29
Abr 12

Número de contas bancárias online duplica em cinco anos

Há cada vez mais portugueses rendidos à banca online. Existem mais de seis milhões de contas bancárias desta natureza.

Não há muitos anos atrás, ir ao banco fazer um depósito, levantar dinheiro, pedir um livro de cheques ou fazer uma simples transferência bancária implicava longos minutos de espera, dado que as filas que se avolumavam à porta dos balcões dos bancos assim o exigiam. O tempo de espera era tanto maior à medida que se aproximava o fim do mês. Recorde-se na década de 80 ainda era comum fazer-se o pagamento dos salários em dinheiro, o que obrigava a que as pessoas fossem pelo menos uma vez por mês ao banco para depositarem o seu salário. Hoje, o panorama é bem diferente. A introdução de meios tecnológicos, como o aparecimento do multibanco e do serviço do ‘homebanking', mudou a forma como os portugueses lidam com os bancos. São cada vez mais as operações financeiras que são possíveis de executar à distância. Há clientes bancários que passam largos meses sem entrarem numa agência de um banco. Por isso não é de estranhar que sejam cada vez mais os portugueses que preferem executar operações financeiras através do site do seu banco. Os números do Banco de Portugal comprovam esta tendência. Em 2010- os últimos dados disponíveis- existiam mais de seis milhões de contas bancárias com acesso por internet. O número tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Basta referir que em 2005, o número de contas bancárias ‘online' situava-se nos 3,3 milhões. Ou seja, em cinco anos, o número clientes que acedem ao banco através da internet praticamente duplicou.

São várias as razões que explicam o sucesso crescente da banca online. Além da comodidade e rapidez em executar operações financeiras, a banca online permite ao cliente bancário beneficiar de comissões mais reduzidas.

Isto porque um dos meios que os bancos têm recorrido para cativar mais clientes aderirem ao serviço de ‘netbanking' passa pela cobrança de comissões inferiores às cobradas pelos mesmos serviços prestados ao balcão. Por exemplo, requisitar cheques, fazer transferências bancárias, ou executar ordens de bolsa fica consideravelmente mais barato caso o cliente opte por fazer estas operações pelo canal ‘online', em detrimento do balcão. Cálculos feitos pelo Diário Económico com base nos preçários dos cinco maiores bancos a operar no mercado português- CGD, BES, BCP, BPI e Santander Totta- atestam isso mesmo. Por exemplo, requisitar 20 cheques e fazer 15 transferências interbancárias no valor de 1.500 euros cada uma, custa em média mais 71 euros ao balcão do que se o consumidor optar por fazer estas operações pela internet. Em alguns bancos, a factura com comissões pode baixar até 81% se o cliente optar por fazer determinadas operações pela internet. E se em causa estiverem ordens de bolsa, as diferenças de custos são ainda mais significativas.

Não é difícil entender as razões que levam a banca a praticar comissões mais baixas nas operações feitas através da internet. Para o sector financeiro, o serviço de homebanking permite reduzir a factura de custos com balcões e funcionários.

Independentemente da instituição em causa, existe um padrão comum do cliente que privilegia a internet como o canal de eleição para realizar operações financeiras. Consultas de saldos e movimentos de conta, transferências, pagamentos de serviços, carregamentos de telemóveis, consulta de movimentos de cartões, operações de bolsa e pagamentos de impostos estão na lista de operações financeiras que os portugueses mais executam pela internet.

Apesar de ser muito cómodo ir ao banco sem ter de sair de casa, os clientes bancários que utilizam o serviço de ‘homebanking' não devem descurar alguns conselhos de segurança básicos para evitar que os seus dados pessoais sejam ‘roubados' por terceiros. Devem, por exemplo, tomar muito cuidado com os emails fraudulentos que possa receber a pedir que insira os seus dados pessoais. Os especialistas alertam que nenhum banco solicita a divulgação ou a alteração de dados pessoais e confidenciais através de mensagens de e-mail. Além disso, os especialistas aconselham os consumidores a nunca acederem ao seu serviço de ‘homebanking' a partir de computadores públicos, já que estes podem estar contaminados por vírus. Além disso, sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado ou de uma chave, que indica uma ligação segura.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Abr 12

Estudo: Quatro em cada 10 pessoas estão indecisas sobre a permanência no seu banco

O World Retail Banking Report (WRBR 2012), estudo internacional publicado pela Capgemini e a EFMA, concluiu que 9% dos clientes bancários tem tendência para deixar os seus bancos nos próximos seis meses. Além disso, 40% (ou seja, quatro em cada dez pessoas) não tem a certeza se vai permanecer, a longo prazo, na mesma instituição bancária.

