22
Ago 11

Famílias depositam mais 2,2 mil milhões entre maio e junho

As famílias portuguesas depositaram mais 2.265 mil milhões de euros em junho do que no mês anterior, o que significa um aumento da poupança em 1,9 por cento. Em termos homólogos, ou seja, comparando com igual período do ano passado, os depósitos aumentaram 5,2 por cento, de acordo com o boletim mensal do Banco de Portugal. Por outro lado, o crédito malparado das famílias cresceu 8,5 por cento em termos homólogos.

 

A subida das taxas de juro terá contribuído para estimular a poupança dos particulares, que em junho atingiu o valor total de 124.514 mil milhões de euros, mais 2,265 mil milhões do que no mês anterior. 

As taxas de juro subiram dos 3,54 por cento em maio para os 3,63 por cento em junho, o valor mais alto desde finais de 2008. 

Em comparação com junho do ano passado, os depósitos aumentaram 5,2 por cento, ao crescerem dos 118.402 mil milhões de euros contabilizados em junho de 2010 para os 124.514 mil milhões de euros do mesmo mês em 2011. 

Crédito malparado das famílias cresce 8,5 por cento
O crédito malparado atingiu 3.350 milhões de euros em junho e pesa 2,5 por cento no total dos empréstimos concedidos. Os atrasos no pagamento à banca aumentaram entre as famílias. As falhas nos pagamentos à banca verificam-se com maior incidência no crédito de consumo.

Já as dívidas das empresas recuaram em junho, quando comparados com os registos de maio, que apontavam para 5,90 mil milhões de euros. No entanto, chegaram aos cinco por cento, atingindo 5,78 mil milhões de euros, o que revela uma diminuição de 3,3 por cento face a maio, mas um aumento de quase 12 por cento em comparação com junho de 2010.

Os bancos concederam também menos empréstimos em junho: 116.989 milhões de euros face aos 117.251 milhões de euros emprestados em maio.

fonte:http://tv2.rtp.pt/

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02
Ago 11

Taxas altas na banca

Nos últimos 12 meses, os portugueses depositaram mais dez mil milhões de euros nos quatro maiores bancos privados em Portugal. O valor será ainda maior quando somarmos a Caixa, que ainda não revelou os dados do semestre.

 

Os portugueses estão a poupar mais. Isto acontece em parte porque os portugueses estão mais receosos quanto ao futuro. E portanto consomem menos, endividam-se menos e poupam mais. Isso é uma óptima notícia: Portugal tem uma taxa de poupança baixíssima e é por isso que temos uma dívida externa tão grande: o que devemos, devemos a estrangeiros.

Há outra razão para esta subida: o aumento das taxas de juro pagas nos depósitos.

A banca entrou em concorrência com o Estado e captou poupança que estava, por exemplo, nos Certificados de Aforro, que foram "destruídos" pelo Governo anterior. O Estado reagiu e criou os Certificados de Tesouro, que têm taxas mais altas.

A banca está preocupada com estas taxas de juro e sugere ao Estado que baixe o que paga pelos Certificados. Já os clientes pensam outra coisa: a concorrência é linda.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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25
Jul 11

Guerra pelos depósitos custa mais 1,5 mil milhões à banca

As elevadas taxas de juro oferecidas pelos bancos pesam mais 1,5 mil milhões face ao custo suportado há um ano.

A guerra pelos depósitos de clientes, particulares e empresas, está a custar à banca mais 1,5 mil milhões de euros por ano. As dificuldades de financiamento dos bancos tem conduzido à aposta na captação de recursos de clientes, onde o principal argumento utilizado é a taxa de juro oferecida, que mais do que duplicou no último ano. A taxa média nos novos depósitos de particulares subiu de 1,13% para 3,4% no espaço de 12 meses,enquanto os juros oferecidos nos depósitos de empresas passou de 0,76% para 3,75%, os juros mais altos da área do euro para depósitos de empresas.

