01
Fev 12

Bancos: rácio entre crédito e depósitos abaixo dos 140%

Desalavancagem só atingirá meta se Estado e sector empresarial público continuarem a reduzir financiamento

 

A desalavancagem da banca portuguesa está a ser feita a um bom ritmo, disse esta quarta-feira o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, na Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, que decorre na Assembleia da República. Mas a continuação deste trabalho pode ser posta em causa se o sector público precisar de mais financiamento.

António de Sousa estimou, perante os deputados, que o rácio entre créditos e depósitos do sistema bancário português caiu mais de 10 pontos percentuais em 2011, face aos iniciais 150%. «A desalavancagem em 2011 já foi substancial, estaremos abaixo dos 140%», afirmou. Uma redução que aproxima o indicador da meta definida no memorando de entendimento assinado com a troika, e que aponta para os 120% em 2014.

A meta pode ser atingida, mas isso vai depender em grande parte do comportamento do sector público e em particular das empresas públicas. É que a banca tem de reduzir o crédito concedido e, para não cortar o financiamento às famílias e empresas, é preciso que o sector empresarial do Estado (SEE) não esgote a sua capacidade de financiamento.

Para já, a banca tem dinheiro disponível para emprestar, ainda que a procura não esteja ao rubro. «Há capacidade disponível e bastante», mas «a banca tem de ser extremamente rigorosa nos critérios de risco, e cada vez menos empresas conseguem passar no crivo. Haverá muitas empresas que precisariam de mais crédito e não o obterão porque não passam nos critérios de risco», admitiu. Para além disso, «não há nenhuma pressão por parte das famílias para aumentar o endividamento. Só no sector empresarial do Estado, e mesmo aí é menor do que era há alguns meses, porque o Estado passou a emprestar directamente às empresas públicas», explicou.

«Para atingir a meta de desalavancagem, é preciso reduzir 20 a 30 mil milhões de euros no crédito concedido. Para isso, ou o Estado paga, ou situação tornar-se-á complicada. Aliás, só não se tornou ainda porque Estado começou a pagar e já pagou entre 3 a 5 mil milhões de euros», avançou. Segundo tem sido noticiado, é para isto que tem servido parte do dinheiro dos fundos de pensões da banca transferidos para o Estado.

Por isso, António de Sousa não hesita em dizer que a meta de atingir um rácio de 120% entre créditos e depósitos em 2014 só é «realista se o Estado mantiver esta tendência». «Sem estes pressupostos não é realista nem para o sistema financeiro nem para o défice público», diz.

O presidente da associação dos bancos apontou outros factores que contribuíram para a desalavancagem já conseguida, como a alienação de activos por parte das instituições, em particular activos internacionais, como carteiras de crédito e securitizações. Mas a melhoria é também mérito do esforço feito pelos bancos na captação de depósitos, uma frente que António de Sousa considera que os mesmos «foram muito eficazes».

Embora ainda não existam dados finais para o conjunto de 2011, António de Sousa sublinhou que, até Outubro, os bancos terão captado mais 8 ou 9 mil milhões de euros em depósitos, o que traduz uma subida superior a 5%.

A subida não se deve exclusivamente ao aumento da poupança nacional, mas também à «transformação de outro tipo de activos em depósitos», já que a algumas aplicações têm experienciado uma verdadeira «hemorragia» de aplicações, como os certificados de aforro, e os fundos de investimento mobiliários e imobiliários.

«baixar o rácio em 10 pontos, com estas medidas, é possível, mas agora temos de cortar mais 20 pontos percentuais e isso só é possível continuando estes esforços, mas também e sobretudo se o Estado continuar a reduzir a procura de crédito».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

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30
Jan 12

BCP confirma que Amado aceitou liderar o banco

BCP confirma em comunicado que Nuno Amado, do Santander Totta, aceitou o convite para se candidatar a substituir Santos Ferreira.

