28
Dez 11

Multibanco: compras e levantamentos caíram este Natal

O montante dos levantamentos em multibanco no mês que antecedeu o dia de Natal diminuiu 1,3 por cento este ano, em relação a 2010, e o pagamento de compras com cartão baixou 6,6%. Ou seja, a utilização do cartão de multibanco caiu 7,9% nesta quadra festiva, divulgou esta quarta-feira a SIBS.

No período compreendido entre o dia 28 de Novembro e o dia 25 de Dezembro de 2011 foram efectuados, nas caixas automáticas da rede Multibanco, 32,7 milhões de levantamentos, no valor de 2.256 milhões de euros, correspondendo a uma quebra 1,3% face ao período homólogo anterior.

No mesmo período foram efectuadas, nos terminais de pagamento automático da mesma rede, 66,7 milhões de compras, um valor 1,7% mais baixo do que aquele que foi verificado em 2010. Já o montante total de compras com cartão foi de 2.759 milhões de euros, representando este valor uma quebra de 6,6% em relação a 2010.

O valor médio levantado por dia foi de 69 euros e, em compras, o valor médio dos pagamentos em lojas foi de 41 euros.

Estes dados revelam que, em altura de crise, e mesmo em época festiva, os portugueses estão, de facto, a apertar os cordões à bolsa.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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27
Dez 11

Banca fecha torneira no crédito para o dia-a-dia das empresas

Banco de Portugal diz não ter ainda detectado uma asfixia nos empréstimos às empresas. No entanto, as associações empresariais e muitas PME (pequenas e médias empresas) queixam-se do fechar da torneira da banca e já nem falam nos créditos para investimentos. As empresas sentem, mesmo, é problemas nas linhas que permitem gerir a tesouraria. 

O cenário é conhecido. A actividade económica está a abrandar. Há dificuldades no recebimento de pagamentos por parte dos clientes. Os bens e serviços estão a aumentar. E há mais impostos para pagar. Em cima disto, as PME queixam-se de não estarem a conseguir da banca dinheiro para fazerem a gestão do dia-a-dia. Miguel Coelho, secretário geral da Associação Empresarial de Águeda (AEA), diz mesmo ao Negócios que "o dinheiro não está a circular". "Já nem falo de se estar a pagar cara à banca, mas falo do acesso ao crédito", acrescenta.

Muitas empresas, contactadas pelo Negócios, falam em cortes, para metade, ou encerramento de contas caucionadas (que estabelecem limites de crédito que podem ser levantados em qualquer altura, para cobrir fundos de maneio). Isto acontece depois de em 2009 terem começado a subir as taxas de juro associadas a estas contas, movimento que se manteve. Miguel Coelho diz ter conhecimento de empresas a pagar "spreads" (taxas de juro) de 15%. Num inquérito divulgado recentemente pela AIP (Associação Industrial Portuguesa) 46% das empresas que responderam ao questionário revelaram pagar taxas de juro entre 5% e os 7,5%. Mas 12% pagam juros superiores a 7,5%. Este inquérito à actividade empresarial, realizado pela AIP, foi feito a 1061 empresas.

Também neste inquérito, noticiado pelo Negócios, as empresas assumiram as restrições ao crédito. Cerca de metade dos inquiridos admite dificuldades no acesso ao crédito. 

Além do encerramento ou corte nos "plafonds" das contas corrente caucionadas, a AEA denuncia, também, a não aceitação por parte dos bancos das moratórias para os pagamentos de créditos associados às linhas PME Investe. O Governo anunciou este ano o adiamento por 12 meses do pagamento desses créditos, o que significa que para já as empresas só estariam a pagar juros, como refere o secretário de Estado da Competitividade (ver texto ao lado).

Os bancos "não emprestam às empresas", reforça Miguel Coelho, acrescentando: "se secarmos a economia e não houver dinheiro a circular isto pára. E estamos muito próximos de atingir esse ponto". 

Em 2012, as empresas temem que esta situação se agrave. Paulo Moniz, presidente da ACIST (Associação Empresarial de Comunicações de Portugal ), também falou, recentemente, ao Negócios desta situação, lembrando que 80% dos seus associados são PME. "Se há sector que precisa da banca são as PME" e sem este sector "não há qualquer alternativa para conseguirem sobreviver". Muitas estão, por isso, a fechar portas, revela Paulo Moniz que fala de uma situação de agonia para as empresas. 

