Inspecções: BCP precisava de 381 milhões

O BCP precisava, em Junho deste ano, de um reforço de 381 milhões de euros para cobrir as imparidades relacionadas com o risco do seu crédito concedido.

Foi este o valor apurado pelo Programa Especial de Inspecções (SIP) pedido pela troika aos bancos portugueses. «Esta avaliação concluiu existir necessidade de reforço de 381 milhões de euros no valor da imparidade registada nas contas consolidadas do Grupo», revela o BCP em comunicado.

O impacto agregado destes resultados na avaliação da solvabilidade do grupo, a 30 de Junho de 2011, tendo em conta a almofada prudencial existente à data, traduzir-se-ia numa redução do rácio de Tier 1, de 9,3% para 8,5%, mantendo-se acima do mínimo de 8% exigido naquela data. 

O BCP informa que, até Outubro, para a actividade em Portugal, tinha provisionado cerca de 174 milhões de euros, mas não revela quanto deste bolo pode ser abatido às necessidades identificadas na inspecção. 

O exercício incidiu sobre créditos no valor de 55,4 mil milhões de euros, cobrindo 72% do total da carteira de crédito do Grupo BCP. Este montante corresponde a 0,7% do montante global dos créditos analisados e 16,0% do valor da imparidade da carteira abrangida pela análise. 

No contexto do SIP, foi também apurada a necessidade de efectuar correcções pontuais aos valores dos activos ponderados pelo risco, que implicariam um aumento de 1,3% no montante total calculado para aquela data. 

«Refira-se, contudo, que as alterações regulamentares aplicáveis após a data de referência do SIP, em especial a entrada em vigor, no final de 2011, das alterações introduzidas pela legislação comunitária (CRD III), irão implicar uma redução do valor dos activos ponderados pelo risco, equivalente a 0,6%», lembra o BCP.

«As necessidades de reforço do capital resultantes das recomendações do SIP deverão, de acordo com orientações do Banco de Portugal, ser supridas até Junho de 2012, pelo que serão contempladas no plano estratégico de capitalização que o Grupo BCP irá apresentar no início de 2012 e no qual especificará as medidas a adoptar para fazer face às necessidades globais de reforço dos fundos próprios, incluindo as decorrentes do exercício da EBA».

No que respeita ao ajustamento do valor dos activos ponderados pelo risco, «cerca de metade do efeito das correcções identificadas já estava incorporado nos rácios de capital comunicados ao Banco de Portugal, com referência ao final do mês de Outubro».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:42 | comentar | favorito
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