"O Presidente do Conselho Geral e de Supervisão informa que lhe foi transmitido que Nuno Amado aceitou o convite de accionistas para, na qualidade de Presidente Executivo do Banco Comercial Português, integrar uma lista a ser submetida a uma próxima Assembleia Geral", refere o banco em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), confirmando a notícia avançada pelo Diário Económico no final da semana passada.

Nuno Amado, actual presidente do Santander Totta, prepara-se assim para assumir a liderança do BCP, substituindo no cargo de CEO Carlos Santos Ferreira, que deverá continuar no banco mas com outras funções, de ‘adviser' na internacionalização da instituição.

A decisão será confirmada na próxima Assembleia-Geral (AG) do banco, marcada para 28 de Fevereiro. Além de mudar a equipa executiva, o BCP deve também aprovar também uma alteração de governance, adoptando o modelo monista em vez do dualista que hoje impera.

Com a saída de Nuno Amado, António Vieira Monteiro, actualmente administrador executivo, vai assumir a liderança do Santander Totta.

Na sessão de hoje, os títulos do BCP recuaram 5,67% para 0,133 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Jan 12

Bancos cortam para metade financiamento às famílias

Na recta final de 2011, a banca nacional emprestou menos 619 milhões aos particulares e às empresas. Crédito às famílias está ao nível mais baixo de sempre.

De acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP), hoje divulgados, os novos empréstimos da banca à economia totalizaram os 4306 milhões de euros em Novembro passado, menos 12,6% do que em igual período de 2010. 

O crédito às famílias tem sido o principal afectado pelas restrições à concessão de crédito, decorrentes da capacidade de financiamento dos bancos. Além disso, tem-se registado também uma diminuição dos pedidos de financiamento de particulares.

Os dados do BdP mostram que, em Novembro, os bancos portugueses reduziram a metade o financiamento às famílias. O volume de novos empréstimos ascendeu a 678 milhões de euros, o valor mais baixo desde que há registo dos dados, ou seja, desde o início de 2003. Em termos homólogos, a quebra é de 48,9%, a maior desde Maio de 2004.

O crédito à habitação é aquele onde se regista maior diminuição, com menos 68,4% de empréstimos concedidos do que há um ano – uma quebra recorde nos dados do BdP. No total, em Novembro, os bancos nacionais emprestaram apenas 230 milhões de euros para a compra de casa, o valor mais baixo de sempre.

Ao nível do crédito ao consumo, a quebra de novos empréstimos é também acentuada (menos 40%) e, igualmente, a maior de sempre. Em Novembro, os créditos ao consumo ascenderam a 189 milhões de euros, o valor mais baixo de sempre.

São as empresas que têm ficado com a grande fatia do crédito da banca. Em Novembro, os empréstimos ao universo empresarial ascenderam a 3.628 milhões de euros, mais 0,8% do que em igual período de 2010. 

Contudo, este aumento deve-se à maior concessão de empréstimos acima de um milhão de euros (12,2%), enquanto o crédito abaixo desse montante caiu 8,6%, o que significa que, à partida, apenas as grandes empresas continuam a ser financiadas, deixando as Pequenas e Médias Empresas (PME) com cada vez menos acesso à banca.

fonte:http://economia.publico.pt/

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06
Jan 12

Fundo de pensões: «Banca fica mais sólida»

Governador do Banco de Portugal diz que transferência das pensões para a Segurança Social tem vantagens para os bancos

O governador do Banco de Portugal (BdP) garantiu esta sexta-feira, no Parlamento, que a banca «fica ainda mais sólida» depois da transferência dos fundos de pensões para o regime geral da Segurança Social.

«Posso garantir que, no final desta operação, o sistema financeiro estava sólido e fica agora ainda mais sólido», disse Carlos Costa, na primeira de seis audições no Parlamento sobre esta matéria.

«Os bancos têm interesse em transferir esta contingência, porque as taxas de rendimento e a valorização dos activos alteram-se. Há uma vantagem para o sistema financeiro», acrescentou o responsável do BdP.

Uma justificação que não agradou a Honório Novo, deputado do PCP, partido que chamou Carlos Costa ao Parlamento, que aponta o dedo ao processo, acusando o Estado de proteger os interesses dos bancos, em detrimento dos interesses de «milhares de pensionistas».

