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Out 13
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Out 13

BPI: Novos certificados são “ameaça potencial à margem” dos bancos

Remuneração elevada do novo produto de poupança poderá obrigar o sector financeiro a inverter a tendência de corte de juros nos depósitos. Uma “ameaça” para banca, na perspectiva do “research” do BPI.

O Governo lançou uma nova versão dos certificados. Os “Certificados do Tesouro Poupança Mais” oferecem aos aforradores taxas de juro crescentes que chegam a 5%, mas podem subir ainda mais consoante o PIB. Juros altos que são “ameaça potencial à margem” dos bancos, diz o BPI.

 

“As taxas oferecidas pelo Estado ficam acima da média dos juros praticados pelos bancos nos novos depósitos (cerca de 2% acima)”, nota o “research”. Em Agosto, segundo o Banco de Portugal, a remuneração média oferecida nas aplicações até um ano caiu para 1,99%, um mínimo de quase três anos.

 

Este novo produto do Estado “poderá representar uma ameaça à tendência de descida dos custos com os depósitos para os bancos portugueses que poderão enfrentar uma maior concorrência destes novos produtos de retalho”, diz o analista Carlos Peixoto, no “Iberian Daily”.

 

“Vemos [este novo produto do Estado] como uma ameaça potencial à margem financeira dos bancos e à melhoria da rentabilidade em 2014”, diz o BPI, receando que o sector suba os juros para tentar competir com os certificados do Tesouro. A margem para subida não é muito elevada dado que “o Banco de Portugal introduziu penalizações para as taxas de oferecidas”.

 

As acções das cotadas do sector financeiro estão esta sexta-feira a negociar com tendência mista. O BES sobe 1,2% para 1,012 euros, o BCP cede 0,97% para 0,102 euros e o Banco BPI cai 0,84% para 1,06 euros. 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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07
Out 13
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Out 13

CGD avança com despedimento colectivo em Espanha

O grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai avançar com um despedimento colectivo em Espanha.

Em carta enviada à comissão de trabalhadores do Banco Caixa Geral, a que o SOL teve acesso, a administração informa "de modo irrefutável a intenção da empresa iniciar o processo de despedimento colectivo, procedimento que afectará a totalidade dos centros da empresa".

A carta, datada de 3 de Outubro e assinada pelo director de Recursos Humanos, Pedro Clemente Mateo, pede que seja constituída uma comissão representativa dos trabalhadores para dialogar com a administração da empresa, de acordo com as regras das leis laborais.

O banco acrescenta ainda que abre, "ao mesmo tempo, um período informal de duração limitada no tempo antes de abordar os processos de reestruturação de carácter colectivo". Por isso, amanhã de manhã, realiza-se, num hotel em Madrid, uma reunião para, como diz a carta, "dar cumprimento ao objectivo citado".

Fonte oficial da CGD, afirmou ao SOL que se "trata de uma obrigação legal que decorre do processo de reestruturação do Banco Caixa Geral em Espanha, consequência do processo de reestruturação da CGD, ao abrigo de ajuda de Estado".

Segundo dados da comissão de trabalhadores, até ao final de 2012, 98 trabalhadores pediram a pré-reforma, 71 rescisões amigáveis e sete suspensões de contrato. Nessa altura, a administração do Banco Caixa Geral dizia que o objectivo era reduzir 176 postos de trabalho, o que representava 18% dos trabalhadores de Espanha.

Segundo os planos da Caixa Geral, a província onde seriam encerrados mais balcões é a Galiza (11), seguindo-se Estremadura (12) e Castilla y Léon (5).

Em 2012, a CGD anunciou que iria fechar 36 balcões em Espanha e despedir até 135 trabalhadores.

 

fonte:http://sol.sapo.pt/i

publicado por adm às 22:58 | comentar | favorito
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06
Out 13
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Out 13

Bancos arriscam corte até 60% no valor dos imóveis se não os reavaliarem

O Banco de Portugal ameaça reduzir entre 15% e 60% o valor dos imóveis em carteira nos bancos caso estes não procedam a uma reavaliação do valor desses imóveis segundo as regras definidas pelo banco central.


Segundo uma circular de meados de setembro, a que a Lusa teve acesso, a entidade liderada por Carlos Costa mostra-se preocupada com a exposição dos bancos ao setor imobiliário e diz que, depois das inspeções realizadas ao crédito à construção e atividades imobiliárias, encontrou situações em que não é "suficientemente prudente" o valor a que são avaliados os imóveis retomados por falta de pagamento do cliente.

Assim, o Banco de Portugal (BdP) obriga agora os bancos a reavaliarem todos os imóveis adquiridos em dação em pagamento ou recuperação de crédito cuja data da última avaliação seja igual ou superior a um ano, com referência a 31 de julho deste ano.

E para verificar se a reavaliação está, ou não, a ser feita, o Banco de Portugal determina que "as instituições devem comunicar ao Banco de Portugal, até 30 de novembro, de 2013, informação com o detalhe dos imóveis que foram objeto de reavaliação, de acordo com um 'template' a disponibilizar oportunamente pelo Banco de Portugal".

Os bancos têm ainda de reavaliar "todos os imóveis rústicos e os terrenos para construção" cujo valor considerado na avaliação partiu do princípio de que a construção ia ser concluída.

Neste caso, se houver a expectativa que a construção prevista para aquele local não vai ser realizada ou que o será "muito dificilmente", deve ser tido em conta só o valor do terreno. Já se a expectativa for que a obra é realizável, mas apenas num horizonte de médio ou longo prazo, o Banco de Portugal diz que "a reavaliação deve refletir o adiamento dos 'cash flows' de acordo com esse prazo", devendo ainda o relatório indicar o "valor do terreno no seu estado atual".

As reavaliações têm ser feitas por peritos externos aos bancos registados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sendo que cada perito não pode concentrar mais de 20% das avaliações ou dos montantes. O BdP diz ainda que o imóvel deve ser visitado.

Por fim, se não forem cumpridas estas orientações, o BdP aplica ao valor dos imóveis descontos entre 15 e 60% segundo uma tabela pré-estabelecida.

Por exemplo, no caso de um imóvel em que a última avaliação foi feita há mais de três anos e cuja obra não esteja concluída sequer a 50%, o BdP impõe um 'haircut' (corte) de 60% no seu valor.

As reavaliações dos imóveis (quer sejam feitas pelos bancos seguindo as orientações do Banco de Portugal, quer sejam impostas) terão um impacto negativo nas contas dos bancos, já que regras mais exigentes deverão aumentar as imparidades (perdas) e fazer derrapar os resultados financeiros, num ano em que o setor tem vindo a acumular prejuízos.

No final do primeiro semestre, entre os cinco principais bancos, o BCP apresentou um prejuízo de 488 milhões de euros, o BES de 237,4 milhões de euros e a CGD de 181,6 milhões de euros. Já o Banco BPI e o Santander Totta geraram lucros de 58,9 e 30,9 milhões de euros, respetivamente.

Na semana passada o "Jornal de Negócios" já tinha noticiado que o Banco de Portugal está a "apertar as regras sobre a avaliação de imóveis que os bancos têm em balanço e que só nos cinco maiores grupos financeiros ascendem a mais de 5200 milhões de euros".

 

fonte:http://www.jn.pt/


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