07
Fev 13

Lucros do Santander Totta quase quadruplicam em 2012

Banco liderado por Vieira Monteiro lucrou 63,9 milhões em 2011. No ano passado, quadruplicou lucros para 250 milhões.

O Santander Totta fechou o ano de 2012 com lucros de 250,2 milhões de euros. Os resultados anunciados esta quinta-feira mostram que o banco liderado por Vieira Monteiro teve quase quatro vezes mais lucro no ano passado do que em 2011, altura em que lucrou 63,9 milhões. 

Para este resultado contribuiu a venda que o banco realizou no Verão do risco da carteira de seguros Vida à Abbey Life, uma subsidiária do Deutsche Bank, numa operação de 150 milhões de euros. 

O banco detido na totalidade pelo espanhol Santander destacou ainda que o resultado recorrente na actividade comercial em Portugal foi de 115 milhões de euros, "o que quase duplica o resultado líquido do ano anterior". 

Na conferência de imprensa, o presidente do banco, Vieira Monteiro, destacou o aumento do rácio Core Tier 1 (medida que avalia a solvabilidade de um banco) para 12,3%, de acordo com os critérios do Banco de Portugal, sem o recurso à ajuda do Estado. 

"Tudo foi feito sem qualquer ajuda por parte do Estado. O Santander Totta não é um banco que tenha tido ajuda do Estado, quer para o seu capital quer para operações de liquidez", afirmou o presidente do banco. 

O Totta fechou ainda 2012 com um rácio de transformação de créditos em depósitos de 127,1%.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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25
Out 12

Lucro do Santander Totta dispara 282%

O lucro do Santander Totta disparou 282% face aos primeiros nove meses do ano passado. 

O banco alcançou um resultado de 230,4 milhões de euros até setembro, que compara com os 60,2 milhões de 2011.

Números que reforçam «a solidez do banco», segundo um comunicado da instituição que é citado pela Lusa.

O presidente do banco garantiu entretanto em conferência de imprensa que o Santander Totta está «cada vez mais preparado para o futuro, e estes resultados [lucro de 230,4 milhões de euros entre janeiro e setembro] já o mostram».

O objetivo da entidade é «dar a melhor resposta possível a todos os agentes económicos do país» face à crise.

Sobre o Orçamento do Estado para 2013, disse que vai ter«grandes problemas de execução»

Questionado pelos jornalistas sobre a sua opinião sobre a denominada taxa Tobim, isto é, a taxação das transações financeiras, Vieira Monteiro disse que não concorda com a mesma.

O banco de capitais espanhóis obteve uma margem financeira de 427,9 milhões de euros, representando uma queda de 2% em relação aos primeiros nove meses de 2011, sendo que as comissões líquidas atingiram os 248 milhões de euros, menos 5,1%, atribuível «ao comportamento das comissões de GBM (Global Banking and Markets), fundos de investimento e seguros».

A instituição financeira liderada por António Vieira Monteiro fixou um rácio de Core Capital (índice de solvabilidade) de 12,0%, «a um nível muito acima do mínimo exigido pelo Banco de Portugal para o final de 2012, e sem necessidade de recurso a qualquer tipo de aumento de capital, público ou privado», enquanto o rácioTier I atingiu 13,0%.

O Santander Totta refere também que continua a reforçar a carteira de ativos elegíveis como garantia nas operações de financiamento junto do Eurosistema, «que no final de setembro ascendeu a 14,3 mil milhões de euros», atingindo um financiamento líquido junto do Eurosistema de 6,6 mil milhões de euros.

Em relação ao rácio entre crédito e depósitos houve uma melhoria de 10,4 pontos percentuais, ao «registar uma redução para 134,5% no final de setembro, já abaixo do objetivo fixado para o final de 2012».

O banco refere que os depósitos subiram, em termos homólogos, 5,8% (+8,4% na atividade bancária) «e com crescimentos sustentados nos primeiros nove meses do ano».

Por seu turno, a carteira de crédito totalizou 28,4 mil milhões de euros, no final de setembro, sendo que o total de imparidades e provisões líquidas evoluiu para 363,3 milhões de euros, «um reforço enquadrado na política conservadora e prudente da gestão de risco do banco».

