18
Mai 12

O preço a pagar pela banca pelo recurso aos cofres do Estado

Medidas como o corte de 50% nos salários das administrações ou o pagamento de 8% pelo financiamento via ‘Cocos’ vão mesmo avançar.

Mais de quatro meses depois de ser saído a nova legislação para a recapitalização da banca pelo Estado, saiu finalmente ontem em Diário da República a portaria que define os detalhes do acesso ao dinheiro público. As condições finais preparadas pelo Governo eram já conhecidas informalmente pelo sector. No entanto, a publicação da portaria n.º 150-A/2012 era indispensável e vai permitir aos bancos avançar formalmente com os seus planos de capitalização. Medidas como o corte de 50% nos salários dos banqueiros ou o pagamento de uma taxa média anual de 8% pelo financiamento estatal via ‘Cocos' vão mesmo avançar, apesar do descontentamento do sector.

1 - Para que vai servir o recurso dos bancos ao dinheiro do Estado?
Quando necessária, a ajuda do Estado na recapitalização dos bancos destina-se a permitir que os bancos cumpram as metas da ‘troika', no âmbito da ajuda externa concedida a Portugal. Até final do ano os oito maiores bancos terão de atingir um rácio de fundos próprios de base (‘core tier 1') de 10%. E serve também para que algumas das instituições consigam, até Junho, atingir um ‘core tier 1' de 9% com uma almofada de capital para risco soberano, em função da exposição que cada um tem a dívida pública europeia.

2 - Quem pode recorrer ao pacote de capitalização?
As instituições de crédito que tenham sede em Portugal, incluindo, com as devidas adaptações, as instituições de crédito não constituídas sob a forma de sociedade anónima.

3 - De que forma pode o estado ajudar à recapitalização dos bancos?
O apoio estatal à recapitalização dos bancos pode ser feita por duas vias principais: entrada directa no capital do banco ou subscrição de outros instrumentos financeiros. No segundo caso, e para que conte para ‘core tier 1' o banco pode emitir títulos de capital contingente (Cocos), a subscrever pelo Estado.

4 - Que bancos irão recorrer ao pacote?
Se nenhuma surpresa surgir, são três os bancos que vão utilizar o pacote estatal dos 12 mil milhões de euros: BCP, BPI e Banif. A CGD também necessita de apoio mas, como a ‘troika' não permite o acesso a este programa, o seu accionista, o Estado, terá de injectar os fundos necessários sem recorrer aos 12 mil milhões. Nos quatro casos, seja via pacote de recapitalização ou não, o mais provável é que a injecção do Estado seja um misto das duas vias: entrada directa no capital e subscrição de Cocos.

5 - Que preço vão pagar os bancos pelo recurso ao dinheiro do estado se este for feito via cocos?
O reforço de fundos próprios via subscrição de Cocos implicará o pagamento ao Estado de uma remuneração "num intervalo entre os 7% e os 9,3%", o correspondente a um valor médio de cerca de 8%. A definição final do valor é feita por despacho das Finanças e terá em conta factores como a dimensão do apoio estatal ou as características dos próprios instrumentos. Esta taxa subirá 25 pontos base por ano, nos dois primeiros anos após o investimento público e 50 pontos base por ano, caso este apoio estatal se prolongue mais no tempo.

6 - E quanto custará aos bancos a entrada directa do estado no capital?
Se a subscrição ou aquisição de acções do banco pelo Estado for a via utilizada, este terá direito a um dividendo prioritário, correspondente, claro está, à participação accionista estatal detida. Significa isto que, desde que os resultados do banco gerem montantes a distribuir, o Estado terá sempre direito a dividendo, mesmo que o banco tenha decidido não remunerar os accionistas. Caso tenha sido essa a decisão do banco ou se a gestão entender remunerar menos de 30% dos montantes distribuíveis, "a remuneração da participação do Estado não pode ser inferior, em qualquer caso, àquela que lhe seria atribuída caso fosse deliberada a distribuição de 30% do total dos montantes distribuíveis gerados no exercício, na proporção da sua participação". Se a distribuição de dividendos ao Estado comprometer o cumprimento dos requisitos mínimos de capital, e só nesse caso, "o valor do dividendo é reduzido de modo a garantir o seu cumprimento".

