13
Abr 13

Montepio, BES e BPI são os bancos com clientes mais satisfeitos

Resultados da satisfação dos clientes dos bancos, estimados no âmbito do modelo ECSI-Portugal.

O Montepio Geral é o banco que mais satisfaz os seus clientes. A conclusão é de um estudo para o ano 2012, elaborado pelo Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação (ISEGI) da Universidade Nova de Lisboa.

O presidente do Montepio, Tomás Correia, em declarações ao Diário Económico, congratulou-se com este resultado, e explicou que esta posição no ‘ranking' é o fruto de "uma aposta na melhoria da qualidade dos produtos e serviços, disponibilidade total para o atendimento dos clientes e associados. Mas sobretudo é resultado do empenho e dedicação de todos aqueles que trabalham no grupo Montepio".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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03
Nov 12

Montepio vai abrir mais 40 balcões em Angola

O Montepio já definiu a sua estratégia internacional, que passa pela aposta no continente africano: crescer no mercado angolano e tornar-se um "banco de retalho e de apoio ao tecido empresarial", através da marca Finibanco Angola, revelou o presidente do conselho de administração do Montepio, António Tomás Correia, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A instituição financeira quer quadruplicar o número de balcões que tem em Angola nos próximos dois anos. "Atualmente, o Finibanco Angola tem cerca de dez balcões. Mas temos como objetivo abrir entre 30 e 40 balcões, sendo previsto que essas aberturas ocorram em 2013 e 2014", adiantou Tomás Correia.

Após a aquisição do Finibanco, o Montepio passou a contar também com o Finibanco Angola no mercado africano, tendo já o presidente demonstrado interesse em aprofundar a relação com este continente.

Em África, o Montepio tem ainda uma presença em Cabo Verde e são acionistas de uma seguradora em Moçambique. "Entendemos que temos capacidade técnica, tecnológica e conhecimento naqueles mercados. Além disso, consideramos que chegou a altura certa para fazermos esta aposta de reforço no mercado africano", afirmou o presidente do Montepio.

Apesar de estar nos objetivos do banco crescer em Angola, o banco não pretende fazê-lo sozinho. O Montepio está à procura de novos acionistas para o Finibanco Angola, detido em 87% pelo Montepio. Mas para isso acontecer, prevê reduzir a sua participação na instituição financeira angolana, embora pretenda ficar sempre com a maioria do capital.

"O Montepio tem prevista a redução da participação no Finibanco Angola, caso se encontrem parceiros que estejam alinhados com os nossos objetivos", salientou o presidente do Montepio. "O objetivo seria o Montepio ficar com 51% do Finibanco Angola e os restantes 49% serem distribuídos por outros parceiros", acrescentou Tomás Correia ao Dinheiro Vivo.

Para já ainda não existe uma data definida para a entrada de novos acionistas, mas o responsável do Montepio afirmou que "pode ocorrer em qualquer altura, desde que se estabeleça um entendimento com os parceiros e se tracem objetivos comuns".

A concretização desta operação, ou seja, da entrada de novos acionistas deve ocorrer sem necessidade de aumento de capital, já que o "banco fez recentemente um reforço de capital e não tem necessidade, para já, de aumentar o mesmo".

O responsável do Montepio esclareceu ainda que a abertura de mais balcões no mercado angolano não está dependente da entrada de novos parceiros. "Faz parte do plano de negócios do banco em Angola, independentemente de haverem ou não novos parceiros", rematou.

Questionado se já houve manifestações de interesse, Tomás Correia disse apenas que, "até ao momento, existiram conversações, como sempre, mas concretização ainda nada".

Para o responsável do Montepio, "a entrada de parceiros permitirá ao banco partilhar o esforço de investimento e crescer no mercado de Angola e não só. Queremos construir um projeto de banco regional".

Confrontado sobre se a aposta em outros mercados de África passava por um reforço em Moçambique ou Cabo Verde, Tomás Correia não quis levantar o véu, referindo apenas: "Nesses já estamos", dando a entender que a aposta passará por outros países e para os quais os novos acionistas poderão ser determinantes nessa aposta.

"O continente africano tem um baixo índice de bancarização, que acreditamos venha a crescer na sequência da melhoria das condições de vida e investimento dos países. E esse potencial de bancarização é uma oportunidade", rematou.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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30
Set 12

Montepio rescinde com 71 trabalhadores do ex-Finibanco

As negociações entre o Montepio e os trabalhadores do ex-Finibanco já terminaram, tendo resultado na rescisão de 71 pessoas, disse à Lusa fonte oficial do banco.