Entre os fatores mais críticos, na opinião dos clientes, estão: qualidade de serviço (53%), fees (50%), facilidade de utilização (49%) e taxas de juro (49%).

Estas são as principais conclusões do estudo Customers Experience Index (CEI), que inquiriu mais de 18 mil clientes de bancos em 35 países, entre os quais Portugal. A investigação indica que os bancos têm uma oportunidade significativa de melhorar a opinião do cliente, focando-se nos fatores referidos como mais importantes, de forma a aumentar a sua lealdade.

A investigação revela, ainda, que os serviços de mobile banking carecem de melhor aproveitamento, e que os clientes norte-americanos são os que estão mais satisfeitos com os seus bancos (80%), seguidos da Europa Central (71%), América Latina (69%), Europa Ocidental (66%) e Ásia do Pacífico (53%).

"Os bancos deviam ser reconhecidos por darem os passos iniciais e necessários para manter as relações com o cliente. No entanto, à medida que os concorrentes não pertencentes ao sector da banca vão entrando no mercado, os bancos têm de se diferenciar, criando produtos inovadores, melhorando o canal de serviços e de gestão, bem como os seus serviços mobile", afirmou Jean Lassignardie, Global Head of Sales and Marketing, Capgemini Financial Services, em comunicado.

Apesar de o mobile banking estar numa fase de maturidade inicial, continua a ser um canal tido como prioritário, na estratégia de investimento dos bancos, por forma a melhorar a experiência do cliente. Em 2015, mais de 60% dos clientes no mundo inteiro vão, provavelmente, utilizar o mobile banking, de acordo com o estudo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

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05
Abr 12

Banca precisaria de 242 mil milhões para cumprir novas regras

Os bancos europeus precisariam de 242 mil milhões de euros para cumprir com as regras de Basileia III, caso estas estivessem em vigor em junho de 2011, revelou esta quarta-feira a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês).

Segundo um estudo feito pela entidade para avaliar a capacidade de 48 grandes bancos europeus para satisfazer os requisitos das novas regras europeias para o setor bancário, com base nos indicadores das entidades analisadas a 30 de junho do ano passado, 27 dos 48 bancos testados teriam apresentado um rácio core tier 1 inferior a 7 por cento à data, o patamar exigido pelas normativas de Basileia para bancos com presença internacional.

Dez bancos, ou seja, cerca de um quinto das instituições analisadas, nem sequer atingiriam um rácio core tier 1 de 4,5 por cento, que é o mínimo absoluto definido.

Para atingir o nível de 7 por cento, os bancos teriam que aumentar o seu capital até um total de 242 mil milhões de euros, o que, segundo o organismo, é indicativo das suas carências atuais.

«Face a estes resultados, espera-se um esforço significativo dos bancos para satisfazer os requisitos de capital calculados em função do risco», salientou a EBA, citada pela Lusa.

Este estudo serviu para conhecer o impacto que teria nos bancos europeus a implementação do acordo de Basileia III, que se aplicará faseadamente entre 2013 e 2019.

As normas internacionais acordadas em 2010 pelo comité de supervisão bancária de Basileia, que reúne supervisores bancários de vários países, exigem maiores reservas de capital aos bancos para evitar que exista uma nova crise como a que assolou os mercados financeiros mundiais em 2008, após a falência do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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25
Mar 12

Banca volta a apoiar promotores com ‘spreads’ mais baixos

Os bancos Santander, BBVA, CGD, BCP e Montepio seleccionaram os melhores projectos e praticam ‘spreads’ a partir de 1%, para evitar mais falências de empresas.