7 - Como será calculado o preço de cada acção para efeitos da entrada directa do Estado no capital?
Se se tratarem de acções sem voto, a entrada do Estado no capital será feita com um desconto mínimo de 35% sobre o preço de mercado das acções. Sendo acções com voto, o desconto mínimo é de 25%. O desconto final, que depende "do risco assumido pelo Estado", é definido depois em despacho pelas Finanças.

8 - E se a instituição não for cotada?
Neste caso, "o valor de mercado das acções é determinado por dois peritos independentes a designar (...) através de uma apropriada metodologia de valorização".

9 - Que compromissos serão os bancos obrigados a fazer?
Para além, evidentemente, do cumprimento das condições financeiras impostas, o banco terá de se comprometer a contribuir para o financiamento da economia, "nomeadamente das famílias e das pequenas e médias empresas, sobretudo no âmbito dos sectores de bens e serviços transaccionáveis". A portaria não clarifica de que forma é que, em concreto, os bancos irão promover o cumprimento deste objectivo. Essa negociação é feita directamente depois com cada banco.

10 - Como será feita a saída do Estado dos bancos onde tenha tomado participações directas?
É impossível dizer à partida. A portaria apenas refere que, no momento da saída, o valor de venda pelo Estado das acções do banco auxiliado será determinado na altura pelas Finanças. Tal definição dependerá de factores como as "condições de mercado existentes no momento da venda", as orientações comunitárias ou "o prémio de risco aplicável".

11 - E como se dá o desinvestimento do Estado se o apoio tiver sido feito via cocos?
Os Cocos terão de ser pagos ao Estado no final do prazo do investimento público, em dinheiro ou, se tal não for possível, através da conversão da dívida em acções do banco.

12 - O que acontece se o banco falhar o pagamento dos juros dos cocos?
Caso o banco falhe o pagamento da remuneração acordada com o Estado, o investimento feito converte-se no volume de acções da instituição correspondente.

13 - E se no final do prazo da ajuda pública o banco não conseguir ressarcir o Estado?
Se, findo o prazo de cinco anos da ajuda estatal o banco não conseguir pagar, o Estado poderá converter as acções especiais em acções normais, passando a ter todos os poderes efectivos correspondentes à detenção de tal participação.

14 - Que penalizações vão sofrer os salários dos administradores dos bancos?
Um dos preços a pagar por recorrer aos 12 mil milhões de euros é o corte nos salários. Tal redução é independente da dimensão do apoio estatal e da forma como este se vai materializar. Assim, durante o período de intervenção do Estado, o salário dos órgãos sociais do banco auxiliado não pode exceder 50% da remuneração média auferida nos dois anos anteriores à ajuda estatal. Aplicado o corte, estes gestores não podem receber menos do que o que é pago na Caixa Geral de Depósitos.

15 - Os bancos contestam o facto de a portaria deixar muitos detalhes por definir. Que indefinições são essas?
São muitas. Para além de não ser clarificado como é que é suposto os bancos satisfazerem os objectivos de apoio à economia, são vários os pormenores que dependem de despacho posterior das Finanças. Assim acontece no caso da definição do desconto a aplicar em questões centrais como a entrada do Estado no capital e a determinação do preço a ter em conta aquando da saída do Estado do capital dos bancos.

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18
Mai 12

CGD aposta no arrendamento e na troca de casas

Banco quer usar o seu fundo de arrendamento e aproveitar a sua dimensão para dinamizar o sector da habitação.

Portugal é conhecido por ser um dos países onde as pessoas mais questão fazem de ter casa própria. Os ‘spreads' atractivos e os financiamentos dos bancos contribuíram, durante muitos anos, para que fosse habitual comprar-se casa no início da vida profissional. No entanto, o agravar da crise financeira colocou bancos e proprietários com problemas acrescidos: um orçamento familiar mais reduzido dificulta o pagamento das prestações aos bancos, que tentam agora combater o aumento do incumprimento no crédito à habitação. É neste contexto que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) decidiu apostar em Fundos de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH). Este instrumento já existe, mas deverá conhecer agora um novo impulso, segundo os responsáveis da Caixa.