A transferência dos fundos de pensões de bancos privados para o regime geral da Segurança Social foi a solução encontrada pelo Governo para cumprir a meta do défice orçamental em 2011.

Bancos dão parte em dinheiro, outra parte em dívida

O Estado estima encaixar 6 mil milhões, ficando a dever contrapartidas a cerca de 27 mil pensionistas que terão sido envolvidos e passam agora para a Segurança Social.

A primeira tranche, de 55 por cento do valor total, já foi transferida. O restante valor terá de passar para aos mãos do Estado até 30 de Junho de 2012.

A entrega do primeiro montante, a «maioria foi feita em dinheiro e uma pequena parte em títulos de dívida», explicou Carlos Costa, explicitando: «Só 7 milhões de euros foram em dívida pública, o que é muito pouco».

«A banca preferiu pagar em dinheiro porque a transferência de dívida pública se fazia a desconto», disse Carlos Costa, garantindo que deste modo os activos «não têm risco».

O governador sublinhou ainda que a contabilização desta transferência terá de ser feita no ano 2011, «por imposição do Eurostat».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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30
Dez 11

O que vai suceder ao seu banco

Exigências europeias prometem levar Estado a dois bancos criados após nacionalizações
O grande desafio a que o seu banco estará sujeito no próximo ano é o cumprimento das exigências de solidez definidas pela Autoridade Europeia de Supervisão e pela troika. 

O principal esforço terá de ser feito até final de Junho, altura em que as grandes instituições financeiras têm de cumprir as metas de solidez definidas a nível europeu. E numa altura em que as duas dezenas de bancos cujos fundos de pensões vão passar para o Estado têm de absorver os impactos negativos desta operação.

Não estranhe, por isso, se, nos primeiros seis meses do ano, o seu banco recorrer ao apoio estatal. Nalgumas instituições, a aparente inevitabilidade de recurso a fundos públicos resulta, sobretudo, do facto de os bancos terem sido obrigados a criar almofadas temporárias de capital devido à desvalorização da dívida pública que têm em carteira.

Também não será surpreendente que surjam novos investidores como accionistas dos bancos. Os chineses que ganharam a corrida à EDP admitem que a banca chinesa tem interesse em Portugal.




CGD 
é o banco do Estado mas deve poupar o Tesouro


A troika quer que o banco do Estado evite, ao máximo, usar fundos públicos para cumprir as exigências de solidez. Só se a venda de activos e outras medidas que a CGD adopte não forem suficientes é que o Estado pode apoiar a instituição, o que parece inevitável devido à carteira de dívida pública do banco. Mas a Caixa deve contar com uma ajuda preciosa: a venda do negócio segurador.

Se as necessidades não forem satisfeitas por meios próprios, a CGD terá o apoio do Estado.

Troika
Terceira versão do memorando




BCP poderá contar com um novo accionista?

Será alvo preferencial numa eventual investida da banca chinesa em Portugal, mais provável após Pequim ter manifestado intenção de reforçar o investimento no País no âmbito da vitória na corrida à EDP. Dificilmente evitará ter de pedir ajuda ao Estado, mas sem que este fique com acções. A Sonangol, hoje maior accionista, também deve reforçar a posição no processo de capitalização do banco.

BCP estudará outras oportunidades, incluindo a linha de recapitalização.

BCP
Comunicado de 8 de Dezembro




BES deverá testar apoio de investidor estratégico

Com a generalização da crise da dívida à Europa, a capitalização do BESpoderá pôr à prova o empenho do Crédit Agricole. O parceiro do BES terá também de reforçar capital, podendo não estar disponível para injectar dinheiro em Portugal. Certo é que, entre os grandes bancos, o BES é o menos pressionado nesta caminhada. A sua preocupação é evitar, a todo o custo, a ajuda estatal.

Aumento de capital [de 2011] vai permitir manter independência estratégica do banco.

