Corte nas taxas dos depósitos vai facilitar crédito no futuro

Agência de ‘rating’ norte-americana diz que decisão de Carlos Costa foi decisiva para diminuir risco do País.

A primeira decisão do regulador sobre os limites à remuneração dos depósitos entrou em vigor a 1 de Novembro de 2011. Meses depois, em Abril, um novo tecto foi imposto. O Banco Central tentava, desta forma, travar a escalada dos juros dos depósitos, enquanto as instituições financeiras nacionais abriam uma verdadeira guerra na luta por novos clientes para fazer face aos problemas de liquidez que têm enfrentado.

A decisão, considera a Fitch num relatório sobre Portugal, "foi necessária para limitar o risco de ‘credit crunch' no País". Segundo a mesma agência, esta opção do regulador deverá também aliviar os juros nos créditos concedidos, o que poderá vir a reflectir-se nas concessões dos próximos meses.

Segundo dados do banco de Portugal, há três meses consecutivos que as taxas médias dos empréstimos à habitação, por exemplo, não param de descer, tendo-se fixado nos 4,21% no final de Março. No entanto, não se pode excluir o facto de as taxas Euribor, às quais as taxas de juro estão indexadas, terem também estado em quebra acentuada.

Do lado dos depósitos, os mesmos dados do banco central mostram que no que se refere aos particulares, também as taxas têm estado com uma tendência de descida. No final de Março fixavam-se nos 3,74%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:26 | favorito