Crise leva banca a recorrer a mais leilões imobiliários

Procura por casas mais baratas leva ERA a lançar projecto de venda de casas a leilão.

A crise financeira está a levar empresas, bancos e particulares, a venderem casas a preço de saldo em leilões, pois esta parece ser a opção mais fácil para se ‘desfazerem' das dívidas contraídas com a compra de imóveis.

Diogo Pitta Livério, director comercial da Euro Estates, informa que os imóveis que a leiloeira leva a leilão, "são na maioria oriundos de entidades bancárias". O mesmo cenário é confirmado por Ana Ferro, directora comercial da Luso-Roux e corroborada por Miguel Poisson, director-geral da Era Portugal que afirmou ao Diário Económico que dos 150 mil imóveis que a ERA tem em carteira, "cinco mil são provenientes da banca e de grandes empresas". Uma realidade que levou a imobiliária a arrancar em Setembro com o projecto ‘Já Era online - Leilões de casas', que implicou um investimento de mais de um milhão de euros. O objectivo é responder às necessidades do mercado, sobretudo da banca, que devido ao crédito mal parado, está a recorrer cada vez mais aos leilões para vender casas.

Miguel Poisson, disse que do grupo de leilões previstos até ao final do mês, "existem 200 casas à venda, das quais 50 são de uma entidade bancária que quer o anónimato", revela, informando que as restantes são de particulares e empresas. A plataforma "tem merecido muita atenção por parte da banca", tendo a ERA já sido contactada por praticamente todos os bancos nacionais".

De facto, parece que os leilões de imóveis estão a ganhar adeptos. As duas maiores leiloeiras do país fazem um balanço positivo. Segundo Diogo Pitta Livério, "2010 foi um ano de consolidação". Sobre 2011, admite "haver cada vez mais participantes nos leilões", mas esclarece que 2011 "tem sido um ano difícil, já que a situação financeira têm retraído potenciais compradores de investir na área imobiliária". Mesmo assim, o responsável garante que "o mercado dos leilões tem conseguido crescer e consolidar-se sendo cada vez mais uma forma segura de realizar transacções". E frisa que as pessoas "estão a tomar consciência de que os leilões funcionam e são uma forma justa e vantajosa de comprar".

Daí que o balanço do ano seja positivo, uma vez que a Euro Estates prevê aumentar o número de leilões em comparação a 2010, ultrapassando os 30. O director comercial da Euro Estates informa estarem agendados até ao final do ano, 13 leilões. Diogo Pitta Livério revela ainda, que em média, por fim de semana, a Euro Estates leva a leilão 140 imóveis.

Também Ana Ferro, directora comercial da Luso-Roux, assume a boa performance desta área, salientando que "a solução do leilão está consolidada e universalmente aceite por todas as entidades envolvidas". A responsável informa que "2010 foi de consolidação da actividade de leilões imobiliários na Luso-Roux. Dos dois mil imóveis disponíveis para venda, num total de 107 milhões de euros, a Luso-Roux vendeu no ano passado 1.300 casas, totalizando mais de 75 milhões de euros". Ana Ferro adianta que a leiloeira prevê "fazer até ao final de 2011 o mesmo número de leilões efectuados em 2010".

De salientar que as leiloeiras não se limitam a organizar leilões, oferecendo um conjunto vasto de serviços. No caso da Luso-Roux, Ana Ferro diz que "tem vindo a desenvolver as suas valências sempre associada à banca e seguros, propondo serviços de avaliações, certificações energéticas, acompanhamento de obras e regularização documental de imóveis". Já a Euro Estates, criou "um produto especial de crédito à habitação com possibilidade de financiamento até 100%, um spread bastante competitivo, a isenção de custas de avaliação e de estudo de processo", explica Diogo Pitta Livério que acrescenta ser dispensada a realização de registos provisórios e ser disponibilizado ainda "um serviço documentos/habitação e os serviços de uma empresa do grupo habilitada a fazer avaliações , certificados energéticos e até pequenas obras".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

publicado por adm às 22:06 | favorito
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