07
Mai 12

Num ano há mais 42 mil pessoas com pagamentos em atraso à banca

O número total de devedores com pagamentos em atraso à banca aumentou em 42.450 entre o final de março de 2011 e março de 2012, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal.

Crédito vencido, na definição do BdP, refere-se aos empréstimos com pagamentos por regularizar num prazo superior a 30 dias após a data do respetivo vencimento.

No final do primeiro trimestre, a situação de crédito vencido abrangia 15,3% dos cidadãos com dívidas à banca (setor das "famílias": particulares excluindo empresários em nome individual e instituições de beneficência). Sendo o número total de cidadãos com empréstimos concedidos 4.564.847, isso significa que 698.422 tinham créditos vencidos.

Este valor é superior ao que se registava no final do primeiro trimestre de 2011 (655.971), que por sua vez já era maior que no mesmo período de 2010 (608.764). No final de março de 2009 (primeira data para a qual o BdP calculou estes dado), havia 642.202 pessoas nesta situação.

Em termos de volume, a percentagem de crédito vencido nos empréstimos concedidos pela banca às famílias atingiu os 3,8% no final de março - mais 0,5 pontos percentuais que no mesmo período do ano anterior.

A percentagem de devedores com créditos vencidos é muito mais alta no crédito ao consumo (17%) que no crédito à habitação (6,1%), embora esteja a crescer em ambos os segmentos.

Os dados do BdP mostram ainda que 28,5% dos empresários em nome individual têm créditos vencidos. O mesmo acontece a 8,9 % das instituições de beneficência.

Crédito vencido não é a mesma coisa que crédito de cobrança duvidosa, uma definição mais abrangente que inclui outras dívidas por pagar à banca.

Nos números mais recentes do boletim estatístico do BdP, relativos a fevereiro, o crédito de cobrança duvidosa representava 3,5% do total concedido aos particulares (famílias, empresários em nome individual e instituições de beneficência). No crédito ao consumo, contudo, este valor já chegava aos 10,6 por cento.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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02
Mai 12

Banca admite entrega de casa para saldar dívida em casos-limite

Ao aceitar que a entrega da casa liquidasse uma dívida ao banco, o Tribunal de Portalegre reforçou o debate. A oposição já tem propostas e a maioria prepara as suas. A Banca não quer ficar para trás e defende modelo espanhol.

Os bancos vão preparar uma proposta com soluções para lidar com o incumprimento no crédito à habitação para apresentarem ao Governo. Ao que o Negócios apurou, o tema deverá ser debatido em breve no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos (APB), sendo já claro que a maioria das instituições financeiras apoia regras semelhantes às adoptadas em Espanha para lidar com o incumprimento no crédito à habitação.

Em concreto, os bancos admitem que, à semelhança do que decidiu o juiz de Portalegre, venha a ficar estabelecido que as instituições financeiras aceitem que a entrega do imóvel liquide a dívida da família. No entanto, esta solução só poderá ser aplicada às situações em que os clientes bancários tenham problemas financeiros efectivos e comprovados, tal como está previsto nas regras recentemente adoptadas em Espanha. 

Nos restantes casos, os bancos estarão disponíveis para definir, de forma mais estruturada, aquilo que já praticam internamente e de forma mais casuística. Ou seja, negociar com os devedores um alargamento do prazo do empréstimo ou mesmo uma redução da taxa de juro dos empréstimos, por exemplo.

Neste momento, ao que soube o Negócios, o debate dentro do sector financeiro ainda está numa fase inicial. Mas o modelo espanhol é referido como referência para as reflexões que se estão a iniciar.

Oposição já tem propostas, Governo prepara as suas

Os argumentos invocados pelo juiz do Tribunal Judicial de Portalegre (ver texto ao lado) colocaram na agenda o tema do sobreendividamento das famílias, que já tinha sido recuperado pelo Bloco de Esquerda quando, em Março, levou ao Plenário da Assembleia da República uma proposta que estipula que a entrega de casa ao banco liquida a totalidade da dívida.

