13
Set 12

Banca: aprovadas medidas para prevenir incumprimento

Medidas destinam-se a famílias incapazes de respeitar os compromissos financeiros com as instituições de crédito

O Executivo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um conjunto de medidas que promovem a prevenção do incumprimento e a recuperação de créditos das famílias que não conseguem respeitar os compromissos financeiros assumidos junto das instituições de crédito.

Este pacote legislativo «promove a prevenção do incumprimento e a recuperação de créditos resultantes de contratos celebrados com consumidores que se revelem incapazes de respeitar os compromissos financeiros assumidos perante instituições de crédito, por factos de natureza diversa, em especial o desemprego e a quebra anómala dos rendimentos», lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma prevê que cada instituição de crédito crie um plano de ação para o risco de incumprimento (PARI), fixando os procedimentos e medidas de acompanhamento da execução dos contratos de crédito, escreve a Lusa.

É também estabelecido um procedimento uniformizado para a regularização de situações de incumprimento - o procedimento especial, extrajudicial, de regularização de situações de incumprimento (PERSI).

Finalmente, é criada a rede extrajudicial de apoio aos clientes bancários (consumidores) no âmbito da prevenção do incumprimento e da regularização das situações de incumprimento de contratos de crédito, constituída pelas entidades reconhecidas pela Direção-Geral do Consumidor.

Paralelamente, o Conselho de Ministros aprovou a extensão do diploma que regula as práticas comerciais das instituições de crédito aos contratos de crédito celebrados com clientes bancários particulares que, independentemente da sua finalidade, sejam garantidos por hipoteca ou por outro direito sobre coisa imóvel (por exemplo, os direitos de usufruto, uso e habitação).

«Trata-se do alargamento do regime de transparência já aplicável aos contratos de crédito celebrados com clientes bancários particulares que, independentemente da sua finalidade, tivessem garantia hipotecária, tendo como objetivo regular as práticas comerciais das instituições de crédito, assegurando a transparência da informação por elas prestada no âmbito da celebração, da renegociação e da transferência dos contratos de crédito para aquisição, construção e realização de obras em habitação própria permanente, secundária ou para arrendamento, bem como para aquisição de terrenos para construção de habitação própria», explicou o Executivo liderado por Passos Coelho.

A implementação destas medidas tinha sido anunciada em meados de março, no Dia do Consumidor, pelo secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, visando apoiar o consumidor e reduzir os atuais níveis de endividamento das famílias.

Na altura, em declarações à agência Lusa, Almeida Henriques disse que estas medidas «levam a uma maior responsabilização dos bancos, mas também os protegem».

«Os bancos passarão a estar obrigados a avisar o consumidor sempre que este entre numa situação de sobreendividamento e, ao mesmo tempo, a apresentarem um plano de recuperação em consonância com esse mesmo consumidor», sustentou.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

publicado por adm às 21:56 | comentar | favorito
28
Ago 12

Contas no banco: operações na Net poupam 326 euros/ano

Sabia que pode poupar uma boa dose de dinheiro por ano se realizar operações bancárias pela Internet? A revista «Dinheiro & Direitos», da Deco Proteste, revela que podemos economizar até 326 euros por ano com os custos das nossas contas à ordem, uma vez que as operações realizadas pela Net ficam mais baratas do que ao balcão.

«A opção por uma conta-ordenado também rende boas poupanças», segundo este estudo, que se baseou em quatro cenários:

Perfil 1: saldo médio mensal de 250 euros

Para um perfil considerado simples, baseado numa conta com saldo médio mensal de 250 euros, cartão de débito e algumas transferências interbancárias anuais, «a escolha acertada é o ActivoBank». É que, pela Net, não cobra e, ao balcão, tem um custo de 42 euros. 

Perfil 2: salário domiciliado de 750 euros

Já se em causa estiver um ordenado domiciliado de 750 euros e uma utilização mais frequente de produtos, a «escolha acertada pela Net é o Banco BPI, com 8,34 euros, e, ao balcão, a conta Solução Ordenado +, do Barclays, com 12,51 euros».

Perfil 3: saldo mensal de 1.500 euros

Se o seu caso disser respeito a um saldo médio mensal de 1.500 euros, sem ordenado domiciliado, mas com uma forte utilização de produtos, a escolha acertada, segundo esta revista da DECO, é o Activo-Bank, sem custos, ao realizar operações pela Net. «Ao balcão, a melhor opção é a conta Solução Dia-a-dia, do Barclays, com 79,92 euros».