Estes responsáveis associativos já não falam de crédito para investimentos, mas para aguentar o dia-a-dia das empresas, enquanto esperam pelos pagamentos dos seus clientes ou pela devolução do IVA. 

Apesar do Banco de Portugal afastar a existência de um fecho completo da torneira, certo é que as restrições começam no financiamento da própria banca. "As restrições no acesso a financiamento [da banca] podem constituir um elemento importante de restrição na oferta de crédito, contribuindo para uma desalavancagem do sector financeiro, mas condicionando também o acesso a crédito por parte das empresas e dos particulares, com consequências para a evolução da economia europeia", conclui o Banco de Portugal.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/i
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26
Dez 11

Os bancos que mais subiram as comissões desde o início da crise

Desde 2010 que as instituições financeiras têm vindo a aumentar as comissões dos serviços associados às contas à ordem.

Abrir uma conta à ordem é um passo corriqueiro. Por isso não será de estranhar que, no final de 2010, existissem em Portugal mais de 25 milhões de contas com essas características. Isto equivale a um rácio de 2,5 contas por cada português. Contudo, a utilização de uma simples conta à ordem tem encargos associados. Custos que podem diferir bastante consoante a instituição e que sofreram um agravamento considerável desde que a crise da dívida soberana europeia despoletou no início de 2010. O Diário Económico analisou quanto estão a cobrar os dez maiores bancos e, segundo as nossas contas, os encargos com as comissões habitualmente associadas às contas à ordem subiram perto de 17% desde o início de 2010. Nessa altura, ter uma conta à ordem, fazer uma requisição de 20 cheques ao balcão, e 15 transferências interbancárias, também ao balcão, custava em média 114,6 euros, por ano. Hoje, o mesmo cabaz de operações custa 133,7 euros.

As razões para este agravamento de custos são fáceis de explicar. Perante o agravamento da crise, as instituições financeiras foram obrigadas a encontrar fontes alternativas para captar receitas e contrariar os resultados menos positivos de outras áreas de actividade. Uma das vias foi precisamente através do agravamento das comissões dos serviços prestados pelos bancos.

Para este trabalho foram comparados os preçários actuais com os que vigoravam em Fevereiro de 2010 nos dez maiores bancos a operar em território nacional. Designadamente: CGD, BCP, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio, Banif, Crédito Agrícola e Popular. Deste leque de instituições, o Montepio foi o que mais agravou o custo, ao balcão, do conjunto de três comissões analisadas. Desde o início de 2010, este banco aumentou em cerca de 61% o valor total das três comissões. Estas passaram de 72,5 euros para os 116,58 euros. A CGD e o Banif ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro posto entre os bancos que mais encareceram nos últimos dois anos este tipo de serviços. O custo com essas operações subiu 41% e 25%, respectivamente, na CGD e no Banif. Já o Crédito Agrícola, o BPI e o Barclays estão entre as instituições que menos subiram o valor das suas comissões.

Contudo, existem algumas ressalvas importantes de fazer. No caso concreto do Montepio, apesar de se tratar da instituição que mais encareceu as comissões, ainda é uma das que menos cobra por esse conjunto de serviços. No lado oposto está o Barclays que, mesmo não sendo um dos bancos que mais agravou as comissões, é dos bancos que apresenta o preçário mais caro.

Analisando por tipos de comissões é possível constatar que foi nos custos de requisição de cheques que se registaram os maiores agravamentos. Contas feitas, o pedido de 20 cheques ao balcão representava, em Fevereiro de 2010, um encargo médio de 12,2 euros. Agora, esse valor médio subiu para 15,9 euros. O que representa uma subida de mais de 30%. Contudo, em termos de montantes, foi nas comissões de gestão de conta que se verificaram os maiores acréscimos. Desde Fevereiro de 2010, estas subiram em média 8,3 euros. Por sua vez, fazer 15 transferências interbancárias pontuais passou a custar agora mais 7,1 euros.