Quando foi conhecida a decisão do Tribunal de Portalegre – que, por ter transitado em julgado, já não admite recurso –, os bloquistas reafirmaram a necessidade de discutir esta questão no Parlamento. O partido liderado por Francisco Louçã desafiou "o Parlamento a aprovar o seu projecto de lei, colocando um ponto final numa prática abusiva da banca e que, de acordo com o tribunal, constitui um ‘enriquecimento injustificado’ do sistema financeiro", lê-se no comunicado. A proposta dos bloquistas prevê a possibilidade de extinguir a dívida através da entrega da casa à banca. 

O PS também apresentou propostas neste sentido, que, no entanto, não vão tão longe. Os socialistas submeteram três propostas para tentar evitar o incumprimento, quer através da criação de um fundo de garantia, quer através da possibilidade de utilizar as verbas dos planos poupança reforma (PPR) para saldar o crédito à habitação (uma possibilidade já acessível aos desempregados). Para a fase pós-incumprimento, os socialistas têm outras duas propostas.

O Governo e os partidos que o suportam também estão a estudar esta questão. No Executivo, há um grupo de trabalho entre vários ministérios que está a discutir o endividamento das famílias com o Banco de Portugal. Tanto o PSD como o CDS ainda não chegaram a conclusões, apesar de estarem articulados na discussão.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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25
Abr 12

Bancos europeus continuam a restringir crédito

Os bancos da zona euro continuaram a impor condições mais restritivas para conceder crédito no primeiro trimestre deste ano, mas a um ritmo mais moderado que no final de 2011, segundo dados do Banco Central Europeu (BCE), divulgados esta quarta-feira.

Nos primeiros três meses do ano, os bancos da «eurolândia» registaram também uma quebra na procura de empréstimos da parte das empresas.

Estes dados constam do inquérito ao crédito na zona euro do BCE, que abrange 131 bancos da zona euro. Os resultados são divulgados em termos agregados, sem especificar números por país.

O inquérito revela que o saldo entre os bancos que apertaram as suas condições de concessão de crédito às empresas e os que facilitaram o acesso a empréstimos foi 9 por cento no primeiro trimestre do ano. No último trimestre de 2011, este saldo tinha atingido os 35 por cento. 

No crédito à habitação para particulares, o saldo entre os bancos que restringiram e os que alargaram o acesso aos empréstimos foi 17 por cento, menos que os 29 por cento do trimestre anterior. Ou seja, a banca europeia continua também a restringir a concessão de crédito à habitação, mas a um ritmo mais moderado que no final do ano passado.

«Pacto para o crescimento» 

Mario Draghi, admitiu que a União Europeia também precisa de um «pacto para o crescimento», além do «pacto orçamental» já acordado pelos líderes europeus.

Draghi rejeitou a ideia defendida por alguns eurodeputados no sentido de o BCE ter uma intervenção mais direta, defendendo que o crescimento passa por os Estados-membros prosseguirem os esforços no sentido de porem as suas finanças públicas em ordem e prosseguirem as reformas estruturais, designadamente no mercado de trabalho.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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24
Mar 12

Crise gera nova tendência: casas dos bancos alvo de cobiça

Estão a ser alvo de cobiça, em tempos de crise. Portugueses e imobiliárias estão de olho nas casas devolvidas à banca por quem não consegue pagar os empréstimos.

Pelas contas da associação do setor (a APEMIP), só no ano passado, 6.900 imóveis foram entregues aos bancos, tanto por particulares como por promotores imobiliários. As zonas mais críticas foram as da grande Lisboa e Porto (45,2% do total), sendo que dos 10 municípios mais penalizados em termos nacionais, apenas três - Loulé, Ponta Delgada e Braga - não pertencem a estas duas regiões.

Mas este é também um problema dos bancos, que ficam com as casas em mãos. Por isso, apostam agora em campanhas agressivas para venderem os imóveis que têm em carteira, oferecendo condições únicas no financiamento e descontos no preço até aos 30%

Compraram T3, num condomínio fechado, por 59 mil

«Facilidades» que acabam por atrair jovens e imobiliárias. É o caso de Ana Espírito Santo e Claúdio que desde o ano passado procuravam cumprir o sonho de ter casa própria.

A necessidade de uma prestação mensal baixa levou-os a comprar, em outubro, um apartamento do Millennium BCP, em Santa Maria da Feira, que constava da carteira de uma imobiliária especializada na venda de retomas de bancos.

