Lucro do Banco Finantia cai 72% para 3,1 milhões

O lucro do Banco Finantia caiu para 3,1 milhões de euros no ano passado, uma descida homóloga de 72% face ao lucro de 10,9 milhões de euros obtido em 2010, anunciou o banco em comunicado.

«A diversificação da actividade por mercados internacionais (cerca de 60% dos proveitos) e a estratégia de desalavancagem do balanço desencadeada logo em 2008, aliados a uma forte redução de custos, permitiram ao banco ultrapassar com sucesso mais um ano cheio de desafios», comentou em comunicado António Guerreiro, presidente do Finantia, citado pela Lusa.

core tier 1 aumentou para 9,8% (acima do mínimo exigido pelo Banco de Portugal de 9%) e o rácio de solvabilidade (CAD) subiu para 14,3%, um dos mais elevados do sector, de acordo com as regras de Basileia II. Em 2010 estes rácios foram de 9,7% e de 13,8%, respectivamente.

O produto bancário antes de resultados de operações financeiras atingiu os 101,9 milhões de euros (122 milhões de euros em 2010).

«Ressalte-se o bom comportamento das comissões e outros proveitos líquidos que cresceram 11% passando de 15,5 milhões de euros em 2010 para 17,2 milhões de euros em 2011. A queda do produto bancário deveu-se sobretudo à redução de activos e à subida do custo de fundos», sublinhou o Finantia.

Os custos operacionais situaram-se em 28,9 milhões de euros, uma redução de 16% face aos 34,6 milhões de euros registados no ano anterior, tendo o rácio de eficiência (cost-to-income) antes de resultados de operações financeiras atingido 28 por cento, um dos mais baixos entre os bancos portugueses.

Os activos totais consolidados situaram-se em 2524,1 milhões de euros, face aos 2628,4 milhões de euros em 2010.

Os depósitos de clientes aumentaram 33 por cento para 269 milhões de euros (202 milhões de euros em 2010), reflectindo um significativo alargamento da base de clientes do Banco Finantia e o fortalecimento da presença da sua banca privada.

O rácio de crédito (ajustado para securitizações) sobre depósitos situou-se em 103%.

«2011 foi mais um ano de grandes desafios na envolvente macro mas que o Banco Finantia soube ultrapassar. Perante a contracção do financiamento a longo prazo e, em particular, perante um mercado de securitização fechado para as instituições portuguesas, o nosso foco manteve-se nos serviços e em actividades de banca privada, assessoria financeira, colocação e venda de produtos de renda fixa e de trade financee comercialização de seguros», assinalou António Guerreiro. 

Segundo o responsável, «o aumento significativo da carteira de depósitos de clientes e o reembolso do empréstimo sindicado de 150 milhões de euros em Setembro contribuíram decisivamente para a redução da exposição do Grupo Banco Finantia aos mercados internacionais de financiamento e para o reforço da posição de liquidez do Banco».

E acrescentou que «embora se tenha verificado uma maior aversão ao risco de vários dos habituais intervenientes no mercado, o banco conseguiu manter praticamente inalterado o número de contrapartes activas, o que lhe permite encarar com confiança o ano de 2012».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 

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