Contudo, é necessário ter em conta que, apesar dos valores publicados nos preçários, na realidade os encargos com comissões podem ser consideravelmente mais baixos. Isto acontece sobretudo no caso das comissões de manutenção de conta. Estas, normalmente, são isentas no caso de se tratarem de contas ordenado, para jovens ou com saldos médios mais elevados. O recurso à internet para efectuar algumas das operações ainda pode fazer baixar mais a factura. Por exemplo, quatro das dez instituições consideradas isentam o pagamento de comissão nas transferências interbancárias realizadas através da "rede".

Cenário base
Foram analisadas três comissões associadas a serviços de contas à ordem. Foi tido em conta o caso de um cliente que tem uma conta à ordem com um saldo médio de 1.000 euros, que faz 15 transferências interbancárias pontuais por ano e requisita um livro de 20 cheques. Foram analisadas as comissões cobradas ao balcão. No caso dos cheques, na impossibilidade de ter o número exacto de cheques (20), optou-se pela solução mais próxima (exemplo: livro de 22 ou 25 cheques). Foram comparados os valores dos preçários actuais e os que vigoravam em Fevereiro de 2010. A única excepção foi o Montepio em que, pelo facto de não dispormos do preçário de Fevereiro de 2010, utilizamos o de Janeiro de 2010.

 

Quanto cobram os bancos em comissões

 

CGD
A CGD figura entre os bancos que mais subiram os custos anuais com as três comissões analisadas.A manutenção de conta, a requisição de 22 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam, por ano, 135,17 euros, o que representa um acréscimo de mais de 40% face aos valores praticados no início de 2010.

BCP
Apesar de ser um dos bancos que mais cobra pelas três comissões, o BCP está entre as instituições que menos as agravou desde o início de 2010. Os custos de gestão de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias pontuais por ano somam 145,29 euros: mais 8% face ao que se passava no início de 2010.

BES
Desde Fevereiro de 2010, o BES agravou em perto de 15% as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias têm um custo anual de 147,6 euros, o que compara com 128,5 euros de há cerca de dois anos.

Santander
Apesar de ser um dos bancos que menos subiu as comissões, é a instituição que mais cobra por esses serviços. Por ano, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam 161,4 euros. Ou seja, mais 9,5% face aos 147,35 euros que cobrava em Fevereiro de 2010. É o que cobra mais tanto pelas transferências interbancárias como pela requisição de cheques.

BPI
O BPI é, simultaneamente, o banco que menos cobra em comissões e um dos que menos agravou o custo deste tipo de serviços desde Fevereiro de 2010. Os encargos com a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques e a realização de 15 transferências interbancárias subiram nesse período perto de 5%, dos 94,13 euros para os actuais 98,63 euros.

Barclays
Apesar de ser um dos bancos que menos aumentou as comissões analisadas, o Barclays mantém-se como uma das instituições que mais as oneram. A gestão de conta, a requisição de 25 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias, têm um custo anual próximo de 148 euros. Em Fevereiro de 2010, o custo era de 137,26 euros. É também o banco que mais cobra pela manutenção de conta: 80 euros por ano.

Montepio
O Montepio foi a instituição que, desde o início da crise, mais subiu as suas comissões: 61%. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custam 116,58 euros. Há dois anos, as mesmas operações custavam 72,5 euros. Apesar desse agravamento, o Montepio continua a ser uma das instituições que menos cobra por estas três comissões.

Banif
Trata-se de um dos bancos que mais subiu as comissões. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias subiram 25%, dos 111 euros que se verificava no início de 2010 para os 139 euros actuais. Esta subida deveu-se sobretudo ao incremento dos custos de manutenção de conta já que estes duplicaram de 25 para 50 euros, por ano.

Crédito Agrícola
Foi a instituição que menos subiu as comissões desde o início de 2010. A única comissão a sofrer um incremento foi a de requisição de cheques, que subiu um euro. Desta forma, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa agora 119 euros por ano, quando em Fevereiro de 2010 custavam 118 euros. A instituição mantém-se também entre as que menos cobram por estes três serviços.