«É um T3, com 14 anos, num condomínio fechado com campo de ténis e piscina», disse à Lusa Ana Espírito Santo.

O banco financiou-lhes a «totalidade do valor do apartamento» de 59 mil euros e ofereceu um spread (lucro do banco) de cerca de 1,5 por cento. 

«Aproveitámos o financiamento a 100 por cento para usar o dinheiro que tínhamos para fazer obras pequenas no apartamento», contou Ana, destacando as boas áreas da casa, com espaço suficiente para a Matilde, de 16 meses, e o Duarte que vai nascer no verão.

Situação idêntica vive Tiago Antão, 26 anos, que saiu da casa dos pais em fevereiro para se mudar com a namorada para um apartamento na Amadora: «Andei no mercado e foi o único método que encontrei para ter boas condições a nível de financiamento e conseguir 100 por cento do valor do imóvel».

Com estas condicionantes, Tiago Antão e a namorada optaram por pagar 105 mil euros por um apartamento T2 na Amadora, com 100 m2, construído em 2006.

Imobiliárias aproveitam a onda

Vantagens que também conquistaram as imobiliárias, apostam cada vez mais neste nicho de mercado. «Não lhe diria que são mais baratos, são boas oportunidades em termos de mercado, associadas às condições que a banca oferece», disse à Lusa, João Martins, diretor-geral da Maxfinance, rede de agências de consultoria financeira do grupo Remax.

A Remax, uma das principais imobiliárias a operar no mercado português, apenas começou a trabalhar com a banca no ano passado. Atualmente, 10 por cento dos imóveis da Remax para venda são oriundos da banca, tendo a imobiliária vendido já 139 destes imóveis num volume de negócios de 10 milhões de euros.

Já a imobiliária Fracção Exacta trabalha há alguns anos quase exclusivamente com retomas de bancos - mais de 90 por cento das vendas são destes imóveis -, contando com 27 agências em todo o país. 

Os cinco maiores bancos a atuar em Portugal (CGD, BCP, BPI, BES e Santander Totta) são os principais fornecedores da agência, que tem atualmente para venda 4.700 imóveis de bancos.

E segundo a responsável pela gestão de rede desta imobiliária, Sónia Santos, em 2010, era a CGD o banco com pacotes mais atrativos, o que levou a que tivesse «limpado o stock existente». Já atualmente é o «BCP que está no auge», com a oferta de melhores condições.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Banca dá descontos até 30% para vender casas em carteira

Os bancos estão a apostar em campanhas agressivas para venderem os imóveis que têm em carteira, oferecendo condições únicas no financiamento e descontos no preço até aos 30 por cento.

Para captarem o interesse dos compradores, os bancos portugueses estão a financiar a compra destes imóveis queherdaram devido ao incumprimento dos contratos de crédito à habitação, a 100 por cento, algo que já há vários meses não se verifica nos contratos relativos a imóveis que não sejam da sua carteira própria.

Depois, oferecem spreads mais competitivos do que os praticados nos novos contratos de crédito à habitação, cuja média trepou de 2,69% em dezembro para os 3,15% em janeiro - a maior subida mensal desde que há registos (janeiro de 2003).

As instituições financeiras estão ainda a facilitar a compra, nalguns casos, através da isenção dos custos de avaliação e das despesas de dossier.

Em cima disto, há ainda um desconto no preço dos imóveis, que varia consoante as suas características, mas que pode atingir os 30%.

O Santander Totta, por exemplo, detém em média, 1.500 a 1.600 imóveis em carteira para venda, segundo números divulgados pelo banco à Lusa. Já o BBVA Portugal detém cerca de 700 imóveis à disposição com condições de financiamento mais vantajosas. Os outros bancos contactados pela Lusa (CGD, BCP, BES e Banco BPI) escusaram-se a revelar estes dados.

As ofertas de alguns bancos

«Temos neste momento um spread de 2 por cento nos financiamentos para imóveis destinados à habitação, sendo o financiamento a 100%. Os descontos nos preços face aos valores do mercado variam muito em função do tipo e antiguidade do imóvel, localização e outros aspetos. Mas podemos dizer que os preços praticados incorporam um desconto que ronda os 20% a 30%», disse à Lusa fonte oficial do Santander Totta.