Algumas instituições bancárias demonstraram nas últimas semanas uma maior abertura para apoiar promotores imobiliários na venda de habitação. A nova dinâmica da banca pretende travar a falência de mais empresas e evitar a entrega de empreendimentos novos à banca, por incumprimento dos promotores. Há mais de três meses, o Santander Totta deu o pontapé de saída, ao propor o financiamento até 100% e um ‘spread' de 1,75%, para quem comprasse nos imóveis apoiados na construção pelo banco.

Mais recentemente, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BBVA lançaram campanhas de financiamento mais aguerridas, para a " aquisição de casa nova ou para obras", anuncia o banco público. Perspectiva-se também que o Millennium bcp avance com uma campanha semelhante, que poderá iniciar-se já em Abril, e que contempla, para já, um projecto de habitação residencial em Gaia (Cais do Cavaco), junto ao rio Douro. "Começa-se a notar uma maior abertura da banca na criação de condições de financiamento, ajudando os promotores a vender casas", salienta o administrador da Entreposto Gestão Imobiliária, Duarte Guerreiro. Na sua opinião, a nova estratégia "demonstra que os bancos estão a adaptar-se às condições do mercado" e que, de outra forma, se "não mudarem as regras do financiamento, será impossível os promotores venderem as casas".

O Entreposto tem actualmente cerca de 40 milhões de euros aplicados em empreendimentos residenciais, dos quais o mais emplemático é o Convento das Bernardas, em Tavira. A maioria dos projectos deste grupo teve financiamento à construção do Millennium bcp. "Não tenho dúvida que também o BCP vai ajudar os promotores, de forma a que os clientes possam aceder ao crédito", adianta Duarte Guerreiro.

No caso do condomínio Casas do Parque, no Porto, constituído por 16 moradias (V3+1) , a linha de financiamento especial do Banco Santander Totta tem motivado maior procura. "Houve vários pedidos de informação e temos três casos de clientes interessados que pediram simulação de financiamento". Contudo, adverte, "a resposta da banca continua lenta".

"As condições privilegiadas de financiamento do Santander permitiram que, no Parque do Rio (Parque das Nações), existam apenas 120 fracções para venda, de um total de 800 unidades", testemunha o administrador da Madrilisboa, Fernando Andrés, ao Diário Económico.

Esta análise é reforçada por João Nuno Magalhães, director do departamento residencial da CBRE. "Neste momento é visível que outros bancos, como a CGD e BCP, estão a procurar acompanhar, com campanhas inovadoras, numa perspectiva de apoiar os promotores na comercialização". O especialista destaca o caso do projecto Cais do Cavaco, do promotor Imosteel, um empreendimento residencial junto ao rio Douro que está a ser comercializado pela CBRE. "O promotor e o Millennium bcp vão assinar em breve um acordo com condições de financiamento muito vantajosas para os clientes". diz.

No entanto, fonte oficial do banco sublinha que, "há já vários anos, o Millennium dispõe de um programa, ‘Vantagem CPI', que estabelece condições específicas de financiamento em crédito à habitação a clientes de promotores". Inclui financiamento "que, no limite, poderá ser 100% do valor de avaliação e ‘spreads' diferenciados dos da tabela normal", nota a mesma fonte. O banco, liderado por Nuno Amado, assume que apoia "mais de 100 projectos de promotores imobiliários ao abrigo destas condições", mas recusa-se a avançar o número de projetos imobiliários a financiar em 2012.

Um promotor imobiliário, que preferiu o anonimato, testemunha uma "maior selectividade" da banca nos empréstimos a clientes. "Tenho conhecimento de que o BCP propõe um ‘spread' de 1% num empreendimento em Lisboa. Mas é desejável que não cite o projecto", alegou. Com empreendimentos à venda em Lisboa, Coimbra e Gaia, este promotor confirma uma maior abertura da banca, principalmente do Santander, mas também a CGD e o Montepio. "No primeiro trimestre, os bancos fizeram um acerto, para os nossos clientes, com ‘spread' especial de 1,75% (Santander), lançada em Fevereiro, 2 a 2,5% do Montepio e da CGD", conclui.

Para o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima, as campanhas da banca ainda são pouco expressivas para as necessidades reais do mercado. Luís Lima adverte que "os bancos financiam a venda das suas próprias fracções, quando o que deviam fazer era colocá-las no mercado de arrendamento, permitindo que aumentasse a oferta e estimulando o mercado".