O Montepio comprou o Finibanco no final de 2010. Na sequência desta operação, a administração liderada por Tomás Correia tomou a decisão de transferir os cerca de 200 trabalhadores daquele banco para os serviços centrais da instituição mutualista em Lisboa, o que o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) considerou um "despedimento encapotado", avançando mesmo com uma providência cautelar.

Em Fevereiro deste ano, a acção judicial foi suspensa para se abrir uma nova fase nas negociações entre banco e representantes dos trabalhadores. Fonte oficial do Montepio disse à Lusa que o processo já terminou e que o banco rescindiu contrato com 71 trabalhadores do ex-Finibanco, tendo sido "transferidos para Lisboa 93 colaboradores". 

Já 98 trabalhadores mantiveram-se a trabalhar no Porto, acrescentou a mesma fonte do banco.

O Montepio disse ainda que as negociações iniciadas quando da suspensão da providência cautelar "resultaram na decisão de pôr fim à acção judicial".

O Sindicato dos Bancários do Norte confirmou à Lusa que as relações com o banco estão agora saneadas e que a instituição se comprometeu a que os trabalhadores fossem sendo transferidos de Lisboa para o Porto logo que houvesse vagas, o que já aconteceu.

No caso dos 16 associados no sindicato que foram do Porto para Lisboa, alguns já regressaram ao Porto e mais dois estarão de regresso por estes dias, adiantou.

"Tem sido cumprido o que acordamos", afirmou à Lusa o presidente do SBN, Mário Mourão.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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14
Ago 12

Montepio lucrou de 4,8 milhões até junho

O Montepio Geral registou lucros de 4,8 milhões de euros até junho, menos 300 mil de euros do que no mesmo período de 2011, divulgou esta terça-feira o banco, que destaca o cumprimento dos das metas exigidas pela troika.

Já na atividade corrente antes de impostos, a Caixa Económica Montepio Geral teve resultados de 9,54 milhões de euros, neste caso 4,54 milhões acima do primeiro semestre de 2011.

O produto bancário subiu 9,9 por cento para 256,7 milhões de euros no primeiro semestre, enquanto a margem financeira caiu três por cento para 153,3 milhões de euros. 

Tal como outros bancos, onde a margem financeira caiu, o Montepio atribui este recuo à «vincada descida das taxas de juro de referência». Ainda assim, afirma, a descida foi «compensada pelas comissões, que registaram uma subida de 10,9 por cento para 48,5 milhões de euros».

Quanto aos custos operacionais, estes aumentaram 10,6 por cento no primeiro semestre, justificados com os «custos com os processos de integração do ex-grupo Finibanco», adquirido em 2010, e que segundo o Montepio «são expectáveis que se estendam até ao final do ano corrente».

Ainda no primeiro semestre, os depósitos subiram 9,6 por cento em termos homólogos, mas o Montepio não refere para que valor. Acrescenta, ainda assim, que a subida permitiu ao banco deter uma quota de 8 por cento no segmento dos depósitos de particulares.

Já a carteira de crédito fechou o primeiro semestre a cair 2,6 por cento para 17 mil milhões de euros.

O banco refere ainda que «a exposição do grupo ao Banco Central Europeu e aos mercados de capitais reduziu-se em 11,3 e 43,4 por cento, respetivamente» e que as provisões e imparidades fecharam em junho nos 76,5 milhões de euros.

«O peso das imparidades no total do crédito a clientes ascende, em junho de 2012, a 4,5 por cento, a que corresponde uma subida de 11,2 por cento face a igual período do ano anterior».

O cumprimento das metas da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) para o setor financeiro é também realçado pelo Montepio no comunicado.

O rácio de capital core tier 1 (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) atingiu os 10,14 por cento em junho (acima dos 10 por cento a apresentar ao Banco de Portugal até final do ano) e o rácio de transformação de depósitos em crédito desceu para os 120 por cento, o limite máximo a atingir pelos bancos até 2014.

O Montepio fechou ainda junho com um ativo líquido consolidado de 21 mil milhões de euros, menos 3,3 por cento do que em 2011.