Por seu turno, o Millennium BCP disse à Lusa que lançou recentemente o M Imóveis, «onde as sucursais alienam imóveis em carteira com excecionais condições de financiamento». 

Um serviço a juntar ao Mês das Oportunidades,durante o qual o banco promove, em diferentes regiões do país, a venda de vários imóveis em promoção. Quinzenalmente, são também realizadas vendas de dois imóveis com proposta em carta fechada, com uma base de licitação em que o vencedor será o que apresenta a melhor proposta. E promove ainda um leilão por mês, em cada região em que decorre o Mês das Oportunidades, além de outros leilões de âmbito nacional.

BES revelou que, no ano passado, 158 famílias renegociaram o crédito à habitação, e que o banco lançou um programa para a «deteção automática de clientes que revelem sinais de alerta quanto à dificuldade em cumprirem as suas obrigações». 

Na página da Internet do BES Imóveis em Campanha, em que se pode conhecer alguns dos comercializados pelo banco (entre apartamentos, lojas ou terrenos), este oferece um «spread geral desde 2,5 por cento», com um montante de financiamento máximo de 100% e ainda a isenção da comissão de estudo de processo e do estudo de comissão de avaliação.

Na CGD, através da Caixa Imobiliário, também são oferecidas condições especiais, com o financiamento de 100% do valor de avaliação, com a taxa de juro fixa nos 2,75% ao ano (nos primeiros três anos) e com uma bonificação de 1% no spreadbase no restante prazo do empréstimo.

Também há a dispensa de avaliação e de encargos inerentes, isenção da comissão de estudo, entre outras vantagens.

Quanto ao BPI, segundo a informação recolhida no seu site, nos 364 imóveis do banco que estão em venda é prometido um financiamento «com spread especial», a dispensa de avaliação do imóvel e a isenção das comissões iniciais.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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Casas dos bancos vendidas em leilões

As leiloeiras tornaram-se um dos aliados dos bancos na venda de imóveis, reflexo das dificuldades da banca em escoar imóveis em carteira, numa altura em que o incumprimento de famílias e empresas bate recordes.

A leiloeira Uon é uma das que trabalha com as instituições bancárias em Portugal. Em 2011, a Uon realizou mais de 30 leilões (quer presenciais, quer online), tendo levado à praça cerca de 2.700 imóveis, com um valor global de cerca de 108 milhões de euros.

«Foram vendidas aproximadamente 1.050 casas tendo o valor de vendas em leilão da Uon sido de cerca de 57 milhões de euros», disse à Lusa a diretora comercial, Ana Ferro.

Os imóveis da banca têm a vantagem, face aos restantes do mercado, de estarem bem localizados (Grande Lisboa, Grande Porto, Litoral e Algarve), a «relação preço qualidade» e, ainda, dispõem de melhores condições por parte das instituições de crédito, destaca Ana Ferro.

Quanto ao preço dos imóveis que vão a leilão, «a licitação mínima é calculada em função do valor do crédito concedido ou do valor da avaliação. Geralmente é escolhido o mais alto».

O reverso da medalha

Além das leiloeiras, há cada vez mais imobiliárias a vender as casas dos bancos. Uma realidade que prejudica os promotores imobiliários que «não conseguem competir» com as campanhas agressivas da banca, como acusa a associação do setor, APEMIP.

O facto de a «banca vender com condições com que os promotores não conseguem competir», com «desvalorizações forçadas dos imóveis, que podem atingir os 30%», cria uma «instabilidade nos preços», critica o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

«Não há motivos para esta desvalorização forçada», sustentou Luís Lima que, já no final de novembro tinha dito que a banca está a recorrer a mediadores mais do que nunca.

Luís Lima rejeitou, contudo, que os bancos estejam a desviar clientes das mediadoras, considerando que a relação entre as duas entidades é favorável aos mediadores.

«O que era bom, como questão de futuro, era nós vendermos os imóveis antes de estarem na posse dos bancos».

Mas afinal, como é que os bancos retomam os imóveis?

Através de duas vias: judicial ou extrajudicial. Neste último caso, o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação que o banco faça do imóvel nesta fase.

