07
Ago 12

Bancos começam a contribuir para Fundo de Resolução em Abril

Instrumento destinado a financiar intervenção do Banco de Portugal na banca já está criado.

Os bancos vão começar a fazer contribuições periódicas para o Fundo de Resolução, a partir de Abril. Este instrumento será destinado ao financiamento de medidas de intervenção do Banco de Portugal em instituições financeiras.

Segundo fonte oficial do regulador, em declarações à agência Lusa, o fundo "entrou em funcionamento em Junho de 2012" e vai começar a receber contribuições da banca em Abril do próximo ano.

Este fundo faz parte de um conjunto de medidas lançadas no âmbito da revisão do regime de liquidação das instituições bancárias. Deste programa faz parte um reforço dos poderes do Banco de Portugal na sua intervenção nas instituições. O supervisor bancário passa, por exemplo, a poder intervir numa instituição enquanto ainda é tempo e não apenas numa fase de saneamento, contando para isso com novos meios para agir.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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06
Ago 12

O que os bancos sugerem às famílias que não conseguem pagar dívidas

Com as famílias cada vez mais em dificuldades para fazer face às suas dívidas, incluindo o pagamento da prestação da casa, há já quem tenha soluções para estes casos. No estudo “ A Actualidade do Sector Imobiliário Residencial – Ajustamentos e desafios” que será apresentado amanhã por Augusto Mateus, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) propõe cinco instrumentos para gestão do incumprimento.

1) "O alargamento dos prazos das operações (até aos máximos de 61 anos de maturidade e 80 anos de idade do mutuário) é utilizado quando o cliente não demonstra capacidade para pagar o valor das prestações, mas tem capacidade para depositar outro valor mais reduzido, permitindo, geralmente, uma redução significativa do encargo mensal".

2) O período de carência de capital (até 12 meses) pode, ou não, conjugar-se com outras alterações, e gere, sobretudo, reduções significativas de rendimentos dos clientes por motivos transitórios (como situações de desemprego ou doença a inverter no curto/médio prazo), assegurando-se apenas o pagamento dos juros;

3) O diferimento de parte do capital (até 30% para o final do prazo) é o recurso para reduzir o valor das prestações, quase sempre utilizado em conjugação com outras alterações, e quando se perspectiva, a prazo, um aumento gradual dos rendimentos auferidos pelo cliente;

4) A alteração da data de cobrança da prestação, é uma nova funcionalidade da CGD, através da qual e a pedido dos clientes, é alterada a data de cobrança das prestações, para o melhor momento de crédito de fundos (vencimentos, rendas, pensões, etc.), assegurando a existência de saldo em conta para pagamento do crédito à habitação;

5) O Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH) envolve a substituição do contrato de crédito à habitação própria permanente por um contrato de arrendamento, sempre que a mesma permita reduzir substancialmente os encargos com a habitação e nela permanecer com direito a opção de compra. A solução é adoptada quando o encargo com a renda se afigura mais consentâneo com a capacidade do cliente, tendo-se em consideração na comparação não apenas o valor prestacional, mas também o desaparecimento dos encargos inerentes à condição de proprietário (v.g. seguros, obrigações fiscais, despesas de condomínio, manutenção, etc.).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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13
Jul 12

Banca tira depósitos do BCE após corte dos juros

Corte da taxa de depósito para 0% levou a uma queda de 475 mil milhões no ‘overnight’.

Uma das grandes medidas tomadas pelo BCE na semana passada já está a mostrar efeito. O corte da taxa da facilidade de depósitos para 0% provocou um desinteresse dos bancos em aplicarem dinheiro ‘overnight' junto do banco central. Apesar disso, os economistas duvidam que a decisão do BCE  possa reanimar o mercado interbancário e aumentar o crédito dado pela banca à economia. Já a procura por dívida dos países mais sólidos aumentou, levando a uma descida das taxas de juro.

Os montantes aplicados na facilidade de depósito caíram para 325 mil milhões de euros, segundo dados divulgados ontem pelo banco central. O valor compara com os 800 mil milhões que os bancos tinham parqueado no dia anterior ao corte do juro ter efeito. Após as mega-injecções de liquidez do BCE no sector financeiro, cerca de um bilião de euros em Dezembro e Fevereiro, os valores colocados na facilidade de depósito aumentaram, reflectindo o receio das entidades financeiras em emprestarem dinheiro entre si.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Jul 12

Bancos devem mais de 60 mil milhões ao BCE

Os bancos portugueses já devem mais de 60 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

 

Os bancos residentes em Portugal deviam no final de Junho 60.502 milhões de euros ao BCE, batendo um máximo histórico de há dois meses.