Propostas de três bancos

1 - Santander já financiou 5,5 milhões de euros 
Nos últimos três meses, o banco Santander Totta "financiou 5,5 milhões de euros em créditos à habitação", avança fonte da instituição de crédito ao Diário Económico. Estes são os números mais recentes do Santander Totta no apoio a promotores. "Esses empreendimentos apenas terão clientes se existirem condições de financiamento que sejam acessíveis aos compradores, de forma a que possam adquirir essas fracções", nota ainda o banco. O Santander propõe apoios até 100% do valor da aquisição do imóvel. Contudo, alerta: "A análise de risco dos clientes é exactamente a mesma" que no restante crédito à habitação. Esta solução permite aos clientes do Santander Totta "manter a sua actividade de comercialização para reduzir a exposição creditícia e cumprir com as suas obrigações contratuais", conclui a mesma fonte.

2 - CGD reforça benefícios em campanha até Maio 
A CGD reforçou a campanha para a compra de casas do banco e limitou os benefícios suplementares para quem concretize proposta até 31 de Maio deste ano. O empréstimo goza de uma taxa fixa de 2,75%, nos primeiros três anos da vigência do contrato, e inclui a bonificação do ‘spread' em 1% (para clientes com cartão de débito e crédito, Caixadirecta e domiciliação de rendimentos) no restante período do contrato, que poderá chegar a 45 anos. A proposta é feita através da Caixa Imobiliário e destina-se aos imóveis da sua carteira, mas também 
à compra de casa própria, permanente ou secundária, ou para obras a realizar, em simultâneo, na mesma habitação, segundo ‘newsletter' enviada a empresas a que o Diário Económico teve acesso.

3 - Casa BBVA pratica ‘spread' de 1% 
A ‘Casa BBVA' é um produto do banco espanhol que "proporciona aos seus clientes uma vasta oferta de imóveis, novos e usados e de diversas tipologias (habitação, comércio, etc.), com preços bastante atractivos", lê-se no prospecto do banco. A proposta financeira do BBVA "prevê financiamento até 100% do valor de aquisição, ‘spread' a partir de 1% para LTV até 50%, prazo até 40 anos e quota final até 30%", avança. Qualquer cliente do BBVA pode igualmente colocar o seu imóvel, para venda, no ‘site' do banco. Através do endereço www.casa.bbva.pt, o BBVA disponibiliza ofertas em três áreas geográficas (Norte, Centro e Sul), permitindo uma busca mais fácil. Cada imóvel tem o descritivo das suas características e dessa forma o utilizador fica com maior opção de escolha, em função do seu perfil.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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24
Mar 12

Casas dos bancos vendidas em leilões

As leiloeiras tornaram-se um dos aliados dos bancos na venda de imóveis, reflexo das dificuldades da banca em escoar imóveis em carteira, numa altura em que o incumprimento de famílias e empresas bate recordes.

A leiloeira Uon é uma das que trabalha com as instituições bancárias em Portugal. Em 2011, a Uon realizou mais de 30 leilões (quer presenciais, quer online), tendo levado à praça cerca de 2.700 imóveis, com um valor global de cerca de 108 milhões de euros.

«Foram vendidas aproximadamente 1.050 casas tendo o valor de vendas em leilão da Uon sido de cerca de 57 milhões de euros», disse à Lusa a diretora comercial, Ana Ferro.

Os imóveis da banca têm a vantagem, face aos restantes do mercado, de estarem bem localizados (Grande Lisboa, Grande Porto, Litoral e Algarve), a «relação preço qualidade» e, ainda, dispõem de melhores condições por parte das instituições de crédito, destaca Ana Ferro.

Quanto ao preço dos imóveis que vão a leilão, «a licitação mínima é calculada em função do valor do crédito concedido ou do valor da avaliação. Geralmente é escolhido o mais alto».

O reverso da medalha

Além das leiloeiras, há cada vez mais imobiliárias a vender as casas dos bancos. Uma realidade que prejudica os promotores imobiliários que «não conseguem competir» com as campanhas agressivas da banca, como acusa a associação do setor, APEMIP.