Por exemplo, se o banco avaliar em 70 mil euros e o empréstimo tiver sido de 100 mil, o proprietário fica devedor do restante.

Já na via judicial, existem três tipos de processos em que se dá a adjudicação dos imóveis pelos bancos: de execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel.

No primeiro caso, o banco reclama o seu crédito e, por ser credor privilegiado (tem a hipoteca do imóvel), pode pedir a adjudicação deste. 

No segundo cado, há penhora e é promovida a venda do imóvel. O banco faz então uma proposta para lhe ser adjudicado o bem, o que acontecer por ter a hipoteca.

Já se um credor ou o próprio proprietário pedir a insolvência, o banco faz a reclamação do seu crédito e também aqui pode haver liquidação dos bens do insolvente. Neste caso, o banco, se tiver interesse nisso, faz uma proposta de compra e é-lhe adjudicado o bem, mais uma vez tendo em conta a garantia dada pela hipoteca.

Só no ano passado, quase 7 mil imóveis foram devolvidos à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

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14
Mar 12

O que os bancos sugerem quando as famílias são obrigadas a devolver a casa

Com as famílias cada vez mais em dificuldades para fazer face às suas dívidas, incluindo o pagamento da prestação da casa, há já quem tenha soluções para estes casos. No estudo “ A Actualidade do Sector Imobiliário Residencial – Ajustamentos e desafios” que será apresentado amanhã por Augusto Mateus, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) propõe cinco instrumentos para gestão do incumprimento.

1) "O alargamento dos prazos das operações (até aos máximos de 61 anos de maturidade e 80 anos de idade do mutuário) é utilizado quando o cliente não demonstra capacidade para pagar o valor das prestações, mas tem capacidade para depositar outro valor mais reduzido, permitindo, geralmente, uma redução significativa do encargo mensal".

2) O período de carência de capital (até 12 meses) pode, ou não, conjugar-se com outras alterações, e gere, sobretudo, reduções significativas de rendimentos dos clientes por motivos transitórios (como situações de desemprego ou doença a inverter no curto/médio prazo), assegurando-se apenas o pagamento dos juros;

3) O diferimento de parte do capital (até 30% para o final do prazo) é o recurso para reduzir o valor das prestações, quase sempre utilizado em conjugação com outras alterações, e quando se perspectiva, a prazo, um aumento gradual dos rendimentos auferidos pelo cliente;

4) A alteração da data de cobrança da prestação, é uma nova funcionalidade da CGD, através da qual e a pedido dos clientes, é alterada a data de cobrança das prestações, para o melhor momento de crédito de fundos (vencimentos, rendas, pensões, etc.), assegurando a existência de saldo em conta para pagamento do crédito à habitação;

5) O Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH) envolve a substituição do contrato de crédito à habitação própria permanente por um contrato de arrendamento, sempre que a mesma permita reduzir substancialmente os encargos com a habitação e nela permanecer com direito a opção de compra. A solução é adoptada quando o encargo com a renda se afigura mais consentâneo com a capacidade do cliente, tendo-se em consideração na comparação não apenas o valor prestacional, mas também o desaparecimento dos encargos inerentes à condição de proprietário (v.g. seguros, obrigações fiscais, despesas de condomínio, manutenção, etc.).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

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06
Fev 12

Cheques carecas aumentam 222 milhões de euros

A tendência era de descida nos últimos anos, mas a crise voltou a ditar um aumento dos cheques carecas para 222 milhões de euros durante o ano passado, nota o «Diário de Notícias».

A explicar estes números estão o maior aperto financeiro das famílias devido à crise, o aumento do desemprego e a falta de crédito por parte das instituições financeiras.

Os últimos dados do Banco de Portugal mostram que os cheques são cada vez menos usados como meio de pagamento, e esta tendência acentuou-se em 2011, tendo havido uma quebra no número e valor total pago. A excepção, nota o jornal, verificou-se nos cheques sem cobertura, cujo valor aumentou 15% (222 milhões de euros) face ao ano anterior.