Perfil 4: ordenado domiciliado de 1.500 euros

Para um ordenado domiciliado de 1.500 euros e forte utilização de produtos, há mais opções atraentes: o ActivoBank, o Banco BEST, o Banco Espírito Santo e a conta Solução Ordenado +, do Barclays, saem a custo zero. «A última, sem encargos, é também escolha acertada ao balcão».

A Associação para a Defesa do Consumidor avisa que «uma escolha pouco atenta pode implicar o desperdício de mais de 300 euros por ano»

Assim, «a fim de cortar nos custos, a DECO aconselha a Net na realização de operações e a abertura de conta-ordenado». Pode sempre comparar os custos das contas à ordem numsimulador no site da associação. 

Mudar de conta bancária ou subscrever um novo depósito deve merecer uma atenção redobrada por parte dos consumidores no que toca às despesas que lhes estão associadas. Um imperativo ainda maior em altura de crise, sabendo que pode poupar um montante considerável ao final do ano.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 13:52 | comentar | favorito
25
Ago 12

Bancos fecham à hora de almoço por falta de clientes

Os bancos estão a fechar alguns balcões à hora do almoço. A menor afluência dos clientes e a maior utilização dos canais remotos (ATM, Internet Banking e Banca Telefónica), são as justificações apontadas para o ajuste de horário. Ainda assim, embora os bancos não o admitam, a crise, a necessidade de desalavancar os balanços e de reduzir custos podem ser outra das razões para a gestão mais racional dos horários das agências.

Os próprios banqueiros admitiram, nas apresentações de resultados, ofecho de agências sempre que a rentabilidade do balcão seja negativa.

Os cinco grandes bancos, a par de outras instituições financeiras mais pequenas, têm agências com horários distintos. Os balcões que estão situadas em centros comerciais têm horários mais alargados e fecham mais tarde, estando mesmo alguns abertos ao fim de semana, como é o caso do Activobank, do grupo Millennium bcp. Já as chamadas agências de rua têm horários que vão das 8h/8h30 até às 15h00.

Para já a percentagem de agências que fecha à hora de almoço ainda é pequena, mas esta é uma tendência crescente.

"Até há uns anos, pelo menos até à explosão dos canais de internet, era imprescindível ter as agências abertas à hora de almoço pela elevada afluência de clientes a essa hora. Os tempos hoje são outros. Utilizam-se cada vez mais outros canais, que além de permitirem realizar as operações a qualquer hora do dia não implicam deslocar-se à agência. E a tendência vai ser essa", adiantou um administrador de um banco, ao Dinheiro Vivo.

O BCP - que no final de junho deste ano contava com 862 sucursais - tem cerca de 12% que encerram à hora de almoço (das 12h às 13h ou das 13h às 14h).

Esta situação verifica-se essencialmente em dois cenários: "Nas sucursais do interior, onde não há grande movimento e, por isso, não há necessidade de ter o balcão aberto à hora de almoço; e nas zonas urbanas onde há uma alternativa , ou seja, onde há um serviço de complementaridade", adiantou fonte oficial do BCP, ao Dinheiro Vivo.

Também o BPI admite que, em algumas zonas, as agências encerram à hora de almoço. "É uma percentagem residual de agências, mas são sobretudo em zonas mais do interior. Nos centros urbanos isso já não acontece", acrescentou fonte oficial do banco.

Também o BES e o Santander Totta (10% dos balcões) têm balcões que encerram à hora de almoço, o que demonstra que esta não é uma prática apenas de algumas instituições mas sim uma tendência do sector, acompanhada inclusive por bancos mais pequenos e até estrangeiros.

No caso do Barclays, são 90 as agências que fecham à hora de almoço. "Tendo em consideração o número crescente de clientes que fazem a maioria dos seus movimentos através de canais remotos, bem como o número de visitas às agências em determinadas localidades e horários, consideramos ser mais eficiente e adequado o encerramento dessas agências no período de almoço", adiantou fonte do Barclays.

Por isso, se pensa nos próximos dias utilizar a hora de almoço para depositar um cheque o melhor mesmo é verificar o horário da agência.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 23:34 | comentar | favorito
16
Ago 12

Poupe com o seu banco

Um total de 40% dos portugueses confessam não conhecer as comissões que o banco cobra pelas contas e 34% apenas conhecem “por alto”. Quanto menor a escolaridade, maior o desconhecimento sobre estes assuntos, de acordo com Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa (2010), do Banco de Portugal.

Mas os tempos não estão para cometer deslizes financeiros, por isso, é importante saber exatamente como gasta todos os seus tostões. Comece por evitar alguns gastos que tem no seu banco. Uma boa conta à ordem não deverá ter comissões mensais, não deve exigir saldo médio elevado para ter isenção, emissão de cheques gratuita e homebanking que compense. Conheça 8 comissões bancárias que pode evitar.