O lucro da casa mãe, o banco Santander, caiu 66% no mesmo período.

fonte:_http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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26
Set 12

Santander prevê fechar 10 a 15 mil agências em Espanha

O banco espanhol Santander prevê que a reestruturação do sistema financeiro possa encerrar entre 10 mil a 15 mil agências bancárias nos próximos anos no país vizinho, anunciou fonte da instituição, escreve a Lusa.

Numa conferência de imprensa em Londres na terça-feira, o conselheiro delegado do grupo espanhol, Alfredo Sáenz, citado pela agência de notícia EFE, mostrou-se ainda convencido que o Santander e o BBVA venham a controlar cerca de 30 por cento do mercado espanhol em 2016.

O espanhol Santander calcula que a reestruturação do sector financeiro em Espanha vai implicar o encerramento de dez mil a 15 mil agências bancárias em Espanha nos próximos anos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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10
Mai 12

Santander Totta finta a crise

O banco liderado por António Vieira Monteiro teve um lucro de 31 milhões de euros, inferior em 55% ao ano anterior, mas sem ganhos extraordinários.

Um banco conservador, como o é o braço português do espanhol Santander, tem vantagens óbvias numa conjuntura de crise. Assim, o Santander Totta é um banco que consegue continuar a dar crédito à economia sem os constrangimentos dos seus pares em Portugal. A prova disso é que o banco já tem uma quota de 26% no programa de crédito a pequenas e médias empresas, PME Crescimento, duas vezes superior à sua quota de mercado natural. "Estamos ainda a criar produtos para apoiar a internacionalização das empresas portuguesas", diz António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta. O banqueiro explicou também que a redução da carteira de crédito em 6,1% se deve à quebra da procura e não a uma redução da oferta. Em primeiro lugar, há uma redução da carteira de crédito à habitação, por via da quebra da procura, a par com as amortizações correntes de créditos antigos. E, em segundo lugar, há uma redução do crédito a empresas, devido também à quebra da procura de crédito "por empresas que merecem confiança em termos de risco", disse o CEO do Totta. Isto pode querer dizer que as empresas procuram menos crédito, ou que há menos empresas com bom perfil de risco.

Esta disponibilidade de dar crédito, intrinsecamente ligada aos bons rácios de capital (core capital de 11,3%) e à sua folgada situação de liquidez, destaca-se se tivermos presente que a conta de exploração em causa é exclusivamente doméstica. Uma vez que a única participação no exterior do Santander Totta é em Angola, numa parceria com a CGD, mas que só tem impacto nos resultados do final do ano. Em termos de rentabilidade dos capitais próprios, o Santander Totta apresenta um rácio baixo de 5,5% comparável à rentabilidade dos seus concorrentes, que têm actividade no estrangeiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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29
Abr 12

Santander Totta quer saber se continua a pagar subsídios de Natal e férias

Banco deu entrada com uma acção no Tribunal do Trabalho para saber se deve efectuar apenas o complemento habitual ou substituir-se integralmente à Segurança Social e pagar todo o subsídio.

 

O Santander Totta quer saber se continua a pagar os subsídios de férias e de Natal aos pensionistas abrangidos pelos cortes no Orçamento do Estado.

Para isso, o banco deu entrada com uma acção no Tribunal do Trabalho para saber se é obrigado a pagar ou não e, no caso de ser obrigado a pagar, se deve efectuar apenas o complemento habitual ou substituir-se integralmente à Segurança Social e pagar todo o subsídio.

O Santander Totta paga habitualmente uma compensação aos reformados do banco que têm uma reforma da Segurança Social inferior à reforma que receberiam pelo Acordo Colectivo do Trabalho do sector bancário.

Com os cortes nos subsídios de férias e de Natal acima dos 600 euros e a suspensão a partir dos 1.000 euros decididos pelo Governo, o Santander Totta diz agora ter dúvidas quanto ao que deve fazer.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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23
Abr 12

Conheça os bancos que mais sobem as comissões

Desde o pedido de ajuda financeira de Portugal, em Abril de 2011, as comissões bancárias das contas à ordem subiram, em média, 10%.