Popular
O Popular cobra, por ano, 127 euros pela manutenção de conta, requisição de 20 cheques ao balcão e pela realização de 15 transferências interbancárias. Ou seja, mais 18% face a Fevereiro de 2010. Nessa altura, o banco cobrava 107,5 euros na prestação dos mesmos serviços. Essa subida de custos deve-se apenas à alteração numa comissão: a aplicada nas transferências interbancárias. O custo de cada operação desta natureza subiu de 1,7 euros para 3 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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01
Dez 11

Banca: reformados continuam a receber 14 prestações

Os reformados bancários integrados na Segurança Social vão continuar a receber 14 pensões anuais, garantiu o Governo aos sindicatos na reunião tripartida desta quarta-feira à tarde que contou ainda com a presença das instituições bancárias.

«Os sindicatos tiveram esta posição desde o início e tivemos acolhimento quer por parte do Governo como por parte da banca. Mas não foi fácil», afirmou à Lusa Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e lhas (SBSI), quando questionado sobre se o Executivo assegurou a manutenção dos direitos acordados em contratação coletiva, nomeadamente o pagamento das 14 pensões anuais ou o montante correspondente, independentemente de a proposta do Orçamento do Estado para 2012 suspender o pagamento total ou parcial dos subsídios de férias e Natal aos funcionários da Administração Pública e pensionistas com vencimentos acima de 600 euros.

«Os fundos de pensões estão provisionados [pelos bancos para pagarem 14 prestações anuais]. Se o Estado não quiser pagar, que passe dos fundos para o Estado o equivalente a 12 meses e fica o equivalente a dois meses nos bancos para estes pagarem o restante», acrescentou o responsável do sindicato mais representativo dos bancários, colocando ainda a hipótese de o Governo recuar na garantia dada.

Alem das 14 prestações anuais, a garantia dos direitos acordados deverá passar também por ficar assegurado que o valor da pensão continuará a ser calculado em função do último vencimento, de acordo com a tabela negociada em sede de contratação coletiva, acrescida das diuturnidades.

O SBSI quer ainda que fique assegurado que os contribuintes do regime geral não serão «prejudicado» caso seja necessário provisionar os fundos pela desvalorização dos activos.

Os termos deste acordo deverão ficar inscritos num documento que o sindicato aguarda agora que seja enviado pelo Governo e que terá de ser levado à votação em plenário pelos bancários sindicalizados pelo que, disse Rui Riso, o acordo tripartido com Governo e bancos não deverá ser conseguido antes de meados de Dezembro.

O ministro das Finanças anunciou quarta-feira no Parlamento que terminaram com sucesso as negociações da transferência dos fundos de pensões da banca para a Segurança Social, que permitirá atingir a meta do défice deste ano (5,9 por cento do Produto Interno Público), mas também pagar dívidas das Administrações Públicas aos bancos.

O governante disse que o encaixe vai permitir «o pagamento de dívidas das Administrações Públicas contribuindo assim para o processo de diminuição do rácio de transformação dos bancos portugueses e para o financiamento da economia», disse Vítor Gaspar.

A transferência dos fundos de pensões vai valer aos cofres do Estado seis mil milhões de euros no imediato.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

 

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21
Nov 11

Fundo de pensões da banca: Governo promete divulgar detalhes

Os pormenores da operação de transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social serão tornados públicos, prometeu esta segunda-feira o ministro das Finanças, na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, onde foi discutido o Orçamento do Estado para o ano que vem.

Vítor Gaspar disse que os detalhes serão divulgados, «como não poderia deixar de ser», mas recusou para já falar muito do assunto, uma vez que as negociações com os sindicatos e com os bancos ainda não terminaram.

«As conversações progridem com bancos e sindicatos, precisamos de um acordo tripartido para continuar a operação, por isso, falar de valores e condições específicas seria prematuro», disse o ministro, em resposta aos desafios dos deputados comunistas para saber quanto do fundo seria transferido.

Os deputados quiseram ainda garantias de que a operação não prejudicará os cidadãos e, na resposta, o ministro assegurou que as condições da operação serão «actuarialmente equilibradas», ou seja, a transferência «não vai onerar as finanças públicas no médio e longo prazo».