Ou seja, permitir que os clientes com dificuldades em cumprir os seus compromissos com o banco passem o seu imóvel para um dos fundos do banco e optem por arrendar um outro ou até o mesmo, com encargos financeiros mais baixos. Desta forma, o banco evita que o imóvel entre para a sua carteira de activos, ao mesmo tempo que evita um aumento do incumprimento no seu balanço. Para além disto, ainda garante que os imóveis que tem em carteira são rentabilizados.

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está particularmente activa para as boas práticas nesta matéria", garantiu ontem José de Matos, presidente da CGD, durante um encontro com jornalistas para apresentar a estratégia da instituição neste campo. "Somos o banco com a maior experiência no crédito à habitação e essa experiência pode ajudar-nos e ao País", afirmou o responsável. "A troca de casa é uma iniciativa inovadora da CGD, é um programa muito importante com o objectivo de preservar a habitação das famílias", acrescentou o administrador João Nuno Palma, que tem o pelouro do imobiliário no banco público.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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17
Mai 12

Fuga de depósitos no Bankia de mil milhões de euros

A situação no Bankia, que na semana passada solicitou a intervenção do Estado espanhol, continua a complicar-se.

Hoje as acções do Bankia estão a cair mais de 11%, acumulando 10 dias consecutivos de desvalorizações, com uma queda acumulada desde que entrou em bolsa (a 20 de Julho do ano passado) de mais de 60%.

Os receios dos investidres alastraram-se aos depositantes, que na última semana retiraram mais de mil milhões de euros da entidade, segundo fontes do Conselho de Administração do Bankia, citadas pelo jornal El Mundo.

O jornal refere que o conselheiro delegado Francisco Verdu informou o Conselho de Administração do banco da fuga de capitais, que começou na passada quarta-feira e já atinge os mil milhões de euros.

Outros grandes bancos, segundo o jornal, estão a aproveitar-se da situação do Bankia com políticas agressivas de captação de clientes assustados com a situação do banco.

A nacionalização do BFA, holding que controla o Bankia (resultante da fusão de várias caixas de aforro espanhol) não parece ter servido para acalmar os receios em torno daquela instituição. Uma situação que acaba por afectar todo o setor bancário, que tem sido responsável, nos últimos dias, por grande parte das quedas do principal indicador da bolsa espanhola.

fonte:http://economico.sapo.pt

 

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Bancos já têm regras para receberem dinheiro do Estado

A entrada do Estado nos bancos para a sua recapitalização através da compra de ações será feita com um desconto mínimo de 35 por cento, que pode baixar para 25 por cento caso exerça em pleno os direitos de voto.

A portaria que faltava para que os bancos pudessem finalmente aceder à linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros da «troika» foi esta quinta-feira publicada em Diário da República e entra em vigor esta sexta-feira.

Mais de um ano após Portugal ter pedido ajuda e ter chegado a acordo com a «troika» para receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões de euros têm como destino exclusivo a recapitalização da banca, fica agora finalizado o processo legal para que os bancos que pretendam pedir ajuda estatal para cumprirem as metas de capitais próprios a que estão obrigado pela «troika» e pela Autoridade Europeia de Bancos.

Entre as regras impostas na portaria está um desconto mínimo de 35 por cento nas ações a comprar pelo Estado, caso o investimento seja feito através dessa modalidade -, que pode ser reduzido para 25 por cento caso possam ser exercidos os direitos de voto inerentes à participação em causa pelo Estado, diz a Lusa.

O preço base a calcular terá como base, quando estes títulos estiverem em negociação em bolsa, o valor médio dos últimos 30 dias.

Limites nas remunerações dos dirigentes

A portaria inclui também uma limitação à remuneração dos membros dos órgãos sociais dos bancos que tenham recapitalização estatal, tanto sobre a componente fixa como da variável, não ultrapasse de forma global os 50 por cento da respetiva remuneração média auferida nos dois anos anteriores ou, se superior, o valor da remuneração em vigor em instituições de crédito públicas.

Os bancos terão ainda de apresentar um plano completo às autoridades onde estabeleçam, entre outros, os motivos que levaram a tal pedido para acederem a fundos públicos, uma demonstração da necessidade desses fundos e o tipo de instrumentos necessários para cobrir as falhas.

