BPI passa no teste da troika sem precisar de mais provisões

O BPI não precisa de reforçar provisões para cobrir riscos de crédito, revelou a inspecção levada a cabo sobre os bancos portugueses a pedido da troika.

O Banco de Portugal divulgou esta sexta-feira os primeiros resultados globais do Programa Especial de Inspecções (SIP) e concluiu «ser adequado o valor global da imparidade registada nas contas consolidadas do Grupo para cobertura do risco de crédito da carteira analisada», revela o banco em comunicado.

O exercício incidiu sobre créditos no valor de 28,1 mil milhões de euros, cobrindo 95% do total da carteira de crédito do Grupo BPI. 

O impacto agregado da inspecção na avaliação da solvabilidade do grupo a 30 de Junho de 2011 traduzir-se-ia numa redução do rácio de Tier 1 de 9,6% para 9,4%, acima do mínimo de 8% exigido naquela data. «Estima-se que as alterações regulamentares antes referidas terão um impacto positivo de 0,3 pontos percentuais sobre este rácio», disse ainda o BPI.

Foi também apurada a necessidade de efectuar correcções pontuais aos valores dos activos ponderados pelo risco, que implicariam um aumento de 2.5% no montante total calculado para aquela data. Refira-se, contudo, que alterações regulamentares aplicáveis após a data de referência do SIP, em especial a entrada em vigor, no final de 2011, das alterações introduzidas pela legislação comunitária (CRD III), irão implicar uma redução do valor dos activos ponderados pelo risco, equivalente a 3.4% tendo por base os dados de 30 de Junho de 2011.

No que se refere a oportunidades de melhoria de políticas e procedimentos na gestão do risco de crédito, da inspecção resultou um conjunto reduzido de recomendações, «cuja aplicação estará concretizada a curto prazo».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/m

publicado por adm às 23:41 | comentar | favorito
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