Amílcar Morais Pires
Administrador financeiro do BES




BPI poderá assistir a reforço da posição angolana?

BPI admite recorrer ao Estado para cumprir as metas de capital, o que não deve implicar que este fique accionista - o grande esforço deve-se à dívida pública. Os accionistas serão chamados a este esforço, pelo que a Santoro pode aproveitar para elevar a posição no BPI. O grupo angolano de Isabel dos Santos já admitiu passar os 10% mas ainda não pediu autorização nesse sentido.

O BPI vai analisar todas as opções de reforço de capital, incluindo a linha de recapitalização.

BPI
Comunicado de 8 de Dezembro




Totta beneficia de ser parte do maior grupo espanhol 

Santander Totta está adiantado no processo de reforço do rácio de solvabilidade. No final de Setembro tinha um "core tier one" de 9,6%, próximo dos 10% exigidos no final de 2012. Por esta razão, mas também por fazer parte do maior grupo financeiro espanhol, a instituição não deve pedir ajuda ao Estado. A casa-mãe será sempre chamada a responder a uma eventual surpresa.

A probabilidade de apoio do Banco Santander é extremamente elevada.

Fitch
Relatório de 6 de Dezembro




Barclays é apenas uma sucursal do banco britânico

Como sucursal do Barclays britânico, a operação portuguesa não está sujeita às metas de capital definidas para os bancos de direito local. O que não significa que, num contexto de austeridade e recessão em Portugal, não tenha uma atitude mais cautelosa. Esta será a tendência natural, até por se tratar de um grupo estrangeiro que não opera em euros, a moeda da crise da dívida.

A operação portuguesa do Barclays não está sujeita às metas de capital definidas para os bancos de direito local.




Popular tem tido o apoio da casa-mãe espanhola

O Popular Portugal é controlado na totalidade pela casa-mãe espanhola, que acaba de assegurar um aumento de capital de 75 milhões de euros na instituição portuguesa. Esta operação terá garantido o cumprimento da meta de solidez deste ano. E igual atitude é de esperar em 2012, até tendo em conta que em Espanha o Popular tem estado disponível para comprar instituições mais fracas.

Foi deliberado um aumento do capital, integralmente subscrito pelo Popular Español.

Banco Popular Portugal
Comunicado de 28 de Dezembro




Montepio reforça capital já a pensar neste ano e em 2012

No final de Junho, o Montepio tinha um nível de solidez em linha com as exigências definidas para o final deste ano. Para os últimos dias deste ano, a caixa económica tinha previsto um aumento de capital de 100 milhões de euros, com o objectivo de compensar o impacto negativo das inspecções da troika no rácio deste ano e de preparar 
o cumprimento do objectivo de 2012.

Montepio aumenta capital tendo em vista a meta de "core tier one" no final de 2012.

Montepio
Comunicado de 8 de Dezembro




Crédito Agrícola já cumpre meta de capital de 2012

O Crédito Agrícola tem a maior folga no cumprimento das metas de capital definidas pela troika. No final de Setembro, o seu rácio de solvabilidade mais exigente ("core tier one") rondava 12%, acima do mínimo de 10% que as autoridades internacionais impõem a sector até ao final do próximo ano. Esta posição dá-lhe ainda margem para absorver o impacto da crise económica.

O grupo está numa situação confortável relativamente às questões essenciais.

João Costa Pinto
Presidente do Crédito Agrícola




Banif à espera de clarificação da estrutura accionista

Era para já ter acontecido há meses, mas, até à hora de fecho desta edição, os herdeiros de Horácio Roque, fundador do banco, ainda não tinham um acordo de partilhas. Este ano, o Banif SGPS deve conseguir cumprir as metas de solidez sem ajuda estatal. Em 2012, o desafio é grande, pelo que a clarificação accionista será determinante para perceber qual o futuro do grupo.

As medidas em curso vão ser suficientes para cumprir rácios de 2011 sem apoio do Estado.

Marques dos Santos
Presidente do Banif
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h
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27
Dez 11

Desconfiança leva bancos a depositar valor recorde no BCE

Bancos da zona euro depositaram hoje quase 412 milhões de euros no BCE.