No passado mês de Março, os bancos portugueses já haviam chegado a um novo máximo histórico, atingindo os 56 mil milhões de euros, e em Maio o montante em dívida atingiu mesmo os 58.704 milhões de euros.

Este aumento deve-se, em especial, ao acesso dos bancos portugueses às operações de refinanciamento com prazo alargado, sendo que foi precisamente no mês de Março que o BCE realizou um segundo leilão para fornecer empréstimos aos bancos europeus com uma maturidade a três anos, onde acabou por ceder 529,5 mil milhões de euros.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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29
Mai 12

Queixas contra bancos: 60% dos clientes têm razão

Há mais contraordenações do Banco de Portugal por irregularidades na banca e apesar de as reclamações terem caído, no ano passado, o número de queixas em que o cliente acaba por ter razão aumentou.

Segundo as conclusões do relatório de supervisão comportamental da instituição liderada por Carlos Costa, no caso das reclamações o cliente tem cada vez mais razão.

No ano passado, foram perto de 14.700 as reclamações, menos 3% do que em 2010; mas aumentou o número de queixas em que de facto havia prática de infrações; em cada 100 reclamações 60 clientes tinham razão.

No ranking, do total das reclamações, os bancos estrangeiros a operar em Portugal garantem os lugares cimeiros: BBVA, Caixa de Aforros da Galiza, Santander Totta, Deutsche Bank, Barclays e Banco Popular, seguidos por dois bancos portugueses BPN e Montepio Geral.

No crédito ao consumo, o número de queixas é maior: também no BBVA, no Crediagora, no FCE, no Deutsch Bank, no RCI e na Caixa Leasing e Factoring, do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Quando o assunto se relaciona com cheques, a lista é diferente: as queixas recaem em maior número na Caixa Geral de Depósitos no Barclays, Banif, Banco Popular e no Montepio.

O relatório de supervisão comportamental revela também que o maior número de irregularidades foi encontrado nos preçários nos serviços de pagamento, nomeadamente nas transferências bancárias, nos depósitos e na publicidade.

Onde o problema é mais frequente no caso dos depósitos tem a ver com a publicidade enganosa em que, por exemplo, se destaca uma taxa de juro que apenas corresponde à taxa no final de de depósitos a prazo.

Nas contraordenações, o Banco de Portugal instarou, em 2011, 38 processos, mais 10 do que no ano anterior.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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02
Mai 12

Banca admite entrega de casa para saldar dívida em casos-limite

Ao aceitar que a entrega da casa liquidasse uma dívida ao banco, o Tribunal de Portalegre reforçou o debate. A oposição já tem propostas e a maioria prepara as suas. A Banca não quer ficar para trás e defende modelo espanhol.

Os bancos vão preparar uma proposta com soluções para lidar com o incumprimento no crédito à habitação para apresentarem ao Governo. Ao que o Negócios apurou, o tema deverá ser debatido em breve no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos (APB), sendo já claro que a maioria das instituições financeiras apoia regras semelhantes às adoptadas em Espanha para lidar com o incumprimento no crédito à habitação.

Em concreto, os bancos admitem que, à semelhança do que decidiu o juiz de Portalegre, venha a ficar estabelecido que as instituições financeiras aceitem que a entrega do imóvel liquide a dívida da família. No entanto, esta solução só poderá ser aplicada às situações em que os clientes bancários tenham problemas financeiros efectivos e comprovados, tal como está previsto nas regras recentemente adoptadas em Espanha. 

Nos restantes casos, os bancos estarão disponíveis para definir, de forma mais estruturada, aquilo que já praticam internamente e de forma mais casuística. Ou seja, negociar com os devedores um alargamento do prazo do empréstimo ou mesmo uma redução da taxa de juro dos empréstimos, por exemplo.

Neste momento, ao que soube o Negócios, o debate dentro do sector financeiro ainda está numa fase inicial. Mas o modelo espanhol é referido como referência para as reflexões que se estão a iniciar.