O facto de a «banca vender com condições com que os promotores não conseguem competir», com «desvalorizações forçadas dos imóveis, que podem atingir os 30%», cria uma «instabilidade nos preços», critica o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

«Não há motivos para esta desvalorização forçada», sustentou Luís Lima que, já no final de novembro tinha dito que a banca está a recorrer a mediadores mais do que nunca.

Luís Lima rejeitou, contudo, que os bancos estejam a desviar clientes das mediadoras, considerando que a relação entre as duas entidades é favorável aos mediadores.

«O que era bom, como questão de futuro, era nós vendermos os imóveis antes de estarem na posse dos bancos».

Mas afinal, como é que os bancos retomam os imóveis?

Através de duas vias: judicial ou extrajudicial. Neste último caso, o proprietário que não conseguiu cumprir o pagamento das prestações devolve o imóvel ao banco, podendo dar-se a liquidação integral ou parcial da dívida, consoante a avaliação que o banco faça do imóvel nesta fase.

Por exemplo, se o banco avaliar em 70 mil euros e o empréstimo tiver sido de 100 mil, o proprietário fica devedor do restante.

Já na via judicial, existem três tipos de processos em que se dá a adjudicação dos imóveis pelos bancos: de execução fiscal, execução do imóvel pelo banco pela mora do pagamento das prestações do crédito à habitação e insolvência do proprietário do imóvel.

No primeiro caso, o banco reclama o seu crédito e, por ser credor privilegiado (tem a hipoteca do imóvel), pode pedir a adjudicação deste. 

No segundo cado, há penhora e é promovida a venda do imóvel. O banco faz então uma proposta para lhe ser adjudicado o bem, o que acontecer por ter a hipoteca.

Já se um credor ou o próprio proprietário pedir a insolvência, o banco faz a reclamação do seu crédito e também aqui pode haver liquidação dos bens do insolvente. Neste caso, o banco, se tiver interesse nisso, faz uma proposta de compra e é-lhe adjudicado o bem, mais uma vez tendo em conta a garantia dada pela hipoteca.

Só no ano passado, quase 7 mil imóveis foram devolvidos à banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

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18
Mar 12

BCP lança campanha para atrair investidores às acções nacionais

Pela primeira vez em muito tempo, os bancos tradicionais voltam a fazer campanhas para estimular o investimento em acções.

Nos últimos dois anos quem visitou os sites das principais instituições financeiras portuguesas deparou-se com duas grandes tendências. Primeiro: a maioria das campanhas publicitárias levadas a cabo pelas instituições cingiram-se a depósitos. Segundo: as promoções e anúncios relacionados com a concessão de crédito e o investimento em acções desapareceram do mapa. Mas esta tendência pode ter os dias contados.

O BCP acaba de dar o "pontapé-de-saída", entre os bancos tradicionais, no lançamento de campanhas promocionais com o objectivo de atrair os seus clientes de volta às acções. A campanha em questão foi lançada no dia 6 de Março e promete dar um desconto de 50% nas comissões de transacção de títulos no mercado Euronext Lisbon nas operações que sejam feitas até ao dia 4 de Maio. Na prática significa que quem, por exemplo, der uma ordem de compra de títulos da bolsa portuguesa no valor de 15.000 euros irá pagar uma comissão de 11, 25 euros ao abrigo desta campanha, quando numa situação normal, o valor da comissão aplicada seria de 22,5 euros.

No entanto há que ressalvar vários pontos. Primeiro, e tal como o comunicado do banco refere, este desconto de 50% aplica-se apenas quando estão em causa ordens de compra e venda apenas sobre acções portuguesas. Ou seja: se o investidor quiser adquirir uma acção espanhola ou francesa estará sujeito às condições do preçário normal. Além disso, o desconto só se aplica às ordens dadas através da internet ou da aplicação online disponível através de meios como o iPhone, o iPad; o iPad Touch-App Bolsa ou do Mobile SMS. Ou seja, ordens de bolsa dadas ao balcão ou por telefone não beneficiam do desconto de 50% nas comissões.