Os bancos da zona euro depositaram hoje BCE 411.813 milhões de euros, um valor que constitui um novo máximo histórico e que reflecte a desconfiança existente entre as instituições financeiras.

Pese embora a injecção de liquidez levada acabo pelo BCE, a três anos, à taxa fixa de um por cento realizada na semana passada, os bancos bateram hoje um recorde histórico no valor depositado no banco emissor, segundo a Bloomberg.

O montante hoje depositado é superior aos 346.994 milhões de euros observado na sexta-feira da semana passada, tendo-se fixado 7% acima do anterior recorde no valor de 384.260 milhões de euros depositados no BCE a 11 de Junho de 2010.

A facilidade de depósitos do BCE remunera o dinheiro depositado diariamente pelos bancos da zona euro (taxa 'overtnight') a 0,25%, uma rentabilidade inferior à taxa de referência da autoridade central europeia (REFI) que está um por cento.

Os bancos continuam assim a demonstrar relutância para emprestarem entre si, optando pela maior segurança dos depósitos junto do BCE em detrimento de procurarem uma maior rentabilidade, apesar do banco central ter realizado na semana passada uma das maiores operações de cedência de liquidez com um prazo mais alargado, com a intenção de dar maior liquidez à economia.

Os problemas de liquidez têm sido uma constante na crise da zona euro e a necessidade de restabelecer a confiança entre as instituições financeiras é fundamental para se ultrapassar a situação de falta de fundos disponíveis para serem canalizados para a economia, de acordo com analistas citados pela Bloomberg.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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Crédito bancário já supera em 190% o PIB

O financiamento à economia continua a ser concentrado em apenas cinco bancos.

O crédito concedido pela banca à economia, no final do primeiro semestre, totalizou 330 mil milhões de euros, o equivalente a 191% do produto interno bruto (PIB). Isto significa que por cada euro de riqueza criado em Portugal, a banca concedeu 1,91 euros em crédito.

Segundo dados do último boletim estatístico da Associação Portuguesa de Bancos (APB), o financiamento à economia nacional no mesmo período registou uma ligeira correcção de apenas 1% face ao mesmo período de 2010. Destaque para o forte papel dos cinco maiores bancos nacionais (Caixa, BCP, BES, Banco BPI e Santander Totta) ao longo do primeiro semestre do ano, que foram responsáveis por mais de 80% dos empréstimos concedidos aos agentes económicos. A verdade é que a concentração do sector em apenas cinco ‘players' não é um caso único da concessão do crédito. É antes uma característica do sector financeiro português desde há muito: de acordo com os dados recolhidos pelo Diário Económico, a Caixa, BCP, BES, Banco BPI e Santander continuam a ser responsáveis por mais de 80% do crédito concedido à economia, por 81% do produto bancário do sector e por 82% dos recursos captados de clientes.

No capítulo dos lucros, os cinco maiores bancos são responsáveis por 97% dos lucros do sector. Isto apesar de os "cinco gigantes" terem registado, entre Janeiro e Junho, uma correcção homóloga média de 45,7% dos seus lucros. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Dez 11

Os bancos que mais subiram as comissões desde o início da crise

Desde 2010 que as instituições financeiras têm vindo a aumentar as comissões dos serviços associados às contas à ordem.

Abrir uma conta à ordem é um passo corriqueiro. Por isso não será de estranhar que, no final de 2010, existissem em Portugal mais de 25 milhões de contas com essas características. Isto equivale a um rácio de 2,5 contas por cada português. Contudo, a utilização de uma simples conta à ordem tem encargos associados. Custos que podem diferir bastante consoante a instituição e que sofreram um agravamento considerável desde que a crise da dívida soberana europeia despoletou no início de 2010. O Diário Económico analisou quanto estão a cobrar os dez maiores bancos e, segundo as nossas contas, os encargos com as comissões habitualmente associadas às contas à ordem subiram perto de 17% desde o início de 2010. Nessa altura, ter uma conta à ordem, fazer uma requisição de 20 cheques ao balcão, e 15 transferências interbancárias, também ao balcão, custava em média 114,6 euros, por ano. Hoje, o mesmo cabaz de operações custa 133,7 euros.