Vá pelo online. As operações através de homebanking são mais baratas do que ao balcão ou telefone. Em muitos casos, o serviço é gratuito e é confortável. Através do banco virtual pode efetuar várias operações financeiras fora do horário de atendimento, em qualquer lugar e de forma segura, evitando filas de espera nos balcões de atendimento presencial.

Multibanco. Tal como no homebanking, muitas das operações feitas através do multibanco são mais baratas e, em alguns casos, até gratuitas. É ainda uma alternativa segura ao banco online, pois assegura a movimentação do dinheiro de forma eficaz e prudente.

Contas específicas. Algumas pessoas, como estudantes ou reformados, podem ter contas especiais, que têm encargos mais reduzidos, nomeadamente isenção comissão de gestão.

Transferências via InternetSe necessita fazer transferências com alguma frequência, faça-o através da internet, pois os custos são bem mais reduzidos e, em alguns casos, gratuitos.

Crédito em conta. O cartão de crédito pode ser o seu melhor amigo, desde que bem manuseado. Se está na hora de escolher um, opte por um que não tenha anuidade (ou reduzida) e que tenha uma taxa de juro baixa.

Mais por menos. Quantos mais produtos contratar dentro no mesmo banco, menos pagará de comissões. Ter todas as suas necessidades bancárias reunidas num só banco fará com que pague menos pelos serviços e tem vantagens na hora de negociar condições de depósitos a prazo, contas à ordem e até quando quiser pedir um crédito.

Extrato bancário online. Analisar o extrato bancário é uma excelente forma de manter a sua vida financeira organizada. Para evitar as comissões cobradas por requisitar um extrato bancário ao balcão, opte por consultar a conta através da internet ou multibanco.

Evite levantar dinheiro ao balcão. É daqueles que gosta de ir a uma agência do banco para levantar dinheiro? Está a gastar dinheiro desnecessariamente, opte por fazê-lo através do multibanco.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt

publicado por adm às 23:05 | comentar | favorito
13
Jul 12

Banca tira depósitos do BCE após corte dos juros

Corte da taxa de depósito para 0% levou a uma queda de 475 mil milhões no ‘overnight’.

Uma das grandes medidas tomadas pelo BCE na semana passada já está a mostrar efeito. O corte da taxa da facilidade de depósitos para 0% provocou um desinteresse dos bancos em aplicarem dinheiro ‘overnight' junto do banco central. Apesar disso, os economistas duvidam que a decisão do BCE  possa reanimar o mercado interbancário e aumentar o crédito dado pela banca à economia. Já a procura por dívida dos países mais sólidos aumentou, levando a uma descida das taxas de juro.

Os montantes aplicados na facilidade de depósito caíram para 325 mil milhões de euros, segundo dados divulgados ontem pelo banco central. O valor compara com os 800 mil milhões que os bancos tinham parqueado no dia anterior ao corte do juro ter efeito. Após as mega-injecções de liquidez do BCE no sector financeiro, cerca de um bilião de euros em Dezembro e Fevereiro, os valores colocados na facilidade de depósito aumentaram, reflectindo o receio das entidades financeiras em emprestarem dinheiro entre si.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito
08
Jul 12

Bancários vão perder regalias

Os trabalhadores do sector bancário correm o risco de perder as verbas relativas a prémios de antiguidade, diuturnidades, promoções e progressões.

 

Segundo apurou o CM, o fim destas regalias consta de uma proposta feita pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), presidida por Faria de Oliveira. A medida é justificada com o facto de só assim ser possível travar a onda de rescisões que se avista no sector bancário, devido ao bloqueio da actividade económica no País.

A proposta da APB configura um processo global, que aponta para a eliminação dos denominados automatismos no próprio contrato colectivo de trabalho dos funcionários da Banca. O objectivo, sabe o CM, passa por aliviar o peso que estes custos fixos têm num sector que também não conseguiu escapar à crise.

O número de trabalhadores abrangidos por este corte deverá situar-se na ordem dos 59 mil, tendo em conta que, em finais de 2010, a população bancária representada pelas 36 instituições financeiras que integram a amostra de base do último Boletim Informativo do APB, publicado em Junho de 2011, era constituída por 58 871 colaboradores.

A proposta, sabe o CM, está agora nas mãos dos sindicatos do sector, que até ao final do mês têm de apresentar uma contraproposta à Associação Portuguesa de Bancos para se dar início ao processo negocial.

"O ACORDO TEM 40 ANOS"

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), Rui Riso, reconhece que o contrato colectivo de trabalho na Banca tem de ser revisto.

