Número de contas bancárias online duplica em cinco anos

Há cada vez mais portugueses rendidos à banca online. Existem mais de seis milhões de contas bancárias desta natureza.

Não há muitos anos atrás, ir ao banco fazer um depósito, levantar dinheiro, pedir um livro de cheques ou fazer uma simples transferência bancária implicava longos minutos de espera, dado que as filas que se avolumavam à porta dos balcões dos bancos assim o exigiam. O tempo de espera era tanto maior à medida que se aproximava o fim do mês. Recorde-se na década de 80 ainda era comum fazer-se o pagamento dos salários em dinheiro, o que obrigava a que as pessoas fossem pelo menos uma vez por mês ao banco para depositarem o seu salário. Hoje, o panorama é bem diferente. A introdução de meios tecnológicos, como o aparecimento do multibanco e do serviço do ‘homebanking', mudou a forma como os portugueses lidam com os bancos. São cada vez mais as operações financeiras que são possíveis de executar à distância. Há clientes bancários que passam largos meses sem entrarem numa agência de um banco. Por isso não é de estranhar que sejam cada vez mais os portugueses que preferem executar operações financeiras através do site do seu banco. Os números do Banco de Portugal comprovam esta tendência. Em 2010- os últimos dados disponíveis- existiam mais de seis milhões de contas bancárias com acesso por internet. O número tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Basta referir que em 2005, o número de contas bancárias ‘online' situava-se nos 3,3 milhões. Ou seja, em cinco anos, o número clientes que acedem ao banco através da internet praticamente duplicou.

São várias as razões que explicam o sucesso crescente da banca online. Além da comodidade e rapidez em executar operações financeiras, a banca online permite ao cliente bancário beneficiar de comissões mais reduzidas.

Isto porque um dos meios que os bancos têm recorrido para cativar mais clientes aderirem ao serviço de ‘netbanking' passa pela cobrança de comissões inferiores às cobradas pelos mesmos serviços prestados ao balcão. Por exemplo, requisitar cheques, fazer transferências bancárias, ou executar ordens de bolsa fica consideravelmente mais barato caso o cliente opte por fazer estas operações pelo canal ‘online', em detrimento do balcão. Cálculos feitos pelo Diário Económico com base nos preçários dos cinco maiores bancos a operar no mercado português- CGD, BES, BCP, BPI e Santander Totta- atestam isso mesmo. Por exemplo, requisitar 20 cheques e fazer 15 transferências interbancárias no valor de 1.500 euros cada uma, custa em média mais 71 euros ao balcão do que se o consumidor optar por fazer estas operações pela internet. Em alguns bancos, a factura com comissões pode baixar até 81% se o cliente optar por fazer determinadas operações pela internet. E se em causa estiverem ordens de bolsa, as diferenças de custos são ainda mais significativas.

Não é difícil entender as razões que levam a banca a praticar comissões mais baixas nas operações feitas através da internet. Para o sector financeiro, o serviço de homebanking permite reduzir a factura de custos com balcões e funcionários.

Independentemente da instituição em causa, existe um padrão comum do cliente que privilegia a internet como o canal de eleição para realizar operações financeiras. Consultas de saldos e movimentos de conta, transferências, pagamentos de serviços, carregamentos de telemóveis, consulta de movimentos de cartões, operações de bolsa e pagamentos de impostos estão na lista de operações financeiras que os portugueses mais executam pela internet.

Apesar de ser muito cómodo ir ao banco sem ter de sair de casa, os clientes bancários que utilizam o serviço de ‘homebanking' não devem descurar alguns conselhos de segurança básicos para evitar que os seus dados pessoais sejam ‘roubados' por terceiros. Devem, por exemplo, tomar muito cuidado com os emails fraudulentos que possa receber a pedir que insira os seus dados pessoais. Os especialistas alertam que nenhum banco solicita a divulgação ou a alteração de dados pessoais e confidenciais através de mensagens de e-mail. Além disso, os especialistas aconselham os consumidores a nunca acederem ao seu serviço de ‘homebanking' a partir de computadores públicos, já que estes podem estar contaminados por vírus. Além disso, sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado ou de uma chave, que indica uma ligação segura.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 20:47 | favorito