As razões para este agravamento de custos são fáceis de explicar. Perante o agravamento da crise, as instituições financeiras foram obrigadas a encontrar fontes alternativas para captar receitas e contrariar os resultados menos positivos de outras áreas de actividade. Uma das vias foi precisamente através do agravamento das comissões dos serviços prestados pelos bancos.

Para este trabalho foram comparados os preçários actuais com os que vigoravam em Fevereiro de 2010 nos dez maiores bancos a operar em território nacional. Designadamente: CGD, BCP, BES, Santander, BPI, Barclays, Montepio, Banif, Crédito Agrícola e Popular. Deste leque de instituições, o Montepio foi o que mais agravou o custo, ao balcão, do conjunto de três comissões analisadas. Desde o início de 2010, este banco aumentou em cerca de 61% o valor total das três comissões. Estas passaram de 72,5 euros para os 116,58 euros. A CGD e o Banif ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro posto entre os bancos que mais encareceram nos últimos dois anos este tipo de serviços. O custo com essas operações subiu 41% e 25%, respectivamente, na CGD e no Banif. Já o Crédito Agrícola, o BPI e o Barclays estão entre as instituições que menos subiram o valor das suas comissões.

Contudo, existem algumas ressalvas importantes de fazer. No caso concreto do Montepio, apesar de se tratar da instituição que mais encareceu as comissões, ainda é uma das que menos cobra por esse conjunto de serviços. No lado oposto está o Barclays que, mesmo não sendo um dos bancos que mais agravou as comissões, é dos bancos que apresenta o preçário mais caro.

Analisando por tipos de comissões é possível constatar que foi nos custos de requisição de cheques que se registaram os maiores agravamentos. Contas feitas, o pedido de 20 cheques ao balcão representava, em Fevereiro de 2010, um encargo médio de 12,2 euros. Agora, esse valor médio subiu para 15,9 euros. O que representa uma subida de mais de 30%. Contudo, em termos de montantes, foi nas comissões de gestão de conta que se verificaram os maiores acréscimos. Desde Fevereiro de 2010, estas subiram em média 8,3 euros. Por sua vez, fazer 15 transferências interbancárias pontuais passou a custar agora mais 7,1 euros.

Contudo, é necessário ter em conta que, apesar dos valores publicados nos preçários, na realidade os encargos com comissões podem ser consideravelmente mais baixos. Isto acontece sobretudo no caso das comissões de manutenção de conta. Estas, normalmente, são isentas no caso de se tratarem de contas ordenado, para jovens ou com saldos médios mais elevados. O recurso à internet para efectuar algumas das operações ainda pode fazer baixar mais a factura. Por exemplo, quatro das dez instituições consideradas isentam o pagamento de comissão nas transferências interbancárias realizadas através da "rede".

Cenário base
Foram analisadas três comissões associadas a serviços de contas à ordem. Foi tido em conta o caso de um cliente que tem uma conta à ordem com um saldo médio de 1.000 euros, que faz 15 transferências interbancárias pontuais por ano e requisita um livro de 20 cheques. Foram analisadas as comissões cobradas ao balcão. No caso dos cheques, na impossibilidade de ter o número exacto de cheques (20), optou-se pela solução mais próxima (exemplo: livro de 22 ou 25 cheques). Foram comparados os valores dos preçários actuais e os que vigoravam em Fevereiro de 2010. A única excepção foi o Montepio em que, pelo facto de não dispormos do preçário de Fevereiro de 2010, utilizamos o de Janeiro de 2010.

 

Quanto cobram os bancos em comissões

 

CGD
A CGD figura entre os bancos que mais subiram os custos anuais com as três comissões analisadas.A manutenção de conta, a requisição de 22 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam, por ano, 135,17 euros, o que representa um acréscimo de mais de 40% face aos valores praticados no início de 2010.

