Banca mundial anunciou corte de 200 mil empregos este ano

As instituições financeiras de todo o mundo anunciaram este ano planos para eliminar mais de 200 mil postos de trabalho.

As razões não são difíceis de apontar: turbulência nos mercados, fracas perspectivas económicas, contracção das receitas de ‘trading', queda no número de operações de M&A e IPO, maiores exigências de capital, e a crise das dívidas soberanas na Europa estiveram na origem de um ano difícil para os bancos de todo o mundo. Nas bolsas, as acções afundaram e no dia-a-dia os bancos enfrentaram condições cada vez mais difíceis de se financiar, o que se reflectiu no emagrecimento da concessão de crédito a empresas e famílias.

Como resultado da crise à escala mundial, as financeiras revelaram este ano planos para eliminar mais de 200 mil empregos, de acordo com dados compilados pela agência Bloomberg.

Hoje foi o Morgan Stanley, cujas acções acumulam perdas de perto de 50% em bolsa este ano, que anunciou planos para eliminar 1.600 empregos em todo o mundo no primeiro trimestre de 2012. É o equivalente a 2,6% do número total de funcionários do banco, que rondava os 62.650 colaboradores em Setembro. 

Também esta semana, o Citigroup, que é o terceiro maior banco norte-americano, comunicou aos reguladores que vai eliminar 4.500 empregos em todo o mundo, o equivalente a cerca de 2% da sua força de trabalho, que atingia os 267 mil colaboradores no final do terceiro trimestre. O CEO do Citi, Vikram Pandit, revelou que os cortes serão implementados nos próximos trimestres. 

O Citi e o Morgan Stanley juntaram-se assim a outros bancos de todo o mundo, que anunciaram cortes de postos de trabalho este ano devido à imposição de regras mais exigentes para o sector e à fraqueza da economia mundial.

O Bank of America, por exemplo, anunciou em Setembro que tenciona eliminar 30 mil empregos nos próximos anos - o equivalente a 10% da sua força de trabalho - e cortar a despesa anual em 5 mil milhões de dólares. Só entre Julho e Setembro o banco liderado por Brian Moynihan eliminou 6.000 empregos.

Na Europa, também proliferam exemplos. O britânico HSBC anunciou no início de Agosto que vai eliminar um total de 30 mil empregos, o equivalente a 10% do seu número total de funcionários. Deste montante seriam eliminados 5.000 postos de trabalho uma vez terminadas as operações de reestruturação na América Latina, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Médio Oriente. Os restantes 25 mil serão eliminados até ao final de 2013. Europa e América do Norte são as regiões onde o HSBC mais vai cortar na mão-de-obra.

Também o suíço Crédit Suisse revelou há um mês que vai eliminar mais 1.500 empregos, além dos 2.000 postos de trabalho comunicados em Julho.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:20 | comentar | favorito
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