Em Maio de 2010, os bancos portugueses pagavam 1,47 mil milhões de euros em juros por depósitos a prazo no valor de 103,2 mil milhões de euros. Um ano depois, o custo dos juros dos depósitos subiu para três mil milhões de euros, sobre uma carteira de 110,7 mil milhões de euros. Ou seja, o custo de captação de 7,5 mil milhões de euros em novos depósitos é de 1,5 mil milhões, ou 20% do total captado no último ano.

A expressão "guerra dos depósitos" tornou-se popular em Espanha, onde o Governo decidiu intervir impondo tectos máximos aos juros praticados, por considerar que os elevados juros podem afectar os balanços dos bancos, além de obrigarem a taxas mais altas na concessão de crédito. No entanto a taxa de juro média praticada em Espanha é 0,78 pontos percentuais inferior às taxas praticadas em Portugal. Aliás, na zona euro só o Chipre e a Grécia pagam juros superiores aos oferecidos pelos bancos nacionais. Em Junho, o Banco de Portugal decidiu intervir, passando a monitorizar os juros praticados nos depósitos, de forma a prevenir situações que ponham em causa a solidez dos bancos. Há dois meses que os bancos têm de comunicar ao regulador a existência de depósitos a prazo com juros superiores em três pontos percentuais à taxa Euribor aplicável ao período de cada aplicação, sem que tenha sido tomada qualquer medida mais restritiva até à data. 

fonte:http://economico.sapo.pt

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BdP: bancos devem vender activos e reforçar depósitos

Governador do Banco de Portugal diz que banca deve garantir um financiamento «regular e adequado» para reduzir dependência do Banco Central Europeu

 

O governador do Banco de Portugal (BdP) pressionou esta segunda-feira os bancos portugueses a venderem activos não-estratégicos e carteiras de crédito para se desalavancarem sem prejudicar demasiado a economia. E quer também que os bancos captem mais depósitos, mas sem pagar juros muito altos aos depositantes.

Esta solução não agrada aos bancos, para quem a melhor solução é mesmo que o Estado pague o que deve ao sector.

O responsável pelo BdP, citado pela Reuters, falava durante o IX Fórum Banca & Mercado de Capitais, organizado pelo «Diário Económico» em Lisboa, e defendeu que os bancos «mostraram resiliência face a choques adversos», mas têm de garantir um financiamento «regular e adequado».

Para o banqueiro, a cedência de liquidez, garantida pelo Banco Central Europeu, é apenas «uma resposta de emergência», não sendo «sustentável a médio prazo».

Para Carlos Costa é essencial diversificar fontes de financiamento através da venda de activos, carteiras de créditos e captação de mais depósitos. 

Carlos Costa sublinhou que «a captação dos depósitos deve acontecer num contexto de sustentabilidade de remunerações», ou seja, os juros oferecidos aos depositantes não podem ser demasiado elevados. 

Recorde-se que, em Junho, o BdP passou a exigir aos bancos que comunicassem os depósitos a prazo cuja remuneração excedesse em três pontos percentuais a taxa Euribor aplicável na operação.

Sublinhando agora que, devido ao seu «modelo tradicional de negócio, o sistema financeiro português tem níveis adequados de capital», o governador do BdP considera que os bancos precisam de reduzir o seu rácio de alavancagem para garantir a sua estabilidade, o que classifica de «imperativo inadiável».

Para o responsável pelo BdP o facto dos bancos terem passado os testes de stress europeus «reforçaram a confiança dos investidores internacionais», sendo agora necessário reforçar os capitais-base, para «fazer face aos riscos e acomodar eventuais perdas decorrentes da degradação da conjuntura económica».

Por isso, Carlos Costa classificou de ignorância a desconfiança dos mercados em relação à banca portuguesa, «decorrente de preocupações que nada têm a ver com os bancos. Resultam, por exemplo, de preonceitos face ao fenómeno do imobiliário português» que não enfrenta os problemas dos outros países.

Os banqueiros, por seu lado, consideram que as exigências da troika em termos de rácios de capital para a banca portuguesanão fazem sentido.

Governo tem de cumprir objectivos orçamentais

Já sobre a cimeira extraordinária do euro, que se realizou em Bruxelas na passada quinta-feira, Carlos Costa criticou a dificuldade dos países em encontrarem uma «resposta robusta» para a crise da dívida soberana, o que contribuiu para a instabilidade da região. 