Oposição já tem propostas, Governo prepara as suas

Os argumentos invocados pelo juiz do Tribunal Judicial de Portalegre (ver texto ao lado) colocaram na agenda o tema do sobreendividamento das famílias, que já tinha sido recuperado pelo Bloco de Esquerda quando, em Março, levou ao Plenário da Assembleia da República uma proposta que estipula que a entrega de casa ao banco liquida a totalidade da dívida.

Quando foi conhecida a decisão do Tribunal de Portalegre – que, por ter transitado em julgado, já não admite recurso –, os bloquistas reafirmaram a necessidade de discutir esta questão no Parlamento. O partido liderado por Francisco Louçã desafiou "o Parlamento a aprovar o seu projecto de lei, colocando um ponto final numa prática abusiva da banca e que, de acordo com o tribunal, constitui um ‘enriquecimento injustificado’ do sistema financeiro", lê-se no comunicado. A proposta dos bloquistas prevê a possibilidade de extinguir a dívida através da entrega da casa à banca. 

O PS também apresentou propostas neste sentido, que, no entanto, não vão tão longe. Os socialistas submeteram três propostas para tentar evitar o incumprimento, quer através da criação de um fundo de garantia, quer através da possibilidade de utilizar as verbas dos planos poupança reforma (PPR) para saldar o crédito à habitação (uma possibilidade já acessível aos desempregados). Para a fase pós-incumprimento, os socialistas têm outras duas propostas.

O Governo e os partidos que o suportam também estão a estudar esta questão. No Executivo, há um grupo de trabalho entre vários ministérios que está a discutir o endividamento das famílias com o Banco de Portugal. Tanto o PSD como o CDS ainda não chegaram a conclusões, apesar de estarem articulados na discussão.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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29
Abr 12

Número de contas bancárias online duplica em cinco anos

Há cada vez mais portugueses rendidos à banca online. Existem mais de seis milhões de contas bancárias desta natureza.

Não há muitos anos atrás, ir ao banco fazer um depósito, levantar dinheiro, pedir um livro de cheques ou fazer uma simples transferência bancária implicava longos minutos de espera, dado que as filas que se avolumavam à porta dos balcões dos bancos assim o exigiam. O tempo de espera era tanto maior à medida que se aproximava o fim do mês. Recorde-se na década de 80 ainda era comum fazer-se o pagamento dos salários em dinheiro, o que obrigava a que as pessoas fossem pelo menos uma vez por mês ao banco para depositarem o seu salário. Hoje, o panorama é bem diferente. A introdução de meios tecnológicos, como o aparecimento do multibanco e do serviço do ‘homebanking', mudou a forma como os portugueses lidam com os bancos. São cada vez mais as operações financeiras que são possíveis de executar à distância. Há clientes bancários que passam largos meses sem entrarem numa agência de um banco. Por isso não é de estranhar que sejam cada vez mais os portugueses que preferem executar operações financeiras através do site do seu banco. Os números do Banco de Portugal comprovam esta tendência. Em 2010- os últimos dados disponíveis- existiam mais de seis milhões de contas bancárias com acesso por internet. O número tem crescido de forma exponencial nos últimos anos. Basta referir que em 2005, o número de contas bancárias ‘online' situava-se nos 3,3 milhões. Ou seja, em cinco anos, o número clientes que acedem ao banco através da internet praticamente duplicou.

São várias as razões que explicam o sucesso crescente da banca online. Além da comodidade e rapidez em executar operações financeiras, a banca online permite ao cliente bancário beneficiar de comissões mais reduzidas.

Isto porque um dos meios que os bancos têm recorrido para cativar mais clientes aderirem ao serviço de ‘netbanking' passa pela cobrança de comissões inferiores às cobradas pelos mesmos serviços prestados ao balcão. Por exemplo, requisitar cheques, fazer transferências bancárias, ou executar ordens de bolsa fica consideravelmente mais barato caso o cliente opte por fazer estas operações pelo canal ‘online', em detrimento do balcão. Cálculos feitos pelo Diário Económico com base nos preçários dos cinco maiores bancos a operar no mercado português- CGD, BES, BCP, BPI e Santander Totta- atestam isso mesmo. Por exemplo, requisitar 20 cheques e fazer 15 transferências interbancárias no valor de 1.500 euros cada uma, custa em média mais 71 euros ao balcão do que se o consumidor optar por fazer estas operações pela internet. Em alguns bancos, a factura com comissões pode baixar até 81% se o cliente optar por fazer determinadas operações pela internet. E se em causa estiverem ordens de bolsa, as diferenças de custos são ainda mais significativas.