"O acordo tem 40 anos, foi negociado noutras circunstâncias e para uma geração diferente. As gerações de agora encaram o emprego de outro modo", afirmou ao CM, sem entrar em pormenor sobre as contrapropostas que este sindicato irá apresentar à APB. Sobre os despedimentos, Rui Riso diz que os bancos têm preferido a via das reformas e rescisões amigáveis, como é o caso do Banif, e que não tem havido contratações. "O que nos deve preocupar é porque é que os bancos precisam de menos pessoas – e isto deve-se à menor actividade económica em Portugal", sublinhou.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


publicado por adm às 10:59 | comentar | favorito
29
Mai 12

Queixas contra bancos: 60% dos clientes têm razão

Há mais contraordenações do Banco de Portugal por irregularidades na banca e apesar de as reclamações terem caído, no ano passado, o número de queixas em que o cliente acaba por ter razão aumentou.

Segundo as conclusões do relatório de supervisão comportamental da instituição liderada por Carlos Costa, no caso das reclamações o cliente tem cada vez mais razão.

No ano passado, foram perto de 14.700 as reclamações, menos 3% do que em 2010; mas aumentou o número de queixas em que de facto havia prática de infrações; em cada 100 reclamações 60 clientes tinham razão.

No ranking, do total das reclamações, os bancos estrangeiros a operar em Portugal garantem os lugares cimeiros: BBVA, Caixa de Aforros da Galiza, Santander Totta, Deutsche Bank, Barclays e Banco Popular, seguidos por dois bancos portugueses BPN e Montepio Geral.

No crédito ao consumo, o número de queixas é maior: também no BBVA, no Crediagora, no FCE, no Deutsch Bank, no RCI e na Caixa Leasing e Factoring, do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Quando o assunto se relaciona com cheques, a lista é diferente: as queixas recaem em maior número na Caixa Geral de Depósitos no Barclays, Banif, Banco Popular e no Montepio.

O relatório de supervisão comportamental revela também que o maior número de irregularidades foi encontrado nos preçários nos serviços de pagamento, nomeadamente nas transferências bancárias, nos depósitos e na publicidade.

Onde o problema é mais frequente no caso dos depósitos tem a ver com a publicidade enganosa em que, por exemplo, se destaca uma taxa de juro que apenas corresponde à taxa no final de de depósitos a prazo.

Nas contraordenações, o Banco de Portugal instarou, em 2011, 38 processos, mais 10 do que no ano anterior.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

publicado por adm às 07:54 | comentar | favorito
11
Mai 12

Banca regressa aos lucros mas risco de crédito dos clientes sobe

Os resultados trimestrais da Caixa, BPI, BCP e Santander desceram 53% para os 119,5 milhões. A margem está a cair e o risco de crédito a subir.

Têm sido tempos complicados para a banca nacional. Depois de, em 2011, quatro das cinco maiores instituições financeiras a operar em Portugal terem fechado as contas com prejuízos recorde superiores a 1.500 milhões de euros, os resultados do primeiro trimestre revelam que apesar de os lucros terem voltado à banca caíram drasticamente face aos resultados homólogos do mesmo período do ano passado. De acordo com os resultados apresentados por quatro destes bancos (Caixa, BPI, BCP e Santander Totta), a banca registou uma queda homóloga de 53% dos lucros, passando de resultados líquidos de 287,5 milhões de euros para os actuais 119,5 milhões de euros.

A pressionar fortemente a generalidade dos resultados da banca esteve a forte deterioração do quadro económico e financeiro do país, que obrigou os bancos a serem penalizados com o registo de imparidade de crédito e de títulos. Exemplo disso é a contínua subida do crédito vencido, assim como o rácio de crédito em risco, como consequência do aumento do nível de incumprimento de empresas e famílias neste período. Destaque para a Caixa, que teve de contabilizar provisões e imparidades no montante global de 329,7 milhões de euros, arrastando os resultados do banco público para uma contracção homóloga dos lucros de 89%. Nota ainda para o BCP, de longe o banco mais penalizado no que toca ao rácio de crédito em risco (que inclui malparado e reestruturações) de 10,9%, apesar de o montante estar coberto por imparidades de balanço e garantias reais e financeiras acima dos 100%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:26 | comentar | favorito
tags:
07
Mai 12

Financiamento da banca à economia dispara em Março

No mês de Março, os bancos abriram os cordões à bolsa.