Incluído nesse plano estará ainda a estratégia de gestão a adotar durante o período em que estão sob investimento público, especialmente no que diz respeito ao contributo que terão de dar para o financiamento da economia, nomeadamente das famílias e das pequenas e médias empresas, tal como as medidas a adotar neste sentido e o seu calendário.

O Estado terá ainda direito a dividendo prioritário, algo já estabelecido na revisão da lei que já tinha entrado em vigor, sendo que a remuneração proveniente de um investimento público através de outro tipo de instrumentos (caso das faladas obrigações de capital contingente) será determinada através de despacho do ministro das Finanças, sob proposta do Banco de Portugal, mas devem situar-se entre os 7 e os 9,3 por cento.

Este valor aumenta em 25 pontos base por ano nos dois anos seguintes à recapitalização, e posteriormente em 50 pontos base nos anos seguintes em que se mantenha o investimento.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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17
Mai 12

BCP e BPI já podem recorrer aos 12 mil milhões da troika

O BCP, o BPI e o Banif já podem ir buscar o capital público de que necessitam para reforçar rácios aos 12 mil milhões de euros da troika, depois de esta quinta-feira ter sido publicada a portaria que regulamenta as condições para o fazerem.

A portaria publicada em Diário da República com as condições para a entrada e saída do Estado das instituições de crédito permite que, a partir de sexta-feira, os bancos possam recorrer à linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros, que tanto o BPI como o BCP e o Banif já admitiram usar.

No caso do BCP, o banco precisa de cerca de 2.500 milhões de euros para atingir um rácio de capital core tier 1 (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9% até final de junho, de acordo com as exigências da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês) que incluem a avaliação a preços de mercado da exposição à dívida soberana e ao setor público.

No caso do BPI, para atingir o mesmo rácio, as necessidades de capital estimadas pelo próprio banco estão entre 1.000 e 1.400 milhões de euros.

Valores que, em ambos os casos, ainda podem sofrer ajustes já que têm em conta a carteira dos bancos de setembro de 2011 e há dívida que entretanto venceu, assim como se vai reduzir a exposição destes ao setor público, com o Estado a usar parte do dinheiro da transferência dos fundos de pensões para comprar créditos dos bancos ao setor público, como lembrou Fernando Ulrich, presidente do BPI, na apresentação de resultados do banco do primeiro trimestre.

Estas necessidades de capital deverão ser colmatadas através do recurso por estes bancos à linha de recapitalização, mas também poderá haver aumento de capital através de acionistas privados.

Um analista do setor contactado pela Lusa estimou que o BCP vá buscar 1.500 milhões de euros ao Estado, fazendo para o restante um aumento de capital, em que os angolanos da Sonangol podem aproveitar a oportunidade para reforçar a sua participação (de cerca de 11%).

Já o BPI, que publicamente dá pouca informação sobre o assunto, vai ao Estado para se recapitalizar, podendo também levar a cabo um aumento de capital de acionistas privados, depois de alterações recentes na estrutura acionista em que o espanhol La Caixa passou a deter 39,54% do seu capital social e a holding Santoro, de Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola Eduardo dos Santos, quase 20%.

Os bancos podem recorrer à ajuda pública tanto através da subscrição de ações pelo Estado como de instrumentos híbridos (obrigações de capital contigente ou «coco bonds»), um título de dívida que se converte imediatamente numa ação a partir do momento em que o banco intervencionado não cumprir determinadas condições.

Os bancos deverão querer cumprir as necessidades de capital de que precisem recorrendo ao Estado através das «coco», já que o Estado não se torna seu acionista e evita a diluição das posições dos atuais acionistas dos bancos. No entanto, de acordo com a portaria hoje publicada, este instrumento obriga ao pagamento de uma remuneração que deve situar-se entre os 7 e os 9,3 por cento ao Estado, que será posteriormente determinada através de despacho do ministro das Finanças, sob proposta do Banco de Portugal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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15
Mai 12
15
Mai 12

Corte nas taxas dos depósitos vai facilitar crédito no futuro

Agência de ‘rating’ norte-americana diz que decisão de Carlos Costa foi decisiva para diminuir risco do País.