BCP
Apesar de ser um dos bancos que mais cobra pelas três comissões, o BCP está entre as instituições que menos as agravou desde o início de 2010. Os custos de gestão de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias pontuais por ano somam 145,29 euros: mais 8% face ao que se passava no início de 2010.

BES
Desde Fevereiro de 2010, o BES agravou em perto de 15% as comissões analisadas. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias têm um custo anual de 147,6 euros, o que compara com 128,5 euros de há cerca de dois anos.

Santander
Apesar de ser um dos bancos que menos subiu as comissões, é a instituição que mais cobra por esses serviços. Por ano, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e 15 transferências interbancárias custam 161,4 euros. Ou seja, mais 9,5% face aos 147,35 euros que cobrava em Fevereiro de 2010. É o que cobra mais tanto pelas transferências interbancárias como pela requisição de cheques.

BPI
O BPI é, simultaneamente, o banco que menos cobra em comissões e um dos que menos agravou o custo deste tipo de serviços desde Fevereiro de 2010. Os encargos com a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques e a realização de 15 transferências interbancárias subiram nesse período perto de 5%, dos 94,13 euros para os actuais 98,63 euros.

Barclays
Apesar de ser um dos bancos que menos aumentou as comissões analisadas, o Barclays mantém-se como uma das instituições que mais as oneram. A gestão de conta, a requisição de 25 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias, têm um custo anual próximo de 148 euros. Em Fevereiro de 2010, o custo era de 137,26 euros. É também o banco que mais cobra pela manutenção de conta: 80 euros por ano.

Montepio
O Montepio foi a instituição que, desde o início da crise, mais subiu as suas comissões: 61%. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custam 116,58 euros. Há dois anos, as mesmas operações custavam 72,5 euros. Apesar desse agravamento, o Montepio continua a ser uma das instituições que menos cobra por estas três comissões.

Banif
Trata-se de um dos bancos que mais subiu as comissões. A manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias subiram 25%, dos 111 euros que se verificava no início de 2010 para os 139 euros actuais. Esta subida deveu-se sobretudo ao incremento dos custos de manutenção de conta já que estes duplicaram de 25 para 50 euros, por ano.

Crédito Agrícola
Foi a instituição que menos subiu as comissões desde o início de 2010. A única comissão a sofrer um incremento foi a de requisição de cheques, que subiu um euro. Desta forma, a manutenção de conta, a requisição de 20 cheques ao balcão e a realização de 15 transferências interbancárias custa agora 119 euros por ano, quando em Fevereiro de 2010 custavam 118 euros. A instituição mantém-se também entre as que menos cobram por estes três serviços.

Popular
O Popular cobra, por ano, 127 euros pela manutenção de conta, requisição de 20 cheques ao balcão e pela realização de 15 transferências interbancárias. Ou seja, mais 18% face a Fevereiro de 2010. Nessa altura, o banco cobrava 107,5 euros na prestação dos mesmos serviços. Essa subida de custos deve-se apenas à alteração numa comissão: a aplicada nas transferências interbancárias. O custo de cada operação desta natureza subiu de 1,7 euros para 3 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Dez 11

Prazo do Estado na banca alargado para 5 anos

A comissão parlamentar de Orçamento e Finanças aprovou esta terça-feira o alargamento de três para cinco anos do prazo inicial de investimento do Estado nos bancos durante a votação na especialidade da proposta de lei que de recapitalização da banca.

Esta tarde os deputados da Comissão de Orçamento e Finanças discutiram e votaram ponto a ponto a proposta de lei do Governo que enquadra o recurso dos bancos privados ao fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros destinados ao sector financeiro no âmbito do acordo com a 'troika'. O objectivo desta linha pública é contribuir para o reforço de capitais das instituições bancárias.

Uma das principais alterações feitas à proposta de lei tem a ver com a passagem de três para cinco anos do prazo do investimento inicial do Estado nos bancos, momento a partir do qual o Estado pode passar a exercer a totalidade dos direitos de votos correspondentes à participação social que detenha na instituição bancária. 