Não é difícil entender as razões que levam a banca a praticar comissões mais baixas nas operações feitas através da internet. Para o sector financeiro, o serviço de homebanking permite reduzir a factura de custos com balcões e funcionários.

Independentemente da instituição em causa, existe um padrão comum do cliente que privilegia a internet como o canal de eleição para realizar operações financeiras. Consultas de saldos e movimentos de conta, transferências, pagamentos de serviços, carregamentos de telemóveis, consulta de movimentos de cartões, operações de bolsa e pagamentos de impostos estão na lista de operações financeiras que os portugueses mais executam pela internet.

Apesar de ser muito cómodo ir ao banco sem ter de sair de casa, os clientes bancários que utilizam o serviço de ‘homebanking' não devem descurar alguns conselhos de segurança básicos para evitar que os seus dados pessoais sejam ‘roubados' por terceiros. Devem, por exemplo, tomar muito cuidado com os emails fraudulentos que possa receber a pedir que insira os seus dados pessoais. Os especialistas alertam que nenhum banco solicita a divulgação ou a alteração de dados pessoais e confidenciais através de mensagens de e-mail. Além disso, os especialistas aconselham os consumidores a nunca acederem ao seu serviço de ‘homebanking' a partir de computadores públicos, já que estes podem estar contaminados por vírus. Além disso, sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado ou de uma chave, que indica uma ligação segura.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Abr 12

Estudo: Quatro em cada 10 pessoas estão indecisas sobre a permanência no seu banco

O World Retail Banking Report (WRBR 2012), estudo internacional publicado pela Capgemini e a EFMA, concluiu que 9% dos clientes bancários tem tendência para deixar os seus bancos nos próximos seis meses. Além disso, 40% (ou seja, quatro em cada dez pessoas) não tem a certeza se vai permanecer, a longo prazo, na mesma instituição bancária.

Entre os fatores mais críticos, na opinião dos clientes, estão: qualidade de serviço (53%), fees (50%), facilidade de utilização (49%) e taxas de juro (49%).

Estas são as principais conclusões do estudo Customers Experience Index (CEI), que inquiriu mais de 18 mil clientes de bancos em 35 países, entre os quais Portugal. A investigação indica que os bancos têm uma oportunidade significativa de melhorar a opinião do cliente, focando-se nos fatores referidos como mais importantes, de forma a aumentar a sua lealdade.

A investigação revela, ainda, que os serviços de mobile banking carecem de melhor aproveitamento, e que os clientes norte-americanos são os que estão mais satisfeitos com os seus bancos (80%), seguidos da Europa Central (71%), América Latina (69%), Europa Ocidental (66%) e Ásia do Pacífico (53%).

"Os bancos deviam ser reconhecidos por darem os passos iniciais e necessários para manter as relações com o cliente. No entanto, à medida que os concorrentes não pertencentes ao sector da banca vão entrando no mercado, os bancos têm de se diferenciar, criando produtos inovadores, melhorando o canal de serviços e de gestão, bem como os seus serviços mobile", afirmou Jean Lassignardie, Global Head of Sales and Marketing, Capgemini Financial Services, em comunicado.

Apesar de o mobile banking estar numa fase de maturidade inicial, continua a ser um canal tido como prioritário, na estratégia de investimento dos bancos, por forma a melhorar a experiência do cliente. Em 2015, mais de 60% dos clientes no mundo inteiro vão, provavelmente, utilizar o mobile banking, de acordo com o estudo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

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05
Abr 12

Bancos dão tolerância de ponto quinta-feira à tarde

Os funcionários bancários, à excepção dos do Banco de Portugal, vão na quinta-feira gozar de tolerância de ponto durante a parte da tarde.

Os funcionários bancários, à excepção dos do Banco de Portugal, vão na quinta-feira gozar de tolerância de ponto durante a parte da tarde, seguindo uma recomendação da Associação Portuguesa de Bancos do passado dia 20, confirmou a Lusa.

Já o Banco de Portugal, quebrando uma longa tradição na instituição, não dará tolerância de ponto aos seus funcionários, informou fonte oficial do banco central.

Segundo a recomendação da Associação Portuguesa de Bancos, à qual a Lusa teve acesso, enviada por email no passado dia 20 de Março aos seus associados, a APB recordava que "vem sendo prática o encerramento da banca ao público durante na tarde de quinta-feira santa", pelo que recomendava que "também no corrente ano encerrem no dia 5 de Abril de 2012 na parte da tarde".