Em Março foram concedidos 5,8 mil milhões de euros em novos empréstimos aos particulares e às empresas, mais 1,9 mil milhões de euros do que no mês precedente. Em termos percentuais, trata-se da maior subida mensal desde que o Banco de Portugal disponibiliza este histórico (Janeiro de 2003): uma subida de 47% face ao mês precedente.

Contudo, foi no crédito aos particulares onde se assistiu a uma subida mais acentuada no crédito concedido. Os empréstimos para habitação, consumo e outros fins cresceram 183% face ao que se verificou em Fevereiro. Em Março, foram concedidos 1,5 mil milhões de euros em empréstimos aos particulares. Ou seja, mais 973 milhões de euros do que os 531 milhões de euros que tinham sido concedidos em Fevereiro.

No caso das empresas também se registou uma subida do crédito concedido. No total foram emprestados 4,3 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 26% face aos 3,4 mil milhões de euros que tinham sido emprestados em Fevereiro.

Esta subida no crédito concedido, acontece logo no mês seguinte ao Banco Central Europeu ter injectado liquidez no mercado ao disponibilizar 529, 5 mil milhões de euros de financiamento a três anos à banca europeia, alargando para um bilião de euros o total concedido neste tipo de empréstimos (em Dezembro o BCE já tinha efectuado uma operação semelhante). Esta operação veio facilitar a disponibilidade dos bancos para financiar a economia.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 13:42 | comentar | favorito
02
Mai 12

Banca admite entrega de casa para saldar dívida em casos-limite

Ao aceitar que a entrega da casa liquidasse uma dívida ao banco, o Tribunal de Portalegre reforçou o debate. A oposição já tem propostas e a maioria prepara as suas. A Banca não quer ficar para trás e defende modelo espanhol.

Os bancos vão preparar uma proposta com soluções para lidar com o incumprimento no crédito à habitação para apresentarem ao Governo. Ao que o Negócios apurou, o tema deverá ser debatido em breve no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos (APB), sendo já claro que a maioria das instituições financeiras apoia regras semelhantes às adoptadas em Espanha para lidar com o incumprimento no crédito à habitação.

Em concreto, os bancos admitem que, à semelhança do que decidiu o juiz de Portalegre, venha a ficar estabelecido que as instituições financeiras aceitem que a entrega do imóvel liquide a dívida da família. No entanto, esta solução só poderá ser aplicada às situações em que os clientes bancários tenham problemas financeiros efectivos e comprovados, tal como está previsto nas regras recentemente adoptadas em Espanha. 

Nos restantes casos, os bancos estarão disponíveis para definir, de forma mais estruturada, aquilo que já praticam internamente e de forma mais casuística. Ou seja, negociar com os devedores um alargamento do prazo do empréstimo ou mesmo uma redução da taxa de juro dos empréstimos, por exemplo.

Neste momento, ao que soube o Negócios, o debate dentro do sector financeiro ainda está numa fase inicial. Mas o modelo espanhol é referido como referência para as reflexões que se estão a iniciar.

Oposição já tem propostas, Governo prepara as suas

Os argumentos invocados pelo juiz do Tribunal Judicial de Portalegre (ver texto ao lado) colocaram na agenda o tema do sobreendividamento das famílias, que já tinha sido recuperado pelo Bloco de Esquerda quando, em Março, levou ao Plenário da Assembleia da República uma proposta que estipula que a entrega de casa ao banco liquida a totalidade da dívida.

Quando foi conhecida a decisão do Tribunal de Portalegre – que, por ter transitado em julgado, já não admite recurso –, os bloquistas reafirmaram a necessidade de discutir esta questão no Parlamento. O partido liderado por Francisco Louçã desafiou "o Parlamento a aprovar o seu projecto de lei, colocando um ponto final numa prática abusiva da banca e que, de acordo com o tribunal, constitui um ‘enriquecimento injustificado’ do sistema financeiro", lê-se no comunicado. A proposta dos bloquistas prevê a possibilidade de extinguir a dívida através da entrega da casa à banca. 

O PS também apresentou propostas neste sentido, que, no entanto, não vão tão longe. Os socialistas submeteram três propostas para tentar evitar o incumprimento, quer através da criação de um fundo de garantia, quer através da possibilidade de utilizar as verbas dos planos poupança reforma (PPR) para saldar o crédito à habitação (uma possibilidade já acessível aos desempregados). Para a fase pós-incumprimento, os socialistas têm outras duas propostas.

O Governo e os partidos que o suportam também estão a estudar esta questão. No Executivo, há um grupo de trabalho entre vários ministérios que está a discutir o endividamento das famílias com o Banco de Portugal. Tanto o PSD como o CDS ainda não chegaram a conclusões, apesar de estarem articulados na discussão.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:48 | comentar | favorito