Além disso, convém ressalvar que apesar da promoção prever um desconto de 50%, existem comissões mínimas que são consideradas. Por exemplo, para uma ordem de compra ou venda de títulos no montante de sete mil euros, a comissão normal prevista para esta operação no BCP é de 0,25% do montante. Isto significa que em condições normais este investidor pagaria uma comissão no valor de 12,5 euros. Se esta operação fosse feita ao abrigo da campanha dos 50% de desconto, o investidor poderia pensar que a comissão cobrada cairia para os 6,25 euros. No entanto, como o banco prevê a cobrança de uma comissão mínima de nove euros, este será o valor que o investidor terá de suportar.

Contactado pelo Diário Económico sobre as razões que levaram o banco a apostar no lançamento de uma campanha focada no investimento em acções portuguesas fonte oficial respondeu : "[O banco] pretende com esta campanha destacar as vantagens da utilização de canais ‘online' e ‘mobile' para efectuar as suas transacções no mercado de capitais - não apenas de preço, mas também pela facilidade de acesso, mobilidade e informação essencial para a tomada de decisão de investimento para instrumentos como acções". O banco não esclareceu, no entanto, se o lançamento desta campanha está ou não relacionado com a recuperação que as bolsas mundiais estão a protagonizar. Recorde-se que os principais índices europeus estão a acumular ganhos desde o início do ano que variam entre os 6% e os 21% ( excepto o Ibex que perde 1,63%). Já a bolsa portuguesa sobe uns singelos 1,79%. O facto do BCE ter feito duas grandes injecções de liquidez no sistema financeiro e a relativa acalmia face à situação da Grécia contribuíram para restaurar um pouco a confiança dos investidores. Também nos EUA, os principais índices acumulam ganhos expressivos.


Cuidados a ter ao investir em acções:

1 - Comissões
Investir directamente no mercado accionista acarreta alguns custos para o investidor. Além de ter de pagar ao intermediário financeiro uma comissão de transacção (que pode ser fixa ou variável- consoante o montante da operação), o investidor tem ainda da suportar a taxa de bolsa. Esta taxa refere-se ao custo que é cobrado pelas bolsas de valores onde os títulos são negociados. Este encargo poderá já estar incluído na comissão de transacção paga ao intermediário financeiro. Além disso, há ainda outros encargos inerentes ao investimento em acções. Um deles é a comissão pela guarda de títulos. Segundo da Deco, só este custo pode atingir os 300 euros por ano. Ainda assim, existem alguns operadores que não cobram esta comissão.

2 - Opte pela internet 
Várias análises feitas no passado pelo Diário Económico e também pela Deco comprovam um facto: negociar títulos através da internet é consideravelmente mais barato do que fazer essas operações através dos canais radicionais, como o telefone e os balcões dos bancos. Em alguns casos, o preçário pela internet chega a ser 50% mais barato face às comissões cobradas pela mesma instituição mas ao balcão. Um estudo do ano passado, feito pela Proteste Investe, mostrava ainda que os bancos tradicionais eram aqueles que apresentavam, de forma geral, os preçários menos competitivos. E a provar que é importante escolher o intermediário financeiro, o mesmo estudo revelava ainda que a escolha do banco/corretora mais adequado poderia fazê-lo poupar mais de 2.000 euros por ano em comissões de bolsa.

3 - Antes de investir, treine
Se está a equacionar a possibilidade de investir directamente no mercado accionista há vários conselhos que deve ter em conta. Além de se assegurar que este investimento está de acordo com o seu perfil de risco, os investidores devem também fazer um "treino" das suas estratégias. Existem vários intermediários financeiros que disponibilizam de forma gratuita (por um determinado período) o acesso às suas plataformas de negociação de títulos, através de uma versão simuladora. Ou seja, o investidor poderá simular operações de compra e venda de acções, com dinheiro fictício e testar várias estratégias de ‘trading' para perceber como funciona o mercado.

fonte:http://economico.sapo.pt

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16
Mar 12

Bancos vão ter sistemas de alerta

Caberá também aos clientes a comunicação atempada das situações de risco.

O governo encontra-se a preparar um decreto-lei que visa não só a recuperação extrajudicial de clientes bancários em incumprimento, mas também que os bancos se tornem diligentes na detecção precoce de clientes em perigo de incumprimento. Por outro lado, e de acordo com o documento a que o Diário Económico teve acesso, caberá também aos clientes bancários a comunicação atempada das situações de risco.