A primeira decisão do regulador sobre os limites à remuneração dos depósitos entrou em vigor a 1 de Novembro de 2011. Meses depois, em Abril, um novo tecto foi imposto. O Banco Central tentava, desta forma, travar a escalada dos juros dos depósitos, enquanto as instituições financeiras nacionais abriam uma verdadeira guerra na luta por novos clientes para fazer face aos problemas de liquidez que têm enfrentado.

A decisão, considera a Fitch num relatório sobre Portugal, "foi necessária para limitar o risco de ‘credit crunch' no País". Segundo a mesma agência, esta opção do regulador deverá também aliviar os juros nos créditos concedidos, o que poderá vir a reflectir-se nas concessões dos próximos meses.

Segundo dados do banco de Portugal, há três meses consecutivos que as taxas médias dos empréstimos à habitação, por exemplo, não param de descer, tendo-se fixado nos 4,21% no final de Março. No entanto, não se pode excluir o facto de as taxas Euribor, às quais as taxas de juro estão indexadas, terem também estado em quebra acentuada.

Do lado dos depósitos, os mesmos dados do banco central mostram que no que se refere aos particulares, também as taxas têm estado com uma tendência de descida. No final de Março fixavam-se nos 3,74%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Mai 12

Estado não consegue ficar com os 600 trabalhadores do BPN

Secretária de Estado do Tesouro diz que não será possível manter todos os trabalhadores do BPN, pelo que terá de haver rescisões.

"Não vai ser possível preservar todos os postos de trabalho do universo transferido para o Estado", disse hoje Maria Luís Albuquerque, na primeira audição na nova comissão parlamentar de inquérito ao BPN.

O BIC, que formalizou a compra do BPN em Março por 40 milhões de euros vai manter cerca de 1.000 dos 1.580 postos de trabalho do banco, que foi nacionalizado em 2008, apesar de apenas estar obrigado a ficar com 750 trabalhadores, ficando os restantes a cargo do Estado.

Quanto às entidades com que o Estado ficou, caso da seguradora Real Vida, do Banco Efisa ou do BPN Crédito, a governante disse que há algumas delas para as quais será difícil criar valor pela alienação, dado que será difícil encontrar um comprador, pois "só tinham valor integradas num grupo e não em separado", justificou.

Ainda assim, acrescentou, há "um caso bem encaminhado para a venda de uma entidade", não adiantando, no entanto, de qual se trata.

Esta alienação, adiantou, implicará também a transferência dos trabalhadores para o novo proprietário.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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Banif vai fechar 40 balcões em dois anos - presidente executivo

O Banif vai encerrar 40 balcões da rede de atendimento em dois anos, o que implicará "algumas saídas de pessoal", disse à agência Lusa o presidente executivo do banco, acrescentando que "este movimento de saídas é perfeitamente marginal".

Jorge Tomé afirmou que a administração do banco está "a preparar o plano estratégico para candidatar [a instituição] às linhas de recapitalização do Estado".

"Prevemos algumas saídas de pessoal. No plano estratégico, está prevista a redução de 40 balcões, mas grande parte do pessoal vai ser reafeto à reestruturação da rede. Esse movimento de saída é perfeitamente marginal e não tem, de todo, um impacto significativo" nas contas do banco ou em termos de redução de pessoal, referiu.

fonte:http://www.destak.pt/

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BPN: Governo assume que proposta do BIC é baixa

A secretária de Estado do Tesouro reconheceu esta sexta-feira que a venda do BPN ao BIC por 40 milhões de euros foi «objetivamente baixa».

Maria Luís Albuquerque fez esta declaração em resposta a questões formuladas pelo deputado do PCP Honório Novo na comissão de inquérito parlamentar sobre a nacionalização e reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN).

Honório Novo acusou o Governo de ter ignorado a proposta do Núcleo Estratégico de Investidores (NEI), que, a concretizar-se, teria poupado ao Estado mais de 700 milhões de euros - entre os quais 600 milhões de euros do processo de recapitalização.

«Qual a razão que levou o Governo a aceitar passivamente a proposta de 40 milhões de euros do banco BIC, quase cinco vezes inferior ao valor da anterior avaliação do BPN?», questionou Honório Novo, que ainda disse que o Governo «gastou mais 200 milhões de euros do que era aceitável» no processo de recapitalização do BPN.