Os portugueses já se habituaram a receber notícias que, inevitavelmente, lhes vão pesar no "bolso". Passaram a ter de lidar com mais impostos, combustíveis mais caros, tarifas de energia mais elevadas ou menos benefícios fiscais. Os encargos com os bancos também têm sido agravados. Foi o que se passou com a subida de ‘spreads' que tornou praticamente proibitivo o recurso ao crédito à habitação. Outra área que tem vindo a encarecer são as comissões bancárias. Há algumas semanas, o Bloco de Esquerda pediu esclarecimentos ao Ministro das Finanças a propósito da subida deste tipo de encargos na CGD. Contudo, o banco estatal não é a única instituição que tem vindo a inflacionar as comissões bancárias. Trata-se de uma tendência transversal à generalidade das instituições.

O Diário Económico analisou quanto estão a cobrar os dez maiores bancos e, segundo as nossas contas, os encargos com as comissões habitualmente associadas às contas à ordem subiram 10% desde que Portugal avançou com o pedido de ajuda financeira em Abril de 2011. Nessa altura, ter uma conta à ordem, fazer uma requisição de 20 cheques ao balcão, e 15 transferências interbancárias, também ao balcão, custava em média 127,9 euros, por ano. Hoje, o mesmo cabaz de operações custa 140,1 euros.

Este agravamento de custos é fácil de explicar. Perante o agudizar da crise, os bancos foram obrigados a encontrar fontes alternativas para captar receitas e contrariar os resultados menos positivos de outras áreas de actividade. Recorde-se que em 2011, os principais bancos a operar em Portugal registaram prejuízos históricos. Foi o que se passou com CGD, BCP, BES, BPI ou o Banif. Numa altura em que o preço cobrado para emprestar dinheiro- os ‘spreads'- começa a dar sinais de estagnação, uma das vias disponíveis para os bancos aumentarem as suas receitas é através da subida das comissões. Basta ter em conta que em Portugal existem cerca de 25 milhões de contas à ordem.

Para a nossa análise foram comparados os preçários actuais com os que vigoravam em Abril do ano passado nos dez maiores bancos nacionais. Designadamente: CGD, BCP, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio, Banif, Crédito Agrícola e Popular. Deste leque, o BES foi a instituição financeira que mais subiu as comissões consideradas. No último ano, a instituição liderada por Ricardo Salgado aumentou em cerca de 20%, o valor das três comissões. Esta subida faz com que o BES seja também um dos que mais cobra por estes serviços. Essas comissões passaram de 128,5 euros, em Abril de 2011, para os actuais 154,1 euros. O Crédito Agrícola e o Montepio são, respectivamente, o segundo e o terceiro banco que mais agravaram as comissões. Estas subiram 18% e 17%, respectivamente, nas duas instituições. Do lado oposto, o Banco Popular, o BCP e o BPI são os que menos incrementos realizaram. O BPI e o Popular destacam-se, ainda como os bancos que menos cobram pela prestação dos três serviços considerados. No nosso cenário, a manutenção de conta, a requisição de cheques e a realização de transferências interbancárias tem um custo anual de 98,6 euros e de 127 euros, respectivamente, no BPI e no Popular.

Por tipos de comissões, verifica-se que a requisição de cheques ao balcão foi a que mais subiu. Em Abril do ano passado, este serviço custava, em média, 14,3 euros. Agora, o valor médio subiu para 17,1 euros. Contudo, foi nos custos de manutenção de conta que, em termos de montantes, ocorreram os maiores agravamentos. Estas subiram, em média, 5,8 euros (11%). Já o pacote de transferências interbancárias encareceu cerca de 6% e passaram a custar, em média, 62,5 euros.

Apesar da subida que se tem vindo a verificar nas comissões bancárias, é importante ressalvar um outro aspecto que pode fazer baixar consideravelmente esse tipo de custos. Contas ordenado, para jovens ou para montantes mais elevados, normalmente são isentas de comissões de manutenção. Para além disso, se o canal escolhido para realizar requisições de cheques ou transferências interbancárias for a ‘internet' também mais reduzidos são esses encargos.

Cenário base
Foram analisadas três comissões associadas a serviços de contas à ordem. Foi tido em conta o caso de um cliente que tem uma conta à ordem com um saldo médio de 1.000 euros, que faz 15 transferências interbancárias pontuais por ano e requisita um livro de 20 cheques. Foram analisadas as comissões cobradas ao balcão. No caso dos cheques, na impossibilidade de ter o número exacto de cheques (20), optou-se pela solução mais próxima (exemplo: livro de 22 ou 25 cheques). Foram comparados os valores dos preçários actuais e os que vigoravam em Abril de 2011.