Uma indecisão que teve efeitos no sistema bancário: «A deteriorização do risco soberano induziu deteriorização do risco do sistema financeiro».

Por isso, Carlos Costa defendeu a necessidade de criar um «governo económico» na área do euro e combater as «fragilidades intrísecas» da região.

Fragilidades essas que também precisam da contribuição dos governos de cada país. Neste sentido, o responsável chamou a atenção para a importância do Governo cumprir com os seus compromissos orçamentais.

«O braço económico da União Europeia, sendo indispensável, não dispensa o trabalho no plano interno para garantir o euro», concluiu.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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12
Jul 11

Banca dobra juros nos depósitos

A banca duplicou os juros pagos pelos depósitos em termos homólogos, numa medida destinada a compensar o acesso mais difícil ao financiamento.

 

A economia está a receber menos dinheiro, com a banca a desalavancar junto do BCE ao mesmo tempo que a crise da dívida soberana ameaça a Itália, um colosso do G8. A completar este cenário, os números dramáticos da derrapagem orçamental na Grécia levaram as Bolsas de Valores da periferia a um "sell-off", com quedas para o nível de há 15 meses.
A fuga ao risco tem sido a estratégia adoptada por aforradores e investidores. Em Portugal, os depósitos a prazo estão a cativar os aforradores e os dados do BdP referentes a Maio, anteriores a toda esta turbulência indicavam remunerações médias de 3,54% nos depósitos, contra 1,26% há um ano. Em Junho, as ofertas pelo dinheiro subiram, mesmo depois de o BdP passar a exigir ser informado sempre que o juro vá 3% acima do nível do indexante. Espanha está a contrariar esta "guerra" pelos depósitos com a obrigação de maiores contribuições para o Fundo de Garantia dos Depósitos.


Na economia nacional, as notícias não são boas. Os bancos estão obrigados a desalavancar e, por isso, estão a recorrer menos ao BCE, o único organismo onde é possível ir buscar fundos (para além dos depósitos). O BdP revelou que a exposição ao BCE da banca portuguesa caiu, em Junho, para 43,88 mil milhões de euros, menos 7% do que em Maio. Isto significa menos liquidez na economia.


As Bolsas de Valores da periferia, incluindo a portuguesa, sofreram um ontem "crash" violento. Em Lisboa, as perdas atingiram os 7%, sobretudo na banca, devido ao efeito Itália e Grécia.

fonte:http://www.oje.pt/

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03
Jul 11

Banca: reguladores querem garantir depósitos

Os reguladores mundiais vão examinar a eficácia das regras dos governos nacionais relativamente à protecção que é dada aos depósitos bancários caso essa entidade financeira entre em colapso, disse o Conselho de Estabilidade Financeira.

Num comunicado disponível no site do Financial Stability Board, afirma-se que os planos nacionais vão ser avaliados para encontrar «falhas potenciais» nos planos de garantia que os Estados puseram em marcha para proteger os depositantes, e acrescenta-se que estas falhas podem acontecer devido à possível insuficiência de fundos para reembolsar os depósitos, à falta de cooperação entre os Estados ou à falta de conhecimento por parte do público.

A chamada «vigilância dos pares vai examinar os sistemas de segurança para os depósitos e as alterações programadas», diz o Conselho, considerando que os reguladores devem «retirar ilações sobre a eficácia das reformas dos sistemas em resposta à crise».

Os Estados aumentaram os fundos de garantia aos depósitos como parte dos esforços para restaurar a confiança no sistema bancário depois da maior crise desde a Grande Depressão. A Irlanda, por exemplo, foi criticada pela chanceler alemã, Angela Merkel, por ter aumentado o valor destas garantias, levando os depositantes a fechar contas noutros países europeus e a transferi-las para aquele país.

Os governos nos 27 Estados membros da União Europeia e o Parlamento Europeu estão a estudar legislação que obrigaria os Estados a garantir depósitos num valor que pode chegar aos 100 mil euros e a reduzir os tempos de pagamento em caso de incumprimento da entidade bancária.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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