Depósitos: taxas de juro estão altas. Aproveite!

Hoje é o Dia Mundial da Poupança. Se tem algum dinheiro de parte, pode, por exemplo, depositá-lo num banco. As instituições bancárias estão a pagar taxas de juro mais altas, porque precisam de dinheiro e não conseguem financiar-se no mercado. Para os aforradores, é uma boa oportunidade.

A taxa de juro média nos depósitos a prazo a um ano chegou aos 4% em Agosto, um valor muito acima do registado há um ano e que tem vindo a subir mais intensamente nos primeiros seis meses do ano.

Se tem depósitos a prazo, o conselho da Deco é que tente negociar com o seu banco. Segundo a Associação de Defesa do Consumidor, uma boa negociação pode fazer com que alcance uma rentabilidade até sete vezes superior ao que inicialmente pensava.

A DECO fez um teste prático anónimo em 20 instituições bancárias da zona de Lisboa, que vem publicado na PROTESTE INVESTE. «Para um depósito de 25 mil euros pode conseguir uma rentabilidade sete vezes superior à de tabela. Ao fim de seis meses, são mais 334 euros no mealheiro», lê-se no estudo.

Os bancos mais abertos à negociação são, segundo a Deco, o Crédito Agrícola, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), o BPI, o Banco Popular, o Banif, a CajaDuero, a Novacaixagalicia, o PrivatBank e o Santander Totta.

A equipa da PROTESTE INVESTE conseguiu uma taxa de quatro por cento brutos (3,1% líquidos) no Crédito Agrícola, «ou seja, sete vezes mais do que os 0,6% brutos inscritos no preçário». Nos restantes bancos, conseguiu aumentar o rendimento em 0,5% a 2% brutos.

O Deutsche Bank, o Millennium bcp, o Montepio e a Caixa Geral de Depósitos, por seu turno, «só aceitam discutir a taxa para montantes acima de 50 mil ou de 100 mil euros».

Outros, como o Barclays e o Banco Espírito Santo, «aproveitam a negociação para promover seguros de capitalização, obrigações e depósitos de taxa crescente, que nem sempre se adequam ao perfil do cliente».

Os novos valores não convenceram a PROTESTE. «Nenhuma supera a rentabilidade dos melhores super depósitos do Banco Best, do Banco Invest e do Finantia, que pagam 6% brutos a seis meses (4,7% líquidos)».

Normalmente, quanto maior é o prazo do depósito, maior a taxa de juro. Os bancos oferecem frequentemente depósitos a taxas crescentes, em que as elevadas taxas, a rondar 5% ou mais, apenas se verificam nos últimos anos da aplicação. É uma forma de manter a fidelidade do cliente, ou seja, de manter o dinheiro ali aplicado por vários anos.

Mas estas são oportunidades que podem não durar muito mais tempo, por isso, são de aproveitar. Por um lado, o Banco de Portugal tem alertado para os riscos que os bancos correm ao oferecerem taxas tão elevadas, tendo mesmo proposto a penalização, para efeitos de rácio de capital, dos bancos que oferecem taxas mais elevadas, o que pode levá-los a baixar a remuneração.

Por outro lado, a taxa de referência do Banco Central Europeu parou de subir (está em 1,5%) e provavelmente vai começar a descer em breve. As taxas oferecidas nos depósitos deveriam seguir a tendência e só não descem também porque os bancos precisam do dinheiro, à falta de financiamento no mercado. Mas quando o mercado reabrir, pode dizer adeus à generosidade bancária.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 20:11 | favorito