Quanto cobram os bancos

CGD
Desde Abril do ano passado, a CGD agravou em cerca de 7% as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 22 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa 144 euros, o que compara com os 135,17 euros de há um ano. A requisição de cheques foi a que sofreu o maior agravamento de custos. Subiu 26 % para os actuais 33 euros. O banco estatal é, aliás, o que mais cobra por este serviço.

BCP
O BCP é uma das instituições que, no último ano, menos agravou as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias tem um custo de 145,3 euros. Este valor representa um acréscimo de cerca de 3% face aos 141,29 euros que eram cobrados em Abril de 2011. A requisição de cheques foi a única comissão que ficou mais cara: subiu 35%.

BES
O BES é o banco que no último ano mais subiu as suas comissões e, simultaneamente é uma das instituições que mais cobra por este tipo de serviços. Os encargos com a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias subiram 20% nos últimos 12 meses, dos 128,5 euros para os actuais 154,10 euros. Neste banco, a maior subida de custos ocorreu na comissão de requisição de cheques (33%).

Santander
Trata-se da instituição bancária que mais cobra pelos serviços analisados. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa agora 167,4 euros. No último ano, estes encargos encareceram perto de 10%, sendo que os custos de requisição de cheques foram os que mais subiram nos últimos 12 meses: 60%. O Santander é ainda a instituição que mais cobra pelas transferências interbancárias: 81,6 euros.

BPI
O BPI é, simultaneamente, o banco que menos cobra pelos serviços considerados na análise e também um dos que menos agravou esses encargos no último ano. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa 98,6 euros. Mais cerca de 5% do que acontecia há 12 meses. Apenas o custo das transferências interbancárias sofreu um agravamento: de 10%.

Barclays
O Barclays é uma das instituições que mais cobra pelo conjunto de comissões consideradas. Neste banco, a manutenção de conta, a requisição de 25 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias tem um custo anual de 147,8 euros. Cerca de 8% a mais do que há um ano. Desde essa altura, o maior incremento de custos aconteceu na requisição de cheques que ficou 25% mais cara.

Montepio
Este banco foi um dos que mais subiu as comissões no último ano. Estas ficaram 17% mais caras. Por ano, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques e a realização de 15 transferências bancárias têm um custo de 136,6 euros, o que compara com os 116,58 euros que eram cobrados há um ano. Apesar disso, o Montepio continua a ser uma das instituições que menos cobra por este tipo de encargos.

Banif
O Banif cobra, por ano, 139 euros pela manutenção de conta, requisição de 20 cheques ao balcão e pela realização de 15 transferências interbancárias. Ou seja, mais 9% face a Abril de 2011. Nessa altura, o banco cobrava 127 euros na prestação dos mesmos serviços. Esta subida de custos deve-se exclusivamente à alteração na comissão de manutenção de conta. Este serviço encareceu 12 euros para os actuais 50 euros.

Crédito Agrícola
O Crédito Agrícola foi um dos bancos que mais subiu os custos anuais com as três comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam 141 euros, o que representa um acréscimo de 18,5% face aos valores praticados em Abril do ano passado. A maior subida aconteceu na comissão de manutenção, que subiu 66% para 50 euros.

Popular
No último ano, o banco espanhol não alterou no seu preçário o valor das comissões analisadas. O Popular é também uma das instituições que menos cobra pela prestação destes serviços. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa neste banco 127 euros. Mais em conta, estão apenas as comissões em vigor no BPI.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-os-bancos-que-mais-sobem-as-comissoes_142930.html

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25
Mar 12

Banca volta a apoiar promotores com ‘spreads’ mais baixos

Os bancos Santander, BBVA, CGD, BCP e Montepio seleccionaram os melhores projectos e praticam ‘spreads’ a partir de 1%, para evitar mais falências de empresas.

Algumas instituições bancárias demonstraram nas últimas semanas uma maior abertura para apoiar promotores imobiliários na venda de habitação. A nova dinâmica da banca pretende travar a falência de mais empresas e evitar a entrega de empreendimentos novos à banca, por incumprimento dos promotores. Há mais de três meses, o Santander Totta deu o pontapé de saída, ao propor o financiamento até 100% e um ‘spread' de 1,75%, para quem comprasse nos imóveis apoiados na construção pelo banco.