De forma a detectar os clientes com potencial de risco de incumprimento, os bancos deverão "criar sistemas informáticos que permitam a identificação de situações de risco", bem como "recolher informações junto do cliente e de outras fontes (nomeadamente, bases de dados de responsabilidades de crédito)".

Segundo a proposta de directiva europeia - onde esta legislação nacional bebe os seus princípios - " se esse potencial se tornar evidente [de incumprimento] ou for objectivamente demonstrado, o mutuante deverá contactar o consumidor para discutir diferentes opções para evitar a possibilidade de incumprimento, por exemplo através do reescalonamento do empréstimo. De qualquer modo, o mutuante só deverá ponderar a hipótese de retirar o crédito depois de explorar, juntamente com o consumidor, todas as alternativas possíveis para evitar uma situação de incumprimento".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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01
Mar 12

Inspeções aos bancos: 1 chumba e 4 precisam melhorar

Banco de Portugal diz que quatro precisam de melhorar alguns aspetos e um usou metodologias e parâmetros desadequados

Apenas dois dos oito grupos bancários analisados pelo Banco de Portugal (BdP) utilizam metodologias «claramente adequadas» nos testes de resistência a que se tiveram de submeter, havendo um que chumba, considera a instituição liderada por Carlos Costa.

O Banco de Portugal divulgou esta quinta-feira os resultados da terceira fase do Programa Especial de Inspeções ao sistema financeiro. Na última fase deste programa, o regulador bancário avaliou as «metodologias e os parâmetros» usados nos testes de resistência (stress tests) a que se submeteram os oito maiores bancos a operar em Portugal, um programa que foi levado a cabo no âmbito da assistência financeira externa prestada a Portugal.

O resultado desta terceira fase levou à divisão em quatro grupos dos oito bancos analisados pelo Banco de Portugal (BCP, BPI, CGD, holding BES, Santander Totta, Montepio Geral, Banif e Crédito Agrícola).

De acordo com o Banco de Portugal, apenas duas instituições utilizaram «parâmetros e metodologias claramente adequados» e um grupo bancário utilizou «parâmetros e metodologias adequados».

De acordo com os comunicados entretanto divulgados por cada banco, o Espírito Santo Financial Group (ESFG)/BES registou a nota mais elevada (parâmetros «claramente adequados»), assim como o Santander Totta. Já o BCP conseguiu a segunda classificação («adequados»).

As duas primeiras instituições irão «estabelecer e apresentar ao Banco de Portugal um plano para a implementação a curto prazo», e o BCP também irá efetuar melhorias nos parâmetros e metodologias de modo a serem já usados em «novos exercícios de stress tests».

Os outros cinco bancos receberam uma classificação inferior pelo Banco de Portugal, com quatro a utilizar métodos «adequados na generalidade dos aspetos analisados, embora com necessidade de introdução de melhorias em áreas pontuais», segundo o comunicado do BdP. Nesta categoria incluem-se BPI, CGD, Montepio e Crédito Agrícola.

Assim, estes quatro grupos bancários vão apresentar planos de resolução ao Banco de Portugal que levaram à «implementação a curto prazo».

O Banco de Portugal diz ainda que há um banco que deve introduzir «melhorias num conjunto de áreas específicas para que os parâmetros e metodologias utilizados possam ser considerados adequados», o que implica que esta entidade bancária terá ainda de apresentar um plano de melhorias para poder merecer uma classificação positiva por parte do regulador. É o Banif.

Nas duas primeiras fases, o Banco de Portugal avaliou as imparidades e os fundos próprios dos bancos para risco de crédito. A conclusão destas fases foi conhecida em dezembro.

Esta terceira fase, feita em conjunto com a consultora Oliver Wyman, «assentou numa lógica prospetiva, tendo por objetivo avaliar a adequação dos parâmetros e das metodologias utilizados pelos bancos na realização das projeções financeiras que suportam a avaliação da sua solvabilidade futura».

Os resultados, afirma o regulador, foram apresentados esta quarta-feira à comissão que tem acompanhado o Programa Especial de Inspeções, presidida pelo Banco de Portugal e composta por peritos do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia, Banco Central Europeu a ainda por membros de três autoridades de supervisão da União Europeia, Banco de España, Autorité de Contrôle Prudentiel (França) e Banque Nationale de Belgique.