BCP, BES, CGD e Santander confirmaram expressamente à Lusa a determinação de seguir a recomendação. Já o banco BPI, ainda que contactado, ainda não fez chegar à Lusa a indicação sobre se será ou não dada a tolerância de ponto aos seus funcionários.

Na PT, como, de resto, já aconteceu na terça-feira de Carnaval, quinta-feira santa será "um dia normal de trabalho", segundo fonte oficial da empresa.

No início de Fevereiro, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que este ano não haveria tolerância de ponto para a terça-feira de Carnaval, embora a maioria das empresas de vários sectores - desde banca, tecnologias, energia ou automóvel, entre outros - tivesse considerado o dia como feriado, uma vez que está previsto no Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

Entre as grandes empresas então contactadas pela Lusa e às quais foi colocada a questão se iriam dar o feriado aos trabalhadores, a PT e a Vodafone foram excepções, garantido funcionariam normalmente.

Optimus e Zon Multimédia no sector das telecom, mas também CTT, REN, EDP, RTP, Lusa, Autoeuropa, Cofina, Altri ou Sonae deram o dia de feriado aos seus trabalhadores.

O mesmo aconteceu no sector da banca, em que os balcões da CGD, BES, BCP, Banif, BPI e Santander Totta estiveram encerrados.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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25
Mar 12

Banca volta a apoiar promotores com ‘spreads’ mais baixos

Os bancos Santander, BBVA, CGD, BCP e Montepio seleccionaram os melhores projectos e praticam ‘spreads’ a partir de 1%, para evitar mais falências de empresas.

Algumas instituições bancárias demonstraram nas últimas semanas uma maior abertura para apoiar promotores imobiliários na venda de habitação. A nova dinâmica da banca pretende travar a falência de mais empresas e evitar a entrega de empreendimentos novos à banca, por incumprimento dos promotores. Há mais de três meses, o Santander Totta deu o pontapé de saída, ao propor o financiamento até 100% e um ‘spread' de 1,75%, para quem comprasse nos imóveis apoiados na construção pelo banco.

Mais recentemente, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BBVA lançaram campanhas de financiamento mais aguerridas, para a " aquisição de casa nova ou para obras", anuncia o banco público. Perspectiva-se também que o Millennium bcp avance com uma campanha semelhante, que poderá iniciar-se já em Abril, e que contempla, para já, um projecto de habitação residencial em Gaia (Cais do Cavaco), junto ao rio Douro. "Começa-se a notar uma maior abertura da banca na criação de condições de financiamento, ajudando os promotores a vender casas", salienta o administrador da Entreposto Gestão Imobiliária, Duarte Guerreiro. Na sua opinião, a nova estratégia "demonstra que os bancos estão a adaptar-se às condições do mercado" e que, de outra forma, se "não mudarem as regras do financiamento, será impossível os promotores venderem as casas".

O Entreposto tem actualmente cerca de 40 milhões de euros aplicados em empreendimentos residenciais, dos quais o mais emplemático é o Convento das Bernardas, em Tavira. A maioria dos projectos deste grupo teve financiamento à construção do Millennium bcp. "Não tenho dúvida que também o BCP vai ajudar os promotores, de forma a que os clientes possam aceder ao crédito", adianta Duarte Guerreiro.

No caso do condomínio Casas do Parque, no Porto, constituído por 16 moradias (V3+1) , a linha de financiamento especial do Banco Santander Totta tem motivado maior procura. "Houve vários pedidos de informação e temos três casos de clientes interessados que pediram simulação de financiamento". Contudo, adverte, "a resposta da banca continua lenta".

"As condições privilegiadas de financiamento do Santander permitiram que, no Parque do Rio (Parque das Nações), existam apenas 120 fracções para venda, de um total de 800 unidades", testemunha o administrador da Madrilisboa, Fernando Andrés, ao Diário Económico.

Esta análise é reforçada por João Nuno Magalhães, director do departamento residencial da CBRE. "Neste momento é visível que outros bancos, como a CGD e BCP, estão a procurar acompanhar, com campanhas inovadoras, numa perspectiva de apoiar os promotores na comercialização". O especialista destaca o caso do projecto Cais do Cavaco, do promotor Imosteel, um empreendimento residencial junto ao rio Douro que está a ser comercializado pela CBRE. "O promotor e o Millennium bcp vão assinar em breve um acordo com condições de financiamento muito vantajosas para os clientes". diz.