Mais recentemente, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BBVA lançaram campanhas de financiamento mais aguerridas, para a " aquisição de casa nova ou para obras", anuncia o banco público. Perspectiva-se também que o Millennium bcp avance com uma campanha semelhante, que poderá iniciar-se já em Abril, e que contempla, para já, um projecto de habitação residencial em Gaia (Cais do Cavaco), junto ao rio Douro. "Começa-se a notar uma maior abertura da banca na criação de condições de financiamento, ajudando os promotores a vender casas", salienta o administrador da Entreposto Gestão Imobiliária, Duarte Guerreiro. Na sua opinião, a nova estratégia "demonstra que os bancos estão a adaptar-se às condições do mercado" e que, de outra forma, se "não mudarem as regras do financiamento, será impossível os promotores venderem as casas".

O Entreposto tem actualmente cerca de 40 milhões de euros aplicados em empreendimentos residenciais, dos quais o mais emplemático é o Convento das Bernardas, em Tavira. A maioria dos projectos deste grupo teve financiamento à construção do Millennium bcp. "Não tenho dúvida que também o BCP vai ajudar os promotores, de forma a que os clientes possam aceder ao crédito", adianta Duarte Guerreiro.

No caso do condomínio Casas do Parque, no Porto, constituído por 16 moradias (V3+1) , a linha de financiamento especial do Banco Santander Totta tem motivado maior procura. "Houve vários pedidos de informação e temos três casos de clientes interessados que pediram simulação de financiamento". Contudo, adverte, "a resposta da banca continua lenta".

"As condições privilegiadas de financiamento do Santander permitiram que, no Parque do Rio (Parque das Nações), existam apenas 120 fracções para venda, de um total de 800 unidades", testemunha o administrador da Madrilisboa, Fernando Andrés, ao Diário Económico.

Esta análise é reforçada por João Nuno Magalhães, director do departamento residencial da CBRE. "Neste momento é visível que outros bancos, como a CGD e BCP, estão a procurar acompanhar, com campanhas inovadoras, numa perspectiva de apoiar os promotores na comercialização". O especialista destaca o caso do projecto Cais do Cavaco, do promotor Imosteel, um empreendimento residencial junto ao rio Douro que está a ser comercializado pela CBRE. "O promotor e o Millennium bcp vão assinar em breve um acordo com condições de financiamento muito vantajosas para os clientes". diz.

No entanto, fonte oficial do banco sublinha que, "há já vários anos, o Millennium dispõe de um programa, ‘Vantagem CPI', que estabelece condições específicas de financiamento em crédito à habitação a clientes de promotores". Inclui financiamento "que, no limite, poderá ser 100% do valor de avaliação e ‘spreads' diferenciados dos da tabela normal", nota a mesma fonte. O banco, liderado por Nuno Amado, assume que apoia "mais de 100 projectos de promotores imobiliários ao abrigo destas condições", mas recusa-se a avançar o número de projetos imobiliários a financiar em 2012.

Um promotor imobiliário, que preferiu o anonimato, testemunha uma "maior selectividade" da banca nos empréstimos a clientes. "Tenho conhecimento de que o BCP propõe um ‘spread' de 1% num empreendimento em Lisboa. Mas é desejável que não cite o projecto", alegou. Com empreendimentos à venda em Lisboa, Coimbra e Gaia, este promotor confirma uma maior abertura da banca, principalmente do Santander, mas também a CGD e o Montepio. "No primeiro trimestre, os bancos fizeram um acerto, para os nossos clientes, com ‘spread' especial de 1,75% (Santander), lançada em Fevereiro, 2 a 2,5% do Montepio e da CGD", conclui.

Para o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima, as campanhas da banca ainda são pouco expressivas para as necessidades reais do mercado. Luís Lima adverte que "os bancos financiam a venda das suas próprias fracções, quando o que deviam fazer era colocá-las no mercado de arrendamento, permitindo que aumentasse a oferta e estimulando o mercado".