O banco tinha 1,45 milhões de clientes no final de junho, quase mais 17 mil do que em período homólogo. Já a associação mutualista Montepio Geral aumentou em 28 mil o número de associados para 517 mil em junho.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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23
Abr 12

Conheça os bancos que mais sobem as comissões

Desde o pedido de ajuda financeira de Portugal, em Abril de 2011, as comissões bancárias das contas à ordem subiram, em média, 10%.

Os portugueses já se habituaram a receber notícias que, inevitavelmente, lhes vão pesar no "bolso". Passaram a ter de lidar com mais impostos, combustíveis mais caros, tarifas de energia mais elevadas ou menos benefícios fiscais. Os encargos com os bancos também têm sido agravados. Foi o que se passou com a subida de ‘spreads' que tornou praticamente proibitivo o recurso ao crédito à habitação. Outra área que tem vindo a encarecer são as comissões bancárias. Há algumas semanas, o Bloco de Esquerda pediu esclarecimentos ao Ministro das Finanças a propósito da subida deste tipo de encargos na CGD. Contudo, o banco estatal não é a única instituição que tem vindo a inflacionar as comissões bancárias. Trata-se de uma tendência transversal à generalidade das instituições.

O Diário Económico analisou quanto estão a cobrar os dez maiores bancos e, segundo as nossas contas, os encargos com as comissões habitualmente associadas às contas à ordem subiram 10% desde que Portugal avançou com o pedido de ajuda financeira em Abril de 2011. Nessa altura, ter uma conta à ordem, fazer uma requisição de 20 cheques ao balcão, e 15 transferências interbancárias, também ao balcão, custava em média 127,9 euros, por ano. Hoje, o mesmo cabaz de operações custa 140,1 euros.

Este agravamento de custos é fácil de explicar. Perante o agudizar da crise, os bancos foram obrigados a encontrar fontes alternativas para captar receitas e contrariar os resultados menos positivos de outras áreas de actividade. Recorde-se que em 2011, os principais bancos a operar em Portugal registaram prejuízos históricos. Foi o que se passou com CGD, BCP, BES, BPI ou o Banif. Numa altura em que o preço cobrado para emprestar dinheiro- os ‘spreads'- começa a dar sinais de estagnação, uma das vias disponíveis para os bancos aumentarem as suas receitas é através da subida das comissões. Basta ter em conta que em Portugal existem cerca de 25 milhões de contas à ordem.

Para a nossa análise foram comparados os preçários actuais com os que vigoravam em Abril do ano passado nos dez maiores bancos nacionais. Designadamente: CGD, BCP, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio, Banif, Crédito Agrícola e Popular. Deste leque, o BES foi a instituição financeira que mais subiu as comissões consideradas. No último ano, a instituição liderada por Ricardo Salgado aumentou em cerca de 20%, o valor das três comissões. Esta subida faz com que o BES seja também um dos que mais cobra por estes serviços. Essas comissões passaram de 128,5 euros, em Abril de 2011, para os actuais 154,1 euros. O Crédito Agrícola e o Montepio são, respectivamente, o segundo e o terceiro banco que mais agravaram as comissões. Estas subiram 18% e 17%, respectivamente, nas duas instituições. Do lado oposto, o Banco Popular, o BCP e o BPI são os que menos incrementos realizaram. O BPI e o Popular destacam-se, ainda como os bancos que menos cobram pela prestação dos três serviços considerados. No nosso cenário, a manutenção de conta, a requisição de cheques e a realização de transferências interbancárias tem um custo anual de 98,6 euros e de 127 euros, respectivamente, no BPI e no Popular.

Por tipos de comissões, verifica-se que a requisição de cheques ao balcão foi a que mais subiu. Em Abril do ano passado, este serviço custava, em média, 14,3 euros. Agora, o valor médio subiu para 17,1 euros. Contudo, foi nos custos de manutenção de conta que, em termos de montantes, ocorreram os maiores agravamentos. Estas subiram, em média, 5,8 euros (11%). Já o pacote de transferências interbancárias encareceu cerca de 6% e passaram a custar, em média, 62,5 euros.

Apesar da subida que se tem vindo a verificar nas comissões bancárias, é importante ressalvar um outro aspecto que pode fazer baixar consideravelmente esse tipo de custos. Contas ordenado, para jovens ou para montantes mais elevados, normalmente são isentas de comissões de manutenção. Para além disso, se o canal escolhido para realizar requisições de cheques ou transferências interbancárias for a ‘internet' também mais reduzidos são esses encargos.