No entanto, fonte oficial do banco sublinha que, "há já vários anos, o Millennium dispõe de um programa, ‘Vantagem CPI', que estabelece condições específicas de financiamento em crédito à habitação a clientes de promotores". Inclui financiamento "que, no limite, poderá ser 100% do valor de avaliação e ‘spreads' diferenciados dos da tabela normal", nota a mesma fonte. O banco, liderado por Nuno Amado, assume que apoia "mais de 100 projectos de promotores imobiliários ao abrigo destas condições", mas recusa-se a avançar o número de projetos imobiliários a financiar em 2012.

Um promotor imobiliário, que preferiu o anonimato, testemunha uma "maior selectividade" da banca nos empréstimos a clientes. "Tenho conhecimento de que o BCP propõe um ‘spread' de 1% num empreendimento em Lisboa. Mas é desejável que não cite o projecto", alegou. Com empreendimentos à venda em Lisboa, Coimbra e Gaia, este promotor confirma uma maior abertura da banca, principalmente do Santander, mas também a CGD e o Montepio. "No primeiro trimestre, os bancos fizeram um acerto, para os nossos clientes, com ‘spread' especial de 1,75% (Santander), lançada em Fevereiro, 2 a 2,5% do Montepio e da CGD", conclui.

Para o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, Luís Lima, as campanhas da banca ainda são pouco expressivas para as necessidades reais do mercado. Luís Lima adverte que "os bancos financiam a venda das suas próprias fracções, quando o que deviam fazer era colocá-las no mercado de arrendamento, permitindo que aumentasse a oferta e estimulando o mercado".


Propostas de três bancos

1 - Santander já financiou 5,5 milhões de euros 
Nos últimos três meses, o banco Santander Totta "financiou 5,5 milhões de euros em créditos à habitação", avança fonte da instituição de crédito ao Diário Económico. Estes são os números mais recentes do Santander Totta no apoio a promotores. "Esses empreendimentos apenas terão clientes se existirem condições de financiamento que sejam acessíveis aos compradores, de forma a que possam adquirir essas fracções", nota ainda o banco. O Santander propõe apoios até 100% do valor da aquisição do imóvel. Contudo, alerta: "A análise de risco dos clientes é exactamente a mesma" que no restante crédito à habitação. Esta solução permite aos clientes do Santander Totta "manter a sua actividade de comercialização para reduzir a exposição creditícia e cumprir com as suas obrigações contratuais", conclui a mesma fonte.

2 - CGD reforça benefícios em campanha até Maio 
A CGD reforçou a campanha para a compra de casas do banco e limitou os benefícios suplementares para quem concretize proposta até 31 de Maio deste ano. O empréstimo goza de uma taxa fixa de 2,75%, nos primeiros três anos da vigência do contrato, e inclui a bonificação do ‘spread' em 1% (para clientes com cartão de débito e crédito, Caixadirecta e domiciliação de rendimentos) no restante período do contrato, que poderá chegar a 45 anos. A proposta é feita através da Caixa Imobiliário e destina-se aos imóveis da sua carteira, mas também 
à compra de casa própria, permanente ou secundária, ou para obras a realizar, em simultâneo, na mesma habitação, segundo ‘newsletter' enviada a empresas a que o Diário Económico teve acesso.

3 - Casa BBVA pratica ‘spread' de 1% 
A ‘Casa BBVA' é um produto do banco espanhol que "proporciona aos seus clientes uma vasta oferta de imóveis, novos e usados e de diversas tipologias (habitação, comércio, etc.), com preços bastante atractivos", lê-se no prospecto do banco. A proposta financeira do BBVA "prevê financiamento até 100% do valor de aquisição, ‘spread' a partir de 1% para LTV até 50%, prazo até 40 anos e quota final até 30%", avança. Qualquer cliente do BBVA pode igualmente colocar o seu imóvel, para venda, no ‘site' do banco. Através do endereço www.casa.bbva.pt, o BBVA disponibiliza ofertas em três áreas geográficas (Norte, Centro e Sul), permitindo uma busca mais fácil. Cada imóvel tem o descritivo das suas características e dessa forma o utilizador fica com maior opção de escolha, em função do seu perfil.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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