A oposição sugeriu que os bancos pudessem estar a aproveitar-se dessa vantagem negocial para pressionar o Governo na discussão do diploma que fixa as regras de acesso ao fundo de capitalização, mas o ministro tranquilizou também os deputados nessa frente: «Não há qualquer relação entre esta operação e o diploma relativo à recapitalização da banca», concluiu.

fonte:www.agenciafinanceira.iol.pt

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12
Nov 11

Cavaco quer Banco de Portugal a ajudar a banca

Cavaco Silva diz que a solução da crise do euro está nos bancos centrais: no Banco de Portugal, que pode ajudar no problema da banca nacional e no BCE, que pode solucionar a questão das dívidas.

O Presidente da República lançou, esta sexta-feira, a partir de Washington, o repto ao governador do Banco de Portugal: «Eu recomendo que seja aplicado aquilo que decidiu o Conselho Europeu», isto é, «que a desalavancagem seja feita numa proporção adequada que não ponha em causa o financiamento da economia».

O Conselho Europeu recomendou que até Junho do próximo ano a banca se recapitalize de forma a alcançar um rácio de capital de nove por cento, mas a "troika" obriga a que a banca portuguesa o faça até ao final deste ano. Cavaco Silva acredita, no entanto, que «o bom senso vai imperar».

Já no plano europeu, o Presidente da República volta a sublinhar que «o Banco Central Europeu deve ter uma intervenção ilimitada no mercado secundário da dívida pública dos países com problemas de liquidez».

fonte:http://m.tsf.pt/

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09
Nov 11

Mais de metade dos portugueses tem apenas uma conta bancária

Mais de metade (66 por cento) dos portugueses só tem uma conta bancária, e os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros, os cartões de crédito e os depósitos a prazo.

Estes dados constam do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2010, cujos resultados definitivos foram hoje apresentados pelo Banco de Portugal (BdP) em Lisboa.

O número médio de contas bancárias por cada português é 1,4. No entanto, 66 por cento dos inquiridos no estudo só tem uma conta; 26 por cento têm duas contas; 6 por cento têm três contas e apenas 2 por cento têm quatro ou mais.

Estes valores são percentagens dos cidadãos que têm contas em algum banco. Para além deles, 11 por cento dos portugueses adultos não têm qualquer conta bancária.

Entre os inquiridos que usam regularmente serviços bancários, os produtos financeiros mais populares para lá da conta à ordem são os seguros (mencionados por 37 por cento dos entrevistados). Seguem-se os cartões de crédito (32 por cento), os depósitos a prazo (31 por cento) e o crédito à habitação.

Os planos de poupança só são subscritos por 16 por cento dos inquiridos. Só minorias abaixo dos 5 por cento adquirem produtos de investimento como certificados de aforro, ações, fundos ou obrigações.

Os primeiros resultados do inquérito à literacia financeira foram apresentados pelo BdP em outubro de 2010.

O inquérito foi feito com base em duas mil entrevistas porta-a-porta realizadas entre fevereiro e março de 2010 pela firma de estudos de opinião Eurosondagem. Os resultados têm uma margem de erro de 2,2 por cento para uma probabilidade de 95 por cento.

fonte:http://www.dn.pt/i

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Bancos não dizem quanto dinheiro do Estado vão precisar

Está longe de ser claro quem e em que proporção irá fazer-se valer da linha de recapitalização.

É ainda uma incógnita a proporção que terá o recurso dos bancos aos 12 mil milhões de ajuda para a recapitalização da ‘troika'. À primeira vista, há quase que um empate. Quatro dos oito bancos que têm exigências de capital para cumprir asseguram que não vão precisar deste auxílio e, dos restantes, dois não descartam tal hipótese e dos outros nada se sabe por agora. No entanto, a divulgação das condições em que o recurso à linha poderá ser feito, e que só a portaria do diploma irá definir, será decisiva. Por outro lado, a realidade tem vindo a mudar tão depressa que a situação de cada banco está longe de ser estática.

A situação dos vários bancos está longe de ser igual, já que quase todo o sector (as oito maiores instituições) terão de cumprir as metas da ‘troika', nem todos terão de fazer face às novas exigências da autoridade bancário europeia (EBA). Apenas as instituições que em Portugal que foram sujeitas aos testes de stress - CGD, BCP, ESFG e BPI - terão de enfrentar as recentes novas metas europeias.