Cenário base
Foram analisadas três comissões associadas a serviços de contas à ordem. Foi tido em conta o caso de um cliente que tem uma conta à ordem com um saldo médio de 1.000 euros, que faz 15 transferências interbancárias pontuais por ano e requisita um livro de 20 cheques. Foram analisadas as comissões cobradas ao balcão. No caso dos cheques, na impossibilidade de ter o número exacto de cheques (20), optou-se pela solução mais próxima (exemplo: livro de 22 ou 25 cheques). Foram comparados os valores dos preçários actuais e os que vigoravam em Abril de 2011.


Quanto cobram os bancos

CGD
Desde Abril do ano passado, a CGD agravou em cerca de 7% as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 22 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa 144 euros, o que compara com os 135,17 euros de há um ano. A requisição de cheques foi a que sofreu o maior agravamento de custos. Subiu 26 % para os actuais 33 euros. O banco estatal é, aliás, o que mais cobra por este serviço.

BCP
O BCP é uma das instituições que, no último ano, menos agravou as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias tem um custo de 145,3 euros. Este valor representa um acréscimo de cerca de 3% face aos 141,29 euros que eram cobrados em Abril de 2011. A requisição de cheques foi a única comissão que ficou mais cara: subiu 35%.

BES
O BES é o banco que no último ano mais subiu as suas comissões e, simultaneamente é uma das instituições que mais cobra por este tipo de serviços. Os encargos com a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias subiram 20% nos últimos 12 meses, dos 128,5 euros para os actuais 154,10 euros. Neste banco, a maior subida de custos ocorreu na comissão de requisição de cheques (33%).

Santander
Trata-se da instituição bancária que mais cobra pelos serviços analisados. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa agora 167,4 euros. No último ano, estes encargos encareceram perto de 10%, sendo que os custos de requisição de cheques foram os que mais subiram nos últimos 12 meses: 60%. O Santander é ainda a instituição que mais cobra pelas transferências interbancárias: 81,6 euros.

BPI
O BPI é, simultaneamente, o banco que menos cobra pelos serviços considerados na análise e também um dos que menos agravou esses encargos no último ano. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa 98,6 euros. Mais cerca de 5% do que acontecia há 12 meses. Apenas o custo das transferências interbancárias sofreu um agravamento: de 10%.

Barclays
O Barclays é uma das instituições que mais cobra pelo conjunto de comissões consideradas. Neste banco, a manutenção de conta, a requisição de 25 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias tem um custo anual de 147,8 euros. Cerca de 8% a mais do que há um ano. Desde essa altura, o maior incremento de custos aconteceu na requisição de cheques que ficou 25% mais cara.

Montepio
Este banco foi um dos que mais subiu as comissões no último ano. Estas ficaram 17% mais caras. Por ano, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques e a realização de 15 transferências bancárias têm um custo de 136,6 euros, o que compara com os 116,58 euros que eram cobrados há um ano. Apesar disso, o Montepio continua a ser uma das instituições que menos cobra por este tipo de encargos.

Banif
O Banif cobra, por ano, 139 euros pela manutenção de conta, requisição de 20 cheques ao balcão e pela realização de 15 transferências interbancárias. Ou seja, mais 9% face a Abril de 2011. Nessa altura, o banco cobrava 127 euros na prestação dos mesmos serviços. Esta subida de custos deve-se exclusivamente à alteração na comissão de manutenção de conta. Este serviço encareceu 12 euros para os actuais 50 euros.

Crédito Agrícola
O Crédito Agrícola foi um dos bancos que mais subiu os custos anuais com as três comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam 141 euros, o que representa um acréscimo de 18,5% face aos valores praticados em Abril do ano passado. A maior subida aconteceu na comissão de manutenção, que subiu 66% para 50 euros.

Popular
No último ano, o banco espanhol não alterou no seu preçário o valor das comissões analisadas. O Popular é também uma das instituições que menos cobra pela prestação destes serviços. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa neste banco 127 euros. Mais em conta, estão apenas as comissões em vigor no BPI.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-os-bancos-que-mais-sobem-as-comissoes_142930.html

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23
Jan 12

Trabalhadores do ex-Finibanco já rescindiram com Montepio

Mais de 60 funcionários já rescindiram. Instituição vai retomar negociações sobre os funcionários do Norte que se recusam a trabalhar em Lisboa

O Montepio já rescindiu contrato com 61 trabalhadores do ex-Finibanco, disse à Lusa fonte oficial do banco, que vai retomar negociações sobre os funcionários do Norte que se recusam a trabalhar em Lisboa.

O Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) e a administração do Montepio acordaram a semana passada iniciar novas negociações para tentar solucionar a questão dos trabalhadores que receberam ordem de transferência para os serviços centrais da instituição em Lisboa, após a compra do Finibanco em 2010.

Na origem desta decisão esteve uma providência cautelar interposta pelo sindicato, cujo desfecho foi adiado para Fevereiro.

O SBN considera a exigência dos trabalhadores do ex-Finibanco se apresentarem em Lisboa como um «despedimento encapotado», pedindo que sejam integrados na rede do Montepio na região Norte.

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial do Montepio disse que 161 trabalhadores já foram colocados nos serviços do Porto e de outras localidades a Norte do país o que, argumentou, demonstra «as preocupações sociais da instituição». 

A instituição mutualista mostrou-se ainda disponível para «em casos humanamente atendíveis não deslocar colaboradores da região onde desempenhavam funções». Já quanto aos restantes trabalhadores, o banco disse que estes deverão apresentar-se ao trabalho em Lisboa. Até ao momento, 69 funcionários já o fizeram.

Quanto à retoma das negociações, o Montepio garantiu que as negociações com os sindicatos nunca estiveram paradas, tendo mantido sempre «uma política de diálogo» desde a primeira reunião em Agosto de 2011 e a última a 13 de Janeiro.

Ainda assim, o Montepio não deverá ceder em algumas das pretensões dos sindicatos, nomeadamente em pagar subsídios de deslocação e alojamento aos trabalhadores deslocados para Lisboa.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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16
Dez 11

Montepio: provisões ultrapassam o necessário

O Montepio não precisa de reforçar provisões para cobrir eventuais imparidades relacionadas com risco de crédito, concluiu o exame levado a cabo sobre os bancos portugueses por exigência da troika.

Segundo um comunicado do grupo, «a avaliação concluiu ser adequado o valor global da imparidade registada nas contas consolidadas do Grupo».

Foram identificadas «divergências de 43 milhões de euros» no valor da imparidade registada na carteira do crédito analisado (0,2% da carteira do crédito analisado e 6,2% do valor da imparidade registada relativamente a essa carteira) mas essas divergências «foram cobertas pela afectação aos créditos referidos de imparidades já existentes a 30 de Junho, mas ainda não alocadas nessa data, num valor de 50 milhões de euros». Ou seja, estava previsto dinheiro mais do que suficiente para cobrir essa necessidade.

O Banco de Portugal divulgou hoje os primeiros resultados globais do Programa Especial de Inspecções (SIP) e conclui-se que o impacto agregado dos resultados do SIP na avaliação da solvabilidade do Grupo Montepio Geral, a 30 de Junho de 2011, «é imaterial, mantendo-se o rácio de Tier 1 em 9,0%, acima do mínimo de 8% exigido naquela data».

O exercício incidiu sobre créditos no valor de 17,4 mil milhões de euros, cobrindo a totalidade da carteira de crédito do Grupo Montepio Geral. 

No contexto do SIP, foi também apurada a necessidade de efectuar correcções pontuais aos valores dos activos ponderados pelo risco, que implicariam um aumento de 0,8% no montante total calculado para aquela data. No entanto, que as alterações regulamentares aplicáveis após a data de referência do SIP, em especial a entrada em vigor, no final de 2011, das alterações introduzidas pela legislação comunitária (CRD III), irão implicar uma redução do valor dos activos ponderados pelo risco, equivalente a 0,3% tendo por base os dados de 30 de Junho de 2011. 

«Tendo sido identificadas algumas oportunidades de melhoria em matéria de políticas e procedimentos seguidos na gestão do risco de crédito, o Montepio Geral irá estabelecer e apresentar ao Banco de Portugal um plano para a implementação a curto prazo das situações que ainda subsistam. 

Adicionalmente, o grupo Montepio Geral informa que prevê realizar um aumento de capital de 100 milhões de euros até ao final do corrente ano, o que em conjunto com o processo de desalavancagem em curso lhe permitirá reforçar os actuais níveis de solvabilidade tendo em vista a meta de 10% para o rácio Core Tier 1 definida para o final de 2012».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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