Montepio: provisões ultrapassam o necessário

O Montepio não precisa de reforçar provisões para cobrir eventuais imparidades relacionadas com risco de crédito, concluiu o exame levado a cabo sobre os bancos portugueses por exigência da troika.

Segundo um comunicado do grupo, «a avaliação concluiu ser adequado o valor global da imparidade registada nas contas consolidadas do Grupo».

Foram identificadas «divergências de 43 milhões de euros» no valor da imparidade registada na carteira do crédito analisado (0,2% da carteira do crédito analisado e 6,2% do valor da imparidade registada relativamente a essa carteira) mas essas divergências «foram cobertas pela afectação aos créditos referidos de imparidades já existentes a 30 de Junho, mas ainda não alocadas nessa data, num valor de 50 milhões de euros». Ou seja, estava previsto dinheiro mais do que suficiente para cobrir essa necessidade.

O Banco de Portugal divulgou hoje os primeiros resultados globais do Programa Especial de Inspecções (SIP) e conclui-se que o impacto agregado dos resultados do SIP na avaliação da solvabilidade do Grupo Montepio Geral, a 30 de Junho de 2011, «é imaterial, mantendo-se o rácio de Tier 1 em 9,0%, acima do mínimo de 8% exigido naquela data».

O exercício incidiu sobre créditos no valor de 17,4 mil milhões de euros, cobrindo a totalidade da carteira de crédito do Grupo Montepio Geral. 

No contexto do SIP, foi também apurada a necessidade de efectuar correcções pontuais aos valores dos activos ponderados pelo risco, que implicariam um aumento de 0,8% no montante total calculado para aquela data. No entanto, que as alterações regulamentares aplicáveis após a data de referência do SIP, em especial a entrada em vigor, no final de 2011, das alterações introduzidas pela legislação comunitária (CRD III), irão implicar uma redução do valor dos activos ponderados pelo risco, equivalente a 0,3% tendo por base os dados de 30 de Junho de 2011. 

«Tendo sido identificadas algumas oportunidades de melhoria em matéria de políticas e procedimentos seguidos na gestão do risco de crédito, o Montepio Geral irá estabelecer e apresentar ao Banco de Portugal um plano para a implementação a curto prazo das situações que ainda subsistam. 

Adicionalmente, o grupo Montepio Geral informa que prevê realizar um aumento de capital de 100 milhões de euros até ao final do corrente ano, o que em conjunto com o processo de desalavancagem em curso lhe permitirá reforçar os actuais níveis de solvabilidade tendo em vista a meta de 10% para o rácio Core Tier 1 definida para o final de 2012».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:38 | comentar | favorito
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