uma comissão de 11, 25 euros ao abrigo desta campanha, quando numa situação normal, o valor da comissão aplicada seria de 22,5 euros.

No entanto há que ressalvar vários pontos. Primeiro, e tal como o comunicado do banco refere, este desconto de 50% aplica-se apenas quando estão em causa ordens de compra e venda apenas sobre acções portuguesas. Ou seja: se o investidor quiser adquirir uma acção espanhola ou francesa estará sujeito às condições do preçário normal. Além disso, o desconto só se aplica às ordens dadas através da internet ou da aplicação online disponível através de meios como o iPhone, o iPad; o iPad Touch-App Bolsa ou do Mobile SMS. Ou seja, ordens de bolsa dadas ao balcão ou por telefone não beneficiam do desconto de 50% nas comissões.

Além disso, convém ressalvar que apesar da promoção prever um desconto de 50%, existem comissões mínimas que são consideradas. Por exemplo, para uma ordem de compra ou venda de títulos no montante de sete mil euros, a comissão normal prevista para esta operação no BCP é de 0,25% do montante. Isto significa que em condições normais este investidor pagaria uma comissão no valor de 12,5 euros. Se esta operação fosse feita ao abrigo da campanha dos 50% de desconto, o investidor poderia pensar que a comissão cobrada cairia para os 6,25 euros. No entanto, como o banco prevê a cobrança de uma comissão mínima de nove euros, este será o valor que o investidor terá de suportar.

Contactado pelo Diário Económico sobre as razões que levaram o banco a apostar no lançamento de uma campanha focada no investimento em acções portuguesas fonte oficial respondeu : "[O banco] pretende com esta campanha destacar as vantagens da utilização de canais ‘online' e ‘mobile' para efectuar as suas transacções no mercado de capitais - não apenas de preço, mas também pela facilidade de acesso, mobilidade e informação essencial para a tomada de decisão de investimento para instrumentos como acções". O banco não esclareceu, no entanto, se o lançamento desta campanha está ou não relacionado com a recuperação que as bolsas mundiais estão a protagonizar. Recorde-se que os principais índices europeus estão a acumular ganhos desde o início do ano que variam entre os 6% e os 21% ( excepto o Ibex que perde 1,63%). Já a bolsa portuguesa sobe uns singelos 1,79%. O facto do BCE ter feito duas grandes injecções de liquidez no sistema financeiro e a relativa acalmia face à situação da Grécia contribuíram para restaurar um pouco a confiança dos investidores. Também nos EUA, os principais índices acumulam ganhos expressivos.


Cuidados a ter ao investir em acções:

1 - Comissões
Investir directamente no mercado accionista acarreta alguns custos para o investidor. Além de ter de pagar ao intermediário financeiro uma comissão de transacção (que pode ser fixa ou variável- consoante o montante da operação), o investidor tem ainda da suportar a taxa de bolsa. Esta taxa refere-se ao custo que é cobrado pelas bolsas de valores onde os títulos são negociados. Este encargo poderá já estar incluído na comissão de transacção paga ao intermediário financeiro. Além disso, há ainda outros encargos inerentes ao investimento em acções. Um deles é a comissão pela guarda de títulos. Segundo da Deco, só este custo pode atingir os 300 euros por ano. Ainda assim, existem alguns operadores que não cobram esta comissão.

2 - Opte pela internet 
Várias análises feitas no passado pelo Diário Económico e também pela Deco comprovam um facto: negociar títulos através da internet é consideravelmente mais barato do que fazer essas operações através dos canais radicionais, como o telefone e os balcões dos bancos. Em alguns casos, o preçário pela internet chega a ser 50% mais barato face às comissões cobradas pela mesma instituição mas ao balcão. Um estudo do ano passado, feito pela Proteste Investe, mostrava ainda que os bancos tradicionais eram aqueles que apresentavam, de forma geral, os preçários menos competitivos. E a provar que é importante escolher o intermediário financeiro, o mesmo estudo revelava ainda que a escolha do banco/corretora mais adequado poderia fazê-lo poupar mais de 2.000 euros por ano em comissões de bolsa.

3 - Antes de investir, treine
Se está a equacionar a possibilidade de investir directamente no mercado accionista há vários conselhos que deve ter em conta. Além de se assegurar que este investimento está de acordo com o seu perfil de risco, os investidores devem também fazer um "treino" das suas estratégias. Existem vários intermediários financeiros que disponibilizam de forma gratuita (por um determinado período) o acesso às suas plataformas de negociação de títulos, através de uma versão simuladora. Ou seja, o investidor poderá simular operações de compra e venda de acções, com dinheiro fictício e testar várias estratégias de ‘trading' para perceber como funciona o mercado.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 22:02 | comentar | favorito
17
Mar 12
17
Mar 12

Faria de Oliveira vai ser o novo patrão da banca nacional

Fernando Faria de Oliveira, actual ‘chairman’ da CGD, vai substituir António de Sousa à frente da Associação Portuguesa de Bancos.

Fernando Faria de Oliveira deverá ser o novo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Segundo sabe o Diário Económico, o ‘chairman' da Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá ser o nome proposto para ocupar o lugar na Assembleia Geral (AG) de Abril .

A decisão de não renovar o mandato de António de Sousa terá sido tomada há cerca de um mês, uma vez que o responsável quer concentrar-se na actividade da ECS Capital - sociedade gestora de fundos de capital de risco - que tem vindo a ganhar dimensão nos últimos tempos. O nome de Faria de Oliveira reúne o consenso da direcção da APB, sabe ainda o Diário Económico, mas terá ainda de ser transmitido oficialmente aos associados, o que estava previsto acontecer na próxima semana.