Os bancos devolveram, em média, 1.739 cheques por dia, 1.229 dos quais pelo facto de a conta de onde saíram não ter dinheiro para os pagar.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Direito de Consumo, esta subida, que não o surpreende, pode ser em parte explicada pelo regresso ao uso do cheque pré-datado, como forma de contornar a dificuldade em aceder ao crédito.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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28
Dez 11

Multibanco: compras e levantamentos caíram este Natal

O montante dos levantamentos em multibanco no mês que antecedeu o dia de Natal diminuiu 1,3 por cento este ano, em relação a 2010, e o pagamento de compras com cartão baixou 6,6%. Ou seja, a utilização do cartão de multibanco caiu 7,9% nesta quadra festiva, divulgou esta quarta-feira a SIBS.

No período compreendido entre o dia 28 de Novembro e o dia 25 de Dezembro de 2011 foram efectuados, nas caixas automáticas da rede Multibanco, 32,7 milhões de levantamentos, no valor de 2.256 milhões de euros, correspondendo a uma quebra 1,3% face ao período homólogo anterior.

No mesmo período foram efectuadas, nos terminais de pagamento automático da mesma rede, 66,7 milhões de compras, um valor 1,7% mais baixo do que aquele que foi verificado em 2010. Já o montante total de compras com cartão foi de 2.759 milhões de euros, representando este valor uma quebra de 6,6% em relação a 2010.

O valor médio levantado por dia foi de 69 euros e, em compras, o valor médio dos pagamentos em lojas foi de 41 euros.

Estes dados revelam que, em altura de crise, e mesmo em época festiva, os portugueses estão, de facto, a apertar os cordões à bolsa.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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15
Dez 11

Banca mundial anunciou corte de 200 mil empregos este ano

As instituições financeiras de todo o mundo anunciaram este ano planos para eliminar mais de 200 mil postos de trabalho.

As razões não são difíceis de apontar: turbulência nos mercados, fracas perspectivas económicas, contracção das receitas de ‘trading', queda no número de operações de M&A e IPO, maiores exigências de capital, e a crise das dívidas soberanas na Europa estiveram na origem de um ano difícil para os bancos de todo o mundo. Nas bolsas, as acções afundaram e no dia-a-dia os bancos enfrentaram condições cada vez mais difíceis de se financiar, o que se reflectiu no emagrecimento da concessão de crédito a empresas e famílias.

Como resultado da crise à escala mundial, as financeiras revelaram este ano planos para eliminar mais de 200 mil empregos, de acordo com dados compilados pela agência Bloomberg.

Hoje foi o Morgan Stanley, cujas acções acumulam perdas de perto de 50% em bolsa este ano, que anunciou planos para eliminar 1.600 empregos em todo o mundo no primeiro trimestre de 2012. É o equivalente a 2,6% do número total de funcionários do banco, que rondava os 62.650 colaboradores em Setembro. 

Também esta semana, o Citigroup, que é o terceiro maior banco norte-americano, comunicou aos reguladores que vai eliminar 4.500 empregos em todo o mundo, o equivalente a cerca de 2% da sua força de trabalho, que atingia os 267 mil colaboradores no final do terceiro trimestre. O CEO do Citi, Vikram Pandit, revelou que os cortes serão implementados nos próximos trimestres. 

O Citi e o Morgan Stanley juntaram-se assim a outros bancos de todo o mundo, que anunciaram cortes de postos de trabalho este ano devido à imposição de regras mais exigentes para o sector e à fraqueza da economia mundial.

O Bank of America, por exemplo, anunciou em Setembro que tenciona eliminar 30 mil empregos nos próximos anos - o equivalente a 10% da sua força de trabalho - e cortar a despesa anual em 5 mil milhões de dólares. Só entre Julho e Setembro o banco liderado por Brian Moynihan eliminou 6.000 empregos.

Na Europa, também proliferam exemplos. O britânico HSBC anunciou no início de Agosto que vai eliminar um total de 30 mil empregos, o equivalente a 10% do seu número total de funcionários. Deste montante seriam eliminados 5.000 postos de trabalho uma vez terminadas as operações de reestruturação na América Latina, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Médio Oriente. Os restantes 25 mil serão eliminados até ao final de 2013. Europa e América do Norte são as regiões onde o HSBC mais vai cortar na mão-de-obra.

Também o suíço Crédit Suisse revelou há um mês que vai eliminar mais 1.500 empregos, além dos 2.000 postos de trabalho comunicados em Julho.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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