Fundos de pensões: trabalhadores do BPI falam em «falta de transparência»

A Comissão de Trabalhadores do BPI criticou esta quinta-feira a «falta de ética e de transparência» que envolveu a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado e acrescentou que o negócio beneficia os bancos e não os reformados.

Num comunicado enviado à comunicação social, a CT disse que os reformados bancários foram «marginalizados» da negociação da transferência dos fundos de pensões dos bancos privados para o regime geral da Segurança Social.

A CT mostra ainda dúvidas sobre o valor de seis mil milhões que será transferido para o Estado por considerar que não se compreende a fundamentação de «como se chegou a esse número certo».

Ainda para a mesma estrutura representativa dos trabalhadores do BPI, este foi um «negócio favorável aos bancos», negando a ideia de que os bancos estão «a ser beneméritos».

Esta transferência é do interesse dos bancos já que «com o aumento do número de reformados e a desvalorização dos activos resultante da crise financeira, a rentabilidade dos fundos decresceu e o interesse dos bancos pela sua gestão e pela manutenção das responsabilidades com as pensões diminuiu», diz a CT do BPI.

Além disso, acrescenta, «os pressupostos fixados para o cálculo das responsabilidades são altamente favoráveis às entidades patronais bancárias», sobretudo quanto às tábuas de mortalidade consideradas, com menor esperança de vida perspectivada do que a que deverá ser registada. 

Os mesmos trabalhadores do BPI afirmam que os bancos «vão beneficiar com os fins destinados aos valores a transferir para o Estado, nomeadamente para pagamento de dívidas a si próprios, e com mais isenções de impostos durante um período de 15 anos», de acordo com os créditos fiscais que constam do decreto-lei.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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