BRICS vão criar banco de investimentos

Os BRICS, (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assinaram esta quinta-feira, em Nova Deli, acordos para estudar a criação de um banco de investimentos comum e também dois acordos para fomentar o comércio nos seus mercados. 

Os acordos assinados nesta quarta cimeira dos BRICS vão permitir alcançar transações económicas, utilizando moedas locais, ao mesmo tempo que vão facilitar o reconhecimento das letras de crédito, para reduzir o custo das operações.

«Somos grandes economias e temos que defender a complementaridade entre os nossos países e eliminar barreiras», afirmou o anfitrião da cimeira e primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pouco antes da assinatura dos acordos.

Os cinco países que representam cerca de 40 por cento da população do planeta e 19,5% da produção económica global, concordaram estudar a criação de um banco de investimentos comum para custear recursos para infraestruturas e projetos de economia sustentável nos países emergentes, como cita a agência espanhola EFE.

«Ordenamos aos nossos ministros das Finanças que examinem a possibilidade e a viabilidade da iniciativa, que formem um grupo de trabalho para um estudo mais amplo e que nos informem na próxima cimeira», pode ler-se no documento final.

A cimeira BRICS ainda contou com a participação dos presidentes da China, Hu Jintao, Rússia, Dmitri Medvedev, África do Sul, Jacob Zuma, e Brasil, Dilma Rousseff. 

A chefe de Estado brasileira que vai continuar na capital indiana para uma visita oficial de dois dias, concordou com os restantes líderes, na necessidade dos países industrializados adotarem políticas financeiras e macroeconómicas responsáveis. Os BRICS pediram ainda uma reforma mais rápida dos organismos internacionais para os tornar representativos. 

«Uma Parceria para a Estabilidade global, Segurança e Prosperidade» foi o lema da cimeira de Nova Deli.

A expressão BRIC (ainda sem a África do Sul, que só em 2011 passou a integrar o grupo) foi lançada há cerca de uma década por um economista da Goldman Sachs, Jim O'Neill, da mesma sociedade financeira que agora assegura que o desempenho económico dos 5 países nos últimos três anos correspondeu a 45% do crescimento mundial.

Entretanto, a China tornou-se a segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos, e o Brasil subiu ao sexto lugar em 2012, ultrapassando o Reino Unido.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:55 | comentar | favorito