Esta proposta de alteração à lei da recapitalização da banca foi apresentada por PSD e CDS-PP.

Foi ainda aprovada a proposta de alteração do PSD e do CDS ao artigo 17.º, desaparecendo assim a referência de que o pacote de ajuda financeira vai até 12 mil milhões de euros, o que poderá levar a alterações do montante.

O deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares perguntou qual a motivação da queda da inscrição dos 12 mil milhões de euros no diploma. Segundo o social-democrata Paulo Batista Santos, «esta alteração melhora a participação da Assembleia da República neste processo».

«É mais transparente, remete o valor para o Orçamento do Estado, onde terá a participação dos deputados nesta discussão», afirmou o deputado.

Quanto à proposta do PS de que os termos da recapitalização, como a remuneração do capital investido e os poderes dos representantes do Estado na banca, fiquem inscritos em projecto-lei e não em portaria, esta foi chumbada pelo PSD e pelo CDS.

Para Basílio Horta, do PS, a inscrição destes pontos em decreto-lei tinha a vantagem de permitir «alterações da Assembleia da República e a análise do Presidente da República».

O social-democrata Duarte Pacheco considerou esta uma «questão pertinente num processo que se pretende transparente», mas justificou a recusa desta alteração afirmando que este é um diploma que «garante as regras genéricas» das operações que venham a ser necessárias, pelo que os pontos em análise devem ser tratados em portaria da responsabilidade do Governo.

«Mas, como já disse o ministro das Finanças, a portaria será pública e será remetida ao parlamento para que possa analisá-la a discuti-la de forma transparente», afirmou Duarte Pacheco.

A proposta de lei, que tinha sido aprovada na generalidade em plenário a 22 de Novembro e hoje foi aprovada na especialidade, será levada novamente a plenário esta quinta-feira para a votação final global da proposta de lei.

A legislação deverá ser aprovada com os votos favoráveis do PSD, PS e CDS, tal como aconteceu na votação na generalidade.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Dez 11

Bancos precisam de 838 milhões para cobrir riscos de crédito

Os bancos nacionais necessitam de registar imparidades adicionais de 838 milhões de euros, que dizem respeito à avaliação das carteiras de crédito.

Segundo comunicado do Banco de Portugal, as «conclusões» do exame imposto pelo troika vem «confirmar a resiliência e a solidez do sistema bancário nacional em matéria de fundos próprios».

«No que se refere à avaliação das carteiras de crédito, para o conjunto dos oito grupos bancários e com referência a 30 de Junho de 2011, foi estimada a necessidade de reforço de 838 milhões de euros no valor das imparidades registadas para a carteira de crédito analisada (não considerando almofadas de imparidade existentes nessa data), de forma a atingir níveis de provisionamento robustos. Este montante corresponde a 9,1% do total da imparidade constituída para os créditos abrangidos pelos trabalhos de inspecção e 0,3% do montante global desses créditos», escreve o Banco de Portugal, em comunicado, enviado às redacções.

O supervisor explica que as «necessidades de reforço são parcialmente compensadas pela reafectação de imparidades identificadas como disponíveis» em Junho, e no terceiro trimestre - 339 milhões e 208 milhões, respectivamente - indicando que ficam assim em falta 291 milhões de euros.

As inspecções que foram levadas a cabo às carteiras de crédito de oito instituições de crédito (Caixa Geral de Depósitos, BPI, BCP, BES, Santander Totta, Montepio Geral, Banif e Caixa de Crédito Agrícola) tinham como objectivo identificar as necessidades adicionais de imparidades de cada instituição.

Montepio e também a CGD têm contabilizadas mais provisões do que seria até necessário e tanto o BPI como oTotta não precisam de reforçar imparidades.

BES precisa de 104 milhões, porque já reforçou 21 milhões, e o Banif de 70 milhões, porque reforçou já 20.

BCP apresenta a maior necessidade: 381 milhões e não especifica quanto pode estar já coberto.

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