Famílias depositam mais 2,2 mil milhões entre maio e junho

As famílias portuguesas depositaram mais 2.265 mil milhões de euros em junho do que no mês anterior, o que significa um aumento da poupança em 1,9 por cento. Em termos homólogos, ou seja, comparando com igual período do ano passado, os depósitos aumentaram 5,2 por cento, de acordo com o boletim mensal do Banco de Portugal. Por outro lado, o crédito malparado das famílias cresceu 8,5 por cento em termos homólogos.

 

A subida das taxas de juro terá contribuído para estimular a poupança dos particulares, que em junho atingiu o valor total de 124.514 mil milhões de euros, mais 2,265 mil milhões do que no mês anterior. 

As taxas de juro subiram dos 3,54 por cento em maio para os 3,63 por cento em junho, o valor mais alto desde finais de 2008. 

Em comparação com junho do ano passado, os depósitos aumentaram 5,2 por cento, ao crescerem dos 118.402 mil milhões de euros contabilizados em junho de 2010 para os 124.514 mil milhões de euros do mesmo mês em 2011. 

Crédito malparado das famílias cresce 8,5 por cento
O crédito malparado atingiu 3.350 milhões de euros em junho e pesa 2,5 por cento no total dos empréstimos concedidos. Os atrasos no pagamento à banca aumentaram entre as famílias. As falhas nos pagamentos à banca verificam-se com maior incidência no crédito de consumo.

Já as dívidas das empresas recuaram em junho, quando comparados com os registos de maio, que apontavam para 5,90 mil milhões de euros. No entanto, chegaram aos cinco por cento, atingindo 5,78 mil milhões de euros, o que revela uma diminuição de 3,3 por cento face a maio, mas um aumento de quase 12 por cento em comparação com junho de 2010.

Os bancos concederam também menos empréstimos em junho: 116.989 milhões de euros face aos 117.251 milhões de euros emprestados em maio.

fonte:http://tv2.rtp.pt/

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