Montepio lucrou de 4,8 milhões até junho

O Montepio Geral registou lucros de 4,8 milhões de euros até junho, menos 300 mil de euros do que no mesmo período de 2011, divulgou esta terça-feira o banco, que destaca o cumprimento dos das metas exigidas pela troika.

Já na atividade corrente antes de impostos, a Caixa Económica Montepio Geral teve resultados de 9,54 milhões de euros, neste caso 4,54 milhões acima do primeiro semestre de 2011.

O produto bancário subiu 9,9 por cento para 256,7 milhões de euros no primeiro semestre, enquanto a margem financeira caiu três por cento para 153,3 milhões de euros. 

Tal como outros bancos, onde a margem financeira caiu, o Montepio atribui este recuo à «vincada descida das taxas de juro de referência». Ainda assim, afirma, a descida foi «compensada pelas comissões, que registaram uma subida de 10,9 por cento para 48,5 milhões de euros».

Quanto aos custos operacionais, estes aumentaram 10,6 por cento no primeiro semestre, justificados com os «custos com os processos de integração do ex-grupo Finibanco», adquirido em 2010, e que segundo o Montepio «são expectáveis que se estendam até ao final do ano corrente».

Ainda no primeiro semestre, os depósitos subiram 9,6 por cento em termos homólogos, mas o Montepio não refere para que valor. Acrescenta, ainda assim, que a subida permitiu ao banco deter uma quota de 8 por cento no segmento dos depósitos de particulares.

Já a carteira de crédito fechou o primeiro semestre a cair 2,6 por cento para 17 mil milhões de euros.

O banco refere ainda que «a exposição do grupo ao Banco Central Europeu e aos mercados de capitais reduziu-se em 11,3 e 43,4 por cento, respetivamente» e que as provisões e imparidades fecharam em junho nos 76,5 milhões de euros.

«O peso das imparidades no total do crédito a clientes ascende, em junho de 2012, a 4,5 por cento, a que corresponde uma subida de 11,2 por cento face a igual período do ano anterior».

O cumprimento das metas da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) para o setor financeiro é também realçado pelo Montepio no comunicado.

O rácio de capital core tier 1 (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) atingiu os 10,14 por cento em junho (acima dos 10 por cento a apresentar ao Banco de Portugal até final do ano) e o rácio de transformação de depósitos em crédito desceu para os 120 por cento, o limite máximo a atingir pelos bancos até 2014.

O Montepio fechou ainda junho com um ativo líquido consolidado de 21 mil milhões de euros, menos 3,3 por cento do que em 2011.

O banco tinha 1,45 milhões de clientes no final de junho, quase mais 17 mil do que em período homólogo. Já a associação mutualista Montepio Geral aumentou em 28 mil o número de associados para 517 mil em junho.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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