O Banco de Portugal, diz ainda no comunicado, irá tomar «medidas corretivas» para melhorar os resultados dos bancos, fazendo ainda um «acompanhamento regular» da execução destas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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11
Fev 12

Banca: entidades financeiras pagam novo fundo de resolução

Fundo tem por objectivo prestar apoio financeiro à aplicação de medidas de resolução adoptadas pelo Banco de Portugal

O Fundo de Resolução para o sector bancário criado ao abrigo de um decreto-lei publicado na sexta-feira em Diário da República vai ser financiado através de contribuições de todas as instituições financeiras que actuam no mercado português.

Todas as instituições de crédito, empresas de investimento, sucursais de instituições de crédito, sucursais das instituições financeiras e sociedades relevantes para sistemas de pagamento ficam obrigadas a participar no fundo, que «tem por objecto prestar apoio financeiro à aplicação de medidas de resolução adoptadas pelo Banco de Portugal», lê-se no documento.

Os recursos financeiros do fundo são oriundos das receitas provenientes da contribuição sobre o sector bancário, das contribuições iniciais das instituições participantes, das contribuições periódicas dos participantes, de importâncias provenientes de empréstimos, dos rendimentos da aplicação de recursos e outras receitas da sua actividade.

«Os empréstimos não podem ser concedidos pelo Banco de Portugal», estipula o diploma.

As contribuições iniciais das instituições participantes serão cobradas no prazo de 30 dias a contar do registo oficial do início da sua actividade, num montante que virá a ser definido sob proposta da comissão directiva do fundo.

Depois, existirão contribuições periódicas anuais que têm que ser pagas pelos participantes até ao último dia útil do mês de Abril. E poderá haver contribuições especiais, caso os recursos do fundo sejam insuficientes para o cumprimento das suas obrigações. Também o Estado poderá ser chamado a pagar contribuições adicionais, sob a forma de empréstimos ou prestação de garantias.

O fundo é dotado de autonomia administrativa e financeira, tem sede em Lisboa e funciona junto do Banco de Portugal. 

Será gerido por uma comissão directiva composta por três membros: Um membro do conselho de administração do supervisor, por este designado, que preside, um membro designado pelo ministro das Finanças e um membro nomeado por acordo entre ambas as entidades.

Os mandatos são de três anos, renováveis até ao máximo de quatro mandatos, e os responsáveis podem acumular estas funções com quaisquer outras, públicas ou privadas, desde que autorizados para tal. O exercício das funções não é remunerado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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10
Fev 12

Quatro maiores bancos tiveram prejuízos acima de 1.500 milhões

Os quatro maiores bancos a operar em Portugal tiveram em 2011 prejuízos históricos de 1.523 milhões de euros, 5,8 milhões por dia, de acordo com os resultados apresentados pelas instituições nas últimas duas semanas, que contrastam com os lucros do ano anterior.

Os prejuízos de 2011 comparam com o exercício de 2010 em que os mesmos bancos lucraram 1.242 milhões, ou 4,7 milhões de euros por dia.

A lista dos piores resultados em 2011 é encabeçada pelo BCP com um prejuízo de 786 milhões de euros, seguido da Caixa Geral de Depósitos, que perdeu o ano passado 488,4 milhões de euros. Já o BPI teve um resultado negativo de 203,9 milhões e o BES de 108,8 milhões de euros.

O Santander Totta foi a única instituição bancária a impedir maiores danos nos resultados da banca, ao conseguir o ano passado um lucro de 64,1 milhões de euros, ainda assim muito longe dos 439,6 milhões de euros de 2010.

Os bancos privados atribuíram os prejuízos de 2011 sobretudo a factores extraordinários, como as perdas decorrentes da transferência dos fundos de pensões e da exposição à dívida grega, enquanto o banco público foi penalizado pelos títulos gregos que detém mas também pela queda significativa da bolsa no ano passado, uma vez que a CGD tem participações de relevo em várias cotadas portuguesas, como a Portugal Telecom, o BCP, a Brisa ou a Zon.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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