Na resposta, Maria Luís Albuquerque frisou que o Governo estava condicionado «por um tempo para decidir» a venda do BPN «extraordinariamente curto» e que a avaliação ao BPN mencionada por Honório Novo «tinha um problema, porque esse valor deixou o anterior concurso deserto».

A secretária de Estado justificou, então, que o motivo que levou o Governo a optar pelo BIC, reiterando que «foi a venda possível», mas acrescentando o seguinte: «O valor de 40 milhões de euros [oferecido pelo banco BIC], que parece muito baixo, objetivamente é baixo, mas nenhuma outra alternativa credível existia».

Segundo a secretária de Estado, a alternativa à não venda do BPN ao Banco BIC «seria a liquidação», alegando, ainda, que, na sequência dos contactos com a troika «nunca houve qualquer dúvida de que a alternativa [à reprivatização] era mesmo a liquidação».

Maria Luís Albuquerque justificou ainda porque não considerou credíveis as propostas apresentadas por outros alegados concorrentes: o NEI apresentou propostas «contraditórias e reservava para o Estado a generalidade das responsabilidades para o Estado», pretendendo ainda poder recorrer «mais tarde», após a compra do banco, a garantias do Estado.

Maria Luís Albuquerque disse que havia inclusivamente uma proposta (que não identificou) que oferecia 500 milhões pelo BPN e que dizia ficar com todos os trabalhadores, «mas que não oferecia quaisquer garantias».

«As propostas foram sempre avaliadas em função da sua credibilidade», reforçou, antes de dizer que o Montepio (apontado como o terceiro interessado) apenas apresentava uma proposta de compra de ativos num cenário de liquidação do BPN.

Em resposta, Basílio Horta aceitou com reservas as explicações da secretária de Estado. 

«A Comissão Europeia diz que a liquidação iria importar num valor superior em 120 milhões à venda (um estudo que não está fundamentado) e a secretária de Estado das Finanças e do Tesouro, também sobre esta mesma matéria, pode ter razão nas partes social e financeira, porque a liquidação de um banco é sempre alguma coisa negativa para a estabilidade financeira e é pior para os trabalhadores», disse o independente socialista, citado pela Lusa, no final da reunião.

No entanto, Basílio Horta também apontou as imensas contrapartidas exigidas ao Estado pelo banco BIC para comprar o BPN.

A governante disse ainda que vão haver rescições após a integração do BPN no BIC e que as sociedade veículo, criadas em 2010 para angariar os ativos tóxicos do BPN, deve quase 5 mil milhões à CGD

Quanto às perdas do Estado em contencioso deverão ficarabaixo dos 300 milhões.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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11
Mai 12

Banca regressa aos lucros mas risco de crédito dos clientes sobe

Os resultados trimestrais da Caixa, BPI, BCP e Santander desceram 53% para os 119,5 milhões. A margem está a cair e o risco de crédito a subir.

Têm sido tempos complicados para a banca nacional. Depois de, em 2011, quatro das cinco maiores instituições financeiras a operar em Portugal terem fechado as contas com prejuízos recorde superiores a 1.500 milhões de euros, os resultados do primeiro trimestre revelam que apesar de os lucros terem voltado à banca caíram drasticamente face aos resultados homólogos do mesmo período do ano passado. De acordo com os resultados apresentados por quatro destes bancos (Caixa, BPI, BCP e Santander Totta), a banca registou uma queda homóloga de 53% dos lucros, passando de resultados líquidos de 287,5 milhões de euros para os actuais 119,5 milhões de euros.

A pressionar fortemente a generalidade dos resultados da banca esteve a forte deterioração do quadro económico e financeiro do país, que obrigou os bancos a serem penalizados com o registo de imparidade de crédito e de títulos. Exemplo disso é a contínua subida do crédito vencido, assim como o rácio de crédito em risco, como consequência do aumento do nível de incumprimento de empresas e famílias neste período. Destaque para a Caixa, que teve de contabilizar provisões e imparidades no montante global de 329,7 milhões de euros, arrastando os resultados do banco público para uma contracção homóloga dos lucros de 89%. Nota ainda para o BCP, de longe o banco mais penalizado no que toca ao rácio de crédito em risco (que inclui malparado e reestruturações) de 10,9%, apesar de o montante estar coberto por imparidades de balanço e garantias reais e financeiras acima dos 100%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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