Em causa está a necessidade de contabilizar a preços de mercado toda a dívida soberana detidas nas carteiras dos bancos e, uma vez reflectido esse efeito, atingir, até 30 de Junho de 2012, um ‘core tier I' de 9%. Um "fardo" a que se junta a necessidade de cumprir os números da ‘troika', definidos para os oito maiores grupos bancários nacionais: CGD, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Crédito Agrícola e Montepio Geral. Estes têm de, até final do ano, ter um rácio ‘core tier I' de 9% e, até ao final de 2012, um rácio de 10%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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08
Nov 11

Portugueses escolhem o banco dos amigos ou o mais perto de casa

Os portugueses escolhem o banco onde têm a sua principal conta à ordem sobretudo através da recomendação de amigos ou familiares ou escolhendo aquele que tenha uma sucursal mais perto de casa ou do local de trabalho.

Estes dados constam do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2010, cujos resultados definitivos foram hoje apresentados pelo Banco de Portugal (BdP) em Lisboa.

No inquérito, 35 por cento dos inquiridos disseram ter escolhido o seu banco por conselho de um familiar ou de um amigo; 23 por cento optaram por um banco com um balcão próximo de casa ou do local de trabalho; 14 por cento foram obrigados a escolher o banco por exigência do empregador; e 12 por cento optaram pelo banco onde têm crédito à habitação ou outros empréstimos.

Menos de dez por cento dos inquiridos disseram escolher o banco que oferecia custos mais baixos ou remunerações mais elevadas.

Da mesma forma, familiares e amigos são uma das principais fontes de conselhos sobre que produtos bancários escolher (esta opção foi referida por 25 por cento dos inquiridos); no entanto, a principal fonte de informação na aquisição de produtos financeiros são os conselhos recebidos nos balcões dos próprios bancos (resposta eleita por 54 por cento).

Os números do BdP indicam ainda que 74 por cento dos inquiridos não sabe ou só sabe «de forma aproximada» o valor das comissões de manutenção de conta cobradas pelo seu banco.

Os primeiros resultados do inquérito à literacia financeira foram apresentados pelo BdP em Outubro de 2010.

O inquérito foi feito com base em duas mil entrevistas porta-a-porta realizadas entre Fevereiro e Março de 2010 pela firma de estudos de opinião Eurosondagem. Os resultados têm uma margem de erro de 2,2 por cento para uma probabilidade de 95 por cento.

fonte:Lusa/SOL

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03
Nov 11

Governo limita intervenção do Estado na banca a cinco anos

O Governo acaba de aprovar uma proposta de lei definindo que a eventual entrada do Estado no capital dos bancos será temporária e não pode durar mais de cinco anos. O texto define as regras de utilização pela banca da linha de 12 mil milhões de euros disponibilizados no acordo com a troika. Assente ficou ainda que este será o último recurso dos bancos que não consigam em operações de mercado um eventual e necessário reforço de capital.

 

O Governo vê este reforço de capitais próprios da banca como "essencial para a estabilidade do sistema financeiro, bem como para a segurança dos depositantes e, ainda, para o bom funcionamento da economia".

Os receios dos bancos perante as consequências desta “nacionalização” tem refreado a procura do fundo acordado com a troika, mas a decisão saída da Cimeira Europeia da semana passada de perdoar 50 por cento da dívida grega ajudou a convencer os bancos portugueses, agora perante a necessidade de um aumento de capital. BCP e BPI foram os primeiros a dar um passo em frente.

A proposta foi aprovada esta quinta-feira pelo Conselho de Ministros e houve já alguns bancos a admitir a hipótese de vir a utilizar esta linha para cumprir as novas exigências da autoridade bancária europeia, como é o caso de BCP e BPI. Governo quer que esta seja uma possibilidade encarada pelos bancos como último recurso para a capitalização

Preocupado com a estabilidade do sistema bancário nacional, o Conselho de Ministros deu luz verde à "proposta de lei que estabelece medidas de reforço da solidez financeira das instituições de crédito no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez nos mercados financeiros", lê-se no comunicado final da reunião.

Um dos pontos assente foi a "natureza subsidiária e temporária, por um prazo máximo de cinco anos", da intervenção estatal nas operações de recapitalização dos bancos que recorram ao fundo de 12 mil milhões de euros.

fonte:http://ww1.rtp.pt/

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