Inspeções aos bancos: 1 chumba e 4 precisam melhorar

Banco de Portugal diz que quatro precisam de melhorar alguns aspetos e um usou metodologias e parâmetros desadequados

Apenas dois dos oito grupos bancários analisados pelo Banco de Portugal (BdP) utilizam metodologias «claramente adequadas» nos testes de resistência a que se tiveram de submeter, havendo um que chumba, considera a instituição liderada por Carlos Costa.

O Banco de Portugal divulgou esta quinta-feira os resultados da terceira fase do Programa Especial de Inspeções ao sistema financeiro. Na última fase deste programa, o regulador bancário avaliou as «metodologias e os parâmetros» usados nos testes de resistência (stress tests) a que se submeteram os oito maiores bancos a operar em Portugal, um programa que foi levado a cabo no âmbito da assistência financeira externa prestada a Portugal.

O resultado desta terceira fase levou à divisão em quatro grupos dos oito bancos analisados pelo Banco de Portugal (BCP, BPI, CGD, holding BES, Santander Totta, Montepio Geral, Banif e Crédito Agrícola).

De acordo com o Banco de Portugal, apenas duas instituições utilizaram «parâmetros e metodologias claramente adequados» e um grupo bancário utilizou «parâmetros e metodologias adequados».

De acordo com os comunicados entretanto divulgados por cada banco, o Espírito Santo Financial Group (ESFG)/BES registou a nota mais elevada (parâmetros «claramente adequados»), assim como o Santander Totta. Já o BCP conseguiu a segunda classificação («adequados»).

As duas primeiras instituições irão «estabelecer e apresentar ao Banco de Portugal um plano para a implementação a curto prazo», e o BCP também irá efetuar melhorias nos parâmetros e metodologias de modo a serem já usados em «novos exercícios de stress tests».

Os outros cinco bancos receberam uma classificação inferior pelo Banco de Portugal, com quatro a utilizar métodos «adequados na generalidade dos aspetos analisados, embora com necessidade de introdução de melhorias em áreas pontuais», segundo o comunicado do BdP. Nesta categoria incluem-se BPI, CGD, Montepio e Crédito Agrícola.

Assim, estes quatro grupos bancários vão apresentar planos de resolução ao Banco de Portugal que levaram à «implementação a curto prazo».

O Banco de Portugal diz ainda que há um banco que deve introduzir «melhorias num conjunto de áreas específicas para que os parâmetros e metodologias utilizados possam ser considerados adequados», o que implica que esta entidade bancária terá ainda de apresentar um plano de melhorias para poder merecer uma classificação positiva por parte do regulador. É o Banif.

Nas duas primeiras fases, o Banco de Portugal avaliou as imparidades e os fundos próprios dos bancos para risco de crédito. A conclusão destas fases foi conhecida em dezembro.

Esta terceira fase, feita em conjunto com a consultora Oliver Wyman, «assentou numa lógica prospetiva, tendo por objetivo avaliar a adequação dos parâmetros e das metodologias utilizados pelos bancos na realização das projeções financeiras que suportam a avaliação da sua solvabilidade futura».

Os resultados, afirma o regulador, foram apresentados esta quarta-feira à comissão que tem acompanhado o Programa Especial de Inspeções, presidida pelo Banco de Portugal e composta por peritos do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia, Banco Central Europeu a ainda por membros de três autoridades de supervisão da União Europeia, Banco de España, Autorité de Contrôle Prudentiel (França) e Banque Nationale de Belgique.

O Banco de Portugal, diz ainda no comunicado, irá tomar «medidas corretivas» para melhorar os resultados dos bancos, fazendo ainda um «acompanhamento regular» da execução destas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:43 | comentar | favorito
tags: ,