Propostas de três bancos

1 - Santander já financiou 5,5 milhões de euros 
Nos últimos três meses, o banco Santander Totta "financiou 5,5 milhões de euros em créditos à habitação", avança fonte da instituição de crédito ao Diário Económico. Estes são os números mais recentes do Santander Totta no apoio a promotores. "Esses empreendimentos apenas terão clientes se existirem condições de financiamento que sejam acessíveis aos compradores, de forma a que possam adquirir essas fracções", nota ainda o banco. O Santander propõe apoios até 100% do valor da aquisição do imóvel. Contudo, alerta: "A análise de risco dos clientes é exactamente a mesma" que no restante crédito à habitação. Esta solução permite aos clientes do Santander Totta "manter a sua actividade de comercialização para reduzir a exposição creditícia e cumprir com as suas obrigações contratuais", conclui a mesma fonte.

2 - CGD reforça benefícios em campanha até Maio 
A CGD reforçou a campanha para a compra de casas do banco e limitou os benefícios suplementares para quem concretize proposta até 31 de Maio deste ano. O empréstimo goza de uma taxa fixa de 2,75%, nos primeiros três anos da vigência do contrato, e inclui a bonificação do ‘spread' em 1% (para clientes com cartão de débito e crédito, Caixadirecta e domiciliação de rendimentos) no restante período do contrato, que poderá chegar a 45 anos. A proposta é feita através da Caixa Imobiliário e destina-se aos imóveis da sua carteira, mas também 
à compra de casa própria, permanente ou secundária, ou para obras a realizar, em simultâneo, na mesma habitação, segundo ‘newsletter' enviada a empresas a que o Diário Económico teve acesso.

3 - Casa BBVA pratica ‘spread' de 1% 
A ‘Casa BBVA' é um produto do banco espanhol que "proporciona aos seus clientes uma vasta oferta de imóveis, novos e usados e de diversas tipologias (habitação, comércio, etc.), com preços bastante atractivos", lê-se no prospecto do banco. A proposta financeira do BBVA "prevê financiamento até 100% do valor de aquisição, ‘spread' a partir de 1% para LTV até 50%, prazo até 40 anos e quota final até 30%", avança. Qualquer cliente do BBVA pode igualmente colocar o seu imóvel, para venda, no ‘site' do banco. Através do endereço www.casa.bbva.pt, o BBVA disponibiliza ofertas em três áreas geográficas (Norte, Centro e Sul), permitindo uma busca mais fácil. Cada imóvel tem o descritivo das suas características e dessa forma o utilizador fica com maior opção de escolha, em função do seu perfil.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Jan 12

António Vieira Monteiro é o novo presidente do Santander Totta

António Vieira Monteiro é o novo presidente do Santander Totta. O anúncio foi feito pelo grupo espanhol num comunicado.  

O atual administrador do banco sucede assim a Nuno Amado na liderança da instituição financeira espanhola em Portugal. 

Até agora Vieira Monteiro desempenhava o cargo de administrador executivo do Santander Totta, tendo à sua responsabilidade os pelouros de riscos, recuperações, universidades, desinvestimentos e também o Banco Totta Angola. 

Conta com uma vasta experiência no setor financeiro, tendo passado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo BNU, e foi quem mereceu a confiança de Emílio Botín.  

O grupo espanhol, tal como se esperava optou uma solução interna para a liderança do Totta, garantido que a transição na presidência do banco será suave. Espanha não perdeu tempo depois do anúncio de que Nuno Amado iria ser convidado para liderar o BCP.  

Emílio Botín não gosta de especulações sobre o banco e numa operação relâmpago, reuniu-se ontem  com o atual presidente do Santander Totta, Nuno Amado, e com o conselho de administração do grupo espanhol para delinear estratégias e escolher quem será o próximo rosto do banco espanhol em Portugal. E terá sido também nesta reunião que o nome de Vieira Monteiro terá ficado fechado. 

Sempre foi intenção de Botín quer garantir uma transição estável, à semelhança do que fez quando António Horta Osório saiu do Santander Totta para assumir a presidência do banco britânico Abbey. Nessa altura, Nuno Amado era administrador executivo. 

Vieira Monteiro tem agora a seu cargo o leme de um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro português. Os números falam por si: um rácio de capital de base (core tier 1) superior a 10%, um dos rating mais elevados da banca portuguesa e, possivelmente, um dos poucos bancos que irá apresentar resultados positivos.   

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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