Numa altura em que a banca enfrenta provavelmente o maior desafio da sua história, a escolha teria de recair sobre alguém com peso no sector. Com a ajuda externa a Portugal, uma conjuntura económica muito negativa e a crise da dívida soberana europeia, a banca tem de fazer face a enormes dificuldades no acesso a financiamento e às exigências impostas pela troika internacional, que traçou metas de capital e liquidez para os oito maiores bancos nacional. A este quadro juntam-se as duras imposições definidas no ano passado pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) ao sector bancário europeu. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 00:26 | comentar | favorito
16
Mar 12
16
Mar 12

Bancos vão ter sistemas de alerta

Caberá também aos clientes a comunicação atempada das situações de risco.

O governo encontra-se a preparar um decreto-lei que visa não só a recuperação extrajudicial de clientes bancários em incumprimento, mas também que os bancos se tornem diligentes na detecção precoce de clientes em perigo de incumprimento. Por outro lado, e de acordo com o documento a que o Diário Económico teve acesso, caberá também aos clientes bancários a comunicação atempada das situações de risco.

De forma a detectar os clientes com potencial de risco de incumprimento, os bancos deverão "criar sistemas informáticos que permitam a identificação de situações de risco", bem como "recolher informações junto do cliente e de outras fontes (nomeadamente, bases de dados de responsabilidades de crédito)".

Segundo a proposta de directiva europeia - onde esta legislação nacional bebe os seus princípios - " se esse potencial se tornar evidente [de incumprimento] ou for objectivamente demonstrado, o mutuante deverá contactar o consumidor para discutir diferentes opções para evitar a possibilidade de incumprimento, por exemplo através do reescalonamento do empréstimo. De qualquer modo, o mutuante só deverá ponderar a hipótese de retirar o crédito depois de explorar, juntamente com o consumidor, todas as alternativas possíveis para evitar uma situação de incumprimento".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:27 | comentar | favorito
14
Mar 12
14
Mar 12

O que os bancos sugerem quando as famílias são obrigadas a devolver a casa

Com as famílias cada vez mais em dificuldades para fazer face às suas dívidas, incluindo o pagamento da prestação da casa, há já quem tenha soluções para estes casos. No estudo “ A Actualidade do Sector Imobiliário Residencial – Ajustamentos e desafios” que será apresentado amanhã por Augusto Mateus, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) propõe cinco instrumentos para gestão do incumprimento.

1) "O alargamento dos prazos das operações (até aos máximos de 61 anos de maturidade e 80 anos de idade do mutuário) é utilizado quando o cliente não demonstra capacidade para pagar o valor das prestações, mas tem capacidade para depositar outro valor mais reduzido, permitindo, geralmente, uma redução significativa do encargo mensal".

2) O período de carência de capital (até 12 meses) pode, ou não, conjugar-se com outras alterações, e gere, sobretudo, reduções significativas de rendimentos dos clientes por motivos transitórios (como situações de desemprego ou doença a inverter no curto/médio prazo), assegurando-se apenas o pagamento dos juros;

3) O diferimento de parte do capital (até 30% para o final do prazo) é o recurso para reduzir o valor das prestações, quase sempre utilizado em conjugação com outras alterações, e quando se perspectiva, a prazo, um aumento gradual dos rendimentos auferidos pelo cliente;

4) A alteração da data de cobrança da prestação, é uma nova funcionalidade da CGD, através da qual e a pedido dos clientes, é alterada a data de cobrança das prestações, para o melhor momento de crédito de fundos (vencimentos, rendas, pensões, etc.), assegurando a existência de saldo em conta para pagamento do crédito à habitação;

5) O Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH) envolve a substituição do contrato de crédito à habitação própria permanente por um contrato de arrendamento, sempre que a mesma permita reduzir substancialmente os encargos com a habitação e nela permanecer com direito a opção de compra. A solução é adoptada quando o encargo com a renda se afigura mais consentâneo com a capacidade do cliente, tendo-se em consideração na comparação não apenas o valor prestacional, mas também o desaparecimento dos encargos inerentes à condição de proprietário (v.g. seguros, obrigações fiscais, despesas de condomínio, manutenção, etc.).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

publicado por adm às 22:45 | comentar | favorito
02
Mar 12
02
Mar 12

Estado reforça capitais da CGD em 1.500 milhões

O presidente não executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou esta sexta-feira que o Estado deverá reforçar os capitais do banco público em cerca de 1.500 milhões de euros até junho.

«Vamos fazer o que for necessário para cumprir o rácio de capital da EBA. Deve ser dessa ordem de grandeza», afirmou Faria de Oliveira, quando questionado sobre um eventual reforço de capitais do banco público em 1.500 milhões de euros pelo acionista Estado de modo a atingir as exigências do regulador bancário europeu.

Depois de ter fechado 2011 com um rácio de capital core tier 1(medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9,4%, o banco público tem de ter este rácio até final de junho nos 9%. 

No entanto, este objetivo imposto pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) é mais exigente de cumprir já que inclui a avaliação a preços de mercado da dívida soberana detida a 30 de setembro de 2011.

De acordo com as necessidades de capital estimadas pela EBA em dezembro, a CGD era o banco português que precisava de mais dinheiro, de 1.834 milhões de euros. O reforço de capital do Estado deverá ficar abaixo deste valor.

CGD está impedida pela troika de aceder à almofada de 12 mil milhões de euros do fundo de recapitalização para o setor financeiro previsto no resgate internacional acordado com a troika.

Faria de Oliveira foi hoje homenageado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, num almoço, em Lisboa. Ao receber o prémio, o chairman da CGD chegou mesmo a emocionar-se: «Há na vida momentos de alegria, este é um deles», cita a Lusa.

O banqueiro defendeu ainda, no seu discurso, que as empresas portuguesas devem aumentar os seus capitais.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:39 | comentar | favorito